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Mensagens

Vogue FNO Lx 2010

Já passaram uns belos dias, mas ainda não tinha tido a possibilidade de deixar no meu cantinho uma opinião sobre o Fashion Night Out / Sept. 2010.
Arredada das passarelles e das festas privadas, lá para bandas das lojas da Castilho, andei como comum mortal a "bater" calçada portuguesa (de bailarinas para poder de facto andar, que isto não é terreno para Laboutins e outros luxos afins) pelo meio de anónimos, fashionistas, curiosos, pseudo VIPs manhosos, Moranguitos (alguém pode explicar à Raquel Strada que os seus gritinhos são estridentes e irritantes, tipo à beira de levar um par de estalos naquelas trombas de besugo?) e pessoas de facto às compras.
Grosso modo, adorei. É muito bom ver uma cidade animada e com vida, para além de dia de Marchas de Populares (que muito gosto, confesso). 
Para quem trabalhou 5 anos na Avenida da Liberdade, 4 anos e meio dos quais por cima da Louis Vuitton (ninguém merece!), sempre me fez confusão o quão deserta ficavam as ruas depois dos escritór…

Summertime

As recordações do Verão dividem-se em duas. 
A mais imediata, são os 3 meses de praia, repartidos entre a Caparica, Foz do Arelho e Algarve. O acordar cedo, chegar à praia quase vazia, o cheiro a mar ainda sem misturas de cremes e gritos à beira da água. A excitação de ver se a bandeira estava verde, para despir com rapidez a roupa e entrar no mar, com uma pressa como se amanha o ritual não se repetisse. 
Era sempre assim. Todos os dias. Sair de casa ainda meio a dormir, de livro na mochila e cabelo preso num rabo de cavalo. Quando a viagem terminava, antes de chegar ao areal, o copo da Tupperware com leite frio e chocolate, bebido em vários golos. Só a recordação, traz o sabor do copo e do leite. E pão com manteiga. 
Esta metódica repetição variava apenas na Foz do Arelho. Além de nunca se ir muito cedo, quase sempre o pequeno almoço, numa leitaria nas Caldas, era um croissant simples e Capprisonne (altamente saudável, mas em férias, era a loucura!).
A dúvida era saber se chegando à prai…

Outra versão de mim

Para todos aqueles que não me suportam, que me acham uma pedante insolente, um ser opinativo e que fala sem filtros... mais uma razão para me acharem insuportável! Somos duas!!!! 
Para quem me dá a honra de ser meu amigo e me atura quando já não há força que aguente, digam lá que não estou amorosa no meu boneco? 
Já me imagino fazer um livro de aventuras em BD (que nem gosto) com esta bonequinha linda como heroína!!! 
Uma It Girl dos cartoons, com um loft no Upper East Side, que trata o Tom Ford por tu e que viaja de propósito à Africa do Sul para uma festa do Mandela. Uma Carrie Bradshaw com um cabelo mais giro, mais preocupada em carteiras do que em Manolos e "diferente das outras mulheres". Uma Aerin Lauder de negócios, com pulso de ferro da Madeline Albright. 
Sofredora pelo seu Benfica e capaz de pontapear o César Peixoto, sem medos, fazendo-o chorar! E a seguir começar a distribuir cacetadas aos pseudo jornalistas do Record que atacam o Glorioso. 
Uma itinerante curiosa bus…

O nosso lugar no mundo

Primeiro dia útil de ferias.
1 telefonema. O dia todo (se descontarmos duas chamadas de trabalho).
1 telefonema. 
Nem sms. 
Uma pessoa re-equaciona seriamente a sua existência perante estes aparentes pequeno-nadas. 
Uma vez desenquadrada, para sempre desenquadrada.

Desfeita em lágrimas

"Como numa festa com gente à pinha, ninguém dera pela chegada dela, e ninguém repararia se ela se fosse embora."
Um Dia, Michael Nicholls


Esta frase, escrita na página 66, atirou-me em afeição para a Emma Morley. Identificação instantânea, fiquei presa ao livro. 
Hoje, entre um mergulho matinal, tinha que o acabar. E, apanhada de surpresa com o desfecho, chorei que nem uma madalena arrependida. O livro está construido de modo tão inteligente, que é uma dor fechá-lo. Além de obrigar qualquer médio trintão a repensar a sua juventude perdida (e logo aí, bam, é um balde de água fria ao longo de várias páginas, com a água a passar-se para o verdadeiramente gelado!) como nos faz pensar como tudo é efémero. 
Vou ler qualquer coisa coisa tremendamente futil de seguida porque o impacto de "Um Dia" foi brutal e devastador. 
E vou pra' a sombra porque o sol faz mal a estas horas.

I had a dream

Dormia tranquilamente (comme d' habitude) e sonhava que estava de férias (e não é que estou, mesmo? yes, yes, yes!!!) num qualquer destes maravilhosos sítios abençoados pelo bom gosto.