Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Double standards

Aceito que pessoas que sempre mantiveram voto de confiança no governo e nas medidas de austeridade como solução possível estejam ainda a defender status quo como garante da estabilidade. 

Eu própria concedo que a estabilidade é melhor, mesmo em cenários difíceis, que a indecisão e a duvida. Que essa volatilidade acarreta efeitos negativos. Mas a bem da verdade, a crise política actual foi criada no seio do Governo, pelos lideres da coligação, que não a souberam gerir ou resgatar. E é aprofundada a cada momento por uma ingovernabilidade previsível. Não quero com isto dizer que há razoes para ir festejar. Isso é esquecer que está um país em suspenso. Eu não votei nesta gente, não lhes reconheço capacidades, mérito, honestidade intelectual (e grosso modo, honestidade no geral) mas sofro como os demais. 
O que não entendo é que pessoas que tão activamente se manifestaram contra a austeridade, contra as medidas que foram sendo tomadas, que animaram outros nas suas páginas do facebook ou em…

Na verdade, estou lá #74

Pikaia Lodge
Galapagos Islands, Equador












Desalinhados

Urge tomarmos uma medicação qualquer que nos acalme porque estão a ocorrer demasiadas coisas ao mesmo tempo altamente estranhas e geradoras de desequilíbrios perniciosos. 


Não sei se é da instabilidade climatérica, do numero de pessoas (milhares, milhões) que saíram à rua no Brasil, na Turquia, no Egipto e oscilaram o planeta mas algo se passou.
A Croácia, 20 anos depois de participar nos jogos nacionais de mata o teu vizinho na Jugoslávia, e tendo ainda um "pequeno" problema de aceitação do TPI, coisa de pouca relevância, entrou na UE. Uhuh, festa! Anda tudo pra' lá de apaixonado com as praias da Croácia, coma a beleza da Croácia, todos querem a Croácia.  A falta de memória é um dos grandes desafios da nossa sociedade. 
Hoje também o Gaspar sai para dar lugar a uma pessoa que nas ultimas semanas foi acusada de ter negociado swaps tóxicos mas ter sido protegida por estar no governo, gestão danosa e, mais recentemente, mentirosa. Quando se chega ao ponto de chamar mentiro…

e não é o meu!

Eu tento. Eu disponibilizo-me. Eu enfrento o cabrão do calor que odeio e vou às compras. Mas 3 anos depois, não recuperei o Mojo. Simplesmente, a magia não está lá. 
Não encontro nada que me sirva e venho para casa, qual Bambi orfão, a controlar a vontade de comer gelados, ou de partir o serviço Vista Alegre que não tenho (ou se tenho, está algures numa caixa metido na arrecadação).
Isto agrava-se porque tenho uma boda em Outubro e desconfio que sofro mais de ansiedade e tenho mais ataques de pânico com o tema do que a noiva, cuja vida deve ser por estes dias muito mais animada. Moi, estou com 2ª duvidas. Ainda bem que não sou eu que me vou casar.

Paradoxo privado

É que é mesmo assim...


O que é ser eu

Imaginem que saem à rua de vestido/roupa branca. E já quando estão fora de casa, e não têm hipótese de voltar atrás, ou de ir a correr uma loja em SOS, se apercebem que têm uma mega nódoa estranhissima, enorme e, por tal, altamente visível. 
Além disso, o vestido/roupa tem um grau de transparência acima do que o bom senso dita. E, pior, algures, durante o dia, lembram-se que não lavaram o cabelo por esquecimento há 2 dias. Pode não ser óbvio mas vocês sentem que o cabelo deve estar um nojo. 
Imaginem o dia todo assim. 
Ninguém vos diz nada mas há um desconforto pessoal horrível e uma vontade incrível de que um buraco se abra no chão e vos engula sempre que alguém se cruza no vosso caminho ou vos dirige a palavra. A auto consciência da vergonha. A sensação de "ignorem-me, por favor" e de querer voltar para casa rapidamente para acabar com o pesadelo. 
Conseguem vislumbrar? 
Bom, se sim, bem-vindos aos meus dias.

The single gal

Hoje deu um dos meus episódios preferidos do Sexo e A Cidade. Daqueles que me lembro recorrentemente. 

Carrie vai a uma festa de uma amiga, casada e com filhos, à entrada é obrigada a descalçar-se (regras da anfitriã) e no final da noite alguém rouba-lhe os Manolos. Alguém também deixou um par de sandálias mas a amiga nem se preocupa em falar com a convidada que poderá ter levado os sapatos por "engano", porque com marido e 3 criancas não há tempo para futilidades (levava com um salto na testa), como ainda critica o preço dos sapatos (485$), próprio de alguém sem muita responsabilidade. Basicamente, humilha a desgraçada que já estava descalça. 
Ao reflectir sobre o tema, Carrie percebe que aos amigos que fizeram a escolha de casar e ter família, ofereceu presentes nas datas importantes (noivados, bodas, nascimentos) mas ela, enquanto solteira, nunca teve a direito a ser "celebrada". Depois da faculdade, sem casamento, não há direito a mais nada e mesmo que as escolha…