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Bê-a-bá de um feriado sem graça

17 horas de sono, 2 filmes mais ou menos"yuck!" (Shutter Island e um qualquer com o Mel Gibson), uma vontade incrível de ir beber um American Blend ao Starbucks (o que gostei daquilo!). Zero apetência por ir lavar o cabelo (tão cansativo) e a árvore de Natal ainda está em equação se se faz ou não e quando. Assim se passa um feriado frio, sem refeição decente e com o Sporting a dar na TV. Vou voltar para as revistas.  Odeio dias assim. Daqui a bocado, durmo de novo! 

pelos caminhos de Portugal...

Algures no fim do mundo, a caminho de uma reunião, com uma companheira de estafetas, passámos por uma terrinha chamada Pau Gordo.  A sério, não pode!  "-Olha lá, mas tu és de onde?  -Sou de Pau Gordo!" Está muito certo. Que mais se pode dizer?  Mas como raio alguém se lembra de chamar isto a uma terra? Onde está o racional?

Happily ever after

"O dia de casamento chegara com os nervos próprios de noiva. Margarida tremia, de vez em quando, mesmo estando só, no quarto de hotel de luxo onde se havia preparado com o vestido branco, caro e ajustado ao corpo. Onde lhe haviam penteado o longo cabelo louro num puxado perfeito e elegante. Onde haviam pintado em tons de beleza intocável. Onde agora estava só. Sentada no tocador, olhando-se ao espelho, manifestava uma aparente calma mas os olhos bailavam agitados, receando que algo estivesse fora do sitio correcto. Perfeccionista, sempre. Os sapatos de salto desafiador aguardavam, alinhados, ao lado da banqueta. As flores, num arranjo sem mácula, estavam à sua frente, prontas, a desfilar por entre o público que aguardava o seu monumental desfile. O perfume, mandado vir por encomenda, jazia no frasco de cristal depois de o ter colocado na melena, no pescoço e nos pulsos.  Bateram à porta. Duas pancadas secas. Era o aviso. Faltavam cinco minutos.  Margarida arqueou os ombros ...

Planos de férias 1

Anfitriões sem toalha de mesa

Quando damos uma soirée gastronómica cá em casa, é sempre um stress. O chef fica prima-donna e não dá para comunicar com ele. Fica tenso, austero e faz cara feia. Se se faz qualquer coisa, aí, vai cair o Carmo e a trindade; se não se faz nada, é porque se devia ter adivinhado que naquele lusco-fusco de 15 segundos é que era: buscar louça que falta ou a salada, que entretanto ficara pronta. E depois como não tem noção do tempo, começa tarde e perante publico com fome, começa a sentir-se pressionado. E mais tenso fica. A mim calha-me a organização da sala, assegurar que há velas catitas pela casa e pôr a mesa. Upps, mega stress: da mesma maneira que nos falta 1 edredon decente, toalhas de mesa aqui no xiringuito são escassas e tèm sempre uma parva de uma nódoa, ou varias. Só damos por esta realidade quando faltam 5 minutos para chegarem os convidados. É uma tensão horrível. Como se resolve? Entrada: Folhados de espinafres, ricotta e mel; cogumelos recheados com queijo cabra. Prat...

8 séculos ou um mau decote

Um decote remete para ambiente de luxúria, de desejo, de gula pelo quase revelado mas mesmo assim ainda encoberto. A imaginação cede à tentação perante um bom decote, com pulsar da contemplação, a vontade do toque. Se me importava que Portugal andasse nas bocas (salvo seja) do mundo por causa de um decote? Quer-se dizer, ok, vá , melhor que uma greve idiota, mas também não é propriamente ganhar um Pulitzer. As pessoas crentes no pais vãos detestar mas, a serio, eu tentei pegar no tema de vários ângulos para uma análise optimista. Não consegui. Ganhar um Emmy é um feito. Sem duvida. Mas não tenho bem a noção dos impactos que possa ter em termos de produção nacional. Ganhar um Emmy com uma novela, lamento, por muito boa que seja a dita, é uma tremenda sensação de "somos isto". É como de repente um calvo ganhar consciencia que... mão tem cabelo e dali em diante, vai piorar. Como se já não bastasse isso, a alucinação de diva aos saltos da Alexandra "xanax" Lencastre e...

Coisas que ME podem oferecer neste Natal

Venero!!! Deve ser tão bom ... mais um, do grande Le Carré