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coisas que me fascinam...

Este é daqueles temas que quando eu falo tenho a distinta sensação de que as pessoas com quem esteja a falar, sejam homens ou mulheres, novos ou seniores, olham para mim com comiseração do "tadinha, é solteira..."

Mas asseguro-vos que os meus neurónios que, seguramente serão mais que 2, não conseguem ao fim de 36 anos de vida perceber o porquê de "isto" ainda acontecer. Ultrapassa-me, é-me incompreensível e, sinceramente, não encaixo.

As mulheres, por todo o mundo, com maior ou menor expressão, com maior ou menor igualdade de oportunidades, invadiram o mercado de trabalho, chegam a cargos de topo, desempenham funções de alto nível nos órgãos políticos, judiciais e militares dos seus países, estão em maioria nas universidades e com resultados académicos claramente mais relevantes. As mulheres decidem se querem filhos, ou quando os querem. 

Decidem se querem mais mamas, menos rabo, mais cabelo, ou cabelo de outra cor. 

As mulheres saem de casa dos pais, compram casa e vivem sozinhas. Viajam sozinhas, conduzem SUVs que quase parecem mini-TIRs. 

Saltam de para quedas por divertimento, saem à noite em grupo e seduzem estranhos para one night stand. Vão a sex shops e têm mais do que um vibrador, como quem tem mais do que um telemóvel. As mulheres experimentam com outras mulheres, com homens mais novos, com homens mais velhos, com homens que amam muito. 

As mulheres, tenham a idade que tenham, saem à rua, seguras de si, de calções curtos; de saltos altos que desafiam as leis físicas; de leggins justas; e camisolas com suaves decotes. Ou então saem com meia dúzia de trapos mal amanhados que misturam sem grande lógica nem grande preocupação.

As mulheres levantam-se cedo, dão de comer aos filhos, levam-nos à escola, vão ao ginásio, trabalham horas a fio, vão à massagem, à manicura, ou ao médico das crianças, voltam a casa para tratar do jantar, aninhar os lençóis aos pequenos e apreciar ou o silencio ou o mais-que-tudo. Ou então são workaholics de Blackberry colado à mão e trolley sempre pronto para entrar num avião.

As mulheres fazem isto tudo. São isto tudo. 

E quando optam / decidem / escolhem casar, mesmo assim, põem o apelido do marido no Cartão de Cidadão, como se fossem um vitelo borrego a ser marcado. Em quê esse apelido extra de possessão ainda é necessário como sinal de estatuto ou elemento distintivo de ser "alguém"?  

Ao fim de anos, décadas, séculos, porquê? 

Comentários

Rubi disse…
Posso concordar a 200%?!!!! A sério, é como dizem, desistem do nome do pai para colocarem o do sogro. Eu não fui nessa, never!
Rubi disse…
Dás licença que divulgue o texto, obviamente fazendo referência ao blogue?
Mónica disse…
Cara Rubi, divulgai! É uma modesta opiniao contra corrente!
Anónimo disse…
concordo e foi por isso mesmo que não adoptei o apelido do meu (recente) marido. nem nunca o faria, em circunstância alguma. quanto muito ficaríamos os dois com o apelido um do outro, parece-me mais justo.
Mónica disse…
Limited EDITION, nesse caso, dupla reciprocidade, consigo aceitar. Não sei sel o faria mas acho equilibrado, vá! Eu sou pessoa tolerante mas este é daqueles temas que juro que vire pelo prisma que vire não consigo encontrar ponta de logica
Sei que pode soar insulto a 90% das mulheres que eu conheço mas não entendo qual o nexo desta coisa

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