Avançar para o conteúdo principal

Diário de uma semana

Foi uma semana catita, bastante veraneante, apesar de estar trabalhar e não pôr pézinho na praia e, por tal, estar mais branca do que se tivesse encontrado aqueles pavorosos dos vampiros da saga irritante que não acaba nunca.

Mantenho-me nas dimensões de um Hummer, o que preconiza uma constância e coerência na minha vida, que não deixa de ser cruelmente interessante.

Começou a semana com mais uma maluqueira, daquelas que só eu. Nasci abençoada por ser pestanuda mas com umas pestanas louras. Então, nos próximos 3 a 4 meses, graças à Georgia, do santo Iunique, vou ter umas sedutoras longas pestanas negras, lindas de morrer, sem necessitar de diariamente fazer as figuras estranhas a colocar rimmel, de modo a que fique bem. Estou muito satisfeita com o resultado.

Depois continuou, coberta de mel e doçura derretida pela "sobrinha" Mini Diva, que é um bébé adorável, meiga, bem comportada e tão calma que dá vontade de a cobrir de beijos. Pronto, gosta de Lady Gaga mas com 6 meses, e apesar de já manifestar clara inteligência, não se pode exigir muito discernimento, certo? O jantar que os pais nos ofereceram estava deliciosoooooooooo. Foi mesmo muito bom e apaixonámo-nos pela Mini Diva.

Ainda por estes dias de bafus horribilis estive com a Bookette, amiga de livros e conversas sem fim, alguém que percebe a minha paixão por revistas, e que já não via há meses. Foi tão bom revê-la, passear na H&M e findar nos sofás do Starbucks. Há pessoas que têm uma magia própria, uma luz tão especial quanto o brilho dos seus olhos. A Bookette é assim, agarrou a vida pela mão e passeia triunfante pela avenida. 

Este "namoro" de saudades teve direito a bónus, directamente de uma Muji de Barcelona: um magnifico e simples caderno de capinha preta para as minhas notas mentais (devaneios, vá!) e uma lima girissima com desenhos. Para uma fanática da escrita e da manicura cai como ginjas mas o que é mesmo delicioso é receber, assim, de supressa, presentes. Significa que estamos na mente e no coração das pessoas de quem gostamos, o que é muito bom. 

Por fim, Happy Hour semanal no Sky Bar do Hotel Tivoli. A vista é fabulosa, o ambiente é muito descontraido, com uns sofás estilo marroquino que convidam a sesta de fim de dia, ao som de uma musica calma, a ver o pôr de sol. Conversa de gajas num dolce far niente tão bom como confortável. 

Ainda fui a tempo de regojizar-me com uma fotografia na Nova Gente da Clara de Sousa em que se vê a dita com uma pavarosa bolsa-meia para o seu telemóvel. Adoro o nível de possidonice. Acredito mesmo que há naperons lá por casa. Ninguém me tira isso da cabeça

E, agora, fim de semana com tanta leitura para pôr em dia... E ainda vem uma Vogue Espanha a caminho e uma Visão que está algures cá em casa!



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Doidinha para lhes pôr a mão

I nverno em Madrid,  C. J. Sansom   1940.  Madrid encontra-se em ruínas, a fome e a miséria imperam, e uma turba de espiões das grandes potências mundiais invade a cidade, enquanto Franco pondera juntar-se a Hitler na Segunda Guerra Mundial. É nesse mundo de incertezas que desembarca Harry Brett, um ex-soldado recrutado pelos serviços secretos britânicos. A sua missão é descobrir se os negócios obscuros de um antigo companheiro de escola, Sandy Forsyth, envolvem uma reserva de ouro que fortalecerá o governo de Franco.  Entretanto, Barbara Clare, antiga enfermeira da Cruz Vermelha e namorada de Sandy, também se propõe a uma missão secreta: encontrar o ex-amante, Bernier Piper, amigo de Harry e comunista voluntário das Brigadas Internacionais desaparecido nos campos sangrentos da Batalha do Jarama. Quatro vidas cruzadas num jogo perigoso de amor e morte, os segredos e subterfúgios da Espanha de Franco, um romance que nos fala sobre a dificuldade de fazer escolhas nu...

Da perseguição

Será que te lembras de mim? Sempre que alguém se acerca, me consome num abraço pleno, me agarra o cabelo com sabedoria e se dirige aos lábios com a vontade de como se fosse a primeira vez. Será que pensas no meu toque? Quando outrem me roda com volúpia no amarrotado dos lençóis e me puxa para uma confusão de sentidos, intenso cheiro a corpos em batalha, arrepios, suor e gemidos. Será que sentes a ausência da minha presença? Sempre que me aninho no peito de outro para adormecer, já derrotada pelo peso das horas, das decisões, da intensidade da caminhada, da entrega no sexo, e só busco amparo para usufruir da minha solidão. Será que alguma vez vou escapar da perseguição da tua voz, da subtileza como me levantavas do sofá com malicia de quem se ia perder no quarto, da segurança do meu silêncio no teu?  Vou gostar de ti, sempre. Mesmo que todos prazeres do mundo se desenlacem à minha volta, mesmo que não tenhas de mim qualquer imagem, será que alguma vez tr...