Avançar para o conteúdo principal

No, it's not!

Há momentos em que os nossos níveis de tolerância estão abaixo dos mínimos olímpicos. E não temos noção que devemos ter mais paciência ou ser mais compreensivos. É preciso levar um safanão para perceber que temos que desacelerar e ser mais ponderados na analise dos acontecimentos e racionalizá-los mais. 

Porém, até a paciência mais paciente tem limites. As pessoas arrogam-se a considerar que existem autoestradas desertas nas quais se pode exceder o limite de velocidade à vontade para dizer o que se quer e lhe aprouver sem quaisquer coima. Porque temos que aceitar todo e qualquer argumento ou posteriores pedidos de desculpa. 

Há coisas que não são desculpáveis pois não são acessos de frontalidade sobre uma questão ou duvida nossa, ou uma tentativa de nos chamar à razão ou uma diferença de pontos de vista. São sim momentos em que se professam ofensas. Em que se entra em campos minados, na esfera demasiado pessoal de cada um de modo invasivo e com todas as verdades assumidas como reais. 

E isso, pessoas, não é boa onda. 

Comentários

Unknown disse…
totalmente! há coisas que não temos de aturar e para as quais a paciência não resulta ...

Mensagens populares deste blogue

Doidinha para lhes pôr a mão

I nverno em Madrid,  C. J. Sansom   1940.  Madrid encontra-se em ruínas, a fome e a miséria imperam, e uma turba de espiões das grandes potências mundiais invade a cidade, enquanto Franco pondera juntar-se a Hitler na Segunda Guerra Mundial. É nesse mundo de incertezas que desembarca Harry Brett, um ex-soldado recrutado pelos serviços secretos britânicos. A sua missão é descobrir se os negócios obscuros de um antigo companheiro de escola, Sandy Forsyth, envolvem uma reserva de ouro que fortalecerá o governo de Franco.  Entretanto, Barbara Clare, antiga enfermeira da Cruz Vermelha e namorada de Sandy, também se propõe a uma missão secreta: encontrar o ex-amante, Bernier Piper, amigo de Harry e comunista voluntário das Brigadas Internacionais desaparecido nos campos sangrentos da Batalha do Jarama. Quatro vidas cruzadas num jogo perigoso de amor e morte, os segredos e subterfúgios da Espanha de Franco, um romance que nos fala sobre a dificuldade de fazer escolhas nu...

Da perseguição

Será que te lembras de mim? Sempre que alguém se acerca, me consome num abraço pleno, me agarra o cabelo com sabedoria e se dirige aos lábios com a vontade de como se fosse a primeira vez. Será que pensas no meu toque? Quando outrem me roda com volúpia no amarrotado dos lençóis e me puxa para uma confusão de sentidos, intenso cheiro a corpos em batalha, arrepios, suor e gemidos. Será que sentes a ausência da minha presença? Sempre que me aninho no peito de outro para adormecer, já derrotada pelo peso das horas, das decisões, da intensidade da caminhada, da entrega no sexo, e só busco amparo para usufruir da minha solidão. Será que alguma vez vou escapar da perseguição da tua voz, da subtileza como me levantavas do sofá com malicia de quem se ia perder no quarto, da segurança do meu silêncio no teu?  Vou gostar de ti, sempre. Mesmo que todos prazeres do mundo se desenlacem à minha volta, mesmo que não tenhas de mim qualquer imagem, será que alguma vez tr...