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Consumo de Escrita




O que se quando se está esgotado até à medula, há trabalho no escritório que daria para uns belos serões, a casa está um alvoroço sem empregada durante 2 semanas e o cotão voa como se fosse uma cena de um wertern? Quando está vento e chuva e em 5 minutos, após de sair do chiringuito, posso estar no sossego da manta e do sofá?

Pois bem, marcha-se em direcção ao Chiado. Ultrapassa-se, a custo, o tráfego pedonal excessivo de espanhóis em passeio (atropelando uns quantos porque gaja com pressa e espanhóis diletantes não combinam!) e vai-se para uma aula de escrita.

Outra. Escrever sobre viagens. 

Era agora que devia afirmar: "Que mais posso querer?". Porém, passei a semana a criticar a expressão, logo tem que ser algo como: "É agora que mudo de vida e vou para a National Geographic!" (muito snobe?).  Ou talvez não.

Na minha viagem até à primeira sessão apanhei uma belíssima molha (que até sabe bem, de vez em quando), à filme, e deu para perceber que havia já produtos expostos na Muji, através das montras ainda semi-cobertas. Raios, raios...



Comentários

Look by me disse…
Amanha é um novo dia.bj

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Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência.  O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas.  A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado. E, mesmo assim, pulsa algo mais intenso. Mais derradeiro. Mais dominador. Mais perverso que o toque dos dedos. Mais agressivo que a temperatura irrespirável. O freio da impossibilidade.  A intuição luta com o medo e na arena o medo mesmo que picado tem sempre muita força. O medo acossa-nos.

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