Avançar para o conteúdo principal

Vamos lá Cambada...

Admito que não ligo muito, melhor, quase nada à selecção. É-me um bocadito indiferente. Gosto mesmo é do meu Benfica.

Antes que pensem em deitar-me aos leões, por falta de ânimo patriótico, aviso desde já, que quem pense assim, se vá lixar, porque euzinha pago atempadamente os meus impostos, não cuspo pró chão, voto, sei o hino de cor, conheço bem a história de Portugal, e optei por ficar a viver por cá, contra TUDO o que nos leva a desistir ... portanto, a sério, nada mais a declarar  nesse campo.

Posto isto, se a selecção ganha, ok, porreiro e tal, mas nada de bandeirinhas possidónias à janela nem t-shirts verdes e encarnadas até porque não sou fã das cores da bandeira. Desde que não a queime, é um direito que me assiste.

Se a selecção perde, é chato, mas não me abala. 

Apesar disto tudo, enquanto tuga pagante de impostos considero a telenovela Queiroz - Madaíl - Mourinho absolutamente uma lástima. Envergonha-me. 

Que o Queiroz seja um lobo com pele de cordeiro e muitos maus figados, vá, é perceptível. Agora culpá-lo de quase tudo (só faltou culpá-lo de não regar a relva) para o despedirem sem pagar o tostão que um incompetente negociou mal à cabeça, é somente um atentado à inteligência de todos nós. Nem sequer é maquiavélico porque ninguém na FPF tem qualidade sequer para entender uma linha de Nicolas Maquiavel.

E quando isto já não podia ser pior, BAM, aí vão eles rumo a Espanha de mão estendida a mendigar ao Stº. Mourinho que venha a Portugal salvar a equipa em regime de aluguer. Tipo call girl. Ele é giro mas não é a Pretty Woman, caramba.

É tão poucachinho, tão curto, tão... humilhante que se eu fosse Merengue me ria que nem uma perdida. É a puta da loucura. E da falta de juizinho. 

É-me indiferente a estupidez pegada que grassa na FPF e os amuos das estrelas, mas enquanto cidadã sinto que Madail e sus muchachos são um bando de pessoas que não interessa a ninguém e que expõe Portugal ao ridículo.

Ninguém percebe a falta de espinha dorsal? E o dinheiro (nosso, by the way!) que deve andar a ser esbanjado à farta vilanagem por estes idiotas? 

Irra, e ainda há quem ache normal a excursão a Madrid, tipo romaria a Fátima, à caça de um milagre? Não percebem o quão vergonhoso isto é?

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Doidinha para lhes pôr a mão

I nverno em Madrid,  C. J. Sansom   1940.  Madrid encontra-se em ruínas, a fome e a miséria imperam, e uma turba de espiões das grandes potências mundiais invade a cidade, enquanto Franco pondera juntar-se a Hitler na Segunda Guerra Mundial. É nesse mundo de incertezas que desembarca Harry Brett, um ex-soldado recrutado pelos serviços secretos britânicos. A sua missão é descobrir se os negócios obscuros de um antigo companheiro de escola, Sandy Forsyth, envolvem uma reserva de ouro que fortalecerá o governo de Franco.  Entretanto, Barbara Clare, antiga enfermeira da Cruz Vermelha e namorada de Sandy, também se propõe a uma missão secreta: encontrar o ex-amante, Bernier Piper, amigo de Harry e comunista voluntário das Brigadas Internacionais desaparecido nos campos sangrentos da Batalha do Jarama. Quatro vidas cruzadas num jogo perigoso de amor e morte, os segredos e subterfúgios da Espanha de Franco, um romance que nos fala sobre a dificuldade de fazer escolhas nu...

Da perseguição

Será que te lembras de mim? Sempre que alguém se acerca, me consome num abraço pleno, me agarra o cabelo com sabedoria e se dirige aos lábios com a vontade de como se fosse a primeira vez. Será que pensas no meu toque? Quando outrem me roda com volúpia no amarrotado dos lençóis e me puxa para uma confusão de sentidos, intenso cheiro a corpos em batalha, arrepios, suor e gemidos. Será que sentes a ausência da minha presença? Sempre que me aninho no peito de outro para adormecer, já derrotada pelo peso das horas, das decisões, da intensidade da caminhada, da entrega no sexo, e só busco amparo para usufruir da minha solidão. Será que alguma vez vou escapar da perseguição da tua voz, da subtileza como me levantavas do sofá com malicia de quem se ia perder no quarto, da segurança do meu silêncio no teu?  Vou gostar de ti, sempre. Mesmo que todos prazeres do mundo se desenlacem à minha volta, mesmo que não tenhas de mim qualquer imagem, será que alguma vez tr...