Avançar para o conteúdo principal

A relativização possivel

«Se um homem dá 1 200 reais (€234) à mulher e ela gasta 900 (€176) na compra de uma abaya (véu) numa loja de marca e o marido a esbofeteia (...), ela merece esse castigo»,
Hamada al-Razine, juiz saudita a justificar o aumento da violência doméstica no reino (in Visão, nº 845)



Apesar das Fátimas Felgueiras, Isaltinos e afins; apesar do caso Freeport, Lopes da Mota e o primo; apesar dos casos Casa Pia e Camarate; apesar do Pinto da Costa não estar preso (mas numa daquelas cadeias tipo colombianas, mesmo boas para os direitos humanos); apesar do transito em Lisboa ser a qualquer hora e a cidade estar sempre em obras; apesar de um Presidente que faz piadas (sem graça!) sobre o caso Freeport; apesar dos escnadalos de Universidades como a Moderna e a Independente que tinham métodos pouco ortodoxos; apesar da Elsa Raposo / Filipa de Castro / Clara de Sousa existirem; apesar da 2ª cidade do país estar entregue culturalmente às alegrias do FCP (são os cidadãos do Porto que dizem que não há oferta cultural); apesar do Benfica ser a desgraça que é; apesar do miserabilismo das listas e da pré campanha às Europeias; apesar da obsessão compulsivo-dependente-fanática pelo futebol; apesar do Interior abandonado a si mesmo e de um Litoral à deriva; apesar do racismo que dizemos não ter e da falta de uma cultura de integração saudável, efectiva mas dura; apesar de muito mais... perante estas afirmações, é impossivel não se pensar positivamente e pensar como é bom viver-se em Portugal.


Quanto mais não seja pela beleza das cerejas apetitosas que de repente inundaram as bancas das mercearias de Lisboa... que visão linda!!! quem resiste???




Comentários

Mensagens populares deste blogue

Doidinha para lhes pôr a mão

I nverno em Madrid,  C. J. Sansom   1940.  Madrid encontra-se em ruínas, a fome e a miséria imperam, e uma turba de espiões das grandes potências mundiais invade a cidade, enquanto Franco pondera juntar-se a Hitler na Segunda Guerra Mundial. É nesse mundo de incertezas que desembarca Harry Brett, um ex-soldado recrutado pelos serviços secretos britânicos. A sua missão é descobrir se os negócios obscuros de um antigo companheiro de escola, Sandy Forsyth, envolvem uma reserva de ouro que fortalecerá o governo de Franco.  Entretanto, Barbara Clare, antiga enfermeira da Cruz Vermelha e namorada de Sandy, também se propõe a uma missão secreta: encontrar o ex-amante, Bernier Piper, amigo de Harry e comunista voluntário das Brigadas Internacionais desaparecido nos campos sangrentos da Batalha do Jarama. Quatro vidas cruzadas num jogo perigoso de amor e morte, os segredos e subterfúgios da Espanha de Franco, um romance que nos fala sobre a dificuldade de fazer escolhas nu...

Dos elásticos

Para onde vão as sentimentos que desaparecem? Para o mesmo sítio que as meias e os batons do cieiro e os isqueiros? Onde derivam elásticos de cabelo e tampas de tupperwares? Saberão os seus hóspedes como os apagam quando partem? Memória reset?  Paira sobre nós um céu falso com correntes de sentimentos que se perderam sem que alguém os tentasse raptar, para os quais não houve esforço de resgate, e esse peso esmaga-nos, castiga-nos. Nega-nos que sintamos.  Porque maltratamos os sentimentos que abandonamos. É uma punição em perpétua retroalimentação.  Por isso não percebemos, escapamos à ausência de matéria que nos faz falta.

bloggar

A semana passada tive uma amena e saudável discussão com outra blogger (um espectáculo de pessoa, por sinal) sobre blogs e publicidade, tudo por causa de uma quantas bloggers que não se assumindo como "fazedoras" de publicidade, curiosamente , de repente, em dado momento, todas consomem os mesmos produtos aos quais reconhecem, por coincidência, as mesmas qualidades. Geralmente, aquelas que aparecem nos press release ou nos cds que acompanham as oferendas.  Sempre disse que não fazia publicidade. Tudo o que comento são produtos que uso (comprando), que experimentei ou que gostava de usar. Felizmente, hoje em dia tenho acesso a um paraíso de produtos que tomara a muita fahionista wannabe  e nem mesmo assim carrego o blog com todo o manancial que tenho à disposição.  Também ninguém me pede. Se eu escrever qualquer coisa, sobre algo que eu gosto mesmo muito, agradecem-me  mas não faço parte do Big Bloggers Book. Choca-me? Não. Quem sou eu para tal? Quem sou eu? Pessoa...