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Match Point (coisas que não entendo 2)

Gosto de ténis. Não sou especialista nem fã compulsiva e muitas das regras são para mim ainda um mistério, mas gosto de ver jogar. É um desporto elegante, dinâmico, aguerrido, jogado com técnica, força e inteligência. Alia mente e corpo, o que define a diferença entre um praticante e um desportista.
Sempre que posso vejo uma partida na tv. Gosto particularmente do Nadal e gostava do Boris Becker e do Ivan Lendl. Do que me recordo. Em mulheres, nunca tive grandes preferências mas sempre torci pelas Williams pelo nivel de força que punham em jogo. Não duvido que esteja a afirmar um sacrilégio para os verdadeiros amantes mas gostava delas. E ver ao vivo um bom jogo é sempre vibrante.
Isto tudo para dizer que perante o que tenho visto e lido nos media, acho vergonhoso que o Estoril Open se tenha tornado numa Feira das Vaidades de pseudo famosos que não pescam um corno de ténis e que tambem nao querem saber, mostrando um desrespeito brutal pelo jogo em si. Querem o croquete, a champanhe e mostrar-se aos flashes nas tendas dos sponsors.
O Estoril Open acaba por reflectir um mal que arrasa com o país de lés a lés: o provincianismo. Quer sejam os saloios das berças, a arraia miuda, a subcategoria de pessoas wanna be até a individuos com responsabilidades economicas / politicas / sociais, há um virus provinciano que se generaliza.
Somos o suburbio de tudo o resto e parece que gostamos. É uma merda porque esta atitude atrasa o país e transforma uma franja maioritária da população em pessoas desinteressadas e desinteressantes. E pouco exigentes. É uma pena.
Aliás, é muito triste, na verdade.

Comentários

MB disse…
Tens mesmo toda a razão. Já pensei nisso várias vezes. Quanto às preferências dos bons velhos tempos... Steffi Graff, minha amiga, Steffi Graff...
Tigrão disse…
Eu só gostava do Boris Becker pois, era alemão e fazia-me as delicias quando era chavalo e gostava daquela irreverência educada num jogo de senhores. Ah! também simpatizava com o Stefan Edberg. Porquê? Porque também era educado e hoje acho que o facto de ser sueco e de conhecer suecas tinha a sua relevância...
Hoje em dia não tenho a mínima dúvida: Roger Federer. Apesar de actualmente estar um pouco na mó de baixo ("só" está na segunda posição do ranking ATP) é delicioso ver a frieza, a concentração e sobretudo a elegância com que bate as bolas. O ténis feminino nunca me cativou por aí além, ainda que admita que a Graff tinha uns belos encantos...
Relativamente a croquetes, há-os bem catitas aqui na tasca ao fim da rua onde também há Sporttv paar ver o ténis, sem necessidade de ir aturar essa gente fatela que conspurca o ideal tenista.
Mónica disse…
acresce que a tasca da esquina tem uns caracóis que me deixaram aguada desde que os vi. mnham mnham

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