Desde o inicio que acompanhei a estranha e cruel história da estudante inglesa Meredith Kercher, violada e assassinada, com multiplas facadas e estrangulada, em Itália, e a sua companheira de casa, Amanda Knox, presumivel assassina, presumivel testemunha, presumivel amiga, horas depois a comprar lingerie sexy e num frenesim louco de adrenalina sexual pelas ruas de Perugia com o seu namorado italiano (Raffaelle Sollecito). Foi há pouco menos de 4 anos.
Um ano depois, ambos eram condenados 26 anos de cadeia, sentença agora rejeitada pelo Tribunal de Recurso italiano que os absolveu e libertou.
Amanda Knox, uma americana, desde logo marcada por esse preconceito, primeiro escondeu-se, recusava-se falar, depois vendeu a história a Hollywood. Se inicialmente deu sinais de que o bunga-bunga e os ciumes haviam descambado com alcool e droga à mistura, depois manteve-se irredutivel: inocente. Não foi fácil ter um apoio entusiasta da familia e da comunidade back home, mas quando o conseguiu, ganhou um aliado de peso.
Está de regresso aos States.
Não acredito em finais felizes. Houve uma Meredith que foi brutalmente violentada e a quem roubaram o último suspiro. E Amanda Knox vai ter que viver com isso na consciência. Se a tiver, ainda.

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