Avançar para o conteúdo principal

O dia em que Nadal fez história e o Ken de Massamá ganhou

Eu não votei. 

Consta que o PR ontem tentou convencer-me mas eu estava sonolenta e como não estou habituada a que ele fale (ou diga qualquer coisa de jeito) não lhe prestei puto de atenção. Só o farei quando ele explicar a cena das acções e da casa da coelheira. Até lá, nada feito!

Sim, faço parte desse grupo de pessoas más que alimentaram a abstenção. Apesar de não me preocupar muito com o que me possam chamar (isto de não ter auto estima associado ao "who cares?" é uma maravilha), em minha defesa asseguro que não fui à praia, que me informei antecipadamente de onde teria que votar e que, mesmo estando algo indisposta, foi opção e não desinteresse.

Não fui capaz em consciência dar o meu voto a pessoas em que não acredito, que defendiam politicas com as quais não concordava e a quem não reconheço nem capacidades reais, nem equipas com valor, nem credibilidade (o pior mesmo). 

Se me vou queixar no futuro? Não, não posso. 

Mas também não fui capaz de assinar a sentença de morte do pais ou, em alternativa, votar no "mal menor" ou no "voto útil". Não acredito em votar assim: neste momento do país, devíamos votar em pessoas convictas, decididas e de mãos na massa em dar a volta à coisa. Só me apareceram "gold diggers".

E não tenho vergonha nenhuma de assumir: ninguém se deu ao trabalho de me explicar como ou com que politicas se vai governar com as prescrições do Memorando. Ninguém se deu ao trabalho de falar "connosco" para lá dos gritos, insultos e queixinhas.

Nadal ganhou em Roland Garros. Ken de Massamá, o Africano Aprumadinho, também.

Os meus sinceros Parabéns ao primeiro.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Doidinha para lhes pôr a mão

I nverno em Madrid,  C. J. Sansom   1940.  Madrid encontra-se em ruínas, a fome e a miséria imperam, e uma turba de espiões das grandes potências mundiais invade a cidade, enquanto Franco pondera juntar-se a Hitler na Segunda Guerra Mundial. É nesse mundo de incertezas que desembarca Harry Brett, um ex-soldado recrutado pelos serviços secretos britânicos. A sua missão é descobrir se os negócios obscuros de um antigo companheiro de escola, Sandy Forsyth, envolvem uma reserva de ouro que fortalecerá o governo de Franco.  Entretanto, Barbara Clare, antiga enfermeira da Cruz Vermelha e namorada de Sandy, também se propõe a uma missão secreta: encontrar o ex-amante, Bernier Piper, amigo de Harry e comunista voluntário das Brigadas Internacionais desaparecido nos campos sangrentos da Batalha do Jarama. Quatro vidas cruzadas num jogo perigoso de amor e morte, os segredos e subterfúgios da Espanha de Franco, um romance que nos fala sobre a dificuldade de fazer escolhas nu...

Da perseguição

Será que te lembras de mim? Sempre que alguém se acerca, me consome num abraço pleno, me agarra o cabelo com sabedoria e se dirige aos lábios com a vontade de como se fosse a primeira vez. Será que pensas no meu toque? Quando outrem me roda com volúpia no amarrotado dos lençóis e me puxa para uma confusão de sentidos, intenso cheiro a corpos em batalha, arrepios, suor e gemidos. Será que sentes a ausência da minha presença? Sempre que me aninho no peito de outro para adormecer, já derrotada pelo peso das horas, das decisões, da intensidade da caminhada, da entrega no sexo, e só busco amparo para usufruir da minha solidão. Será que alguma vez vou escapar da perseguição da tua voz, da subtileza como me levantavas do sofá com malicia de quem se ia perder no quarto, da segurança do meu silêncio no teu?  Vou gostar de ti, sempre. Mesmo que todos prazeres do mundo se desenlacem à minha volta, mesmo que não tenhas de mim qualquer imagem, será que alguma vez tr...