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sem titulo

A morte de ninguém deve ser vista como efeito pedagógico.

Para mim, não obstante, que nunca uso cinto de segurança quando viajo atrás, vou mudar radicalmente de postura. 

Não gosto de conduções perigosas ou demasiado rápidas e não ando, à partida (só se não conhecer o estilo do condutor) com aceleras que ignorem o código da estrada como se ele não existisse. Mesmo assim, isso não quer dizer nada pois há tantas mais pessoas a cruzarem-se comigo, em andamento. 

Lamento imenso pela família. E pela família das demais vitimas (uma também já falecida, outra internada). E pelas famílias de todos aqueles que pereceram na estrada, sobretudo os que foram apanhados pelas circunstâncias, sem culpa alguma. Perder alguém é uma dor que nos racha da cabeça aos pés. Porém, lamento mais por quem morreu (morre, morrerá ...), perdendo a vida que tinha(m) à disposição.

Tinhas um sorriso contagiante. Descansa em paz, Angélico. 

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