Já é mais do que conhecido, por quem se dá ao trabalho de me ler, de que a minha vida tem sido um desencanto total nos últimos meses / anos.
A resposta que me dão sempre é, mais ou menos directamente: a culpa é tua. És uma pessoa cheia de qualidades e blablabla mas estás metida no teu buraco negro e daí não queres sair. Já estou naquela fase de mostrem-me a cenoura, eu saio; senão, deixai-me estar quietinha aqui no sofá. A vontade é cada vez de me enterrar mais e mais.
Vou assumir uma postura Sporting: falta sorte. E falta mesmo. Ou melhor, o cabrão do universo odeia-me. Não me curte. Deve ser porque falo alto. Ou porque durmo muito. Mas que há um filho da puta de um karma contra mim, há!
Imaginem que gostam muito de algo (uma actividade, um local, o que seja), fartam-se de falar desse gosto, de elogiar essa coisa em concreto. E até têm uma ideia de como juntar essa apetência com um projecto giro. E sugerem isso a alguém ligado ao "algo". Nada de vinculativo, uma troca de ideias. Poucos meses depois, outra pessoa fica com o "papel".
É chato. É mesmo, diria, fodido. Pior, não dá para partir os cornos a ninguém. Porque certamente foi uma questão de timming, associada à lei de mercado e a outras variáveis que não domino e com as quais não quero lidar, porque isso seria não mudar de vida, mas mudar de personalidade. A pessoa a quem comentei a ideia nem sequer pensou mais nisso e não tem mínima intervenção. A culpa não é dela. A pessoa que vai fazer o que eu queria fazer nem sabe disto, aliás se conduzir mais facilmente me passaria por cima sem dar conta do que saberá que eu existo. Também não tem culpa.
É karma.
Ou a história da (puta) da minha vida.
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