Avançar para o conteúdo principal

comfy-comfy

Mulher que se preze é uma Imelda Marcos modernaça. Muitos sapatos, muito salto.

Pois que sou diferente. Sou mais Bag lover. E fujo dos saltos (que me dariam, certamente, maior nível de sofisticação e alongariam a figura) como o diabo da cruz. Saltos só em botas. Ou quando é mesmo inevitável. De preferência, calçando-me no destino (daí o saco de apoio). Já sou um caso demasiado perdido para me preocupar em parecer mais elegante.

Desde que não sejam ténis nem crocs, marcha tudo. Bailarinas, havaianas e botas de preferência. Mas o que gosto mesmo é andar descalça, para horror de alguns amigos que me consideram arraçada de cigana.

Conforto acima de tudo. Digam lá que estes "piquenos" não transpiram, exalam, publicitam e criam expectativas de MUITO conforto?

Balenciaga Arena Brown Loafers


Balenciaga Arena Rosewood Loafers

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Doidinha para lhes pôr a mão

I nverno em Madrid,  C. J. Sansom   1940.  Madrid encontra-se em ruínas, a fome e a miséria imperam, e uma turba de espiões das grandes potências mundiais invade a cidade, enquanto Franco pondera juntar-se a Hitler na Segunda Guerra Mundial. É nesse mundo de incertezas que desembarca Harry Brett, um ex-soldado recrutado pelos serviços secretos britânicos. A sua missão é descobrir se os negócios obscuros de um antigo companheiro de escola, Sandy Forsyth, envolvem uma reserva de ouro que fortalecerá o governo de Franco.  Entretanto, Barbara Clare, antiga enfermeira da Cruz Vermelha e namorada de Sandy, também se propõe a uma missão secreta: encontrar o ex-amante, Bernier Piper, amigo de Harry e comunista voluntário das Brigadas Internacionais desaparecido nos campos sangrentos da Batalha do Jarama. Quatro vidas cruzadas num jogo perigoso de amor e morte, os segredos e subterfúgios da Espanha de Franco, um romance que nos fala sobre a dificuldade de fazer escolhas nu...

Da perseguição

Será que te lembras de mim? Sempre que alguém se acerca, me consome num abraço pleno, me agarra o cabelo com sabedoria e se dirige aos lábios com a vontade de como se fosse a primeira vez. Será que pensas no meu toque? Quando outrem me roda com volúpia no amarrotado dos lençóis e me puxa para uma confusão de sentidos, intenso cheiro a corpos em batalha, arrepios, suor e gemidos. Será que sentes a ausência da minha presença? Sempre que me aninho no peito de outro para adormecer, já derrotada pelo peso das horas, das decisões, da intensidade da caminhada, da entrega no sexo, e só busco amparo para usufruir da minha solidão. Será que alguma vez vou escapar da perseguição da tua voz, da subtileza como me levantavas do sofá com malicia de quem se ia perder no quarto, da segurança do meu silêncio no teu?  Vou gostar de ti, sempre. Mesmo que todos prazeres do mundo se desenlacem à minha volta, mesmo que não tenhas de mim qualquer imagem, será que alguma vez tr...