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Meninas, acordem pra' vida!

"After we made love I knew it was over. Did I ever really love Big or was I addicted to the pain? The exquisite pain of wanting someone so unattainable?"

- Carrie Bradshaw



Esta sempre foi das minhas frases preferidas do Sexo & a Cidade.


Ao falar ontem com a S. e com a D., duas miúdas  (muito) giras, mas sem sorte alguma no que toca ao romance fiquei com a sensação que o medo de estar só faz com muito mulherio prefira sofrer pelo que sabem, racionalmente, não ter remédio.

A D., sobretudo, é um clássico. Há dois anos voltou a reencontrar-se, de todas as formas e feitios, com "O" namorado da adolescência. Na altura não os conhecia, mas consta que o desfecho do amor juvenil foi de choradeira pra' cima durante semanas. O gajo tinha arranjado outra. Só por isso, e independentemente de ele ter 17 anos aquando da ocorrência dos factos, nunca mais lhe daria uma abébia. Vá, quanto muito uma night to remember, 15 anos depois mas sem direito a pequeno almoço e adeus e um queijo da serra.

D. achou que o reencontro era kármico (isto já sou eu a disparatar) e voltou apostar no cavalo. O sacaninha não consegue manter-se é dentro da box. Vai daí que o rapaz, que insistia em ter uns dias de férias em Espanha com amigos (ele tem um mês inteiro de férias, ela 2 semanas, nestes moldes íam estar junto um fim de semana), aborrecido porque ela o estava a massacrar com a ideia, chateou-se e, assim, no meio de uma conversa mais acalorada, pô-la a andar. Qu'é como quem diz: "a casa é minha, pega nas coisinhas (tipo, já), eu vou de férias para Espanha e tu não deixes cá nem um sapato que seja".

Agora que ela está assim pró desalojada, a viver com a irmã recém-divorciada (reina uma alegria naquele T1, que nem vos conto), lá vai dando a conhecer um bocadinho mais da sua love story. O tipo gostava de estourar dinheiro em noitadas e whisky, ao ponto de ser ela, que ganha bastante menos que ele, a suportar as contas todas. Vivia sempre em grande estilo, festas e paródias e a D. para o acompanhar andava sempre com umas olheiras negras como África. Já para não falar na guerrilha psicológica que lhe infligia sempre a dar entender que não estava feliz na relação, mas logo de seguida era só baba e amor.

Culpa? Dela. Que aguentou. E caladinha.

Mas ao pé destes meninos, o Big era um santo (já para não falar do closet no Filme 1 e o anel com diamante negro no Filme 2 ...pensando bem, o Big é o máximo!).

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