Desculpem se pareço muito chata com o tema da Manuela Moura Guedes mas assumo que tenho para com ela uma relação amor-ódio.
Esta semana, na entrevista que dá à Sábado, MMG dá duas alfinetadas certeiras no modus operandi da informação TVI.
Por um lado, e citando-a, (o tratamento dado) "aquela morte do Angélico foi explorada até à inconsciência". Pois, subscrevo. Pouco vi, até porque não vejo canais generalistas (excepção ao Ultimo a Sair da RTP), mas deu para perceber que para lá da amizade e carinho que se tivesse na TVI pelo rapaz, que aquilo ia ser Operação Morte, vamos fazer render o filão. O que é uma coisa feia.
Logo de seguida, MMG sublinha que imaginássemos o que "seria um dos jornalistas do Watergate a fazer o casamento do Príncipe do Mónaco? Qualquer casamento, mesmo o de Inglaterra, é para as revistas cor de rosa. (...) Como é que uma estação põe um director de informação a comentar um vestido."
Uma vez mais, toda a razão. É descabido. E cria uma sobre exposição dos directores de informação que retira protagonismo às pessoas que na redacção o podem / devem fazer.
Esta lucidez argumentativa seria perfeita, perfeita se não fossem os telhados de vidro. O consulado Moniz foi o criador desta "besta", de uma cultura em que vale tudo. Ou já se esqueceram do outro moranguito, o cocainómano, que morreu em 2005? Não houve o mesmo triste espectáculo?
A coisa corre mal porque apesar de tudo, eu ainda lhe acho piada. À MMG
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