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The moves

Em 2 dias, 3 filmes

Hanna, passemos à frente. Boas cenas de acção, conceito engraçado mas confirma-se que não gosto do Eric Bana e falta qualquer coisa. As cenas estão como que "coladas". Cadência, talvez?

Limitless ... Bradley Cooper. Meio caminho andado. História com twists engraçados e uma ideia base bem pensada: e se houvesse mesmo aquela droga (conceito muito similar à cocaína)? A que sacrifico as pessoas se sujeitariam para ter o dom da invencibilidade? Até que ponto a autoconfiança, forjada por produtos sintéticos, é uma necessidade? 

Grande surpresa, pela positiva: Larry Crowne




O filme começa com uma história que me é familiar. Um empregado responsável, empenhado, dos que vestem a camisola é despedido, de surpresa, quando é chamado para uma reunião que pensava ser sobre outro tema. Uhm... onde raio já viste esta "putada"? 

A decisão é-lhe comunicada pela chefia institucional que se escuda no argumentário cliché de multinacional (aka, não damos puta importância às pessoas, o que interessa são as politicas corporativas e a filosofia "cover my ass"), pelo representante "bonzinho" que apela à abordagem positiva possível ("não pomos em causa a tua competência, o problema não és tu ...") e pela figura do idiota que não passa de um FdP. Demasiado dejá vue, até assusta. A única diferença, entre a realidade e a ficção, é que a Larry é-lhe apresentada a situação a uma sexta feira.

Confrontado com cenário totalmente inesperado, ainda com problemas pessoais pendentes e com impactos financeiros, Larry Crowne fica na merda. Compreensivel. Totalmente solidária com este quadro.

A partir daqui tem que se fazer à vida. E a partir daí o filme é uma lição, pela positiva. Escrito e realizado por Tom Hanks, este faz o filme à sua medida. De boa pessoa. Simples. Que recorre apenas à sua autenticidade como modo de estar. Sem ter que provar nada mais na sua carreira, Tom Hanks oferece-nos 98 minutos de boa disposição, mesmo na adversidade, com uma mensagem de esperança, de força da vontade e de como ser-se o "good guy" compensa. 

Na verdade, são os filhos de uma real meretriz e os chico-espertos que sobrevivem incólumes. Porém, durante 98 minutos, Hanks faz-nos acreditar que é possível o contrário. 

Obrigada por isso.

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