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Against Fake

Sou contra o uso de contrafacções. 

Não só impactam no negócio das marcas (que sendo muito caras ou não, é irrelevante: é um negocio legal, ainda com muito trabalho artesanal, e com um preço: quem quer paga) como, actualmente, fazem parte de um circuito mais amplo de criminalidade, servem para lavar dinheiro e estão associados, por norma, ao tráfico de droga e ao trabalho infantil. 

Quem compra uma carteira falsa não está a comprar para satisfazer o gosto por um determinado modelo. Está a comprar para criar uma  ilusão e andar, supostamente, à moda.  O prazer de uma carteira "daquelas" é o cheiro da pele, a história e a arte associadas ao fabrico, a beleza dos detalhes, o coração acelerado quando se sabe que é nossa. 

Há "n" opções acessíveis, giras e elegantes quer na Parfois, na Zara, na Mango, na H&M, ou na versão preço-acima, na Bimba y Lola ou na Uterque. É muito mais original e menos mau gosto do que usar carteiras falsas. Eu tenho várias destas marcas e adoro-as. Estimo-as e tenho-lhes paixonite  como se fossem uma Prada (que não tenho, por exemplo).

Entre todas as imitações, as que mais abundam neste momento, ou pelo menos topam-se claramente à distancia, são as Carolina Herrera, estilo Bowling Bag. São pavorosas. E os porta-moedas? Não há opção falsa alguma que seja minimamente aceitável. São mesmo pirosas. Porquê comprar? 


Disclaimer: eu já tive carteiras falsas. 3 para ser mais exacta. Já compensei largamente essa má opção e sei justificar porque é errada. 

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