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Da inconsistência




Rasgas-me a carne com a inconsistência. 
Perfuras as costelas com um golpe de mestre com tamanha instabilidade. 
Desferes a dor com esse desnível emocional. 
Queimas-me com as palavras imaturas, as dúvidas pouco sustentadas, os argumentos infantis. 
Magoas pela ausência de segurança, pelos desvios e contracurvas de quem anda à deriva. Aqui jaz surpresa com coerência, paixão à flor da pele sob passos seguros. 
Decepcionas por não estares à altura, pela incapacidade de ler o que é independência. Falta-te tanto, que não tens fundamento ao meu lado. 
Estás arredado a anos-luz.

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