quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Esta mulher tem sempre razão

Se as condições estiverem reunidas, sou a pessoa mais flexível que podem conhecer. 

Caso contrário, está difícil! 


domingo, 20 de outubro de 2013

Desordem Obsessivo-Compulsiva...

... MNC's style. Estava acabar um, vá de trazer outro pra' casa! Mas é um Pérez-Reverte, há atenuantes.

E mais uma BIC quadrifásica... Mas prateada! Podia ter falta de canetas! Ó deuses! 


domingo, 6 de outubro de 2013

Xitex, Xitex

Quase, quase.



Num corner perto de si
Suspiro






Pensar, isso que nos distingue

Hannah Arendt, filosofa judia alemã que viveu nos EUA, fugida da Europa anti-semita, teve a coragem de pensar por si e manter-se fiel aos seus raciocínios por mais contestados que fossem. Por mais lhe custassem amizades e lhe gerassem ataques de carácter. Quando tudo o que quis foi compreender e compreender não é perdoar. 

A sua teoria da "banalidade do mal", desenvolvida após o julgamento de Albert Eichmann, raptado em Buenos Aires e julgado em Israel por crimes nazis (já de si, a legitimidade do exercício da justiça é questionável), assenta em pessoas que não são más por natureza, mas apenas "Zé-ninguens" que abdicaram da sua capacidade de discernimento. Eichmann, como outros burocratas nazis, revelavam incapacidade de pensar. Sem a força corrosiva e desconstrutiva do pensamento, qualquer acção é possível, qualquer lei pode ser racionalmente justificada, qualquer acto é aceitável: aqueles homens, mulheres e crianças morreriam de qualquer maneira, quer Eichmann ordenasse a saída dos comboios ou não. E como não pensava, não questionava as ordens que recebia. Mesmo não tendo nada contra aquelas pessoas, mesmo não tendo razões ulteriores anti semitas. 

Isto é tão fácil de perceber.  Agora. Mas curiosamente hoje em dias as pessoas continuam a abdicar de não pensar, preferem o "não sei", não ter opiniões, escudarem-se em entretenimento fácil que amorteça o cansaço da vida diária e as faça descomprimir com aberrações perversas na televisão ou mesmo no que lêem, que não as faça pensar, que não lhes aporte nada. 

Pensar é subversivo. É fundamental.