segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

PdFT*

Ou seja, a *puta da falta de tempo. O grande problema da Humanidade, ou pelo menos, desta vossa humilde membro da Humanidade (ainda que às vezes duvide disso dado o ambiente pós eclosão bomba atómica que me rodeia!).
Hoje oferecerem-me, como presente de natal atrasado, mas muito bem-vindo, e de uma boa amiga, a 1ª Serie do "Quem Sai aos Seus...". Estou em pulgas... mas, falta-me tempo. Ainda não acabei sequer de ver os últimos episódios do Flashforward. Nem a ultima serie das brilhantes e fabulosas Gilmore Girls, nem a do fundamental Seinfeld ... e todo o resto de Dvds de series e filmes em atraso. Alias, eu nem arrumei ainda os CDs na respectiva torre. Eu!
O caso agrava-se com os livros. Passo a explicar, com exemplos, o drama da minha waiting list de livros para ler (sem qualquer ordem de preferência ou de por onde vou começar, apenas aleatoriamente!):
  • O Mar em Casablanca
  • Fuck It
  • Crónica de 1 Morte Anunciada
  • O Leitor
  • A minha Herança
  • Irmãos (sobre os Kennedy)
  • a bio do Churchill
  • a bio do Fontes Pereira de Melo
  • 2666 (bom, só este põe-me deprimida...)
  • A Ponte dos Suspiros
  • Filipa de Lencastre
  • Lolita (reler, li-o há 18 anos)
  • A Rainha do Sul (a reler)
  • George & Arthur
  • O Símbolo Perdido (há que ser ecléctico)
  • A Leste do Sol (estou louca para começar)
  • O Jogo do Anjo (há 15 meses que me foi oferecido, vergonha!)
  • Anna Karenina (reler, porque de 5 em 5 anos tenho que o fazer!)
  • Os Maias (reler, porque de 5 em 5 anos tenho que o fazer!)
  • Slam
  • Manhathan Transfer
  • Inquietude
  • De Luxo
  • Ladrão de Fogo
  • Catarina Aragão
  • O Amante da Rainha
  • O Perdão
  • O Espião que saiu do Frio
  • O Lado Selvagem
  • As 3 Vidas
  • Carlota Joaquina
  • Imprimatur
  • Sectretum
  • Os 30 anos de mau futebol
  • A Boa Vida
  • Caim
  • A Criança no Tempo
  • Shalimar, o Palhaço (é desta que me apaixono pelo Rushdie?)
São 41 livros mas só 0 2666 e o Anna Karenina valem mais dois. Isto está assim para o agreste.
Se juntarmos as revistas semanais e as mensais, podia-se dizer que de facto precisava mesmo de 1 break para mim própria de largas semanas, meses? Ou ser hiperactiva como o Marcelo e não dormir.
Ou então, pedir ajuda como fiz com as botas: não compro mais livros. Ponto! (para os meus anos quero o perfume Dolce & Gabbana nº3, umas luvas da Luvaria Ulisses côr camel ou um pijama ... e nada de livros).
Mas o que me chateia mesmo, enquanto na minha cabeça faço um puzzle de como / quando vou consumir estes livros (dos quais preciso mesmo, por necessidade de "agarrado"), é não ter tempo para mandar à merda quem me destrói a sensação de tempo / espaço / realidade e me mina o tempo que resta. A chamada falta de tomates, digamos...
Vou ver se acabo a Princesa de Gelo (recomendo vivamente! Os suecos para além do IKEA têm bons thrillers, nos quais se fala sempre... do IKEA!). Antes que o tempo se me acabe!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

as casualidades de ser eu

Sou fã das Kimmi Dolls. Já o havia afirmado. O Pai Natal, sob a forma de duas das suas mais importantes duendes, presenteou-me com presentes ligados com a Kimmi.



Duas amigas, muito especiais, nada a ver uma com a outram, creio que nem se conhecem deram-me uma boneca e um porta cadernos, da colecção Kimmi. O verdadeiramente extraordinário foi que quer a boneca quer o porta cadernos terem como base a mesma figura, ie, a kimmidoll Seiko.



A Seiko simboliza o "Sucesso", com o intuito de inspirar e motivar quem a detém. Para que a Kimmi Seiko realize todo o seu potencial nas várias áreas da vida da sua proprietária, esta tem que aspirar a fazer o seu melhor, a usar os seus sonhos de exito como inspiração na procura para atingir os seus objectivos e ultrapassar os obstáculos.



Mensagem recebida. Excelente "kika" (kick in the ass) como diria a incompetente (e pior professora de sempre da minha vida) professora de Recursos Humanos no MBA (irónico não?). É uma mensagem de alerta... Life is a bitch, mas há que sonhar e ter ambição, mesmo quando nos arrastam para pesadelos e nos querem cortar as asas.



Estas bonequinhas são mesmo giras. As minhas amigas ainda mais. Infelizmente, é uma dura lição para mim. E ambas concordaram em dar-ma, sem se conhecerem. É assim tão óbvio? Ai Pai Natal, acho bem que tenha ficado perdida uma dose de alguma capacidade de dar a volta às nuvens negras no meio das botinhas que estavam na chaminé.



Vou à procura, virá-las todas as botas ao contrário. Já volto...


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

presente de natal

depois de 1 excelente almoço natalicio, muitissimo bem acompanhada, e em que se falou até das coisas menos natalicias e pecaminosas possivel, o homem cá da casa teve presente antecipado.
Para além de palitar os dentes em directo, e das barbaridades que profere e do modo de estar algo alarve para quem tem tradições familiares de elevada estirpe, o dr. Dias Ferreira, comentador de serviço do SCP, estacionou o carro à porta de casa para abastecer a viatura de coisas natalicias.
Nada de mais... se não fosse o facto de estar com o carro EM CIMA DO PASSEIO, literalmente!!!
Ora, o homem cá de casa ODEIA a figura, pode reclamar e ofendê-lo com toda a legitimidade.
Silvio Cervan, rói-te de inveja!!!
FELIZ NATAL

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

É Natal, meu amor

Recordo-me de como dizias, quando jogávamos à apanhada, que um dia aquele meu sorriso seria teu. Que mo roubarias e que ele seria o teu farol, tal como eu seria a tua mulher. E eu ria-me mais, achando-te tonto, desajeitado, com pouco talento para jogar à bola, ainda que tentasses.
Recitavas-me parágrafos inteiros d' Os Maias que sabias que eu adorava, lias-me poemas às escondidas e perseguias-me com o olhar sempre que eu passava na rua. Os outros comentavam o balouçar das minhas ancas sobre as pernas torneadas pelas aulas de dança, mas tu consumias-me em doses de doçura, à distância.
Conheço-te desde pequena, conheço-te desde sempre. Foste sempre o único que me fez as vontades com eterno conforto. Era a única rapariga no meio de quatro irmãos. Todos com a natureza do sucesso escrita no DNA, numa família que revia em cada um deles a hipótese de recuperar o brio de uma história de burguesia endireinhada que fora decaindo, na casa grande, senhorial, com quartos fechados, não ocupados, e com pó, tal como tantos episódios dos nossos antepassados.
Nesta mística e luta pela sobrevivência dos apelidos, eu só dava problemas. Queria dançar, pintar e correr pelo campo, chegando à noite com os cabelos desgrenhados e pés sujos de andar descalça. «À cigana», como era recebida, sem direito a jantar e indo directa para a cama, de castigo. Exasperava os pais, era ignorada pelos meus irmãos, as empregadas achavam-me um raio de alegria mas um tremendo estorvo, tamanhos eram os meus devaneios.
O mundo sempre foi pequeno demais para mim. Mas tu entendias. Tu querias abraçar-me quando eu fugia. À media que crescíamos, eu atirava o cabelo escuro, tão negro profundo, tal como era a minha insatisfação, sempre disfarçada pela gargalhada, aparentemente fácil.
Mantiveste-te sempre por perto e, inconscientemente, eu não me mantive longe. Viste-me descobrir o poder do corpo com outros. Viste-me ser usada sem me importar. Só queria fragmentos de afecto. Viste-me procurar a satisfação sem pudor, numa época de libertação instituída a nível nacional.
E eu via-te, de forma afastada, cada vez mais homem, mais seguro, mais observador, melhor em tudo, melhor que todos os outros. Sabia que farias sempre qualquer mulher feliz, que a trarias para um mundo novo de curiosidade intima e adornos de paixão. Mantinhas a tua devoção mas já não ma davas, tratavas-me na medida certa, na proporção de amizade e paciência.
Um dia, acordei, olhei o tecto, lembrei-me de como tínhamos conversado até de manhã, de como partilhámos a garrafa de vinho tinto que havia restado da velha adega, depois dos meus irmãos terem vendido a casa senhorial, mal ficámos órfãos. Lembro-me de como nos rimos a recordar como o avô era exigente nas vindimas e fazia aquele vinho com dedicação e orgulho. Tinha sido bom. E quando olhei para o lado, no silencio do quarto quente, estavas lá tu a dormir com ar tranquilo e com a tua mão nos meus cabelos.
A partir daí foi fácil. Passaram 30 anos. Mudámos de casa, de cama, tivemos filhos a dormir no meio de nós, e cães devotos a entrarem como donos do quarto. Mas mantens o mesmo hábito de adormecer com a mão nos meus cabelos, já menos negros e mais grisalhos. Nenhum de nós os disfarça. Representam que vivemos juntos todas as fases da nossa vida. Até o sermos avós.
3o anos de proximidade suave e indolente como lençóis novos acabados de pôr, 30 anos de toques que arrepiam como a primeira chuva de Setembro, 30 anos de um universo cheio de pontos de referência e confissões, mãos dadas e passos entrelaçados. E se a minha alma continua um remoinho, tu continuas a ter essa tua expressão em paz consigo mesmo quando dormes.
É Natal, temos a casa cheia de filhos, genros e noras, cunhados, sobrinhos e crianças. E os nossos cães, já velhinhos mas cheios de genica pela animação reinante no lar feito por nós.
Mas para mim, é como só tu existisses porque sem ti nada disto seria real. Se me amaste desde cedo, desde sempre, por seres precoce em perceber o óbvio, eu amei-te mais tarde mas com tal intensidade que me preenche, que me completa, que me faz ser melhor.
É Natal, meu amor. Não poderia querer-te mais. E o meu sorriso há muito que é nosso.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Pai Natal já chegou ...

E com livros!!! O Mar em Casablanca do Francisco José Viegas e a biografia do Fontes Pereira de Melo da MFM já cá cantam... Nada mau para animar as hostes depois do dia de ontem!E desconfio que o Carlota Joaquina by Marsilio Cassotti também já está na árvore.
Quem é que rouba decorações de natal da porta de uma pessoa??? Porquê? Onde raio anda o espírito natalício destas pessoas? Já para não falar da educação... É só mesmo para irritar! Apesar de ser uma atitude deplorável, ainda por cima as minhas decorações tinham valor afectivo. De facto, há pessoas muito tristes!!!
Logo ontem que tinha começado com banho com água fria... Pudera que esteja constipada (já estava mais ou menos resfriada mas banho ao sábado com agua gelada não ajuda!!!!). Tenho o corpo dorido como se o Bruno Alves me tivesse dado um encosto.

Não melhora o Sol ter ido de folga e a Elsa Raposo ser capa de revista como estando à beira da loucura. Alguma vez ela foi sã??? Meninos das revistas, sejamos crediveis nas noticias... Aquilo é 1 caso perdido há anos
Mau mesmo é o Benfica jogar com o FCP com um semi-plantel e aparentemente sem Luisão e David Luiz. Ai!
E porque não respondem as pessoas às SMS??? Andam sempre todos com os telemóveis colados à orelha, custa responder?
Acho bem que me compensem com presentes ...não 'tá fácil ... Até as férias foram arrancadas a forceps, livra.
Mas mesmo assim, FELIZ NATAL!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O que não gosto no Natal.

Eu adoro o Natal. Por mim, tinha a árvore montada todo o ano e decorações espalhadas pela casa. Mas como em todas as coisas, até esta belíssima época tem os seus momentos dr jekyll & mr hyde, o seu Yin Yang.
Começa logo porque detesto Circo. Qualquer que seja, do mais chunga ao armado ao pingarelho. Odeio. Palhaços, malabaristas, macacos, era tudo corrido à chicotada. Citando Caco Antibes, "croquete é coisa de pobre". LOL. Dei das maiores infelicidades ao meu pai porque ele gostava e eu desde miúda recusava ir. Era o mesmo escândalo para ir a Igrejas. Tendas e padres, comigo, não dá!
Depois, não suporto a dieta natalícia. Rabanadas, sonhos, fatias douradas, bacalhau e couve, de fugir... Mas mau mesmo, Bolo Rei. Pior invençãozinha não há (depois da gloriosa ideia tuga do folclore). Entre as passas e fruta cristalizada e aquela cobertura de fazer doer os dentes, é tudo um horror. Adoptei a minha própria tradição: dia 24, croiassant de chocolate da Bénard.
A coisa agrava-se. Não gosto dos so called famous people aka VIP's da treta que se multiplicam em festas e eventos para ajudar os mais desfavorecidos quando durante todo o ano, longe do barulho dos flashes, se estão positivamente a borrifar para os menos privilegiados. Aliás, até fogem deles na rua apesar de muitas vezes estes VIPs serem mais miseráveis de espírito do que aqueles que precisam. E adoro quando vão dar apoio a sem abrigos, muitos deles consumidores de drogas, e fazem aquele ar de consternação quando passam a vida na casa de banho a cheirar coca. É de uma hipocrisia, o que não é de espantar dado que estas "pessoas" vivem no mundo do Noody, como se a vida fosse uma grande telenovela da TVI: com overacting, más interpretações, close-ups de bradar aos céus e historias tão idiotas como os idiotas que são auto denominados actores.
Uma ou outra figura publica, acredito que dê a cara, e o espírito, a iniciativas em que a imagem vale 1.000 flashes e se consegue a atenção devida para causas com glória e, muitas vezes, com dificuldades. Mas a maioria luta mesmo pela auto promoção: "Gosto muito de crianças, quero muito ser mãe, é um sonho adiado... "(até arranjar algum tanso que pague a cesariana e os tratamentos pós-parto e depois pague, mesmo, a pensão de alimentos); "Esta historia faz-nos lembrar todos aqueles que precisam" (estou a imaginar o Angélico a dizer isto e até doem os ouvidos). Clichés, clichés.

Em seguida, os pais histéricos, a comprar a Toys 'R Us toda para as criancinhas mal educadas (aquelas que deviam ser barradas às portas de restaurantes, até determinada idade), mimadas com telemóveis aos 5 anos, PSP aos 7 e todas as demais coisas que a Leopoldina, a Popota e o cartão de crédito já gasto dos pais trazem. Em criança, lembro-me de ficar feliz de receber livros, um conjunto novo de canetas, mais um dossier do Sempre em Festa. E Bombocas. Haviam sempre Bombocas na chaminé. E dinheiro... desde pequena que delirava com as notas que saíam dos envelopes (prontamente retiradas da minha mão e postas a aforrar), era um fascínio! E jogos e roupas mas em doses controladas e devidamente controladas pela autoridade doméstica.
Hoje compensa-se a falta dessa autoridade com presentes, ensina-se que receber é um acto passivo de ter e, assim, é fácil ter, logo tudo será fácil.
Não gosto de e-cards. Mea culpa que também os envio, por temas de trabalho sobretudo. É simpático receber, menos quando inundam o email (geralmente no dia clássico das pessoas irem de ferias), há umas coisas girissimas, é ecológico e uma opção mais barata. Mas não é a mesma coisa.
Gosto mesmo é de escrever postais às pessoas de quem gosto, daqueles de papel, através dos quais lhes passo a minha mensagem especial, com o meu punho e ao correr do que se sente. Tenho pena que anualmente se reduzam os postais que recebo: sobram o dentista, os bancos, o Corte Inglés, e alguns (poucos) amigos que me mandam postais. Gente, movam esses rabos, vao comprar postais, escrevam qualquer coisa com significado e vão para a fila dos Correios. As pessoas estão indolentes e acomodadas. E não venham com tangas da revolução verde porque depois não fecham a água no duche, não reciclam lixo e atiram aerosois de toda a espécie para o ar. Tretas ...
Não gosto! Desaprendemos de escrever, de abrir um postal virgem que pede para ser marcado pelas emoções. E agora até há uns selos que quando se lambuza fica a saber a língua a café. Maravilha!
Não me mandem SMS com piadas ou mensagens natalícias standardizadas para toda a lista de contactos do telemóvel. Ou ligam ou mandam SMS personalizada. É que é uma avalanche de SMS tipo as das promoções da Sacoor ou do Citibank. Pouco digno.
Não gosto pessoas que andam às compras de ultima hora. Não por terem deixado para o fim as compras mas pela histeria colectiva que passa a reinar na cabecinha desta gente que de repente parece que caíram numa mega taça de eggnog e ficaram TONTAS de todo. Veja-se a Zezinha Nogueira Pinto, a cretinice toda veio do stress pré-compras de natal antes da missa do galo.
O que não gosto mesmo é não poder joy the moment enclausurada de manha à noite, sem ter tempo para contemplar as iluminações, comer castanhas ao frio, pela rua em fins de tarde alfacinha, ver a alegria dos miúdos, não poder fazer voluntariado porque estou sempre em lista de espera (e com a minha vida profissional de sucesso garantias de poder aparecer também são altíssimas...) e ter que fazer malabarismos para jantares, lanches e almoços de natal. Loucura.
Mas, reitero, adoro esta época, viva a cocacola e o Pai Natal e ADORO PRESENTES. Não se esqueçam. Não gosto nada de não recebê-los!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

porque levantar cedo faz mal ....

... Porque estive em ansiedade total desde casa até chegar ao trabalho e perante outra luz ver que afinal os collants que vesti eram mesmo pretos e não, horror dos horrores, castanhos como me pareciam na paragem do autocarro e durante a viagem até ao escritório.
É que estava toda de preto e estava a dar-me uma coisinha má. Lá me tentei distrair com a Vanity Fair espanhola e o Cayetano Rivera Ordoñez mas só me tranquilizei quando outra gaja, tão doente como eu, me assegurou que as meias eram mesmo pretas. Devia ser dos óculos de sol misturados com o pouco sol matinal...
Foi o ponto alto do meu dia. Ah, o almoço foi bom, com belíssima companhia.
Mas estou mesmo certa que este tipo de agressividade matinal a que uma pessoa é sujeita porque tem um autocarro para apanhar às 8h20 é a razão de muitos problemas do mundo. É tortura.
Trabalhar já de si tem tanto fascínio como uma as sitcoms lusas da SIC (que más!!!!!!!!!!!!!!), a vontade é pior do que ir ao ginásio, é muito cedo, não sol, mas os óculos são giros portanto usam-se, o dia adivinha-se aquela coisa cheia de glamour e interesse que nos faz quase querer ouvir Delfins, pois não pode ser pior ... e ainda por cima stress por causa de collants castanhos com vestido e botas pretas???!!!.
Ninguém merece!
Se temos que trabalhar e já que se sai às 9h da noite e trabalha-se em casa até à 1h a manha, não sei, o limite seria poder dormir até às 10h, vestir-me com calma, tomar tranquilamente pequeno almoço a ler qualquer coisa e depois sem drama de meias atirar-me às feras.
Pois, não! E ainda dizem que a lei é pró trabalhadores... Se calhar sou mesmo arraçada de Carvalho da Silva.
O Michael Moore fazia um blockbuster com a minha vida.
P.S. Vou dormir... tenho horários de empregada de limpeza cruzada com guarda nocturno.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Os Vampiros

Diariamente, nos transportes públicos, ou onde quer que esteja a ler a minha Vanity Fair, tenho que tapar a capa com receio que me confundam a revista com a Bravo. Isto porque a capa é um tal Robert Pattinson, um gajo com cara de parvo, mas aparentemente considerado giro e herói da saga cinematográfica do Crepúsculo.

Eu não gosto de Sapos (sabem lá vocês o que sofri durante o Magnolia) mas também não gosto nada de Vampiros. Quer eles sejam em filmes série B a preto e branco muito maus mas com ar até assustador, quer sejam na versão pop sexy do século XXI em filmes que me parece serem provavelmente tão maus como os da década de 40 do século passado.

Admito que tentei ler o Crepúsculo, pouco depois de ter saído, e que me foi oferecido com mtª simpatia, mas não consegui ler mais do que 10 páginas. Além do universo não me interessar achei a escrita a la margarida rebelo pinto recheada de clichés. Mas como em tudo o que seja massificação, a coisa pegou! E virou moda, e agora há vampiros por todo o lado. Filmes, séries, revistas, bom ... uma tonteria pegada!

Até o Presidente da Republica aderiu a coisa. Pisaram-lhe os "calos" e vá de ir directo à jugular com a nomeação do Fernando Lima, o carneiro sacrificado ao sabor das brincadeiras de aprendiz de Maquiavel, deste Verão, do Sr. Silva. Que tem muito que aprender, ou melhor, que ler. Mas isso deve ser-lhe difícil. Não obstante, o Sr. Fernando Lima lá aparece nos bastidores do poder de onde nunca saiu. Com uma Presidência da Republica assim, de facto, estão-nos a ir a qualquer lado e não será apenas ao pescoço, certamente.

O país estava distraído com a Face Oculta. Perante esta aventura no Reino da Sucata, o Engº Belmiro de Azevedo, disse que "tem mais que fazer e que tudo parece uma das telenovelas das da TVI e da SIC". Palavras, como de costume, sábias. Ambas as situações são más mas não há ninguém nos "denominados" actores tugas da nova geração que façam tão bem o papel de Manuel Godinho ou de Armando Vara ou de José Penedos.

Perante o mesmo Caso, o Sr. Alberto João Jardim chamou ao (continente) a Sicília Hispânica. A Sicília que lhe paga o ordenado e os Furados. Que lhe sustenta a ilhota e o caciquismo que por lá reina de forma tão natural como a sua sede, onde grassa a corrupção enquanto paraíso para turista ver e onde a asfixia é a toda a linha de Bingo: democrática e de horizontes. É tudo tão igualmente belo como "poucachinho"e nós, cubanos / sicilianos / hispânicos a pagar a farta vilanagem a olho nu mas que todos ignoram em silêncio.

Lamento pelos poucos madeirenses que conheço e de quem gosto (Luisinho, é mesmo para ti!), mas as palavras daquele idiota provam o provincianismo e complexo de inferioridade da população que vota PSD. O sr. AJJ sabemos que já saiu da ilha porque veio estudar à Sicília Hispânica (certamente que muito penou!!!), mas o mundo não termina nas águas que o rodeia.

Os desastres e o baixo nível na nossa politica, só podem ser relativizados quando olhamos para Itália, terra do Fiat 500 e do Lancia Delta (lindo!), terra da Prada, da Gucci, da Tod's e... vá dos Dolce & Gabbanna. Da pasta maravilhosa.

Depois dos escândalos sexuais às custas do erário público, da corrupção descarada, da manipulação da informação centralizada num gnomo movido a Viagra e maquilhagem, das ligações à Máfia russa e ao tráfico de armas e de droga, da falta de educação e sentido de Estado em fóruns públicos internacionais, eis que Il Cavalliere se cola cada vez mais à extrema direita para compensar outros votos que vai perdendo.

Esta extrema direita, a Legião Romana, tem lideres com cargos ao serviço do Estado e que promovem maus tratos e humilhações policiais, detenções ilegais a todos aqueles que sejam "diferentes" e fecham os olhos à violência nas ruas provocada pelos cabeça rapada, o "racismo de tasca" como li (na Visão). Existem mais de 60 grupos neo-nazis Ultra em Itália, cada um a brincar à sua maneira.

Vou chocar mas acho mesmo que no caso de Itália (e até noutros países), a UE devia intervir, fazer qualquer coisa. As coisas naquele país em forma de bota (só por isso merecia um prémio de arquitectura geográfica) estão num ponto de demência total com Berlusconni a proferir coisas como Mussolini “não matou ninguém, mandava os opositores de férias”. Isto é muito sério, porque fere de morte os princípios sobre os quais nasceu a UE.

E tal como na Madeira onde há oposição / contestação à séria? Onde andam os Benetton, os Agnelli, o Renzo Rosso? Os grandes produtores de riqueza do país? A comer e a calar?

E o Gnomo segue em frente, passando por cima de tudo como se fosse um coelho duracell em fim de vida, a perder a cor do auto bronzeado, mas sob efeitos do comprimido azul, a lixar com “F” grande um país inteiro. E com a Legião Romana a apoiá-lo.

Preparem o colar de alhos. Temos todos o pescoço em risco.