domingo, 29 de novembro de 2009

ó pai natal andas por aí???

como quem não quer a coisa ... gostei muito do Novo Perfume Dolce & Gabbana nº 3 L' Imperátrice.
E depois do desabafo do Eduardo sobre o quão mal as empresas comunicam e como não criam formas de interacção com o publico, devo-vos dizer que a Optica do Sacramento é Linda! Do que se vê por fora... sim, porque domingo à tarde, tudo aberto no Chiado menos a loja NOVA com excelente aspecto
Haja paciencia...

lojas fetiche

São tão fetiche, tão fétiche que até tenho medo de lá entrar, pois daqui a meses posso estar a cumprir pena por cheques carecas!
Uma é a Negligé, situada na Rua Castilho, 90, 4º Dtº. É um conceito inovador em Portugal. Uma loja (aberta das 13 às 19h) que funciona num apartamento, num espaço íntimo, extremamente feminino e com imenso glamour. Num ambiente sofisticado e de enorme bom gosto, as clientes podem escolher peças de lingeries originais, de alta qualidade e criadas por vários estilistas. Em breve, no mesmo espaço, pode encontrar o atelier de Mário Oliveira, que cria exclusivamente vestidos de noivas (who cares?).
A outra, a que mete mais medo, sobretudo porque ao fim de anos a serem usados para dormir, os meus oculos de vista cansada PARTIRAM-SE assim, pluff!, ... é a Optica do Sacramento, localizada na zona prime de Lisboa.
Situada na Calçada do Sacramento, contempla uma área de 170 m², e "acolhe um conceito de óptica moderno e diferente, visível numa decoração luxuosa e no espaço intimista, que foi especialmente desenvolvido para permitir um atendimento personalizado em todas as áreas da loja" (fonte: Aguirre Newman, que foi a consultora imobiliária responsável).
A Popota gosta particularmente destes ver aqui
São tão fetiche, que nen uma nem outra têm site. Ou é falta de brilhantismo na comunicação aos clientes ou é falta de budget ou é uma estrategia selectiva hiper mega luxuosa. A Negligé ainda tem http://www.negligeelingerie.com/home.html, mas resume-se a pagina com morada
Esperamos VIVAMENTE que as lojas valham a pena. È que estou em PULGAS

Os Animais ou os Herdeiros do Visconde de Alvalade

Hoje fui à bola. Dia de derby. Jogo de risco, dizia a policia. Mas o estádio (daqui em diante denominado AlfaLidl) estava pertinho de casa e os bilhetes haviam sido oferecidos com amizade.
Pusemo-nos a caminho. Viagem de metro pacifica, com benfiquistas e sportinguistas a partilhar o mesmo espaço com civismo e até amabilidade. Ou seja, como deve ser.

E sai-se para fora da estação do Campo Grande e choque de realidade. Civismo? Que é lá isso. E tendo em atenção que é a saída onde desemboca a maioria das pessoas para os jogos, atravessando uma larga avenida para se chegar às escadas, polícia, onde andavas tu? É que se a porra do jogo é de risco talvez estarem a monitorizar a saída do metro até à entrada das portas, é pá, talvez fosse boa ideia.

Pois não. Avisaram-nos para esconder qualquer símbolo encarnado. Ok. Eu acataria à revelia mas se o meu namorado vai de sweatshirt a dizer Benfica, por solidariedade e por achar que não tenho nada que ter vergonha de pôr o meu cachecol, lá vamos nós a falar de coisas nada a ver com a bola. Se vamos ver um jogo com duas equipas é normal que se usem cachecóis de ambas, foi para isso que eles foram criados e postos à venda.

Aparentemente há uns animais em Alvalade que não concordam, talvez o clube deles devesse jogar sozinho, da mesma maneira que estes adeptos devem apenas conhecer o prazer onanista.


Uns benfiquistas que nos avisaram para evitarmos umas entradas altamente conflituosas, avisaram-nos para os “indivíduos” que estando por ali, de cerveja na mão, haveriam de embirrar connosco. Quase em simultâneo comecei a ser apelidada de “puta” por todos os lados. Não sei como de repente o meu namorado, que não é pequeno, estava a ser agarrado, em andamento por um tipo que surgiu sabe-se lá de onde, a mandar vir agressivamente de irmos para ali a exibir as cores do nosso clube.

Queria o filha da puta o quê, que pedíssemos aos senhores que distribuem os jornais Metro as tshirts para parecermos apoiantes do Clube do AlvaLidl?

Quando tento ir apaziguar as coisas, sou agarrada por um outro individuo que começa incessantemente a perguntar-me o que era o que eu trazia ao pescoço, a chamar-me puta e a deitar-me bafo de cerveja para a cara (coisa que me põe MUITO danada). Sempre que tentava perceber com o meu namorado, o estupor do animal que me rodeava puxava-me o cachecol, fazendo pressão no pescoço. Perguntou-me tantas vezes para que era aquilo que lhe respondi se ele era cego ou parvo. Era um cachecol, não via? “Quem fala aqui sou eu, puta” (vocabulario diversificado, portanto).

Recusando dar-lhe o cachecol (era só que faltava…), ainda mais bafo me atirava para a cara e evitava que eu me apercebesse como estava outra situação que parecia mais grave. Fui salva por um puto também do SCP que dizia que “em gaja não se toca”. Aparentemente, para os mais novos há um código de honra e fui promovida de “puta” a “gaja”. Não percebi como se resolveu com o meu namorado, definitivamente mais ameaçadora, mas houve outro Animal, menos bêbedo e mais conscioso que intercedeu.

Lá nos safámos, com os agressores pouco convictos em deixar-nos ir vivos, continuámos sempre a ser provocados até chegarmos a um parque de estacionamento escuro onde escondemos cachecol e camisola como podemos. E não vimos um único policia.

Isto é a história. Agora, a gravidade da situação globalmente:

a) Onde raio estava a policia naquela zona, conhecida por deambularem tipos bêbados à procura de atritos? Que merda de planeamento se faz para um jogo de risco?


b) Existiam pessoas que não tinham nada a ver com o jogo (motoristas e revisores da carris e das camionetas) que assistiram a tudo ali ao lado e não fizeram nada. Que sociedade é esta? Aquilo proporcionava-se um belo sarilho a qualquer momento, éramos dois contra os que viessem e ninguém agiu ou tentou pôr água na fervura. Homens feitos sem nada entre as pernas.


c) Tive cativo no Benfica alguns anos, durante esse tempo ia aos jogos a pé, entrando ou pelo Alto dos Moinhos (sempre mais confuso) ou pelo Colombo. Vi raramente confusões mas entre grupos ou um mano a mano mas despoletado por alguma coisa concreta. E até acredito que haja violência pela parte de grupos no Benfica, mesmo nunca tendo visto (mas passava pela porta da entrada da claque e de facto havia com cada figura …).


No entanto, o episódio de hoje é de uma COBARDIA brutal. Um casal versus uma matilha de animais mal-educados, bêbados e das barracas. Ai das barracas, não, porque são o clube da elite. Têm um Lidl nas instalações mas são da elite.

Alguém sportinguista dizia esta semana que contratar Carvalhal era sintoma da ambição zero do Bettencourt. A cobardia destes animais mostra a garra do leão: frouxa e nojenta.


O Sporting sempre me mereceu uma indiferença afável. Existia. Não me causava asco pelas trafulhices anti-jogo como o Porto, mas também não tinha um ódio visceral. Divertia-me o Miguel Veloso, as nuances da Brandoa do Polga, o estilo macho gay do Rochemback, a macrocabeça do Moutinho, o presidente da Associação dos Strumpfes. E até não me importava quando ganhavam contra algum clube estrangeiro.


Agora, e mesmo sabendo que a generalização é uma coisa pervertida, passei a ter animosidade natural pelo clube e não vou ter tanta paciência para os adeptos inclusivamente os que sejam meus amigos. Vou-me sempre lembrar-me do filho da puta alto de argolas nas orelhas e boné na cabeça a ameaçar o meu namorado, sem razão mas só porque sim e sabendo que tinha apoio e nós não.

Para quem me conhece, entende a profundidade do meu recém-adquirido sentimento de desprezo e sobranceria por aquele clube: até podem jogar com uma equipa turca ou indiana, que torcerei sempre pelos outros. Está tudo dito.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Carta Estruturada ao Pai Natal

Resumindo ultimos posts e pondo ordem à coisa...

Vamos por categorias:

Lista A.

O que a Popota Mónica quer MESMO:
  • 1 mês no Le Telfair

  • Louis Vuitton NeverFull Daimier

  • Kimmi Dolls (nota: já tenho as seguintes... Ayame, Kokoro, Misaki, Nanami)

Aqui incluia-se a mala Huge Hillier Hobo do Marc Jacobs que entretanto esgotou, nao ha em lado nenhum e nem em sites da NET


Lista B.

O que faria a Popota Mónica uma pessoa melhor:
  • curso de maquilhagem da MAC

  • a lista de livros (os ultimos do Francisco José Viegas, Carlota Joaquina by Marsilio Cassotti, a bio do Fontes Pereira de Melo da MFM e o Livro do Desassossego do Pessoa)

  • cheques vale da MDutti

Lista C.

O que a Popota precisa De Facto
  • pijama, mas nada de flanelas nem daquelas foleiradas com bonecos como se fosse uma criança (Popota mas não tanto ... Weguee Weguee): pijama quente, versão corte masculino largo, com parte superior parecida com camisa

  • IPOD mas estamos em duvidas (estilo cromo da bola, falando no plural...): IPOD NANO 5G 16Gb ou Iphone 3GS 16Gb (acumulando com vontade de ter um telemovel com push up mail e acesso user friendly a net para o meu aniversário!!!!)???
  • roupão branco quentinho pós banho da IKEA

  • Cheques vale de boa disposição e paciencia para acordar de manha


Lista D.

Coisas Imprescindiveis para a Popota Mónica ter estilo:


  • Relogio Chaumet Class One Steel Watch 38mm
  • Burberry Classic trenchcoat W'09
  • Montblanc STARWALKER METAL & RUBBER ballpoint

Weguee Weguee...

PoPo...PoPo...Popota / Os brinquedos estão a chegar / è agora / O Natal veio pra ficar


terça-feira, 24 de novembro de 2009

porque o natal está aí á porta... UPDATE 2

UPDATE

- curso de maquilhagem da MAC, convertivel em produtos. Presente 2 em 1. Quero muito e é fabuloso... curso + produtos... quem der faz vistaço!!!






- Bilhetes para A Gaiola das Malucas. Nao sendo fã de Musicais, o filme leva-me às lágrimas (original de 1 musical). É HILARIANTE. Nao há vez que veja que não me dê ataques
descomunais de riso. Duvido que se reproduza a genialidade mas ...
- no mesmo registo tb podem ser bilhetes para o concerto do Mika em Abril






domingo, 22 de novembro de 2009

ai, ai, ai, isto de ser loura... eu não entendo!

A VISAO de 12 Novembro trazia um pequeno apontamento sobre As Posses dos Novos Ministros

Por ser loura, ha 3 casos que me deixaram no estado: "Hello, vou lá de noite....!!!!"


GABRIELA CANAVILHAS - Pianista

  • De origem açoriana, iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada. Terminou o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional de Lisboa, estudou Música de Câmara com Olga Prats, e posteriormente com Riccardo Brengola, na Accademia Musicale Chigiana (Siena, Itália), onde lhe foi atribuído o Diploma de Mérito em Música de Câmara.
  • Mantém intensa actividade artística, sendo uma presença frequente nas principais salas de concerto e Festivais nacionais. Apresentou-se também nos E.U.A. (Nova Iorque), em Itália (Turim e Siena), no Brasil (Rio de Janeiro, Niterói e Brasília), em Macau (Festival Internacional de Macau / 1998 e Centro Cultural de Macau / 1999) e na Alemanha (Wilhelmshaven Expo-Am Meer 2000).
  • Gravou 7 CDs
  • Em 1999/2000 exerceu funções de assessoria para a Música Erudita na Direcção Regional da Cultura nos Açores.
  • Apresentou diversos programas na RDP Antena 2 e mantém colaboração regular em iniciativas de diversas instituições culturais portuguesas, como no Instituto de Camões, Centro Cultural de Belém e Casa da Música do Porto.
  • É frequentemente convidada como conferencista, comentadora de concertos ou para colaborações pontuais em publicações sobre temáticas da área cultural e artística.
    Directora artística do Festival MusicAtlântico nos Açores, desde a primeira edição, em 1999.
    É licenciada em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
    Desde Janeiro de 2007, é membro do Conselho Directivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).
    Entre Novembro de 2003 e Novembro de 2008, foi presidente da Direcção da Orquestra Metropolitana de Lisboa, presidente do Conselho Directivo da Academia Nacional Superior de Orquestra e directora pedagógica do Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa e da Escola Profissional Metropolitana. Desde o dia 1 de Dezembro de 2008 exercia as funções de Directora Regional da Cultura dos Açores.

Segundo a Visão, a sua declaraçao de rendimentos apresenta os seguintes valores:

  • 1 land rover discovery + 1 VW Golf + 1 Volvo S40 + 1 Hyundai grtz + 2 apartamentos + 1 casa com 25 (sim, 25) divisões em Aviz + €12K em titulos e €115 154 de rendimento anual...

Afinal ser artista em Portugal dá guito... e MUITO!!! Pra que raio quer a mulher 4 carros e 1 casa com 25 divisões? Montar 1 pensao ou 1 bordel???


António Soares Serrano

  • 44 anos
  • sai da administração do hospital do Espírito Santo, em Évora, para o Ministério da Agricultura.
    Professor catedrático na Universidade da cidade alentejana, é um gestor, que já passou pelo Gabinete de Planeamento de Política Agro-Alimentar do ministério e é vogal da Comissão Directiva do Programa Operacional do Alentejo do QREN.

Declaraçao Rendimentos:

  • €162K rendimentos anuais + 7.000 acçoes do MillenniumBCP + casa em Évora de €340K + Audi A4 e 1 Lancia Ipsilon ... Paga-se bem em évora na administração de 1 hospital, afinalo alentejo nao e assim uma das regioes mais pobres da europa...

Dulce Álvaro Pássaro

  • licenciou-se no Instituto Superior Técnico e especializou-se em Engenharia Sanitária na Universidade Nova de Lisboa
  • iniciou a sua actividade profissional como professora assistente no ensino politécnico.
    Entre os cargos que desempenhou, destacam-se a presidência do
    Instituto dos Resíduos, a chefia de divisão de resíduos da Direcção Geral da Qualidade do Ambiente, a direcção do serviço de resíduos e reciclagem da Direcção Geral do Ambiente e a direcção do departamento de planeamento e assuntos internacionais do Instituto dos Resíduos.
    Participou também na elaboração da primeira lei nacional da qualidade da água, do
    Plano Nacional de Resíduos, dos Planos Estratégicos para Gestão dos Resíduos Industriais e Hospitalares e da legislação de resíduos para o território de Macau.
    Desempenhou funções no controlo das descargas de águas residuais industriais na Direcção Geral dos Recursos e Aproveitamentos Hidráulicos e na aplicação do normativo comunitário de combate à poluição marítima e no controlo de substâncias perigosas no meio aquático.
    De Março de 2003 até Outubro de 2009, foi vogal do conselho directivo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos.
  • Foi nomeada Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território do XVIII Governo Constitucional de Portugal, cargo que desempenha desde Outubro de 2009.

Declaraçao de rendimentos:

  • €74K em 2008 + varios terrenos em Oliveira do Hospital + 26, sim LERAM BEM, 26 imoveis rusticos e urbanos + 2 lojas + 1 vivenda + 4 apartamentos em Espanha (novamente, leram bem, em ESPANHA!!!)

A ministra Remax, portanto

E a burra sou eu??? Não há pachorra, a sério!!!

Devo estar com mau feitio mas acho este pais uma irmandade de caciquistas... E assumo que votei no PS, agora, VERGONHA.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

a insustentável existencia da burguesia

Socorro, no espaço de uma semana chamaram-me burguesa. 2 vezes. 2 gerações diferentes. ambas mais novas que eu
A sério, socorro

Para mim, é super insulto. Sei que não era essa a intenção. Mas demoliu-me como castelo de cartas.

Ser burguês para mim é alguém que teve ideais de vida (qualquer que seja desde salvar as baleias, lutar contra o aumento das portagens, abrir as asas e conhecer o mundo) e acomodou-se à vida de adulto.

Casa-emprego para pagar os 2 plasmas, o homecinema, as férias na neve para onde todos vão, a viagem ao nordeste brasileiro. A carrinha para 2 porque a prole aumentará algures, endividar-se para o casamento na tenda na quinta, a vaidade do vestido meio pavoroso, a alegria idiota com a bebedeira dos tios, a cretinice do leilão da liga, o atirar o bouquet (linda a cena no Sexo e a Cidade em que o bouquet cai perto das 4 e nenhuma sequer se mexe).

Ir ao cinema para apenas ver blockbusters mas atender o telefone ou nao perceber as piadas. Jantar acima do cartão credito para dizer que se foi à bica do sapato. Optar pela novela vs ir ao teatro, pelo jogo da selecção em vez de ir ao MUDE. Ler a porcaria dos vampiros (nota: eu leio Dan Brown, mas leio muito mais que isso) e achar que é uma obra de arte.


Morria de medo disto, de secar a curiosidade e o abraçar do mundo para me entregar à zona de conforto do T3 com banheira de hidromassagem (que saudades da minha, confesso). De parar de viajar e conhecer novas janelas de vida para pagar as prestações e dar de mamar ao típico paradigma dos 2 filhos. De conversas com amigos para me encerrar a ver blueray em 50 polegadas.

Aburguesar é encarneirar. É ser comoo todos os outros. Não quero.

Claro que gosto de viver numa casa confortável com jardim no centro da cidade mas estava igualmente feliz nos meus 50m2 em Benfica. Não precisava de empenhar a minha alma ao diabo para ir para Telheiras. Não hipotecaria os meus 50m2 por uma moradia fabulosa ou uma casa em condomínio mas que me amarraria a uma vida em função da casa. Quero um blackberry, é certo, quero ir jantar fora, quero ir a Londres e a Nova Iorque e a Milão, outra vez. Ir ao Prado.

Quero sempre mais uma mala, não quero estar 2 dias e 2 noites na fila para meter um filho no colégio X. Pele de galinha.

Quero abrir os olhos e sentir-me eu, não igual a todos demais.

Parem de me chamar burguesa ou corto os pulsos.

Já me basta o trabalho sugador de vida e sentimentos, sem reconhecimento, e pouco inspirador; já me basta que os presentes de natal do agregado familiar seja uma coisa para a casa; ou um namorado que leva horas no Ikea ou no Continente a escolher a mostarda e o azeite certos!

Chamem-me consumista que adora futilidades de gaja mas que sabe quem é o presidente da russia, ou o treinador do Sp Braga; ou o que significa Carmina Burana; a origem geográfica da Ford (ha quem ache que era Inglaterra); que sabe quem é o lider da bancada do PP, partido em que nunca votaria, que sabe e acredita no projecto da UE; que lê a Vanity fair e a Caras.

Chamarem-me burguesa é ir-me à canela, com entrada a 2 pés, à Hulk.

E pesa demais na minha consciência. Em que merda errei? Estou lixada

terça-feira, 17 de novembro de 2009

este país á beira mar plantado - parte II

Cena 2, take 320 - Instinto Fatal

Bem mais sério....
Uma jovem adulta bem arranjada e toda gira vai ao Arquivo de identificação de Lisboa pedir um passaporte de urgência. À entrada, pergunta sucintamente ao Policia que guarda o edifício onde se deve dirigir para as urgências. É-lhe indicado, dirige-se ao guichet, trata do tema, volta a sair e ao passar pelo agente da autoridade diz um "Obrigada e boa tarde".

Desse dia em diante, a minha amiga (a sério, não é subterfúgio, é mesmo a minha melhor amiga), começou a receber mensagens no telemóvel do "policia com quem falaste no arquivo de identificação", a dizer quem era, que ela era "muito gira", que têm que se encontrar and so on.
Nunca foi necessariamente ordinário mas não parou de assediar, mesmo quando a policia já o tinha identificado depois da queixa que a minha amiga apresentou. Aparentemente, o sistema corporativo levou a que NINGUÉM falasse com o cavalheiro.

1ª grande questão: como conseguiu ele o numero de telemóvel de uma pessoa que se cruzou com ele à porta de um edifício publico? Ou viu o carro, tirou a matricula e pediu o contacto, abusivamente, num serviço central (não aconteceu) ou, o MAIS GRAVE, no próprio arquivo de identificação, provavelmente no atendimento dos pedidos de urgência, ultimo local onde a minha amiga esteve, conseguiu o contacto dela por debaixo da mesa.

2ª grande questão... Lei da Protecção de Dados, alguém ouviu falar? Violada em pleno arquivo de identificação? É filme europeu, certo? Pois, aconteceu.

Queixa feita na policia (com aquelas cenas surreais***), vai para audição no Ministério Publico dada a tal lei de protecção de dados que aparentemente existe.
Horas de espera para ser ouvida (ela porque do agente da autoridade nem vê-lo, aliás semanas depois continuava a enviar-lhe convites, vejam só o descaramento, despudor e a autoridade que a Policia tem sobre os seus elementos) e é questionada como se fosse ela a culpada, como se fosse fruto da imaginação, como se não tivesse acontecido. "Já se conheciam antes, diga lá?", "Trocaram números de telefone ali à porta", "Conversaram demoradamente e houve quimica". Não. Não. Não.
Tipo: foste violada por um estranho que te assalta a casa enquanto estás de pijama e "Abriu-lhe a porta, já o conhecia, estava de negligé transparente e fio dental, e pediu sexo à bruta, conte lá sua marota...?".


Meses depois, tudo na mesma. Saiu na imprensa. Volta a ser chamada para mais audições no MP. E continua a arrastar-se a situação. Ela perde horas de trabalho para resolver. O gajo continua com a sua farda que lhe confere níveis mais elevados de ego e testosterona a trabalhar na boa. O idiota que deu dados confidenciais no arquivo deve continuar a carimbar papei sem problema nem mancha na avaliação (que deve ser excelente porque fica mal às chefias ter funcionários com más avaliações!).


Sou a favor das câmaras de vigilância na rua. Sei que estão lá e que vão filmar. Não me sinto lesada nos meus direitos fundamentais e na protecção da minha pessoa como individuo. Ajudam a apanhar os bad guys. Agora, os nossos dados confidenciais serem tratados como se tivéssemos na taberna é um bocadinho de mais, não?

Até para Portugal.

*** um dia fui apresentar queixa de um telemóvel roubado à esquadra da João Crisóstomo e só quando acabou o wrestling feminino que estava a dar na SIC Radical, me atenderam... True story

este país á beira mar plantado - parte I

Cena 1, take 137 - Um Dia de Raiva

Desde há 6 semanas que há falhas continuadas nas entregas de revistas das quais sou assinante. Ou seja, estou a dar em LOUCA. Porque a) já as paguei; b) porque sem revistas o meu parco equilíbrio emocional tem graves afectanços.

As situações sucederam-se semanalmente com: a) as editoras a reenviarem revistas que voltavam a não chegar; b) a Gestora de Condomínios a culpar os CTT pela falta de qualidade dos carteiros, admitindo que 1. nem os carteiros tinham códigos de acesso aos prédios; 2. nem existia, asseguradamente, alguém do condomínio acto continuo no local, para abrir as portas dos prédios; c) eu reclamava semanalmente junto do Centro de Atendimento dos CTT que me dava respostas vagas de "vamos analisar a situação" e junto das editoras (todas já me conhecem pela voz, de ligar 1 a a 2 vezes por semana) sem que estas pudessem fazer mais do que melgar gestor de conta dos CTT e reenviar revistas (que não chegavam).

Perante a quantidade de revistas extraviadas, e com ameaças de suspender as assinaturas, as editoras terão pressionado os CTT para uma explicação + uma solução. De igual modo, a gestora de condomínios, garantiu-me que conjuntamente com os CTT buscariam uma maneira de resolver a questão mas, e cito porque é importante, eu seria a única pessoa a queixar-me. MENTIRA DESCARADA, há mais moradores que perderam cartas (incluindo as de pagamento de IRS).


Armada em McGyver liguei mesmo para a direcção regional de distribuição de Lisboa dos CTT, no dia 13 de Novembro (isto começou a 14 Outubro!!!) e a Subdirectora disponibilizou-se para se informar sobre o tema até porque comecei logo por ameaçar com processá-los. Deu-me informações quase imediatas: as cartas /revistas são vezes sem conta devolvidas porque não há modo dos carteiros acederem aos prédios, não há códigos, não há quem abra a porta, não há pessoas em casa. Algumas das revistas estavam encontradas na estação dos CTT mas recusei-me a ir buscá-las dado que para isso não as assino, compro na loja.

Convém explicar que os meus problemas começaram quando o videoporteiro deixou de funcionar. A porta só funciona com chave, quando tocam à campainha, vemos quem está cá em baixo mas não somos ouvidos e as portas não abrem desde casa, isto é, batem à porta = é forçoso que se desça para abrir. Assim, talvez se explique porque tantas vezes os carteiros não entram. Talvez quando alguém chegue ao R/C, eles já tenham ido á vida deles.


Confrontada com esta situação, a Gestora de Condomínios, diz não saber como arranjar a porta (problema comum a mais do que um edifício, não se limita ao nosso) pois, e cito, as portas "são muito altas e pesadas, fazem curto circuito, as empresas que instalaram e venderam o material faliram, as equipas de engenharia do prédio ao lado, a ser acabado, não se disponibilizam a dar apoio para a Gestora de Condomínios conseguir prosseguir com uma solução.


O dono de obra, caladinho, não dá uma solução aos moradores perante um problema que se arrasta. Desconfio que o dono de obra acha que é opção sempre que alguém bata à porta se desça do 1º ou do 8º andar para vir abrir. Seria de exigir ao construtor, que desse uma resposta concreta face ao facto dos seus fornecedores terem falido. Ficamos assim ad eternum?


Sinto-me lixada com "F" grande, outros também se sentirão mas por serem portugueses normais não reclamam. Azar, eu reclamo. E sou chata pra caraças.
Assim temos que:


a) Os CTT não podem entregar cartas porque estupidamente as caixas do correio foram colocadas no interior do prédio. O dono de obra, o capricho dos arquitectos afamados e os engenheiros da construtora tiveram uma brilhante ideia, os meus parabéns, a sério.


b) Não se dão códigos de acesso, porque os carteiros alegadamente não são fixos logo pode ser uma situação de risco. Cabe aos CTT definirem e apresentarem quem seriam os carteiros a tratar destes edifícios e assegurar que eles não seriam autores de outros actos que não apenas entregar-me a minha correspondência. Ou com a Gestora de Condomínios encontrarem outra opção de resolução. Estou à espera......................


c) Enquanto as portas não funcionarem, também não vale a pena ter códigos, certo? O dono do empreendimento e a construtora têm que solucionar o que de mal os seus subcontratados falidos fizeram. Assumam a responsabilidade. Sei que é pedir muito que alguém se RESPONSABILIZE, também não é uma atitude portuguesa.


Opção: alguém conhece algum espécie de Manuel Godinho que dê uns presentinhos aos donos de obra (num passado recente, alguns administradores foram corridos por corrupção, portanto não deve ser estranho), à construtora e aos CTT??? EU QUERO AS MINHAS REVISTAS, porra!!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

porque o natal está aí á porta... UPDATE 1

se alguma alma caridosa quiser presentear-me pelo ano FdP que tive e vá, animar-me, o espirito, aqui estão umas ideias do que faziam a Popota (vulgo, eu!) contentinha...

Ainda tentei pôr um pijama mas nao encontrei nada giro...



olha eu no Le Telfair, 2 semanas... 1 mês, pronto! Viam-se livres de mim...
















The real one. Dá sempre jeito
Burberry Classic trenchcoat W'09


Marc Jacobs Huge Hillier Hobo
Mesmo ali em frente ao S.Carlos. LINDA!!!!
para voltar a escrever magia




Chaumet Class One Steel Watch 38mm




Marsilio Cassotti







Fontes Pereira de Melo
Maria Filomena Monica




ipod nano 16Gb 5G preto


francisco jose viegas





uma ou várias Kimmi Dolls ... Gosto da Mio e da Miekp, mas gosto de todas (nota: já tenho as seguintes... Ayame, Kokoro, Misaki, Nanami). Lojas Terra Pura e Loja Museu Oriente
Ver aqui


não desisto... vencerei pelo cansaço ... modelo grande









Qualquer peça desta loja com ar maravilhoso... ver aqui

sábado, 14 de novembro de 2009

14 Novembro, aquela data que mudou vidas...


O sábio dos sábios, O Principezinho dizia que "As estrelas são bonitas porque pensas em alguém especial."

Faz hoje um ano que uma coisa minúscula tornou-se numa das estrelas que eu vejo quando imagino um céu azul profundo pacifico.

A minha estrela já anda, socializa com todas as pessoas e portou-se lindamente apesar das mais de 50 pessoas que o rodeavam enquanto se lhe cantavam os parabéns. Não se sentiu minimamente intimidado com os flashes e olhou-nos com aquele ar inquiridor de quem está a descobrir o mundo. E o mundo hoje era dele. De uma meia leca de gente com carita arredondada linda de se morrer por ela.

Faz um beicinho que leva a querer apertá-lo nos braços e mimá-lo, protegê-lo da chuva e do vento que a vida tem. Apetece dar-lhe a mão e levá-lo a caminhar ao seu lado, ainda enquanto se baba e fica maravilhado com pequenas coisas, até ficar mais alto que eu e ser um irritante adolescente. Para já, é "luz, raio, estrela e luar, manhã de sol!" na minha existência.

Eu diria benditos pais, não fora reconhecer naquela magia ambulante em roupa de menino, o actor principal do filme que nós vamos ver. Eu paguei bilhete e estou na 1ª fila. Não vá ele cair do ecrã!!!!

E como o pai diz, em 2 anos já pode ir ao Estádio da Luz, e gritar de entusiasmo com o voo da Vitória. Apontar o dedo para a águia e dizer Benfica!

Parabéns Pedro
PS. não ser do SLB não é opcional

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Não é a Popota, mas... tem a sua piada

http://www.youtube.com/watch?v=_6V0Rhi_RI0



Tudo é bom.... o cloney, o malkovitch, a loja, o café

Grande verdade

Diz o slogan da marca Patek Phillipe: "Nunca somos verdadeiramente donos de um Patek Phillipe. Limitamo-nos a tomar conta dele até à próxima geração"
Depois do anuncio da Popota, que me leva à loucura de tão giro que é, reler esta frase foi talvez a coisa mais impactante da semana e fez-me pensar... coisa que às vezes acontece.
E em homenagem a uma amiga, partilho na blogosfera a minha opinião: a frase aplica-se na mouche aos homens.
Nós de facto nunca somos "donas" (a palavra cai mal neste contexto) de um homem), só tomamos conta, damos mimo, amamos, temos paciência para as coisas mais chatas que eles se lembram, aturamos o mau humor quando lhes apetece (note-se que não têm sequer SPM!!!), aguentamos estoicamente que não nos escutem e sejam umbiguistas ...
Mas mesmo assim corremos o risco de só os estarmos a guardar para outra geração (aka, outra gaja, a titulo de exemplo), ou melhor, estamos a protegê-los e aprimorá-los para o futuro, do qual podemos ou não fazer parte.
Mal li a frase, lembrei-me logo disto. Mas o claim da marca é muito bem construído porque aplica-se a tudo: nós não somos donos de nada, excepto da nossa vontade, e deixamo-la como legado para a próxima geração, do que com essa vontade decidimos fazer ou não.
PS. mais do que qualquer outra noticia, a mais impactante foi a decisão de Enke em acabar com a vida da forma dolorosa como o fez. O suicídio de alguém, quem quer que seja, é sempre um momento de ponto de interrogação; a decisão de morrer assim, é difícil de gerir; este caminho para a morte por alguém profundadmente deprimido é muito complicado de gerir emocionalmente.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Carteira de uma Gaja

Quem me conhece bem sabe que o meu grande fétiche são carteiras. Quer sejam Vuitton ou Massimo Dutti, quer sejam Muu (lindas de morrer ..., tão bonitas e tugas) ou Zara, ou mesmo Carolina Herrera. Uma Hermés, uma Gucci, uma Tods... são um sonho.

Ora, também é sabido que uso as minhas carteiras como o Sport Billy. Sempre a abarrotar. Mas propus-me a definir uma lista de ESSENCIAIS que devem constar sempre da carteira de uma gaja e que nos ajudam a sobreviver nesta selva urbana que nos tira a beleza e a paciência.

1. Óculos de Sol.
Essenciais. Escondem apatia matinal, frustração laboral, noitadas, estados de alma tristes e dão grande estilo. Bem escolhidos, transformam a 1ª imagem de uma mulher. Recomendo ter sempre uns castanhos e uns pretos. Eu acho que dentro dos básicos há sempre que ir variando de modelos mas isso é opcional.


2. Telemóvel.
É a unica forma de estar contactável com todos aqueles que o dia a dia escravizante nos impede de socializar e dar/receber mimo. Se possível, um Blackberry era o supra sumo. Dá jeito ver os emails pessoais. Sabe-se lá quando nos cai um que diga "amo-te" ou "já ha colecção nova na Dutti" ou "vamos às morangoskas?". E ter acesso ao FaceBook.


3. Baton do Cieiro e Gloss:
Tenho "n" batons cieiro, ando sempre a perdê-los em casacos, bolsos das calças, nas carteiras, ou pela rua. Mas são fundamentais para ter uma boquita bem tratada e hidratada. O gloss é igualmente importante para dar aos lábios aquele look apetecível. Faz a diferença. Dar brilho ao rosto.


4. Perfume
Em tempos li que coloca perfume ajuda a pôr as pessoas bem dispostas. Liberta qualquer coisa numas hormonas quaisquer (não são horas para fazer investigação na Net) que nos põe mais "up". Adoro perfumes. Sou poligama. Uso diferentes consoante a estação, o dia, a roupa, o modo de estar. E ando sempre com 1 frasco (até de 100ml... não existo, eu sei). Faz-me bem sentir perfumada. Não vou em conversas de parte trás do joelho ou parte dentro dos pulsos... è mesmo cabelo e pequenas sprayadas pelo corpo. Mas sem abusar de cada vez.


5.Chaves & Cartão de Crédito
Para quem já teve sentada 1h30 à porta de casa com uma luz automática que obrigava de 30 em 30 segundos levantar o braço para ter luz para ler, percebe o que quero dizer quanto ás chaves
Em caso de ficar retida, sem chaves, vá às compras e leve o cartão de crédito.


6. Caneta
Há tanta coisa para apontar no dia a dia. Algo que queremos comprar. Lembrar de ligar ao amigo ou amiga X. Não esquecer de pagar à empregada. Apanhar 1 frase gira numa parede qualquer. Escrever algo que ganha formas na nossa mente e força cá dentro como se fosse o mais brilhante dos textos. Tanta ideia por aí ...


7. Algo que ler
Revista ou livro. Consoante o dia / disposição. Ou o peso do livro. Se não tiver nada para ler no autocarro, ou enquanto espero na recepção do médico, ou no café enquanto não chega a minha companhia ou simplesmente enquanto estou na rua parada, entro em síndroma de privação. Em stress absoluto. Leio qualquer revista: de moda, de coração, de politica, as semanais generalistas, sobre livros, as dos jornais, sobre cinema, a Vanity Fair, a Time Out. E resmas de livros. Sobre tudo (menos poesia).


8. Ipod
A falta que me faz. Nem faço comentários. Pôr os phones e ... Puff... maravilhoso mundo novo da melodia. Vou buscar os kleenexes, chorar um bocadinho com saudades e já volto.


9. Moleskine
Escrevo em todo lado. Até lista de compras de super mercado anoto em livros (sim, sim, sou uma pecadora) mas o meu Moleskine / agenda é um universo de datas de aniversário, coisas de trabalho, coisas que não posso mesmo esquecer-me, lista de presentes de Natal, pedaços da minha vida, recortes de revistas, citações, press clippings dos meus amigos que saem nas revistas, provas que paguei o IRS e a conta da TMN (durante meses achava que tinha transferencia bancária automática e estranhava porque raio recebia 1 carta mensal a dizer que estava atrasasada no pagamento...), extractos dos cartões de crédito (Cristo!), tudo, tudo.... Para a temporada 2010 será encarnado, para variar e em honra do Glorioso


10. Pó Bronze e Blush
Não podendo andar com pincel mais base, mais toda a parafernália de maquilhagem diária, 2 opções simples: mini caixa de pó bronze em 2 tons da Clinique já com pincel incorporado e, maravilhoso, um blush em forma de pincel que ocupa pouco espaço. Prático e sempre à mão de semear.

Por ultimo, a minha mais recente descoberta FUNDAMENTAL para a carteira de uma gaja: Satin Brush da Braun!!!!


Uma escova normal mas eléctrica, que funciona a pilhas, que serve para ter à mão sempre que a chuva, a humidade e a vida própria da melena necessitem de um alisamento rápido e um brilho giro.

Funciona mesmo... claro está que tenho a vantagem de, apesar dos jeitos no cabelo, ter 1 tratamento de alisamento, mas com a passagem do tempo e com o clima, nem o tratamento garante um cabelo FANTÁSTICO. A Satin Brush é 1 achado. E nem é mtº pesada.


E, munida destas armas todas, ainda dizem que somos complicadas ou fúteis. Somos é 1 espectáculo. Preparadas, cientes das nossas necessidades e fabulosas. Para nós mesmas. O resto do mundo que venha por arrasto.


PS. aceitam-se presentes de natal ligados a carteiras. Gosto muito da:

- Louis Vuitton Neverfull tela Damier tamanho grande;







- ou uma Mulberry Beatrice Oversized Hobo (LINDA) ver aqui http://www.mulberry.com/#/storefront/c5614/4242/category/;



- ou uma Muu Modelo Barco em castanho chocolate;




- ou, por fim, the Bryant bag da Carolina Herrera castanho escuro.










domingo, 8 de novembro de 2009

Portugal e a mania dos referendos

Começar pelo esclarecimento devido:

a) não sou gay
b) sou a favor dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo

Posto isto, não entendo o porquê da necessidade do referendo.
Passo a explicar o meu ponto de vista, agora que alguns dos meus (poucos) leitores assiduos já estão a rezar pela minha alma.

1) O partido vencedor das ultimas eleições legislativas e o Bloco de Esquerda (4ª força mais votada) têm no seu programa eleitoral esta questão, abordando-a pela positiva. O PCP alinha pelo mesmo comprimento de onda, apesar de que, creio, não ter colocado explicitamente no programa eleitoral. Com os votos destes 3 partidos (ou seja, partidos eleitos por uma franja da população), há maioria para fazer aprovar o tema.

Qual o sentido de referendar, então? Eles não foram eleitos, não constava do Programa Eleitoral, o qual foi a escrutínio? Tiveram os seus votos. Quem não concorda, pois votasse noutro partido. Mas em democracia parlamentar, as leis são aprovadas por quem lá está.

2) se pensarmos nos casais homossexuais (eles existem, não tentem tapar o sol com a peneira, eles existem; e não vão nem aumentar nem diminuir com a união civil; vão apenas continuar com a sua vida) que não podem exercer os direitos e deveres inerente ao contrato jurídico matrimonial, a única palavra, honestamente, que me ocorre é: discriminação. Pura e dura.

Não é uma questão de "modernices" ou de ser "anti-clerical"*, coisas que já sei que me vão dizer, é um facto óbvio, de bom senso e, juro, não entendo a razão do medo, do nojo, do choque.

Eu não percebo que as pessoas queiram casar, ponto. Mas a minha vida como UFO não foi facilitada com o veto estival do Sr. Silva. Mas para todos os efeitos sou UFO e como tal posso exercer direitos e deveres associados. se eu vivesse com uma gaja (Scarlet, where are you?) as coisas já eram diferentes.

Ora, eu não gosto cá de casamentos, mas se, sobretudo, por questões até legais, os casamentos entre homossexuais não me afectam NADA (e afectará a vida de alguém mais do que a dos próprios???), considero-os um direito concedido e não um direito referendado.

É porque se não podem casar, então também se calhar deviam pagar menos impostos? Ou não são cidadãos de pleno direito? Não votam? Não são população activa? Não contribuem para a reforma que nenhum de nós vai ter?

Quem sabe, podiam-se destruir estes tristes preconceitos que ainda vigoram. Uma sociedade não evolui com mentes pequeninas e que se arrogam ao direito de manipular a vida pessoal dos outros.

3) não se referendam direitos civis.


*PS. Admito e aceito que a Igreja tenha a sua opinião mas que se fique pelos adros e sacristias. Estado Laico. Repito, LAICO... True story

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

amanha começo 1 novo livro, de volta a Javier Falcón (A Ignorânca do Sangue by R.Wilson)

"Rapida e brutal, a justiça da multidão africana é uma coisa aterradora".



Esta frase consta do livro Rio de Sangue (Tim Butcher). Por fim, depois de muitas semanas acabei de o ler.



Uma empolgante visão do falhanço africano. A herança europeia (má e boa) e a tentativa de compreender porque "motivo têm os Africanos governado tão mal África".



Recomendo vivamente. Para percepcionar o incompreensivel ou o óbvio, consoante o prisma de cada um. O tribalismo, a corrupção, a ausencia de interesse publico, a violencia selvagem e normal e a culpa sempre nas costas do colonialista branco (que já bazou ou foi massacrado há 50 anos).



E Angola, o el dorado, não me saiu da cabeça muitas vezes, enquanto lia algumas passagens.

domingo, 1 de novembro de 2009

Portugal à estalada

Isto está bonito.
No nosso belo recanto europeu oitocentista, já não bastando, a crise e os lay-offs; os PPRs do Bloco de Esquerda; o Benfica a perder em Braga; a duvida se há ou não, e se sim quem, presidente no PSD; o ora faz calor ora chove; o Alberto João Jardim e a sua noção de ilha pura; a rede de corrupção montada por um sucateiro (isto da igualdade de oportunidades...); bom, já não chegava isto tudo para dois fenómenos ocorrerem:
1) como cliente e associada da Associação Mutualista do Montepio Geral descubro que o banco que supostamente "é meu" investiu €30 milhões num private equity de alto risco da Ongoing. Obrigada Nicolau Santos... se eu não lesse o Expresso não sabia.
2) as instituições nacionais de referência, algumas delas do PSI20, andam à traulitada como se fossem o Jesus e o Manuel Machado ou o Jesus e o Domingos Paciência ou o Jesus e qualquer outro treinador de futebol, aparentemente a este Jesus mascar pastilha elástica de boca aberta ninguém perdoa...
Então temos a PT e a CGD à guerra por causa de coisas que o comum dos mortais nunca ouviu falar: Comité de Investimentos da PT, PT Prestações, Sociedade Gestora dos Fundos de Pensões da PT. Eu da PT só gostava que voltassem a pôr-me sinal de TMN em casa, que já está outra vez a "morrer". Depois temos o BPI a meter-se à bulha, em jeito de arruaceiro chique. Despede-se um senhor aparentemente importante porque alegadamente andam outros a mentir por causa de umas actas e pela alegada ignorância da CGD sobre decisões importantes.
E as actas andam expostas num jornal económico de referência, o que não é muito catita.
No meio disto tudo, o que é giro, é ver o quão pequenino o país é. Não só na sua dimensão de rectângulo (ah grande AJJ, que me marcaste com esta expressão!), mas na sua mentalidade e tendência natural para achar depois que os tugas são parvos. De facto, muitos são. Outros fazem-se de cegos. Outros, não fazem puta ideia do que se passa à sua volta. E há os espertos.
E são estes que andam à batatada. Mas graças à farta investigação jornalistica do Diário Económico (propriedade da Ongoing) e do Expresso (propriedade da Impresa, cujo accionista principal está em ruptura com o outro accionista... a Ongoing!), certamente que estamos em condições de sermos informados de forma adequada desta belíssima telenovela.
Sabem que mais, "I'm going" porque esta realidade é demencial e incestuosa. E NINGUÉM faz nada.