terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Estão cá todos os que me amam" (in Nine, Guido Contini)

Fui ver o Nine. Daniel Day Lewis, lá estou eu, claro!

Contrariamente às demais criticas, eu gostei

Prova que o grande problema dos homens são demasiadas mulheres à sua volta. Guido (o realizador em crise) tem esse drama. Não é 1 comentário machista (gajas, baixem os machados!), é uma constatação. É muito complicado para um homem gerir tantos cosmos quando o seu universo é muito mais linear.
Curioso que existam ainda tantos homens que acham que viver saltitando de mulher em mulher, num processo de "let's bang", mentindo, manipulando, criando falsas ilusões, é algo fácil. São gajos que na verdade não gostam assim tanto de mulheres porque não as sabem apreciar, apenas as querem comer. Mas mesmo assim, deve ser uma canseira viver em prol de algo que não se percebe.
Guido Contini é diferente. Tem de facto um problema e custa-lhe a perceber. Entendo a sua necessidade de um café e um cigarro e nem sequer sou eu que tenho que lidar com a questão existencial de ser um gajo no meio de tantas mulheres.
O Tiger Woods aprendeu isso, à bruta, com USD 290 milhões a menos na conta bancária. Lamentamos, é chato perder metade da fortuna, mas hellas o karma é uma chatice.
No caso de Guido, entre uma voluptuosa com "ar de cama" Penelope Cruz, uma fashionable liberal Kate Hudson até apetecivel, uma pouco brilhante e apagadita Nicole "Botox" Kidman, e uma Sofia Louren que só pode viver numa câmara de oxigenio em permanência, emerge uma Marion Cotillard brilhante, na sua beleza tranquila, sofredora mas cheia de classe, uma mulher a quem parecem ter oferecido todas as infâmias sob o discurso "Amo-te". Como se perdoar se resumisse a uma palavra.
E a sua Luisa Contini é o expoente da incompreensão dos homens perante a capacidade de amar de uma mulher, sem ser lamechas ou chata ou lapa; a cena em que ela tenta explicar como se destroi a ilusao de que se é especial para alguém (neste caso, o marido), é de uma beleza tremenda para lá das lágrimas e uma lição.
Apesar de tudo, Guido Contini é uma personagem impressionante. É um quadro em movimento de como quando a vida está em caos, se está perdido, vazio de inspiração, triste de conteúdo, e mesmo assim se vai aguentando, se pode sorrir e fingir que se leva a vida com segurança. Mente-se a quem rodeia, dissimula-se, escondem-se e fecham-se as palavras, as dores e o desarrumo no interior de cada um.
Pede-se ajuda, ninguem entende. Foge-se e aparecem "(... ) todos os que [nos] amam", obrigando a que se ande pra' frente porque pause-still não é opção quando o filme está a decorrer. Mesmo quando parecemos "nervosos" e é evidente "que não queremos acordar no dia seguinte".
Isto é o Guido. Ou outro qualquer. Ou eu. Alguém que "quer mais, [então] para quê contentar-se com menos?"
Mas como alguém diz no filme, "não se pode deixar de ser quem é."
Resumo: gostei muito do serão: filme e companhia foram os factores criticos de sucesso para tal!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A semana de todas bizarrias

E eu e que sou louca...

- a mais grave, a verdadeiramente alucinada, e que me deixa crente que este pais afundara, mais dia menos dia: o triângulo misterioso Santana/Gra Cruz/presidente da republica. Não há mais nada que se possa dizer. Somente que e muito curtinho.
 

- Perante a desgraça que se abateu sobre o Haiti, os EUA criaram taskforce de apoio com o Bill Clinton e o George Bush Jr. a coordenar.

Perdão, pode repetir? Bush, o responsável pela vergonhosa catástrofe que foi permitida acontecer com o furacão katrina? O homem e uma catástrofe só por si, na sua consciência moram as mortes de milhares americanos em new orleans... Obama, deu-te coisinha ma, não?
 

- Manuel Alegre oferece-se para ser candidato. Porque? Isto esta de uma maneira que a esta distancia estas declarações dão sensação que Manuel alegre e o Santana do PS, sempre a bater couro.
 

- A puritana Mrs. Robinson papou o miúdo, usou alegamente poderes como deputada para ajudar o Loverboy, poe o marido numa situação de vou "esconder os cornos" algures e alguém que governe por mim e a gaja afinal esta deprimida e já se tentou suicidar.

O Clinton entrou em depressão quando foi apanhado? Não, mentiu. E quando foi apanhado a mentir, suicidou-se? Não, continuou a governar com mea culpa meio envergonhado e as bolas apertadas pela hillary. Mas la continuou e voltou a repetir. 

Mrs. Robinson, assuma e deixe-se de merdas. Há todo 1 pais em suspenso pelo ataque "cougar" da religiosa 1a dama. 

Estive numa reunião de trabalho a ouvir buraka som sistema. Não me recompus ainda. Nada contra a banda mas infligiram-me trauma.

As fotos da armani com o Cristiano Ronaldo são assim pro pirosas. Eu não comprava aquelas tangas. Et malgre tout, não e tanto o "modelo" e mesmo o mau gosto das fotos.   

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"O quê pra quando" (ou o que quero para os aniversario!)

"O quê pra quando" é mais ou menos a frase chave (depende dos dias) da empresa onde trabalho (o sitio onde vou diariamente pré-preparar-me pró' AVC).
Basicamente, significa a necessidade de planificar e cumprir os objectivos. Ser disciplinado (claro que diariamente não há planificação que resista e sacamos das fatiotas de Supermulher e não há Linda Carter que nos bata!!!)
Como estamos prestes a chegar à data fundamental que marca a minha chegada única ao mundo (e os deuses deviam estar loucos ... eu sei que estou!), convém planificarem o que me vão oferecer agora que faço 30 +4 anos e provavelmente será a ultima vez que comemoro a data (não estou psicologicamente preparada para os 30+5!!!), podendo continuarem V. Exas. a oferecerem-me presentes, claro está!!! Sempre que queiram pois é algo que adoro.
Assim, como sou uma gaja porreira e organizada (correm boatos do contrário mas são línguas viperinas e de pessoas de má índole!), aqui vão ideias que me passaram pela mente para vos aliviar o fardo de pensarem no que posso querer ...
TOPO DA LISTA
apple macbook branco 13 polegadas.
Sim, eu sei é caro mas era o que queria portanto é um statement.
Por opção pode ser 1 portátil ou notebook entre 11 e 13 polegadas HP ou mesmo Asus.
Odeio tanto o meu PC que me apetece, para além de o destruir á machadada, pôr um processo à Toshiba por danos morais. Esta porcaria foi-me oferecida com tanta má fé que está prestes a atirar-me para a clínica de Carnaxide (sou fina, o que é que querem!) porque me vai levar à loucura.
ODEIO-TE TOSHIBA!!!! Odeio que demores 20m a arrancar, que estejas constantemente a bloquear, que tenhas pouca velocidade de Net, que não tenhas outlook e que estejas sempre a gozar comigo.
Voltando á realidade
  • D&G número 3 (L´Emperatrice)
  • Pijama: sem bonecadas (excepto mickeys ou minnies), estilo masculino, não flanela (pelo amor da santa!)
  • Fimes em DVD: O Leopardo, A Escolha de Sofia
  • Vales Massimo Dutti.
Pedra Lua ou Pedra Dura são lojas que também gosto!

domingo, 10 de janeiro de 2010

coisas de Louras (ou outra coisa qualquer...)

Em enrevista ao jornal I no dia 04 de Janeiro de 2010, Margarida Rebelo Pinto (MRP) diz que "quando vejo a Joana Amaral dias, penso [NA: bom, bom, bom!!!]: aí está outra loira com atitude". A frase diz tudo; sobre ambas.
Ainda bem que há loiras, mesmo excepcionalmente, que demonstram atitude. Todas as outras louras, pronto, resignem-se. Eu diria que há mulheres com atitude, ou sem ela, mas a MRP é que é a sapiência da literatura e do Restelo ("ela própria relembra, nasceu «numa típica família católica da alta burguesia que vivia no Restelo e passava férias em São Martinho do Porto»)".
É engracado como aquela parte de ter vivido em Benfica fica sempre fora da sua biografia. Porque será? Para não mostrar algum sinal de novo-riquismo como negou na entrevista, veementemente, apesar [dos] assinaláveis efeitos secundários: a casa dos sonhos na baixa de Paço de Arcos, perto do mar e perto da cidade; o todo-o-terreno topo de gama; a liberdade para ir a Manhattan sempre que quiser."
Pode ser vergonha, amnésia, negação???
Seja o que seja, não me parece que seja uma grande atitude, mas talvez a MRP não se veja como loura (de facto, também não é strictu sensu). Ou com atitude.
Eu sei como a vejo. Não é como a mulher sofisticada e bem sucedida que ela quer que a vejam. Não vou adjectivar mas não lhe reconheço nenhum dos "tomates" que a MRP faz tanto gosto em parecer ter. É mesmo melhor libertar o "macho alfa que tem cá dentro". Pode ser que se torne mais interessante, menos pomposa, menos repetitiva (a logica dos escritores não terem que mudar de registo, ok até aceito, mas livros e livros iguais??? Miuda, pode não haver "autoplágio em nenhum dicionário mas sê honesta: existe e é recorrente na sua escrita) e menos vazia.
As louras, não, as mulheres, agradecem. Gostamos de ter gajas determinadas e não passivas como referência. Uma pessoa que se auto-define, num personagem alter-ego de um dos livros, como: sou boa como o milho, e tomara "muita miuda de 20 anos ter este corpo" pode ser uma afirmação pessoal de autoestima. Ou uma grandessissima treta para se inventar mais um paragrafo. Ou querer suavizar as suas carências emocionais.
Claro que segundo a MRP, sendo eu licenciada em relaçoes internacionais, não posso fazer critica literária. ´Tá certo, mas posso dizer que os textos sáo sempre a mesma coisa, de um universo pobrezinho, com personagens iguais e contextos que não variam? Que os livros (que eu já li, não todos, mas já li) são fracos? Não é critica, é opinião.
Quanto à Joana Amaral Dias, nao gosto. Ponto. Está num sitio e numa posição em que podia fazer a diferença. E nada disso. Vai à TV, empina as mamocas pra frente, pôe aquele ar misto Virgem Maria com a bibliotecária irritante que estava sempre a mandar-nos calar, com os seus arugmentos "batidos" e eu mudo de canal.
N.A.
ATITUDE. Processo da consciência individual que determina a real ou possível actividade do indivíduo no mundo social.
Para alguns autores é ainda a tendência de agir da maneira coerente com referência a certo objecto (Thomas).

sábado, 9 de janeiro de 2010

a culpa é da EDP

De acordo com o Dr. João César das Neves, em texto escrito na Visão nº 879, sou uma Iluminada. No mar de insultos que pautam a minha vida diária, fiquei toda contente.
Sou alguém "que se acha dona da verdade" e que imponho "à sociedade passiva" (isto apesar de não ser deputada), inimiga do conceito de "família tradicional" (a palavra tradicional gosto de vê-la aplicada ao Natal e à cozinha portuguesa, tudo o resto levanto sobrolho - ainda que não tão bem como a minha amiga Tê) e isto porque fui favorável à aprovação da lei do casamento gay.
Se há pessoa que até podia ser indiferente ao conceito de família sou eu. Eu seria a minha própria família se não tivesse sentido na pele que "FAMILIA" é quem amamos e quem nos ama tal como somos e quem está lá quando é preciso.
A minha família ultrapassa o valor do sangue. São os meus padrinhos, a minha irmã que não o é de facto mas é como se tivesse sido gerada no mesmo ventre, o meu cunhado, a minha afilhada, o meu namorado e a sua família, os meus amigos, o meu sobrinho Pedro.
Ou seja, o meu conceito de família e amplo, unido, tolerante e de coração aberto. Dai que eu seja uma Iluminada, felizmente. Se fosse crente até era uma boa cristá.
Pelo contrário, este Sr. Neves, e outros como ele que declamam ódio recalcado mas não declarado (o "ódio" não é bem-visto na cultuta judaica-cristã), que só apregoam demagogia hipócrita.
Para um gajo tão inteligente, consta-se-me que eu de Economia não sou grande coisa, é muito poucachinho na luz. A EDP não o deve iluminar bem.
Talvez viver na idade das trevas, a Idade Media (para quem não conhece a História ou tenta escamoteá-la), aquela época em que a igreja dominava uma sociedade passiva, aprisionada nas avés marias ou com direito á ida á fogueira sem passar apela casa da partida, fosse para ele o caminho. Da luz.
Há quem não mereça a EDP que tem. Obrigada pelo bom serviço que me prestam. Sou uma Iluminada e com muito gosto!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ir ou não ir... p'los ares!!!!

Como parece que o casamento gay (c-a-s-a-m-e-n-t-o, isso mesmo, leram bem! não há discriminações no meu blog, pelo menos hoje) já está assim mais para o assumido que vai acontecer apesar do acréscimo de pais nossos rezados pelo pais inteiro, eis senão quando a sociedade se depara com outra grande questão fracturante: RX ou não RX nos aeroportos!
Não tem piada (a discriminação entre cidadãos também não, já agora, e sem querer parecer a Câncio!). Estou a escrever mesmo a sério. Anda pra' aí uma algarviada cá e noutros países da Europa sobre o abuso da liberdade dos cidadãos e sobre a histeria em massa do povo ignorante lá dos States e dos previdentes ingleses por causa dos scanners corporais nos aeroportos.
A questão é que quando algo nos cair à porta, depois lá vem a vox populi armada em treinador de bancada, depois do jogo acabar, dizer "ah e tal devia se ter feito assim ou assado"...
Meus senhores, no meu humilde entendimento (que é um bom entendimento, esclarecendo desde já!) está tudo doido dos cornos com estas discussões da treta.
"Isto" (este estado de coisas, as bombas terroristas) não se combate afincadamente com o argumento da protecção de liberdades individuais porque o outro lado joga por outras regras, ou isso não é já claro? Borrifando-se para o conceito de liberdade, ponto. Seja individual ou colectiva.
Defendo os direitos civis e as liberdades individuais como um bem final, mas prefiro 1000 vezes passar num scanner a morrer nos ares. Não são os EUA que são paranóicos, são os terroristas é que tem uma noção da realidade distorcida e cruel, para ser soft.
Prefiro ceder parte da minha liberdade para que todos tenhamos uma sociedade livre e não "fundamentalisticamente" assassinada; e não acho em nada que o Estado deva ser omnipresente e controlador.
Porém, ó gente, tenhamos consciência da velha "frase batida" que a liberdade de um termina onde começa a do outro (e isto aplica-se a todos aqueles que nos transportes públicos acham que podem ouvir música em altos berros saída do telemóvel mas sem recurso a phones... Por norma kizomba ou martelos - foi pra isso que se criaram os auscultadores!!! É uma clara violação da liberdade dos outros, punível com um merecido par de estalos, se possível).
Admito que não me aborrecem nada câmaras de vigilância nas ruas, por exemplo. Qual big brother e afirmações de há 2 séculos sobre sociedades que cedem a sua liberdade em prol da segurança são sociedades que não merecem ser livres!. O mundo mudou em 2 séculos. Ficamos estáticos em considerações filosóficas?
Quem não deve não teme e nem que seja porque num atropelamento e fuga a câmara pode apanhar o meliante, só por isso é compensador que elas existam.
O que aprendi na universidade é que o terrorismo é uma multi-forma difusa de actuação que não respeita regras de guerra (triste ironia!) e que age perante o inesperado para gerar o maior impacto possível. Quando se metem fanatismos religiosos à mistura, a coisa pia ainda mais fino.
Vamos pôr as coisas assim: se eu vivesse nos tempos idos da Santa Inquisição tinha um extintor em casa. Tem que se contextualizar a realidade e ver the big picture nesta perspectiva.
Infelizmente, o fundamentalista islâmico, transversal a países, estratos sociais e a cor de pele, não respeita o inimigo porque nem exactamente sabe o porquê de ser o inimigo. Disseram-lhe, rezaram-lhe ao ouvido enquanto virado pra' Meca esperava a benção de Alá. O poder e a cegueira tomam a forma da palavra do Profeta.
Mostrar medo é dar-lhes vitoria? Talvez. Mas é irresponsável não ter medo. Não devemos condicionar a nossa vida por isso nem olhar por cima do ombro a cada passo. No entanto, prevenir-mo-nos não é uma má ideia. Aliás é criminoso não minimizarmos os riscos, quanto mais não seja porque inocentes ou "pecadores"*, todos comem pela mesma bitola enviesada.
É uma forma de impedir que quem não nos quer entender, ou aceitar e mata sem consciência nem espírito nos vença, de facto. É como os mosquitos: não se deixa de ir de férias para sítios em que eles existam no calor, mas leva-se o repelente. Não vá o bicho morder. Ou não vá o avião tremer.
* NA: sendo agnóstica não acredito no conceito de pecado.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes e o nosso entendimento!

Cinema Londres, domingo cinzento como a cidade de Londres que aparece no ecrã.
Não sendo fã da conhecida série Sherlock Holmes com aquele senhor com ar antipatico (Jeremy Brett) e um Watson cinzentão, fui com zero preconceitos. Só li um ou dois livros, também não tinha uma ideia fechada de como é a personagem.
Ora, para minha surpresa os €5,80 do bilhete renderam. Este Sherlock Holmes é uma mistura do Dr. House, mas com um Watson que é um Dr. Wilson muito menos "enconado", com algum CSI adequado à época, e a assinatura do estilo Guy Richtie.
É um Sherlock Holmes mais divertido, mais cínico, alucinado. Mais físico (como descreveu um amigo) do que lógico mas com mais vigor e emocionante. Robert Downey Junior rouba todas as cenas, a cenografia está irrepreensivel e a cidade industrial está vibrante. O filme não aborrece, tem piadas inteligentes e deixa a porta aberta ao franchising (claro está!).
Para os fanáticos do Mr. Holmes, o filme deve ser um sacrilégio. Lamento, prefiro humor corrosivo e as tiradas irónicas, ao ar apático e a atitude opiácia dos "originais" Basil Rathbone, considerado o melhor Holmes de cinema, ou do Jeremy Brett.
Duas notas:
1) O Robert Downey Jr., de facto, é um actor que merece "palco". Seria uma pena que se perdesse. É contagiante o modo como as personagens são por ele agarradas.
2) O Guy Ritchie deixou, definitivamente, de ser o ex-marido da Madonna, com ar rude e de passageiro frequente em bares, que fazia uns filmes. Realiza (e bem) um filme não alternativo, meio caminho andado para o blockbuster, no seu registo muito próprio ... alternativo.
Reflexão de Domingo: no inicio do filme, a personagem Sherlock Holmes afirma que a sua "mente se rebela contra a estagnação".
Para mim, este é o grande momento do filme, ganhou-me a partir dali.
De facto, uma mente acomodada, em sossego, sem desafios, sem vontade de saber mais, de consumir em doses grandes o que há por ai por aprender ou por ver ou por ler, uma mente contente por existir mas sem ambicionar a algo mais, é uma scarlet letter cosida na pessoa; é (para mim) um factor de rejeição automático.
O meu desassossego foi validado. Yes! Por uma personagem. De um filme. Durante 124 minutos. Oh, santissima qualquer coisa, estou mesmo mal!

sábado, 2 de janeiro de 2010

O que se passa com as pessoas?

Pelo consumo excessivo de Flashforwards, ando a ver tudo sob essa perspectiva. Acho que houve algures um apagão colectivo do qual não nos lembramos mas que fez curto circuito a muita gente Eu como já tenho a cabeça fundida, é 1 dado adquirido, mantive-me à margem do evento mas estou a apanhar com as réplicas.
Uma das mais irritantes caracteristicas do gajo cá de casa é a sua constante, continua e insuportável falta de pontualidade. Não existe, ponto. É uma tremenda falta de respeito e vai-me matar de AVC, seguramente. Mas apesar desse defeito totalmente oposto à minha personalidade, ele chega atrasado mas chega.
Ora, nestes últimos dias tenho quase, e só mesmo quase, valorizado a falta de pontualidade dele face ao que os meus amigos me andam a fazer. Amigos, note-se, não estranhos ou semi-conhecidos.
Dia 1 Janeiro. Era suposto 1 casal ou 2 casais aparecerem cá em casa. Nada. Nesse mesmo dia, a minha companhia para ir ver o Avatar foi ver o filme e não me avisou, e ainda comentam o filme, no intervalo, no facebook.
Dia 2 Janeiro. A companhia para almoço, adormeceu. Não foi. A minha companhia para o Sherlock Holmes também, pois, complicou-se a vida... deixaram-me apeada.
Já para não falar (e não me canso de mencionar porque me criou trauma verdadeiro) dos amigos que nem me ligaram nem mailaram nem nada no Natal, ou me mandaram SMS massificadas que me fizeram perder totalmente a vontade de ligar, como planeado, e dar 1 Feliz Natal personalizado de tão chocada que fiquei.
Mas que raio se passa com as pessoas? Está tudo maluco? Em 2 dias, fiquei 4 vezes pendurada... Cheiro mal?
E só estou a fazer este comentário porque são amigos, se fossem indiferentes, com indiferença reagia, achava apenas que era falta de cortesia.
Ok, Baby, considera-te perdoado de metade de 8 anos de atrasos (mas não te estiques..., não, não podes ver nada que sejam séries, telenovelas ou programas de entertenimento da RTP, da SIC ou da TVI ... estou ainda sã para o permitir! Vês o House e já vais com sorte!)