sexta-feira, 29 de abril de 2011

O casamento do ano







Até eu, que ligo tanto a casamentos como a pescada frita, fiquei comovida com o bom aspecto da boda real britânica.

Londres, pelo que vi, via TV, estava resplandecente. É certo que aquelas pessoas não nos são nada. E àqueles espectadores, apenas são a sua monarquia tantas vezes posta em causa. Mas deixe-mo-nos de tretas. 

É a família real inglesa. É o "nosso" William que vimos crescer (nas revistas, é certo) e que se portou como um verdadeiro rei no enterro da diva sua mãe. 

É o casamento da Cinderela, a filha de plebeus café-água-laranjada transformados em milionários do catering infantil. Não tem sangue azul, mas é controlada, moderada, bonita de uma forma muito natural, e sagaz. Do poster no quarto, passou a ter o príncipe na cama. Patrocinado ou não pelos esforços da mãe de a colocar no caminho de William, ela conseguiu-o. 

A nova Duquesa de Cambridge traz na mochila aquilo que William quer: estabilidade e uma familia não disfuncional. Ele entretanto pode mudar de ideias e começar na rambóia costumeira dos seus antepassados (familiares e raça masculina, mesmo!) mas ele quer construir aquilo que a mãe não conseguiu.

Por isto tudo, é uma festa catita. E houve quem estivesse mesmo à altura da coisa (a noiva desde logo, que não precisava de mais nada, nem brincos sumptuosos, nem colares bling bling nem o que seja: estava perfeita, no seu estilo tradicional, simples e, mesmo assim, jovem!), mas outras que mais valia ficarem em casa de pantufas a atafolhar-se de gelado e de fato de treino.



Pippa Middleton, fabulosa, como madrinha. Simple is beautiful!

Zara Phillips, próxima da sua boda. Ao seu estilo... e muito bem!

The Beckhams: os saltos dos Loboutins matam-me... a mulher está grávida!!!! Tirando isso, ele está mhamm mhamm e a Posh Vic leva um vestido de um azul que me apela ao coração (muito escuro), elegante e que cai bem com a gravidez.

Caroline & Jame Middleton

Mega dieta. Nota positiva para o look, elegante mas sem ser presunçoso, e pelo ar feliz.

Grace Kelly style. Mas adoro a cor do conjunto. Dispensava o pançudinho do Alberto.

Detesto esta cor. O vestido não é feio, mas aquele pendente, o alfinete, é tudo tão "xaloizinho"

Vai comer mas é paella. Que coisa mas sem graça, mais mortiço, mais aborrecido. Esta moça tem problemas. E não é só comer alpista

Ladies & Gentlemen, a Duquesa de Cambridge

By Mike Marsland/WireImage.


Casa com Principe, é parva de gira no seu jeito simples, é magra, e ainda leva com um McQueen... 
Nasceu com rabiosque virado para p**** da Lua. 
God save the Duchess

Olha a pulseirinha da moda (a € acessiveis)

SIGNIFICADO DAS CORES DAS PULSEIRAS DECENARIOS:

Encarnado: paixão, emoção, acção, amor (tenho uma já há imenso tempo!)

Azul: harmonia, afecto, amizade, fidelidade.

Verde: esperança, natureza, juventude, desejo, descanso, equilibrio

Amarelo: prazer, vida plena, criatividade.


Laranja: reconhecimento, festa, prazer, aurora, presença do sol.

Rosa: ingenuidade, bondade, ternura, bons sentimentos, ausencia de mal.

Violeta: calma, autocontrolo, dignidade, aristocracia.

Branco: inocencia, paz, infancia, divindade, estabilidade absoluta, calma, harmonia (NADA A VER COMIGO mas tenho uma nova e a ver se traz alguma sorte)

Negro: seriedade, nobreza.

Cinzento: modernidade, fashion





Havendo interessadas... Contactem: marilisaviegas@hotmail.com


A "dealer" é de confiança é toda jeitosa para estas coisas.


O preço é muito simpático e como são feitas num material porreiro mas não muito grosso, dá para usar várias ao mesmo tempo!!!











Nota: A Sara Carbonero não está para venda!!!

In & Out, by Diesel


Diesel convida a escolher quem está In & Out


Diesel convida a escolher quem está In & Out















Depois da campanha Be Stupid, de ter anunciado a intenção de criar uma nova sociedade em Diesel Island, e do lançamento da aplicação Dislike do Facebook, a Diesel decidiu fazer uma triagem das personalidades que deveriam (ou não) ser permitidas na Diesel Island. A inspiração partiu do FaceMash, o predecessor do Facebook criado por Mark Zuckerberg com o objectivo de classificar pares como “Hot or Not”. 

O resultado foi a In & Out link externo, uma aplicação para esta rede social em que os utilizadores têm a possibilidade de seleccionar, entre 149 candidatos, reais e fictícios, do passado e do presente, quais os que atravessarão a fronteira da ilha da marca. Para além de votarem nas personalidades, colocadas lado a lado no ecrã, os participantes poderão persuadir os seus amigos a fazer o mesmo, de modo a que as suas escolhas possam subir no ranking mundial. 

E a cargo da Diesel ficará a entrega dos passaportes carimbados aos famosos mais votados.


Neste momento o onanista Cr9 está à frente, no ranking, o que diz muito deste mundo. 

Mas já me diverti a votar. É uma maneira gira de nos pôr a falar da marca

quinta-feira, 28 de abril de 2011

sensações secretas


Só falo em coisas que fazem mal

Eu sei. Mas a minha mente tem razões que a própria razão desconhece

A Häagen-Dazs apresentou a sua nova arma para nos engordar ou deprimir: Secret Sensations, ou o primeiro gelado com um coração líquido por dentro. 
O produto inovador que chega ao mercado no próximo mês de Maio é lançado em dois sabores: 

- crème brûlée (gelado de crème brûlée com pequenos e crocantes pedaços de caramelo e um coração de caramelo fundido) ... babando!!!!
- chocolat fondant (gelado de chocolate com pequenos e delicados pedaços de biscoito de chocolate e um saboroso coração de chocolate derretido) ... a salivar de imaginar! BOM DEMAIS

hoje sinto-me como o Garfield...


Acabadinha.... Parece que estive numa rave 3 dias.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

is anybody out there?

Ás vezes, sinto-me a pregar para o deserto.

O blog é um cantinho meu que serve de diário, sketch book, caixinha de pandora, fórum para atirar umas piadas, escrever as minhas lágrimas.

É, pois, uma coisa minha que partilho com quem cá apareça. É a minha forma de comunicar com o mundo.

Mas estará o mundo interessado? Ou preparado, sequer, para tanto disparate, tristeza, deambulação emocional, sentido critico, dor e alegria?

Haverá mesmo quem queira saber? Ajudo alguém? Irrito muito? Faço a diferença?

Como em tantas outras coisas, sinto-me impotente e pouco escutada. 

Não sei de onde vem esta vontade de "chegar" aos outros, mas sinto-a e pensei que o blog fosse uma forma de o conseguir, sem ter que me mostrar. Pelo menos, fisicamente que até dizem que é o que menos importa. 

Li outro dia que "the failure is an event, not a person". E aquilo tem andado a martelar na moleirinha... Quando as pessoas falham sucessivamente, não passa a ser uma condição da pessoa? E mesmo que falhar seja um acontecimento, não gerará efeitos em cadeia que provocam a metamorfose da pessoa? 

Alguém me ouve? Será que me tornei um evento?


fresquinho, fresquinho...





A Compal Light já anda a badalar o seu novo sabor de Verão, Melancia e Morango. Mhamm Mhamm ... até se me lambem os sentidos.

Impulsionada pelo reposicionamento da marca, a iniciativa assume uma nova atitude, “mais feminina, trendy e urbana”, como afirma a marca em comunicado. O novo logótipo surge a cor-de-rosa forte e as fotografias da fruta dão lugar à sua interpretação artística a aguarelas.

Um copo destes saido do frigorifico em fim de tarde virada para o jardiom, com os pés a apanhar sol e um livro. 

BLISS.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Quando o espelho não mente...

Hoje tinha um convite para um evento social.

Era uma coisa gira, especial, mete livros.

Porém, o terror paralisou-me.

Olho-me o espelho. Not pretty, not pretty at all.

Peeling ao rosto (uma porra que arde pra' catano), depilação permanente aos braços, tratamentos à base de soja ao cabelo moreno (não há atitude para ser loura), maquilhagem Armani... Nada, mas nada suaviza a imagem no espelho nem apazigua o horror a ter que sair de casa.

Além do pânico, ter que ver pessoas que NÃO quero mesmo encontrar, não há força nem o melhor perfume que dê animo.

Portugal - Lado B

Ando a remoer há dias o que escrever sobre o que é hoje Portugal. 

Raramente me faltam as palavras, mas tem-me faltado a vontade. É triste. Só isso. É triste dizer que sou de Portugal. Até a mim me envergonha. 

Esqueçamos, por momentos, as realizações e o empreendedorismo de alguns, a linha de praias, o futebol, a Mariza, a cortiça, o golf. 

Esqueçamos a "troika", que era inevitável que chegasse e que trabalhasse enquanto o país foi de férias. 

Esqueçamos a Frau Merkel, tão mal-tratada porque a culpa é sempre de alguém que não nós. 

O que emergiu, ao longo destes meses de PEC's, de discussões infindáveis, de roadshows ministeriais a convencer a Europa que não estamos assim tão mal, do ataque cerrado das agências de rating, do governo que se demite, da oposição que tomou ácidos e anda a ver porcos a voar, e do infindável lote de comentadeiros que foram saltando para o prime time das TVs, é o que eu estava convencida ser uma verdade e agora está clarinho como água: temos uma classe politica de merda.

Sem contemplações. Pode haver algumas excepções de esforço em abono do serviço publico, mais na retaguarda do que nos que ocupam lugares de projecção, mas é obvio que Portugal entrou numa espiral de destruição a partir do momento em que os Tugas se demitiram de exigir e de responsabilizar os políticos em quem votam. Caramba, isto é um povo que consome má televisão, mau jornalismo, má justiça, mau sistema de saúde e de educação, sem FAZER NADA, excepto refilar. Que espécie de discernimento se pode esperar que haja na selecção dos governantes? 

As pessoas, grosso modo, vão votar porque serve de passeio de Domingo, porque muitos têm ainda a memória quando o voto não valia nada, outros porque acreditam que assim podem fazer a diferença, outros apenas porque tem que ser. 

No entanto, ao fazê-lo, elegendo com maior ou menor convicção, há anos que estamos a validar políticos e politicas fracos. E agora temos a prova: não só o país está num estado miserável como as nossas expectativas morrem  na praia quando se observa, a olho nú, quem nos resta.

Agarrado ao poder ou não, Sócrates tem uma força inacreditável. Parece uma barata que resiste ao acidente nuclear. Dá o corpo às balas. Não foge. Mas mente. A sua credibilidade, pelos seus actos, e pelo resto que fizeram nas suas costas, tem zero valor. E redenção? Nenhuma... 

Entre o ping-pong de ataques e entradas a pés juntos ao Ken de Massamá, Sócrates ainda tem a desfaçatez de manter Ricardo Rodrigues. O LADRÃO de gravadores, o deputado que envergonha qualquer parlamento, o gajo a quem devia ter sido retirado o lugar na AR, ser expulso do PS e recambiado para a Madeira, vai novamente a eleições como se ontem, hoje e amanhã a sua reputação não tivesse cheia de nódoas. De óleo. Das que não saem. É este o exemplo do politico que nós precisamos, José Sócrates? 

E não, não falo do Telmo do Big Brother. Se ser pouco culto fosse factor eliminatório, o hemiciclo estava a metade e nem teriamos o Sr. Silva como PR (temos, ainda, certo? A mediocridade e o seu silêncio inquieta-me para se não terá posto o dinheiro que ganhou com o BPN e com a venda da casa num offshore e tenha ja fugido, vivendo à conta da reforma da Drª Maria). 

Telmo é um fait diver: Não está num lugar elegivel mas mesmo assim tem participação politica no PS da Batalha já alguns anos. Aparecer na TV num programa degradante mina-lhe as bases para uma carreira politica? Talvez, mas se fosse assim, que dizer de Santana? Ou de Fernando Seara, há anos e anos a discutir futebol? Certamente que Telmo pode não perceber de TIRs, de taxas de juro ou de derivados mas talvez saiba mais de eleitorado do que ... sei lá, Basilio Horta. Este percebe que eleitorado? O do CDS de outros tempos, os do PS mais à direita? Os dos empresários? QUEM?????

Enquanto isto, na Lapa reina o Woodstock. Só pode. Miguel Relvas faz-me lembrar o personagem do Matt Damon no "Talentoso Mr. Ripley". A sombra que tenta assumir a vida do lider carismático. O lider Ken, com a sua entourage Mattel, também se tem revelado um eximio aldrabão. Punhamos as coisas nestes termos: PPC fez todo o seu percurso na JSD e no PSD, depois "desapareceu" qual D. Sebastião para acabar uma licenciatura assim meio à pressa, e trabalhou como Administrador (adoro! primeiro emprego, administrador) no Grupo empresarial de Ângelo Correia. Ou seja, fez a escola TODA.

Como é que mesmo assim, e com a eleição praticamente entregue de mão beijada,  consegue fazer tanta asneira atrás de asneira? É preciso ser-se incompetente. Mesmo. 

Bom exemplo: escolher como cabeça de lista para Lisboa (alguma importancia terá o gajo seleccionado) um alucinado, que admite desconhecer o plano eleitoral do PSD, que assume sem pejo que se está a candidatar a Presidente da Assembleia da República e não a deputado.  Tudo isto, sem uma gestão de crises SOS.

Não estamos habituados a que os politicos sejam tão brutalmente sinceros sobre as suas reais intenções. Fernando Nobre, o homem do tiro na cabeça, traz toda uma nova cultura para o forum politico. Aposta em todos os cavalos, alia-se a quem ontem criticou, tudo com um despudor que faz corar o AJJ. E com um tremendo ar de superioridade e distanciamento das "pequenas coisas". 

Nisso é parecido com o Sr. Silva (ele é mesmo o Presidente ainda?). Se Portugal fosse o Titanic, a maioria dos tugas, como já escrevi em sede própria, iria andar na rambóia até dar com as trombas nas águas geladas, mas o Sr. Silva seria o primeiro a saltar para o barquinho a remos, e caladinho. Como os ratos. 

O triste é, no fim das contas, bem somadinho tudo, a vida me vai correr mal. A mim e a muitos dos meus amigos, todos aqueles que tinhamos boa qualidade de vida, vontade de trabalhar e de nos desenvolvermos. Viagens, filhos, idas ao teatro ou à Zara, estão adiados sine die. E para as outras pessoas, que não tinham as mesmas oportunidades que nós? Pessoas que já viviam no elástico mas mesmo assim de cabeça erguida e passo firme, aguentando sem cair? 

E esta gentalha está-se literalmente a borrifar para isso. Olha para o lado e só vêm a vaidade da sua imagem na sombra. Falam de esforço nacional para caírem bem, colocam um ar afectado de preocupação fingida mas nas suas cabecitas pouco desenvolvidas só há espaço  para pensar em como distribuir os lugares que vão ficar vagos, de forma a pagar favores, ou a que outros lhe fiquem a dever agradecimento, ou como ajudar os caciques que giram à sua volta.

País de miseráveis.



Portugal - Lado A

Os comboios em Portugal, sobretudo InterCidades e Alfa, que conheço melhor, funcionam bem. Aparentemente. Pelo menos, até o suburbano Entrecampos -Oriente anda a horas. 

Temos que ficar contentes, ainda que, a bem da verdade, só façam o que lhes compete. 

Porém, num país em que tudo anda à vontade do desvario de terceiros e à rédea solta da parvoíce, é de louvar.

Continuando pela positiva, kindaof. Ir ao Centro de Emprego é sempre mas sempre deprimente. Reina um silêncio constrangedor. As pessoas não se olham, embaraçadas. Cheira a tensão no ar. Aperta. É uma sensação muito complicada.

Tendo que voltar a passar pelo "processo", só posso, no entanto, tecer elogios. Esperei 15 minutos para ser atendida e em 10 minutos estava despachada, a uma hora de almoço (mais pessoas menos colaboradores, em teoria).

Tudo é tratado informaticamente e só fiquei com um papel assinado, carimbado como prova que passei pela casa de partida, outra vez. E mesmo esse, fui eu que levei de casa, no Centro tudo é registado digitalmente. Dão um dossier com informação, direitos e deveres, e todos foram super amáveis.

Na primeira apresentação quinzenal, idem. Fui atendida quase de imediato por uma funcionária afável, bem disposta e diligente. 

Não sendo um contexto fácil, quem lida com ela, diariamente, aparentemente, ganhou algumas capacidades de ser colaborativo e positivo na medida certa. Para quem está do lado de "cá", é muito menos doloroso. 

Como em tudo, a generalização é tanto um risco como, por vezes, um erro. Mesmo assim, definitivamente algo melhorou nestes últimos anos em alguns serviços públicos (mais rápidos, eficazes) e no comportamento das pessoas que dão a cara. Nem tudo é mau. Pena, serem bolsas revolucionárias de boas práticas mas o caminho faz-se andando...
 

O que me apetecia mesmo agora...






segunda-feira, 25 de abril de 2011

P'los caminhos deste Portugal (IV)

Fim de semana prolongado













Ryder CUP 2018

Caríssimos

Há que mobilizar ... Mais informações, www.rc2018portugal.com.

Votem no canto inferior direito do seguinte site:


DIVULGUEM.



E depois de Abril...

(texto original: Blogue de Esquerda, 2 Maio, 2010)
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Em criança levaram-me a uma manifestação do 1º de Maio. As sequelas ficaram pra’ vida. Odeio manifestações e sítios com muitas pessoas e confusão, só mesmo na bola e vai lá vai.

A celebração do 25 de Abril e mesmo do 1º de Maio, a cada ano que passa, resume-se, apenas e só, a discursos vagos, cravos que perderam a tonalidade encarnada e festividades para apenas encher os noticiários.
Nasci depois do 25 de Abril. Mesmo assim, a nossa vida, dos nados pós revolução, foi marcada por aquele dia.
Houve, no imediato gáudio pelo fim de um pais bafiento, excessos (nacionalizações) e erros graves (descolonização), mas a grande desilusão, para quem vestiu a camisola revolucionária, veio depois.
Parte dessa geração migrou oportunisticamente à direita, outra aproveitou-se do novo contexto para encher os bolsos, a demais aburguesou-se entre shoppings, a carrinha e a casa em Telheiras.
Os conceitos que alimentaram o 25 de Abril não foram atirados para uma gaveta. Foram enterrados numa cápsula de tempo. 
Uma vez por ano, uma geração culpada, lembra-se dos versos de Ary ou Zeca, do tempo em que nas ruas a alegria era promessa de tudo.
Lamentavelmente, a credibilidade anda pelas ruas da amargura. Como diria o trovador, "eles comeram tudo e não deixaram nada".
De repente, estamos em crise e o país está na falência e ninguém, vulgo entidades competentes não deram por nada, ou fingiram que no pasa nada. Andava tudo distraído no Tagus Park, na TVI, nas escutas que ferem o segredo de justiça, ou nas outras escutas que não  existiram excepto para um PR que não entendeu o que representa e as figuras, por sentido de Estado (que não tem), que não pode fazer.
Passou-se o mesmo com o gang bang no BCP, com a rebaldaria chique do BNP e o desnorte abusivo do BPP. Vítor Constâncio sai mal da fotografia, mas sai em 1º classe.

Está certo, é uma bela imagem deste pais: quem chega ao topo, com o empurrão, pode ser ineficiente e uma nulidade no que faça, lança a confusão no pais mas ainda vai ganhar mais e ter mais protagonismo. Durão e Vara, pululam na minha cabeça.

A justiça que nos rege, para mal dos nossos pecados, é uma vergonha. Não há inocentes. 

Forças policiais e judiciais são um embaraço. A Casa Pia que se arrasta com uma montanha que vai parir um hamster. O Apito Dourado devia cobrir os magistrados, não com uma toga, mas com um pano negro pela péssima actuação. A Face Oculta que criou uma subtribo - as comissões parlamentares de inquérito - que se adora ver no prime time mas que revela o quão fracos são os políticos deste pais.

Nasci depois do 25 de Abril. Acredito no espírito daquela data.

Mas gostava que alguém, que tenha tomado as rédeas de Portugal, desde então, me explique o que fizeram para que hoje, e amanha, eu (da geração dos 30 anos) sinta que o país me oferece algo enquanto eu, que não saí para outras paragens, fiquei e contribuo para a sociedade.

Nem falo do que se vai deixar aos putos porque a esses já falha, grosso modo, a educação quer escolar quer familiar quer de valores.

E, agora, Abril, o que te fizeram, porque houve quem deixasse e como nos safamos desta confusão?

domingo, 24 de abril de 2011

A Sala VIP

Depois de uma fantástica sesta no bar de uma belíssima Pousada de Portugal (os sofás são de estalo), já em casa a ver O Diário de Bridget Jones 2.

Isto pode dar choradeira.

Para já, num jantar da Ordem de Advogados, em que a Briget vai, no seu estilo redondo (gordo, como me dizem), com Mark Darcy (a pancada que tenho com o Colin Firth é impressionante), é sentada junto de um advogado que a mulher abandonou. No meio da conversa, esse conviva disseca os vários tipos de pessoas que existem no jantar e comenta com toda convicção que pessoas como ele e ela estão "na sala VIP por engano e a qualquer momento alguém dará por isso e os mandará embora."

É uma metáfora on target.

Estou sempre à espera que, na vida, percebam que estou na sala VIP, que estou deslocalizada e me expulsem. Pelo menos, talvez, fosse uma fonte de stress que seria expurgada.

Momentos tristes!

O Moço acha-me uma decepção. Fica triste comigo. Vê-se nos seus olhos. Como se eu não conseguisse perceber a desilusão e a incompreensão que lhe trago. 

Nestes momentos o "gostar de mim" é proporcionalmente idêntico ao sentimento de que estamos em mundos à parte. 

Se ele soubesse o duro que é acordar todas as manhãs, fazer um esforço para me levantar, andar e sorrir. 

Ele fica triste. Eu fico triste. Não leva a nada, percebem?

Dia 3

O pessoal todo foi ontem para a borga.

Sendo a eu a pessoa que sou, não fui. Estive a ler até quase às 2 da madrugada-

Hoje, enquanto todos bezerraram até depois do meio dia, eu vi 6 episodios do CSI: NY no Axn desde as 10 horas. Cá estou fresca, de banho tomado, make up posta e já perfumadinha. Eu e os gatos, à espera :-)

O dia melhorou, está frescote mas menos nuvens e o sol espreita. Bom...

Aguarda-nos um brunch no hotel chique a valer.

E depois vou buscar um presente lindo de morrer que recebi e que, oportunamente, exibirei com muito gosto!!!

Não sei se quero voltar a Lisboa.

Em estado de choque

A minha relação de paixão, adoração e sentimento de "gosto" pela Louis Vuitton acabou de ser atacada de forma que vai levar muitoooooooo tempo a recuperar.

A escolha da Angeline Jolie (ser que abomino de forma brutal) para imagem da marca é um atentado ao seu modo de estar de elegância, de sofisticação e de luxo, baixando a fasquia para o comum, vulgar e para o massificado.

Não gosto. DISLIKE...

De greve à LV.

sábado, 23 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro,

Para comemorar o Dia Mundial do Livro, 3 recomendações (já concretizadas ou em vias de concretização):


1. Por fim, o desejado Liberdade (Jonathan Franzen): supostamente uma obra-prima da ficção americana, um clássico moderno. Segunda consta no livro, Liberdade capta as tentações e os fardos da liberdade, seguindo os erros e alegrias das personagens, enquanto lutam para aprender a viver num mundo cada vez mais confuso.






2. Cidadãos, de Simon Schama - o ambiente histórico é muito apelativo e quero saber mais sobre ele:



No cerne desta narrativa sobre a Revolução Francesa está a história da transformação dos “súbditos” em “cidadãos”. Em vez de descrever um Antigo Regime moribundo, Schama apresenta um país efervescente, cheio de vida e criatividade, apaixonado por tecnologia e por inovação no meio de uma dramática mudança económica – uma visão impressionantemente nova da França de Luís XVI. Schama argumenta que a Revolução não produziu uma “cultura patriótica de cidadania”, mas foi precedida por uma. Em 1990, Cidadãos foi galardoado com o Prémio Literário da NCR para Não-Ficção, que é considerado o prémio literário mais lucrativo da Grã-Bretanha.


 3. Save the best for last!

Fado, Samba e Beijos com Língua, de Hugo Gonçalves. Comecei a ler ainda no bar da Fnac e estou "enganchada".



Convém ser honesta, eu conheço o Hugo há 17 anos. Fomos colegas de faculdade. Era das pessoas mais interessantes com quem falava.

Todas tínhamos uma pancada grande pelo sedutor Hugo, com o seu cigarro, estilo menino de Cascais engatatão cruzado com intelectual. Algumas (muitas) tiveram a sorte de dar azo a essa pancada. As que não estavam no patamar da "boazice" contentavam-se com a adoração platónica (guilty!!!).

Felizmente que um coração partido deu lugar a uma admiração grande. E é bom que o Hugo ainda esteja no meu universo, mesmo que ao longe. O Hugo escreve de um modo cativante e irónica. Tenho muito orgulho no que ele traça no papel. Fruto do modo de vida que escolheu e do especial que é. Não como gajo, como  ... Hugo!



PS. depois de acabar o Fado, Samba... volto à Teia de Cinzas da Camilla Läckberg que estou a começar e vou ter que acabar Os Pilares da Terra I, do Ken Follet. Prometi que volto a cada com eles lidos, arre

Dia 2

Dormi até à 1 da tarde. Bendito sossego.

Já tratei da manicura, que isso é impossível de não acontecer.

Os rapazes seguiram para Coimbra, para o jogo.

Está a dar o Frasier.

Estou num recanto com uma vista FAB, a lanchar cereais, a beber um café e refastelada no sofá.

Gatos meigos vagueiam pela sala.

Passei, assim como assim, pela Fnac e deu asneira. Agora tenho 2 "asneiras" a mais para ler.

BLISS

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Quarto Escuro

Um grande amigo, sábio incompreendido deste burgo alucinado, teve uma epifânia. O "Quarto Escuro".

O "Quarto Escuro" é um conceito maravilhoso de catarse. Uma ideia de terapia e libertação, rebentando com reais parasitas que sugam a paciência e não aportam nada à sociedade.

Trata-se de um quarto escuro, como o nome indica, com paredes almofadadas e insonorizado, no qual se colocariam certas e determinadas pessoas, às escuras. O detentor da chave do quarto, entraria em seguida com equipamento de visão nocturna, soqueiras, tacos de baseball e vá de distribuir amor!

A ideia não é matar ninguém, longe disso. É anger management através de um processo de magoar a idiotice ambulante, a falta de qualidade e de vergonha.

O meu amigo gostava de levar ao seu "quartinho", elementos como o João Malheiro, o Quimbé (MAS com a sua colecção de óculos), a Paula Bobone, a Lili Caneças, o Manuel Luís Goucha, o Joaquim Sousa Martins, o Daniel Nascimento, os manos Guedes, o Malato.

Já no meu "quartinho", e para além de uns tête-tête especiais com 2 pessoas que se cruzaram comigo profissionalmente, já quase não há vagas. Ora. começamos com a Filipa de Castro (com os efeitos especiais garantidos pelo silicone em pop up), a indescritível Luciana Abreu, a saloia pavorosa da Cristina Ferreira, a possidónia da Sofia Alves, o Moutinho, o Rui Oliveira e Costa (que tem bónus, pois com os copos, deve andar a zigue-zague o que é um nível acima), a Rita Guerra, a Clara de Sousa, o Rui Unas, a Eunice Maya e o Quimbé. Isto numa primeira ronda.

Pode parecer violento, eu sei, mas sabe bem imaginar estes tristes a correr que nem baratinhas que são.

Fartinha de pessoas medíocres.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bom fim de semana



*se tiverem dicas, são bem-vindas

Massimo Dutti - 2 Looks (gosto mais do Riviera)

Dolce Vita STAGE

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O Dolce Vita Tejo vai apresentar, a partir de hoje, quinta-feira, um novo conceito de entretenimento: o STAGE by Dolce Vita Tejo. O objectivo: “proporcionar aos visitantes uma programação cultural diversificada, atractiva e inovadora” e mostrar que “os centros comerciais são mais do que espaços de compras. São espaços multidisciplinares, de lazer e bem-estar, com uma oferta diversificada”, explica Duarte Cruz, director de gestão dos Centros Comerciais Dolce Vita.

Todas as quintas, a praça central do  Dolce Vita Tejo, a maior praça coberta da Europa, transforma-se num espaço onde a música, a dança e o humor vão marcar presença, promete a marca. Para tal, uma tenda gigante, com capacidade até
1000 pessoas, vai ser o palco, a partir das 21h30m, de espectáculos com nomes os Deolinda, Pedro Abrunhosa, Aldo Lima ou Carminho. 

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Com programação assegurada pela UAU, esta iniciativa dos Dolce Vita promete apresentar ao público “diferentes áreas performativas, representadas em espectáculos de música, teatro, dança, magia entre outras”. Deolinda, Pedro Abrunhosa, Carminho, Vortice Dance Company, Francisco Menezes, Teatro ao Largo, Aldo Lima, Rui Baeta, Mário Daniel, Voodoo Marmalade e os 5 finalistas da Operação Triunfo fazem parte da agenda até ao final de Junho, mas a responsável promete também “novidades, muito em breve”.


Para já, a aposta no STAGE vai ficar-se pelo espaço da marca em Lisboa e a missão passa por “lançar o conceito e consolidá-lo no Dolce Vita Tejo". 

Já quanto à comunicação do STAGE, a empresa irá utilizar, a par dos canais de comunicação tradicionais, a página de Facebook do Dolce Vita e da UAU, que irão dinamizar o evento e atribuir convites duplos. Para além disso, vão decorrer passatempos para a oferta de convites na RFM, Renascença, Mega FM e Rádio Radar.

Para estes espectáculos não haverá venda de bilhetes, sendo que de segunda a quarta-feira, as compras no Dolce Vita Tejo, de valor igual ou superior a 20 euros, valem um convite duplo para o espectáculo a realizar na quinta-feira dessa semana.