sábado, 31 de outubro de 2009

Momento fracturante do dia

A minha manicure / pedicure de há 3-4 anos vai regressar ao Brasil. Eram encontros semanais portanto são muitas horas de relação.
Para uma gaja, ou pelo menos para esta gaja, isto é um momento fracturante. Se eu fosse como a presidente da Querqus que odeia maquilhagem e que lhe estiquem o cabelo (mas isto é uma gaja normal?), ser-me-ia indiferente! Mas vou ter muitas saudades da minha Denise

Cumpriu-se a profecia da peregrina em Fátima que há 15 dias, quando a Denise e a familia visitavam o santuário, ao ouvi-los no seu português abrasileirado, parou a promessa que estava a cumprir, para mandá-los para a terra deles.
Ainda bem que Fátima é um sitio de tolerância, amor pelo proximo e fé. Ainda bem! Espero que a peregrina, que cumpria promessa descalça, tenha caminhado sobre velas a arder ou espetado um terço no pé.
Denny, vou ter saudades tuas e bom regressso ao Brasil.
BUÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Já fez o seu PPR?

É um anuncio do MillenniumBCP


O Armando Vara levou a coisa a sério. Mas fê-lo fora do banco do qual é Vice-Presidente. Aquele BCP não traz nada de bom a ninguém... Está contaminado pela Jardinite Aguda. Quem lá cai, fica com o doce ócio do meter ao bolso e dos favorecimentos.



Ora, isto é caso não de de policia mas de saúde publica (parece que se pega o germe da corrupção) ... sim, porque o Armando Vara era um exemplar caso da fantástica cultura da meritocracia da Caixa Geral de Depósitos: mesmo num banco publico com tantas pessoas quanta a população do Luxemburgo, um singelo bancário trasmontano pode chegar a Administrador com a força da sua dedicação e profissionalismo.

Isto é fantástico, acontecerá noutros países???

Mal o homem sai para uma instituição privada, e BAM, vai fazer um miserável PPR de €10.000 (há prostitutas que cobram mais, mas ele é do povo, não sabe!) mas com uma respeitável empresa de sucata.

Não há recursos humanos no MillenniumBCP, um Manual de Acolhimento? Ninguém podia explicar ao senhor como se faz um PPR, encaminhá-lo para um gestor de conta ou um dos balcões?

Estavam à espera que um ex Administrador da CGD, ex politico, ex Polivalente de uma agência algures em Vilar de Ossos, Vinhais, e agora VP de um dos maiores bancos privados cuja antiga administração foi demitida por ser tão corrupta como um país africano, e substituída por uma considerada credível pela entidade reguladora (cheia de gajos inteligentes também! ufa!), fosse capaz de perceber que 1 sucateiro não faz PPRs?

Como diz um amigo meu.. "Oh, por favor!"

domingo, 25 de outubro de 2009

Bart Simpson faz anos

O Principezinho, grande inspiração da minha vida, dizia, na sua maravilhosa e pura imaginação, "Foi o tempo que dedicaste a alguém que o tornou tão importante."


O meu namorado faz anos hoje. É data de comemoração, claro está. O Bart Simpson cá de casa, apaga mais uma vela (na verdade, se contarmos bem, a 16º vela .. isto da idade mental tem muito que se lhe diga! LOL).


Contextualizando, o meu namorado não podia ser mais diferente de mim. É de direita conservador, enquanto sou de esquerda liberal. É metódico e sistematizado como qualquer financeiro, ditado pela lógica matemática dos números. Eu, apesar de organizada, sou mais criativa e algo caótica, ando sempre para trás e para frente antes de sair de casa porque tenho as coisas espalhadas. Não obstante, eu sou hiper mega pontual. Já ele, apesar de rigoroso, bom... para ser simpática, acha que um horário é algo puramente indicativo. E portanto cumprir é algo que não lhe entra no ADN. Vou morrer de AVC à custa disto, juro!



Teimoso e algo intolerante, é difícil discutir com ele porque a sua visão é muito linear: preto ou branco. Eu sou uma palete policromática e salvo algumas excepções de temas, sou permeável a escutar os argumentos dos outros. Depois há temas em que não abdico, geralmente naqueles em que sou muito exigente com as pessoas que entram no meu universo, enquanto ele é mais easy-going e não se ofende tanto com coisas que as pessoas fazem.



Não stressa nada, é super-cool e vê as coisas de modo pragmático. Eu sou o Woody Allen. Estamos sempre pegados por eu não ser mais dura com situações que o merecem; eu acho que ele não entende.


Eu gosto de esplanadas e livros e ir ao cinema, ele de ver desporto na TV e cozinhar. Ele é fanático de Duran Duran e gosta de Roberto Carlos (estão a ver o calibre da coisa, certo?) mas detesta Coldplay, Madonna e não gosta nada dos meus Duffy, Adele, Seal, Dido, Dave Mathews Band ou Bruce Springsteen (ó sacrilégio!!!).


Ele é católico, eu sou agnóstica quase a cair para o ateísmo. Ele gosta de casamentos, eu acho-os uma seca. Ele gosta de novelas brasileiras, eu prefiro ver o Rui Santos. E ainda não se apercebeu que não gostou de pão torrado em casa. Torradas só nos cafés!


Ele não gostou de Nova Iorque, dá para acreditar??? Como é possivel? (ok, eu também não gosto de Paris mas NY é NY, caramba... e Paris, tem parisienses). E sair á noite é uma guerra, porque não alinhamos com as escolhas.


Ele ouve a TV alto de mais e está sempre a fazer zapping. Põe-me louca. E não suporta que eu deixe cair coisas no chão (tenho um problema de coordenação, passageiro, espero!), o que lhe faz revirar os olhos. Ele demora 45m para escolher um cinto; eu em meia hora saio do Colombo já carregada de compras. Ele é aforrador, eu... bom, já se sabe. E podia dar-me mais presentes, uma gaja gosta, o que se pode fazer?


Está sempre a dizer que falo muito e depressa (bela desculpa para não ouvir nada que eu diga de IMPORTANTE) mas se depois estou num mood de silencio, a curtir as minhas neuroses, está sempre a melgar-me para eu "deitar para fora". E não pára, é chato!


Mas, dizem os entendidos, aqueles que me conhecem há anos, que ele é pessoa indicada para me aturar. Que alinha pelo mesmo comprimento de onda. Que me adora apesar das fortíssimas pancadas que eu tenho. Quando me dá o ataque de insanidade, vai tudo à frente. Mas ele faz-me uma placagem.


E mesmo assim, há quase 8 anos que estamos juntos, e essa é a importância que ele tem na minha vida.


Com ele aprendi a gostar de rugby e a ter uma noção mais exacta de geografia (sou péssima). Com ele, alarguei o leque de opções musicais. Com ele fui ao Rio de Janeiro e apaixonei-me. E, apesar de não gostar de ler, ensinou-me imensas coisas, mesmo quando eu faço cara de quem já não está a ouvir mais uma teoria qualquer dos estados da Lua.

Aprendi que afinal tenho paciencia e que partilhar a intensidade das coisas com alguém é bom!

Acima de tudo, o meu namorado passou muito e teve que aturar muita merda para estar comigo. Houve sempre problemas, obstáculos, bloqueios, fizeram-me muito mal (ainda fazem!), fizeram-lhe mal ... e ele sobreviveu. E eu sobrevivi porque ele me aguentou naqueles abraços que me fazem desaparecer do mundo.


Mesmo nos momentos mais difíceis, e mesmo quando eu não concordo com o que ele me diz, as suas opiniões sensatas e ponderadas, ainda que nem sempre sensiveis, têm sempre um fundo racionalidade e preocupação comigo.


E, sobretudo, não é fácil para uma pessoa que não acredita em certas coisas, ter que as viver em casa e ter que se habituar a lidar com elas e não falhar. Mesmo quando eu me vou abaixo. Ele puxa-me para cima, nem que seja à força.


Além disso, é do Benfica. Fundamental.


Para mais estende a roupa, trata da louça e, sobretudo, cozinha para mim mesmo quando só eu é que janto, a seguir vou ver um concerto e ele vai jantar com amigos. O spaghetti carbonara dá cabo de mim...


E eu ri-mo imenso com ele. Às vezes o disparate é de tal modo irreal, que quem nos vir deve achar que somos alucinados ou ganzados. Ultrapassamos a noção do ridículo. Somos companheiros, cúmplices e temos um modo de estar só nosso que acho é o "nosso segredo". Confio totalmente nele. Mesmo. E não trocava isso por outras coisas.


Apesar de vermos o mundo de modos diferentes, estamos os dois a observá-lo da mesma janela, ao lado um do outro, ao mesmo tempo. Isso é a base e o fim de tudo!


Parabéns, "docinhho"

Comentário Dondoca Do DIa

Ontem foi dia de ir ao cabeleireiro... há quem goste de ir ao Ikea, eu gosto de ir ao cabeleireiro... Gosto do café, do chá, do mexerem na cabeça, os cremes, o ter adormecido enquanto lavava a cabeça, o estar a ler enquanto puxam, pintam, embrulham ... enfim!!!
E conclusão óbvia e inquestionável: O meu cabelo tá mtª giro!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Já dizia o Principezinho...

'O meu riso será a minha prenda. Os outros têm estrelas que não se riem.'
Hoje, nós, benfiquistas de amor e paixão, de crença e de sofrimento, estamos em estado de alucinação, que tem vindo a ser alimentada nos ultimos tempos
Mea culpa, declarei greve ao Benfica por causa do Jesus... mas apesar do nivel pouco elevado, a verdade é que ele tem o que é preciso em determinado contexto. É mais forte do que eu... mesmo não sabendo dizer Everton, a verdade é que ganhamos 5-0. Mái nada!
Saviola, Cardozo, Luisão (e restante equipa), vocês foram as estrelas que me fizeram rir hoje!
E os outros têm estrelas que de facto não fazem rir!
Ainda bem que sou do Benfica, independemente de continuarmos ou não neste ritmo de non stop de golos!
SLB SLB SLB SLB SLB

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Visitem-me no Tarrafal...

Irra, uma pessoa vai ali ao Porto e volta num tirinho e há mortos e feridos à volta do velhote Saramago. O gajo é tramado, está sempre pronto a meter-se em tropelias e a dar a volta ao miolo a alguns intelectos pouco inspirados.
Começo já por dizer que não sou fã de Saramago. Gosto de alguns livros dele... aprendi a gostar. Também não sou comunista e nunca fui a Lanzarote mas acho que não gostava de lá viver.
Posto isto, e baseando-me no site da TSF e em info da Lusa, aparentemente "na apresentação do novo livro, Caim, o Nobel da Literatura afirmou que a Bíblia é um manual de maus costumes e um catálogo de violências, palavras que desagradaram aos católicos (...). A conferência episcopal portuguesa já considerou que Saramago faz uma leitura ingénua da Bíblia.
Por seu turno, o euro deputado social democrata e vice presidente do parlamento europeu, Mário David, já disse que se sente envergonhado e convidou Saramago a renunciar à cidadania portuguesa, por se sentir "envergonhado" com as recentes declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia. No sítio pessoal na Internet, o vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), eleito pelo PSD, escreveu que José Saramago «há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa!" "Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?", questiona o eurodeputado."
Pronto, aqui começam a chatear-me a sério.
Porque eu desconheço quem é o Mário David, não sei quais os seus méritos, não quero saber, é-me indiferente, mas mesmo assim reconheço-lhe o direito á sua opinião, sendo esta contrária a um tema de um livro (que não li, nem sei se vou ler porque há quem trabalhe, ó Sr. MÁRIO DAVID, entendeu?). O que acontece é que eu gosto da UE, acredito no projecto europeu e enquanto cidadã cumpridora dos meus deveres (votar, pagar impostos, não cuspir para o chão nem para fontes) TENHO VERGONHA QUE ESTE SENHOR SEJA DEPUTADO EUROPEU POR PORTUGAL.
Que a conferência episcopal se sinta melindrada pelas palavras do Saramago, eu entendo. Dou-me por contente de não haver fatwas declaradas pela Igreja Católica e que os tempos da Santa Inquisição já tenham passado.
Agora, o sr. Mário David, se eu conduzisse, e me passasse à frente, era passado a ferro, certinho como eu ser do Benfica. Reitero que ele tem direito à sua opinião mas fazer dela uma arma de arremesso de auto publicidade em tom moralista pequenino, é triste.
Eu sentir-me-ia muito infeliz se fosse ou pensasse como o Mário David. Ó sr. deputado, diga-me lá uma coisa: esta sua "amiga" (que by the way NÃO VOTOU EM SI!) acha a Bíblia assim, como dizê-lo, uma fraude. Uma misturada de acontecimentos bem coloridos para agregar as comunidades na Idade Média. Não acredito em Deus. Acho que Jesus era um viajante que não trabalhava com capacidades de escuta e de psicólogo, com um estilo Woodstock, e talvez, com alguns poderes místicos sempre acompanhado por um bando de gajos ...
Isso faz de mim exactamente o quê? Num país democrático e LAICO (vá ver ao dicionário se não sabe o que é)? Eu respeito quem acredita, mas eu nego e renego. Mas tenho direito a isso, ou não? Ou só tenho direito se disser que os islâmicos põe todos bombas à espera de papar virgens? Ou que os Budistas não fazem ponta e vestem-se mal? Ou que os Judeus têm o desígnio mundial de mandar no mundo e estender tentáculos de poder?
É que eu posso dizer isto tudo, mesmo que não acredite. Mas pra si se calhar não era problema... agora com a Igreja Católica, ' tá mal.
Até o compreendo, que sendo provavelmente católico, se sinta afectado e não goste. Não leia, tem essa opção. Mas imbecil é V. Exa e quem subscreva as suas tão doutas palavras.
E, para mais, até consigo entender quando o Saramago diz que pode mudar de país dado ao estado geral a que este "rectângulo" chegou (já agora, o autor do conceito "rectângulo" é uma vergonha PUBLICA da Republica Portuguesa e é do seu partido, sabia?).
Aliás, pela sua opinião e de outros que concordam, eu vou mesmo mudar de país porque depois de manifestar as minhas teorias sobre a religião católica no mínimo mandam-me para o Tarrafal, aquele sitio onde antes do 25 de Abril quem era dissidente de ideias ia parar (conhece?).
Volto a explicar, antes de ir de viagem para uma zona de praia, ou para uma Guantanamo nas Berlengas: Estado Laico e Democrático. Livre expressão.
Se se podem acusar sem problema o FCP e seus adeptos de corruptos, o Governo de pressionar a comunicação social, o PR de ter um discurso estranho, porque não pode um escritor opinar sobre uma religão?
Mas quem é que votou neste gajo??? Alguém no PSD faz alguma coisa de jeito???

domingo, 18 de outubro de 2009

A inspiração do 1º Ministro

"A vida não merece que nos preocupemos tanto com ela", sábias palavras de Madame Curie.
Mas como qualquer frase com significado mesmo que enunciada de modo simples, as coisas depois na realidade não são como fórmulas químicas, o que é uma verdadeira chatice. Porque complica tudo.
Esta semana, na Visão, numa entrevista, o Primeiro Ministro (PM) Sócrates dizia, e passo a citar: "Eu não tenho problemas de afirmação. E não me afirmo contra ninguém. Sou suficiente seguro de mim próprio e gosto o suficientemente de mim. Não tenho problemas de amor-próprio (...)".
O raio do homem já podia ter incluído estes comentários de auto-ajuda nos discursos há uns bons anitos, porque me pouparia muito dinheiro em terapia. Melhor, gravava isto em cd e eu dormia a´ouvir isto vezes sem conta até interiorizar!
Ou seja, para cada 1 pessoa com o condão de complicar a vida, há 1 ou 2 que conseguem à custa do seu amor próprio relativizar as coisas. Claro, que com o meu karma, eu sou a que bato com a cabeça nas paredes.
A vida pode ser uma coisa assim a atirar para o "livra!". A sério. Uma pessoa consegue sentir-se tão acossada com situações quotidianas tão triviais, que vendo de fora, sob outro prisma, parecem básicas, que é muito difícil depois lidar com essa dupla realidade: ou seja, por um lado nada é assim tão dramático mas, de facto, para quem o vive, é mesmo doloroso.
E isto no dia a dia assume proporções esmagadoras. Porque temos consciência que nada e ninguém nos deve afectar de um modo em que deixemos de existir para passar a ser meras sombras de nós próprios; mas depois, não conseguimos ser Viriatos e receber o inimigo de peito aberto e espada em riste (muito teatral?), apesar da vontade de dar uma valente coça ao mundo.
E vivemos em sentimento de culpa entre o que deve ser e o que é, na verdade. Entre o que somos e o que fazem de nós. Entre o que odiamos e o que engolimos. Entre o que é a nossa força e o modo como a aniquilam.
Sentimo-nos impotentes. E criticados, incompreendidos. A Madame Curie não devia ter desses dilemas. Gaja com sorte (mas também passava o dia metida no laboratório).
O nosso PM também não, aparentemente. São, pois, ambos à sua maneira inspiradores, o que pode parecer uma conclusão de alguém demente, assim à primeira vista. Acreditem, não é.
A vida pode ser um bocadinho assustadora, confesso. Perder o controlo, não ter capacidade de afirmação ou de poder dar um real pontapé nos tomates a quem o mereça. A vida não merece que os domingos sejam tão fracturantes.
Deve ser por isso, quase de certeza, juro!, que inventaram os chocolates.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

nem sei por onde começar, a sério...

... que me sinto como o Michael Douglas no Dai de Raiva, diariamente? Não... demasiado dramático e real.

Vamos começar por um tema que não me diz assim muito mas ao qual acho piada... O PSD!

Ou melhor, as valências bélicas que aquele partido gera. Aquele lado da Lapa deve ter uma força especial qualquer que faz com que todos, mas todos, sejam conspiradores e achem que podem ser presidentes. Parece medieval. Mas gabo-lhes a coragem...não, a estupidez. É que ser Presidente do PSD é dos piores trabalhos do mundo (há outros, mas não personalizemos). Para a Drª MFL é uma maçada desde o inicio, mas mesmo se houvesse entusiasmo no titular do cargo, o ratio de durabilidade é baixissimo, o mandato está mais minado que Angola há uns anos e nem há detector de metais à entrada ... Pra' quê? Aquilo é só naifas para espetar nas costas uns dos outros. Parece a Cova da Moura com gangs rivais a disputar pelo território.

O PSD é o partido em que ninguem gosta de ninguém. Nem o PR os curte. Como podemos gostar deles? Ninguem confia em ninguém, como raio podemos confiar neles? A sério, fechem as portas, vão pregar pra' outra freguesia, façam uma cura de desintoxicação e voltem minimamente menos facínoras. Se fossem mas é trabalhar não tinham tempo para lixarem-se uns aos outros. Passavam a ter alguém que lhes lixasse a vida a eles ... Ou seja, real life.

Agora, um tema sério. Na ultima edição da Sábado (nº 284) falava-se de salários. Daqueles upa upa. Nestas coisas, já me conformei ao argumento capitalista / realista do José Mourinho sobre o CR9: "Se o Real está feliz por pagar €94 milhões, se o CR está feliz por ir ganhar aquele dinheiro, então estão todos felizes". Não gosto do argumento (devo manter alguma costela comunista) mas aceito-o como válido e pragmático. Assim, perante os valores expostos na revista, tenho 4 comentários:

Comentário 1: o Manuel Luis Goucha ganha €35.000, a Alexandra Lencastre €20.000. Nenhum dos 2 a meu ver merece sequer metade. Não merecem, ponto. E ninguem me convence do contrário. Há a historia do retorno que eles trazem mas comigo não contribuo um chavo para aqueles dois. Mas lá está, quem pode pode... O que é engraçado é que o Administrador da Prisa, o Polanco, ganha €13.279. O ADMINISTRADOR!!! Ora bem, só por isto eu já tinha corrido com o Moniz há mesmo muito tempo e a pontapé ...

Comentário 2: o Aimar ganha €200.000 (liquidos, estimativa). Como é que um gajo que ganha este valor não arranja um cabeleireiro DECENTE???

Comentário 3: achava eu que o Nuno Melo era um bocado chato com o Vitor Constancio na história do BPN e do BPP até porque, pronto, aquela malta lá desses bancos era mesmo má rés e a atirar para a sacanice valente. Mas para quem ganha €17.818 (3 vezes mais que o PM), o Vitor Constâncio devia trabalhar MAIS. Ler mais relatórios, estar mais atento, qualquer coisa... Eu não quero ajudar a pagar €17.818 a um gajo que é incompetente (os outros também são, mas este ganha mais!)

Comentário 4: o que é verdadeiramente indecente, ao nível do nojento, é que vivamos num país em que um Investigador Criminal da PJ ganhe €825 que são "só" €9 a menos do que ganha um Assistente da Central Telefónica no Tribunal Constitucional. Nada contra o Assistente Telefónico mas como podemos ter um país seguro se os policias têm que correr riscos por valores tão baixos? Tirou-me do sério! Tive vergonha de Portugal quando li aquilo.

E andamos desde Sábado a discutir a merda do playoff para o Mundial, e o tornozelo do CR9, como todos bons portugueses, mas depois ninguém pensa nisto. Irra, que país de idiotice pegada.

Para terminar ... muito se tem falado sobre os brasileiros convertidos em tugas à força para preencherem lugares na selecção portuguesa de futebol. Uma amiga que escreveu sobre o tema foi mesmo acusada em forum publico de xenófoba. Eu concordo com ela. Não é questão dos brasileiros terem nacionalidade portuguesa, é o modo pouco transparente e os fins que justificam as nacionalizações à pressa (quando há tantos emigrantes muito mais merecedores da nacionalização que desesperam por isso).

Posto isto, e não tendo nada contra os brasileiros, apesar de já ter lido coisas verdadeiramente ofensivas sobre este suposto nosso nacionalismo bacoco (e reconhecendo que há mtº tuga que não gosta de brasileiros, sejamos honestos), acho hilariante o video da Maité Proença.

A industria das novelas fez-nos idolatrar pessoas que nos estão tão longe, a todos os niveis, importamos e consumimos cultura brasileira a rodos, desde Caetano a Ivete, e não exportamos quase nada (culturalmente temos zero representação no Brasil, excepto o MST que, por acaso é amigo da Maité).

Agora é escandalo nacional os comentários de uma turista (figura publica / actriz) sobre um país do qual ela não conhece nada (e nem quer saber...), que assumidamente toma drogas e não bate bem da bola mas que tem direito á sua (desvairada) opinião? Mais uma vez, algo está mal no reino da tugolândia. É muitissimo bem feita pra quem acha que a) tudo o que vem do Brasil é bom; b) pra' quem consome novelas brasileiras em vez de ver coisas de jeito (que não são as portuguesas... leiam 1 livro, caraças!); c) que nós temos alguma importância globalmente falando para o Brasil. Mesmo assim, vivam as hawaianas, a Companhia Maritima e o Rio.



PS. o Antonio Filipe do PCP acabou de dizer na RTPN que umas declarações do Pedro Santana Lopes não têm lógica nenhuma. NÃO??? Mas algumas declarações, alguma vez, daquela santa boca tiveram lógica? Ó Antonio Filipe, conta lá coisas novas. Vocês no PCP estão fora de tempo, não???

domingo, 11 de outubro de 2009

Especiais de Manga

Uma ida à Moda Lisboa / Estoril (começa logo tão bem com esta contradição), coisa que já não fazia há uns anos, é o cruzamento da criatividade (às vezes desvairada) com a loucura instalada.

Um criador chamado Vitor, inserido no que serão as novas "promessas", fez-me logo uma dor de cabeça com os seus fatos forrados a garrafas de minis vazias, que batiam umas nas outras. Além de nao perceber a utilidade (claramente, não há!), nem o conceito subjacente (dou-lhe o beneficio da duvida), sempre que os desgraçados passavam com aquilo vestido, era uma barulheira, pareciam cabrestos à solta. Eu diria que esta 1ª aventura podia inserir-se na categoria da loucura instalada MAS não, lamento, terá que ser vista na logica da criatividade alucinada.

Sempre duvidei do retorno real que aquele evento daria quer às marcas que patrocinam, quer aos próprios criadores. Não nos enganemos, estando em Portugal, álguém se abotoa a uma boa parte do dinheiro. Mas será que a Seat vende mais carros por estar lá com expositor (eram todos modelos tão feios), ou a L' Oreal vai vender mais por ter estado a pintar adolescentes (aí até acredito)? Disseram-me que sim, eu acredito, mas tenho algumas duvidas se o retorno de facto compensa o mega investimento.

De qualquer modo, a verdade verdadinha é que é uma feira das vaidades. 90% das pessoas vão à bola porque gostam de ver o jogo. À vontade uns 80% das pessoas vão à Moda Lisboa para ser vistas, fotografadas, e parecerem importantes (quem sabe até ganhar um modelito!). Os restantes 20% são potenciais clientes, pessoas que de facto gostam de ver roupas bonitas e estudantes de Moda.

E aqui entra a loucura. O nivel de flashes em barda à volta da geração Moranguitos é assustador. A Lili Caneças de leggings prateadas a merecer todas as atenções, revela muito deste rectangulo que anda maluco, como diria o AJJ. A violencia de levar a Srª D. Lady para estas confussões, com tanto "povo" e calor, são claramento maus tratos a idosos... LOL. A atracção pelo dar nas vistas, quando, na verdade, tem-se mérito a rondar o zero, e a disponibilidade para se dar tempo de antena a estas pessoas, é uma alucinação.

Mas o que mais impressão me fez foi como a passerelle se transformou neste ultimos anos. Salvo raras execpçoes, as manequins não sabem desfilar, são desengraçadas e esqueléticas. Deus não as abençoou nem com o dom do sorriso nem com o das mamas. É impressionante o quão magras e desprovidas de glandulas mamárias estas miudas / mulheres são. Segundo o meu namorado, que entende de gajas, há a ideia de que os criadores querem cabides que afastem a atenção para, e exlusivamente, a roupa. Mas a roupa não "brilha" em mulheres com atitude, pose afirmativa e sorriso? De facto, naquelas miudas nao ganha grande vida. Parece que as foram buscar aos centros de desordens alimentares dos hospitais.

Estou a ver na Fashion TV desfiles em Italia e há com cada mulherão, boas mesmo ... com peito, formas, cabelos bonitos, sorrisos. Que diferença.

Os desfiles de ontem, apesar da qualidade das peças da Xiomara e do Baltazar (o ultimo vestido preto era lindo), foram algo "deslavados" e via-se de tudo: vestidos por fechar, dedos mindinhos a sairem das sandálias, sapatos varios numeros acima (não sei como não caem), sapatos com saltos tortos para dar alguma "graça" ao andamento da modelo (que nao sabia desfilar, ponto). Mesmo os rapazes, com ar mais saudável, pareciam tao imberbes.

A organização melhorou mas claramente a passerelle perdeu appeal, excepto no desfile da Adidas. O recurso a figuras publicas que levaram aquilo de forma mais desportiva, tornou o desfile mais descontraido. A Naide Gomes deu cá um exemplo de bem andar e de mega corpo. E claro quem vê o Nelson Évora em tronco nú já ganhou o dia!

Para além do Nelson Evora, a nota positiva vai claramente para a companhia. Muito boa mesmo. Especialmente quando havia Especiais de Manga um magnifico cocktail patrocinado pela Absolut. Ora aí está, aí sim a Moda Lisboa / Estorial na Cidadela de Cascais ganhou outra dimensão. E nós, outra (boa) disposição.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Croiassants, baguettes e coisas sérias

Nao simpatizo com França, para dizê-lo de forma diplomática, digamos.
E não gosto de Renaults (tenho a teoria de quem conduz um, é 10 vezes mais propenso a ser aselha ao volante e o meu método estatisitico é bastante credivel em termos de amostra)*.
Quando comecei a ouvir / ler sobre os suicidios na Renault até brinquei com o tema: eram pessoas duplamente infelizes - não só eram franceses como trabalhavam na Renault.
Mas estava a escapar-me a big picture. E a história é pior que um filme noir francês.
Segundo um artigo da Visão, desta semana, a vaga de suicidios que assolou em maior escala a France Telecom (nos ultimos meses, 24 suicidios) deve-se à cultura de «Gestão terrorista» que esta(s) empresa(s) encetou numa lógica de redução de quadros. Quando já não havia dinheiro para pagar as indemnizações de saída, passou-se á fase do que se chama mobbing: estratégias de humilhação, assédio moral, pressão psicológica e perseguição aos colaboradores.
No artigo questiona-se se estas acções, destinadas a forçar a que pessoa se despeça por sua opção, em contexto de crise e de baixa falta de oportunidades no mercado, seriam suficientes para que as pessoas se matem. A resposta é algo à advogado: depende... da pessoa e da sua capacidade para aguentar a degradação psicológica.
Não vou discutir a questão "suicidio" porque cada um tem direito a acabar a sua vida quando quer e se se chega a um ponto em que só apetece desistir, é de facto triste, porque há coisas boas na vida, mas entendo que se atinjam momentos de "já chega".
O que me preocupa é a violencia intrinseca a que as organizações chegam para atingir os seus fins. Ora, as organizações são feitas por pessoas e geridas por pessoas portanto a "maldade" está nas pessoas. Entendo as estratégias de racionalização de custos, de melhoria da eficiência, da mobilização do grupo em prol do aumento da produtividade e, inclusivemente, da redução de pessoal.
Mas acho inaceitável que sejam premiados gestores com chorudos bonus e salários cuja finalidade é infligir, em prol do accionista, uma violência psicológica continuada aos que diariamente fazem o seu trabalho. Se estes colaboradores não eram bons (o tipico passar de bestial a besta é um fenomeno clássico), tivessem então sido despedidos antes (é para isso que existe uma ferramente de RH chamada "despedimento" tão válida como outra qualquer). E se as companhias, em momento de vacas gordas, não esbanjassem de forma algo displicente os dividendos (e sabemos que isso acontece "n" vezes... mais uma vez, as empresas são geridas por pessoas...), talvez em momentos de aperto não tivessem que ser tão agressivas.
O que está em causa é como estes agressores dormem à noite. Um custo elimina-se. Nao se esfrangalha sem dignidade. Que espécie de sociopatas atingem lugares de poder sem que ninguém os trave? E porque não há mais pessoas a travá-los (seja em França ou na Roménia ou nos EUA ou em Portugal)? A queixar-se, a armar o barraco?
Porque isso implica dar parte fraca e passar pelo "mau da vitima" (alguém que visa em proveito proprio aproveitar-se da empresa que lhe deu tanto...) e, ainda, potencialmente sofrer mais represálias futuras.
Mas se estes gajos(as) / chefias, comecassem a levar nas trombas no dia em que pisam o risco e começam a abusar, talvez o proximo sacana pensassse 2 vezes em vez de humilhar e dar cabo dos nervos de uma pessoa.
Não faço a apologia da violencia mas asseguro convictamente que a força da "tareia" psicologica é 100 vezes mais intensa, profunda e dolorosa que um belo pontapé na boca de um "chefe mete nojo".
E já agora, onde andam os RH da France Telecom? A encher chouriços e a processar salários? E outras pessoas de outras empresas que estão na mesma situação mas que estão na total obscuridão porque ninguem se matou em catadupa?


E onde está a motivação das pessoas, essencial ao bom desempenho e a uma performance de excelencia, sobretudo quando eles são mais necessários?

E onde está o principio básido do respeito pelos outros? O Madoff roubou, enganou e foi com os costados 150 anos para uma cadeia... Esta raça de FdP anda à solta e têm na sua base uma patologia clinica grave.

Porque ninguém de "bem" faz estas merdas, por muitas medidas correctivas que tenham que se fazer para o bem da companhia. E a saude de uma empresa nao se constrói assim, à lei do chicote e do desprezo pelo bem estar dos colaboradores, como se estes fossem fantoches ao sabor da corrente. Só pessoas (muitissimo) limitadas não o entendem.

Oferecem-se alvissaras a quem parta as pernas ao Didier Lombard (presidente executivo da France Telecom) que inicialmente ainda se deu ao luxo de fazer piadas sobre o caso. Ou que lhe risquem o carro. Que espero sinceramente que seja um Renault!






* Salvo 2 execpçoes: Pajó e Santos

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

E se de repente fosse ver um filme sueco???

Gostava!

Pelo menos eu gostei. Sou suspeita, sou fanática pela série Millennium.

Mas isso só transformava a coisa numa expectativa maior, até porque é dos poucos filmes que vi com tão pouco tempo de distância de devorar o livro. Por norma, as adaptações, para mim, ficam sempre àquem, excepção feita para esse clássico, o melhor filme de sempre, E Tudo O Vento Levou. O livro não é tão apaixonante. O Rhett Butler não se cola a nós como no filme e a Scarlett não tem uma aura tão deliciosamente gaja como a da Vivien Leigh. Mais uma vez a minha objectividade é algo toldada, já vi o Gone with the Wind mais de 10 vezes.

Regressando aos suecos, grosso modo aprovado. A totatlidade do livro era impossivel reproduzir nem mesmo em 152m. de duração. Tirando 1 ou outro momento, quem não leu consegue acompanhar a intrincada ligação inter-personagens.

A Lisbeth está IGUAL à que eu imagino do livro (os pelos nas axilas eram dispensáveis, não?). É a personagem que mais "real" se conseguiu extrair do manuscrito. Credito para a actriz Noomi Rapace, que está absolutamente colada à sua personagem e não deixa espaço para dúvidas. O filme, apesar de longo, e com paisagens frias suecas como pano de fundo não cansa, está sempre lá a duvida, o "e agora". Para quem leu, com menos peso.

A violencia existe, no contexto certo. Custa a superar uma cena. Mas facilitaram na 1ª violação, não recorrendo ao método usado no livro. Menos mal, não vem prejuizo ao mundo.

No entanto, falta:

- a dimensão da importância da ideologia nazi na desagregação da familia Venger (não esquecer porque Henrik foi ostracizado pelos irmãos...) e não apenas expor que havia uns maluquinhos na familia que eram Heil Hitler;

- a anulação total da Erika Berger e ausência da relação tão própria com o Mikael. Não se percebe. Mesmo numa optica de redução de personagens para tornar a narrativa mais fluida (vide a menor intervenção da Cecilia Venger, a nao existencia da Anita Venger e a lacuna no papel que a mãe da Harriet e de Martin teve naquele mundo paralelo), a Erika tem um peso grande no contexto pessoal do Mikael.

- a vertente Papa Gajas do Mikael não existe. Tira-lhe carácter. Faz parte daquele personagem ser assim. Fica reduzido a um jornalista de uma revista (á qual nem se dá grande destaque nem a relevancia que tem na tomada de decisao do Mikael em termos de trade off com o Grupo Venger) entalado numa cilada e que se deixa obcecar pela historia principal. Mas ele é um ser carismatico a quem nao se resiste... Isso, nao está lá!

- alguma intensidade negra que rodeia a invstigação, a qual se faz às claras, sem nunca ter havido uma tentativa de "camuflar" sob outros pretextos

- fio condutor ao final. Percebem-se as manobras da Lisbeth mas porque li o livro... Gastar 5m a explicar como ficou loura e com mamas e o porquê nao custava nada.

- a menção aos móveis IKEA (LOL).

Não quero parecer uma critica chata, tipo daqueles que ninguem gosta de ler (e que provavelmente só vão ver o filme porque é sueco), gostei do filme mas vou contaminada pelos livros e além do mais a companhia era boa.

Venham o Millenium 2 e 3