terça-feira, 30 de março de 2010

Desabafo pós dia mete nojo!

"(...) porque aquele vazio q sentia dentro de si não desaparecia nunca. Como se na realidade não pertencesse a nenhum sítio e a nenhum lugar."
Isabel Stilwell
Anda uma pessoa a ler livros sobre rainhas e princesas de tempos idos e depara-se com um estado de espirito que parece que foi escrito a pensar em si.
Desejosa que chegue 5ª feiraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

segunda-feira, 29 de março de 2010

Perdoai a quem vos tenha ofendido, levado a sério

Apesar da minha tendência anti-clerical, ou exactamente por causa dela, não me tenho manifestado sobre o tema "quente" que volta a abanar os alicerces do Vaticano. Depois de muito pensar (às vezes dá-me pra' isso) achei que manter a distância sobre o tema era dar azo à discriminação positiva. Pior, era ter complexos e equiparar o meu não catolicismo ao triste espectáculo que a igreja católica tem vindo a permitir.

Não consigo imaginar o que os católicos de bem podem sentir, no âmago da sua fé, ao assistirem à sucessão de casos e casos de comportamento desviante e abjecto dos seus representantes. Não só os actos em si são inqualificáveis e dignos de ida directa para o calobouço até ao fim da vida dos abusadores; não só há vitimas que nunca mais superarão a humilhação que lhes foi infligida; como os criminosos actuavam com base na confiança que a batina lhes conferia junto das suas comunidades e em claro abuso de poder.

Portanto, se eu fosse católica desconfio que me sentiria traída, magoada e triste pelas vitimas, envergonhada por quem manchou os simbolos da minha fé. Acho eu!


Se eu fosse católica (que não sou, reitero, a bem da transparência; mas tenho uma coisa chamada de valores) quereria que estes reais filhos da puta fossem devidamente punidos pelos seus actos e restaurar à igreja o seu papel como agente de religião.

Curiosamente, as manifestações dos católicos (que não são nem clero nem vitimas ou família de vitimas) têm sido inexplicáveis, ainda que não me surpreendam. Ao silêncio mudo e quedo, ignorando a questão, há outros que falam de conspiracões ou, melhor, que a igreja é atacada sem dó mas ninguém comenta o que se passa no seio das comunidades muçulmanas, por exemplo.


A primeira atitude é vergonhosa, sobretudo porque quando o tema lhes afecta o código moral, como o aborto ou o casamento gay, não há palavras nem ódio que os trave. Quando se trata de pedofilia praticada pelos seus padres, bispos e afins, já piam todos de fininho e assobiam pro' lado, como se não fosse nada com eles. Devo dizer que, na minha opinião, pedofilia perpetrada em instituições religiosas por membros da igreja é um assunto que lhes diz em TUDO respeito vs. o aborto que outras pessoas façam ou as escolhas sexuais de terceiros.

A segunda atitude seria patética se a questão não fosse grave. Que há pedófilos em qualquer lado, infelizmente, sabe-se, mas isso é desculpa para que eles existam na igreja católica? E tantos? E impunes? E sendo a igreja católica tão rápida a criticar as atitudes dos outros não devia ter mais cuidado com as suas criminosas abóbodas de vidro, antes de arremesar as pedras?

Por outro lado, não sabemos o que se passa nas outras comunidades religiosas mas isso não implica que se justifiquem os desvios dos padres católicos. Talvez não encobrir criminosos mas sim procurar as razões para este cenário escabroso fosse mais inteligente: os pedófilos tornam-se padres sem que ninguèm perceba? Depois de ser-se padre, a pedofilia torna-se normal? E como convivem o catolicismo e a pedofilia aos olhos daqueles que viram a cara? Vezes sem conta.

Todas as minhas ideias sobre este tema saíram reforçadas com este assaz ilustrativo comentário do Padre Feytor Pinto:
"(...) Ao bispo não compete "denunciar" aqueles que prevaricam. (...) Um pai nunca pode denunciar um filho. Um bispo nunca pode entregar um padre ou um fiel à policia."
A lógica aparenta ser indestrutivel. Tristemente.
Mas este discurso bafiento, promotor da "cegueira" e da manutenção do status quo de violência intramuros, se há de facto 1 deus, que tenha misericórdia destas almas. Elas bem precisam.

sábado, 27 de março de 2010

Eu viciada me confesso...

Tinha prometido não ampliar a falta de espaço na divisão chamada de escritório com mais livros, mas foi mais forte que eu.
Assim, pequei e pequei novamente, sem vergonha nem pudor (até porque não acredito no conceito, logo posso abusar à fartazana que não sou acometida de achaques).
Comecei primeiro com "A Rainha Branca" da Philipa Grey e com o "Futuro da América" de Simon Schama (sobre a identidade dos EUA como Nação e sobre o seu lugar no mundo). Fraquejei.
E hoje, nova descida ao vicio. 3 vezes ... "D. Amélia", Isabel Stilwell; "Solar" o novo livro do Ian McEwan; e, para desanuviar a mente e ler nos 15 minutos diários casa-trabalho e trabalho-casa, "A Fada do Lar", Sophia Kinsella (vá, uma miúda tem que se rir).
Como o Rui Veloso disse, de uma forma bastante prática, numa belíssima entrevista à Playboy, quando se compra livros compra-se a ilusão de ter o tempo para os ler.
É uma grande verdade. Mas há ilusões piores e, aparentemente, já as gastei todas.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Wanna fight?

Com o PSD em campanha, outra vez, e com as mesmas frases batidas (era bom enfiar lhes ja rolha de uma vez) ... 


No rescaldo de FC Porto que enfiou a bela da viola no saco -3 vezes- e deixou rasto de vidros partidos e pedras pelo caminho (não fossem perder-se do Algarve ao norte bastando seguir o rasto do baixo nível e da grunhice) ... 


Houve uma outra sessão de tareia que deu que falar. O Violador de Telheiras teve um encontro de "pe na orelha", na cadeia, tendo ficado amolgado. Não, não foi com o Bruno Alves que ele se encontrou a caminho do chuveiro, mas com esse pilar da acefalia, o líder da extrema direita portuguesa.
 

Confesso que prefiro falar de fantasmas a falar do sr. Machado e outros que tais. 


Eu já dizia de uma ex colega de trabalho que a burrice era um perigo. Mantenho que ela era burra, felizmente pra mim esta longe para ser ou não um perigo (e a verdade e que hoje a senhora e directora de recursos humanos, doce ironia!). 


Mal comparado, e o que se passa com os senhores das Doc Martens, músculos e atrofia cerebral. A estupidez pode ser mt perigosa. E só lhe dou tempo de antena porque de repente o sr. Machado passou a heroi, praticamente e como acho que "admirar" ou "simpatizar" com o que skinheads façam e um distúrbio, eis a minha indignação. 
 

Como se sabe, bater num violador e tratamento standard para o criminoso recem chegado a cela. E regra da prisão. Nenhum outro neste Portugal,  que tenha levado o enxerto da praxe passa a noticia.


Neste caso, a história apenas se transforma em noticia porque foi um criminoso mediatico a assumir a tarefa grandiosa. Não seguramente pelo zelo as vitimas (será difícil ao sr. Machado aferir do grau pureza da raça das vitimas para as defender de modo convicto). 


Eu diria mais que... talvez tenha sido pela publicidade. Arrear num gajo socialmente detestável aos olhos do comum do tuga, e logo de seguida passa-se a ser o Rei da Selva. Apesar de ser o mesmo gajo que não se importa de matar a biqueirada todo aquele que não descenda de Viriato, no minimo. O zénite da coragem num só cretino.
  

Mas, va, dêem-lhe uma medalha no dia 10 de Junho, dia da pátria. Era perfeito.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O meu Ovo de Colombo

A terapia é uma coisa fabulosa.
Não sabia o Freud o quanto esta porra lhe podia vir a render e teria patenteado a coisa e os herdeiros dele fariam inveja aos do Michael Jackson.
Hoje foi dia de psicanálise e a esta vossa Loura que até nem é burrinha, como certas almas desprovidas de consistencia gostam de apelidar, descobriu per si, como se uma lâmpada aparecesse ao lado da minha cabeça, se fosse banda desenhada, que oscilo entre o enfado e a apatia.
Euzinha cheguei a esta conclusão. Estou muito orgulhosa de mim.
E, pronto, é isto.
Ou vou ser um génio incompreendido com reconhecimento a posteriori ou estou LIXADA de Viana do Castelo a Vila Real de Santo António.
That's all folks.

quarta-feira, 17 de março de 2010

onde se compra bom aspecto?

Se há coisa que eu gostava (para além da casa de praia algures no Brasil e não ter que trabalhar) era chegar ao fim do dia minimamente com bom ar.
Não peço ter o aspecto saudável-chique-blasée género Giselle Budchen nem sequer ar de quem saiu do cabeleireiro / spa / tratamento de botox, mas é deveras frustrante sair de casa de manhã de banho tomado, cabelo aprumado e cheiro de perfume acabadinho de pôr para, findo o dia, parecer uma sopeira. Só falta a permanente.
Atente-se ao dilema.
A maquilhagem desapareceu lá pela hora de almoço. O esforço madrugador de creme hidratante, pré- base, base, anti olheiras, pó translúcido, sombra, pó bronze, blush, rimmel e gloss resulta, com o passar das horas numa... como dizê-lo, uma bela merda. Nem os retoques (quando me lembro de que estou mesmo com ar de quem ficou sem pinga de sangue) me salvam. A aparente subtil passagem de pó bronze e blush, em vez de contribuir, agrava o caos: mais pareço gaja de cabaret mal pintada.
Pelo meio, há papeis com provas de pó e base que vêem agarradas às mãos, sendo que estas se esquecem dos contos de reis que gasto na porcaria da maquilhagem. Ando sempre a mexer na cara e faço um chavascal total. Se houver verniz de tom encarnado, nas suas 549 variantes, fica o serviço completo: são riscos no caderno que mais parece brincadeira de criança com lápis de cera.
Lindo, lindo é sujar as desgraçadas das pastas imaculadamente brancas da empresa mesmo antes de reuniões e sentir o olhar de desprezo do macho do estaminé, banzado com o desplante do verniz (e com todo processo de embelezamento, a bem da verdade, que na minha pessoa devia ser banido, de acordo com o próprio).
Se isto já era mau, piora.
Pela fresca, ou vejo muito mal (Dr. João Pinheiro faz favor de me devolver o "guito" da operação) ou a roupa, dentro do possível que a embalagem permite, cai bem. Às vezes um bocado amarrotada, mas tem dias e temos pena, mas no global a coisa vai com ar asseadinho (graças a deus) e até pareço uma pessoa responsável. Vai-se a ver, nada disso. A camisa insiste em sair das calças, os collants estão sempre a cair, as túnicas tornam se menos compridas e agarram-se ao corpo, os brancos perdem a cor branca!!! e tudo resulta numa grande confusão e com aspecto a atirar pró vulgarucho.
Ar sofisticado, zero. Fica um modelito pavoroso que faria a Rachel Zoe desmaiar de espanto (e de fome, ao que consta).
Para aumentar a confusão, o cabelo que saiu liso e fantástico (graças aos milagres da técnica e ao Edi, o cabeleireiro que me salvou a melena da desgraça), começou a ter vida própria e a franja que insisto em ter, apesar de me ficar tão bem como um bikini, teima em posicionar-se como qualquer coisa que não uma franja. E sai do sítio, irrequieta como o demo, a grandessissima cabra.
Por esta altura, já esta tudo lixado com "F" grande. Como ando de transportes públicos, também caminho muito a "penantes" (e a acelerar não o mundo acabar). Dado que ando sempre carregada que nem mula (carteira do Sport Billy em que cabe desde perfume, sandes, óculos, telemóveis, livro, moleskine, revistas) transpiro no vai-e-vem de sobe escadas do metro, atravessa a avenida, vai do saldanha ao campo pequeno, já a cair com o peso de tudo o que trago (há dias que pareço mendiga!) e estou sempre com calor, como se tivesse saído de 2 horas na passadeira. Juro, qualquer dia ninguém se senta ao meu lado no autocarro.
Portanto, de regresso a casa, não faço desvios porque estou imprópria. Como começo a bocejar às 3 da tarde, os meus olhos, gradualmente, ficam encarnadissimos. O ar irrespirável, pesado e abafado do escritório, com ventilação, agrava a sinusite e consequente dor de cabeça, ou seja, fico com um ar pálido, adoentado, cansado e, sejamos honestos, verdadeiramente mete nojo. A indumentaria apropriada para este estado: pijama.
Aquela coisa do sair do trabalho e ter um ar esplendoroso enquanto se bebe um copo antes do jantar só em revistas ou filmes. Tornar me minimamente gira às 8 da noite é uma tarefa demasiado árdua e impossivel. Admiro quem consegue ser naturalmente impecável e ainda ter espírito para estar bem à noite, de semana, depois da labuta. Mesmo que o conceito de trabalho seja "possivelmente" diferente, não custava nada ter outra vidinha do que esta de aspecto andrajoso.
Ser gaja pode ser mesmo uma treta.

segunda-feira, 15 de março de 2010

3 coisas que não entendo!

Passou-se mais um fim de semana. Desta feita com Congresso do PSD e Moda Lisboa.


Ao primeiro escapei incólume e contentinha por assim ter sido. Já não há neurónios que aguentem. Ao segundo, também não fui nem vi. Certamente mais interessante que o primeiro, mas também deve ser preciso ser militante. Grosso modo, sobrevivi a dois eventos sem quase me lembrar que eles existiram. Mas como o vox populi todo apregoa, feliz por estar sol (é mais feliz por secar roupa, mas enfim!).


E chega 2ª feira sempre chatinha como de costume, com aquela vontade de virar para o outro lado e adormecer para longe do escritório aborrecido e acordar na mais fantástica esplanada, com chá verde, livro na mão e óculos de sol que dizem "Não estou cá! Encerrámos para curtir a vida"!


No vai-e-vem do inicio da semana, 3 singelas duvidas assolaram a moleirinha esturricada. Ei-las:

1) porque raio as recepcionistas ou as meninas da Prosegur / Securitas que nos atendem nas centrais telefónicas dos escritórios (onde se alojam dentistas, empresas, entidades publicas, ginecologistas) têm que perguntar TUDO ao pormenor sobre quem somos, porque ligamos, de onde conhecemos o "sr. doutor", qual é o assunto? Quem lhes deu formação, a MOSSAD????


É que são mesmo chatas, levam a sério o questionário Big Brother e não desarmam mesmo perante o argumento mais crível de "acabou a conversa, ó melga": «é pessoal».

- "É pessoal, uhm, mas é sobre o quê?" [começo a hiperventilar]
- "Ouça, se é pessoal é só com a pessoa X."
- "Mas ele conhece-a? Sabe do que se trata?"
- [já sem paciência e a bufar mentalmente] "Sim, sim, conhece-me."
- "Mas é de alguma empresa?"
- "Não, é pessoal, é um tema particular, entende?"
- "Mas é amiga dele? Qual é o tema"
- [já em modo assassino] "Diga-lhe o meu nome, ele sabe do que se trata."
- [com modos importantes de quem domina o poder do PBX] "Eu vou transferir mas sem assunto, duvido que atendam a chamada. Se me disser o que é, consigo passar..." [fica no ar uma putativa tentativa de chantagem]
- "É P-E-S-S-O-A-L!!!!" [grandessissima mula que me tiraste do sério].


Obviamente, só em 20% das situações conseguimos chegar à pessoa. Mas somos vetados de propósito. É pura maldade. Mandam 1 email a dizer que ligou a pessoa que somos nós, metem pelo meio o telemóvel e pra' castigo, juro, não nos passam o telefonema.


Ou isso, ou é mentira que o país seja pouco produtivo POIS NUNCA NINGUÉM ATENDE O TELEFONE E NÃO DEVOLVEM CHAMADAS. Só gente importante. Com recepcionistas eficientes (lembro-me de mais adjectivos mas não lhes vou chamar coisas feias!)



2) porque é moda ter carros que se assemelham às carrinhas frigorificas ou ás ambulâncias? Quanto maior o carro, mais branco ele é. Anda tudo a voar no Skip? Carros brancos são pavorosos, mas aparentemente hoje em dia mede-se o nível de dinheiro / status / gosto por ter 1 carro branco. Significa que se é branco, é recente e se é recente é porque não se está na lista do desemprego (quem é que vocês julgam que compram carros? As empresas...)


Ou isso, ou é cromo da bola sempre atento ao que melhor se faz em termos estéticos. Ou o pato-bravo a quem não basta ter o Q7 ou o X6, carros já por si discretos, mas há que tê-los em branco, para esmagar a inveja do vizinho lá em Telheiras e chamar a atenção às babes à porta do BBC. Ao andar a pé em Lisboa, ninguem diria que estamos em crise. Podem parecer mais poupadinhos com a opção pelo carro estilo Combi da LG, mas a quantidade de viaturas alvas é um abuso.


Até 1 carro A4??? Está tudo doido? (pergunta de retórica)



3) Como é que às 20h não TINHAM sobrado Cupcakes no Campo Pequeno, alguém me explica? Nada, niente ... 3 ou 4 amostras de mini cupcakes... Hello, e quem precisa de doces para amainar a ansiedade???



Vai ser uma semana muito longa...


sábado, 13 de março de 2010

Chamem-me jacobina a ver se me rala...

enquanto contribuinte para a câmara municipal de Lisboa, aviso já que me recuso a pagar 1 centimo que seja para o altar a beira rio plantado do Papa. NÃO PAGO, ok antonio costa? Livrai-vos alminhas da praça do município em terem a lata de dar para esse peditório.

Que o chefe do estado do pais Vaticano venha a Portugal e leve o mesmo nível de tratamento que outro qualquer chefe de estado merece (se recebemos o chavez e alguns presidentes africanos, tenho que engulir estes sapos, enquanto pagadora de impostos) acho aceitavel e o protocolo diplomático que faca o seu trabalhinho.

Agora, se a visita e bigama e vem também o chefe da igreja católica, agradeço que seja a mesma a bancar a festarola e não o erário publico na medida em que o estado e laico e nem todos vão a festa (ou sequer a querem). Ponham la o altar multimédia, gerem la o caos na cidade a bem da liberdade de associação religiosa, e porque certamente será especial pra quem e católico ... mas paguem a conta no fim, ok?

Deve sobrar uns trocos depois das indemnizações as vitimas dos padres pedófilos.

CML, estou de olho em vocês. Não se deixem pressionar pelos incomios de jacobinos, proferidas pelo vereador do CDS. Ele que pague do seu bolso como bom católico que certamente será.

I'll be watching you e ando de mt mau humor. Avisados?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Os "It" parfums






Dizem os experts (já não me recordo quem) que umas gotas de perfume, inusitadas, a qualquer momento do dia, põem a pessoa mais bem disposta porque o olfacto, estimulado, liberta umas hormonas quaisquer de boa disposição.



Pois sim, será certamente publicidade mas que se lixe!, eu acho que resulta e lá ando eu com o frasco do perfume atrás. Às vezes de 100ml. o que é sempre 1 peso porreiro para se trazer na mala.



Como hoje não parou de chover; é 2ª feira e custa sempre mais a "arrancar"; o resultado dos Óscares roça o miserável; estou sozinha e este FdP do portátil, mais incompetente e lento do mundo, não me faz companhia, apenas mina a minha sanidade mental... lembrei-me de dar perfume com os "It" Parfums, ou seja, os meus... ou melhor, os que estou a usar com mais frequencia nos ultimos tempos.





São ambos FABULOSOS, deixam uma pessoa inebriada com o aroma em seu redor. Modéstia à parte, escolhi-os bem...


No que toca a perfumes, sou uma fácil... é consoante o estado de espirito!!! Estes fazem o serviço lindamente nestes dias conturbados de chuva e vento na cabeça.



Mas se querem mesmo uma coisa boa para animar os espiritos mais inquietos, aqui vai uma amostra. A mensagem devia ser uma crença! Dia 15, vai ser ao delirio!




Happiness is an attitude. Enjoy.


domingo, 7 de março de 2010

Quando não há inocentes...

Ser chamada de gorda, sempre que há oportunidade, pelo nosso mais que tudo pode ser considerado bullying?
Apesar de não andar na escola, sou alvo da crueldade de outrém, o qual já devia ter idade para ter juízo. E ter receio pela sua preciosa colecção de CDs visto eu conhecer o conceito de vingança e saber onde mora o "agressor".
Em miúda, era o estereótipo estampado de alguém a quem o bullying lhe ia cair em cima. Então veja-se: claramente com peso a mais (eu e a minha mania de ser coerente, ao longo dos anos), aparelho nos dentes, óculos e boas notas. Mesmo a pedi-las, não?
Há 20 anos o bullying já existia. Mas éramos a geração do "Dartacão" e do "Agora, Escolha", caramba. Os miúdos eram muito mais inocentes. Mesmo quando eram maus. Os apalpões constantes nos corredores não davam azo a processos de assédio nem nos faziam sentir humilhadas. Hoje serão condenáveis, proibidissimos e mesmo assim as miúdas devem ser as primeiras a porem-se a jeito. Na altura, podíamos responder com um belíssimo e sonoro estaladão.
Os comentários de gozo excessivo, os empurrões nas escadas e mesmo as agressões que aconteciam eram geridos como algo natural no contexto de hormonas em crescimento e mentes tolas ainda a sair da infância e a tentar perceber a dinâmica de grupos.
Tudo o que me tenham feito de mal, sinceramente, já nem me lembro. Aconteceram, certamente mas não deixaram mazelas. Naqueles anos, apesar de ser um alvo fácil, tinha uma surpreendente capacidade de encaixe para relativizar as coisas e nunca tive medo de ir para a escola (era mais sábia e destemida aos 12 anos do que hoje, extraordinário!).

Por um lado, anos de botas ortopédicas e o correcto ensinamento doméstico, tornaram-me profissional da canelada. Por outro lado, o ambiente familiar de afago ao ego, não me fazia sentir frágil mas especial. Por fim, e muito honestamente, olhava para os agitadores de serviço, os provocadores desalinhados, com algum desdém não intencional. Sentia-me mais inteligente, melhor que a média dos meus colegas e isso dava-me um "colchão" de superioridade que amortecia as pancadas e que levava à indiferença (visto ao dia de hoje, é irónico: até parece que o Q.I. me tenha sido particularmente útil na vida adulta!).
Todo este pedaço egocêntrico vem a propósito do Menino do Tua, história que, para lá da miséria da inenarrável Comissão de Inquérito, de facto tem importância no caos deste pais. Chegar aquele ponto (para tomar a decisão de deixar o rio levar a dor) é de um desespero brutal (sei e nem o discuto). Numa criança de 11-12 anos é extremista demais. Ninguém reparou naquela situação limite?
Que pais são aqueles que não viram o sofrimento do filho e que não tentaram perceber o que se passava? Porque não lhe incutiram força e, ao mesmo tempo, lhe davam uma sensação de protecção? Todos temos mecanismos de reacção diferentes, mais ou menos resilientes. Parte da nossa formação contribui para esses mecanismos ganharem força. Faltando base de apoio, nem todos podem ser heróis ou sobreviventes.
E que professores inconsequentes não perceberam o que se passava e não lidaram com o assunto? As agressões que aconteciam na escola eram sancionadas por quem? Alguém se preocupou com alunos á responsabilidade da instituição assim que atravessam os portões? O ser professor é só fazer greve e andar em manifs?
Os outros colegas e amigos, que sabiam do que se passava, não reagiram? Não contaram a ninguém? Acharam que era normal e assistiram em silêncio, esperando que o tempo enterrasse as provas deste quadro, e não lhes calhassem represálias? É isto que lhes é ensinado?
Quanto aos agressores, que espécie de indivíduos andam os pais a fabricar? O que explica o nível de perversão e maldade destas crianças, que distinguindo bem do mal não sabem ou não querem parar? São alimentados a mata ratos, enquanto crescem?
Todos falharam. E neste momento, outros tantos estão a falhar. Em vez do luto pelo Menino do Tua, todos que agora o choram, deviam fazer luto por si mesmos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A minha vida dava um programa de TV piroso

A minha terapeuta comparou a minha vida aos Jogos Sem Fronteiras. [pausa para que se riam]
True story!
Penso que o fez sem maldade mas foi mesmo assim. De repente imaginei-me vestida com um fato de espuma, a tentar subir uma corda imaginária no meio de uma piscina, rodeada de outras pessoas com fatos também de espuma, e a ouvir uma voz entusiasta "Aí vai Mónica, bastante rápida na subida, certamente arrecadará importantes pontos para a sua equipa. Força Mónica... ah, Mónica caiu na piscina. Nesta prova não ganhará pontos. Mónica, esse pequeno pais perdido na Europa, sem identidade definida, está em ultimo lugar". "Passemos agora à prova de San Marino". E sem termina o Eládio Clímaco a descrição da minha existência.

Pelo menos não fui comparada ao Dallas. Demasiado drama e chumaços para que eu aguentasse.
Chegada a casa, ainda com a musica dos Jogos Sem Fronteiras nos ouvidos, a pensar se estarei menos deprimida do que estava há 6 meses, tento confortavelmente ver um DVD, desta vez na sala, algo inovador. Estava convencida que seria hoje que iria conseguir derrotar o aparato tecnológico da tanga que o dono da casa instalou.
Portanto, tínhamos 1 TV, 1 leitor de DVD e o DVD propriamente dito + 2 comandos. Claro que está, havendo gajo cá em casa, inventou-se um mini comando cuja existencia ainda não descobri para que serve, mas que com 5 míseros botões (um deles, o ON) destroi qualquer réstia de boa disposição que sobreviva a quinta feira.
Como se fosse um prova dos Jogos Sem Fronteiras, tinham-me explicado, como se fosse muito burra, que era ligar a TV, inserir o DVD no leitor e clicar no botão com numero 2 do maldito mini comando. Fácil, não? Tão fácil que ao fim de 30 minutos optei pela minha TV, pelo meu básico DVD de €90 comprado na Worten e escrevo-vos da cama. Desisti do irritante comando que liga não sei o quê ao XPTO do DVD com as colunas espalhadas por toda a sala. E nós é que somos complicadas... pois, sim, homens, botões e gadgets, pior que os meus relógios fáceis de usar ou carteiras sem mistério.
Mais vale ser o Eládio Climaco e só ter que fazer um sorriso pepsodent.
Conclusão, fui outra vez à piscina. Para gáudio do espectador lá em casa, animado com estas figuras de parvo que se fazem nos Jogos Sem Fronteiras.
O que vale é que o piroso do fato de espuma me deixa boiar.

terça-feira, 2 de março de 2010

ser benfiquista...

é ter que aturar as CRETINICES do Sr Rui Oliveira "Estatiscas" & Costa em directo e não lhe saltar às trombas com toda a veemência.
Se há gajo faccioso, anti-benfiquista e insuportavelmente mal educado com aquele ar cínico e viperino é aquela figurinha do Trio d' Ataque.
Nós, de Glorioso ao peito, estamos habituados, sobretudo este ano, que damos por fim show de bola, aos mais variados impropérios: andor, cavalitas, regras de jogo especificas para o David Luís, árbitros que beneficiam, de TUDO! Somos a pior coisa á face da terra depois da AlQuaeda e das orcas assassinas aprisionadas em parques aquáticos.
Mas aguentamos com soberba indiferença (leram bem, e reitero, soberba indiferença) porque independentemente de anos maus (mas mesmo mtº maus) sempre fomos Benfica. Logo, num ano em que se espalha magia, só orgulho e alegria explica o que é ser Benfica.
Mais triste que ser de outro clube que não o Glorioso, é ser-se de outro clube mas ser-se obcecado pelo SLB. A mim dá-me igual que exista o Sporting ou o Porto ou o Leixões ou o Nacional. Tem que haver outros clubes para se jogar, mas quero lá saber o que se passa na casa dos outros. E isto é mt recorrente lá para bandas de Alvalade. Fica-lhes mal mas é já uma tradição e não há estrutura mental colectiva para mudar a coisa. Deixá-los!
No topo da cereja destas más figuras, está o Sr Rui Oliveira & Costa que me dá vontade de bater na TV (o que me levaria certamente para o hospital pois o dono da TV bater-me-ia em seguida!) e baixar-lhe aquela crista de frango de aviário.
Não há pachorra para má educação do bicho! Irra

No escurinho do cinema...

Com mtª pena minha, cada vez vou menos ao cinema. Durante a semana é cansativo; e como prefiro ir sozinha, quando se chega ao fim de semana ou é complicado logisticamente ou impossivel (domingos, inverno, chuva = pijama e cama)


Apesar de não bater recorde do ano passado, em que vi TUDO que estava a Óscar e vi os òscares live toda a noite sem dormir (tempos de relativa paz na minha vida), este ano, apesar da balda generalizada, mesmo assim consegui um score relativamente jeitoso.


Eis as minhas opiniões, caso não tenham mais nada que fazer:



Actor in a Leading Role
Jeff Bridges in “Crazy Heart”

George Clooney in “Up in the Air”: Muito bom, está no ponto mas há o Colin, e desde do Mr. Darcy que sou uma «gaja de Colin» ...

Colin Firth in “A Single Man” : não vi mas alinho pelo diapasão generalizado de que está imbativel; será a consagração de 1 dos meus all time favourites

Morgan Freeman in “Invictus” : irrepreensivel

Jeremy Renner in “The Hurt Locker”




Actor in a Supporting Role
Matt Damon in “Invictus” : por fim, "ganhou-me"
Woody Harrelson in “The Messenger”
Christopher Plummer in “The Last Station”
Stanley Tucci in “The Lovely Bones”
Christoph Waltz in “Inglourious Basterds”: F A B U L O S O, o Óscar tem mesmo que ser dele. Em todo o filme, está bem.




Actress in a Leading Role
Sandra Bullock in “The Blind Side” : surpresa total, dava-lhe o Óscar
Helen Mirren in “The Last Station”
Carey Mulligan in “An Education” : o filme vive dela, da força da sua destemida e determinada personagem. Gostei muito da expressão, da segurança, do olhar. Tudo está bem nela
Gabourey Sidibe in “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”
Meryl Streep in “Julie & Julia”: brilhante, como costume


Actress in a Supporting Role
Penélope Cruz in “Nine” : thumbs up... gostei muito
Vera Farmiga in “Up in the Air”
Maggie Gyllenhaal in “Crazy Heart”
Anna Kendrick in “Up in the Air”
Mo’Nique in “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”


Directing
“Avatar” James Cameron: inovação high tech bem feita; nao para òscar
“The Hurt Locker” Kathryn Bigelow
“Inglourious Basterds” Quentin Tarantino: simplesmente genial, duvido que a Academia se deixe ceder ao estilo «tarantinesco» mas é brilhante o modo como o realizador leva o filme a "jogar" com o espectador e como os actores são levados a entrar no jogo
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Lee Daniels
“Up in the Air” Jason Reitman - adorei o filme, a leveza com que nos passa pelos olhos.


Best Picture


“Avatar” James Cameron and Jon Landau, Producers : para além da qualidade tecnlogica e da mensagem subjacente, a história é em sim algo infantil e fácil. Demasiado favorito

“The Blind Side” Gil Netter, Andrew A. Kosove and Broderick Johnson, Producers : parecia algo cliché mas não é: a partir de histórica veridica, é um filme mais emotivo e de mensagem positiva. Chorei que me fartei. Bem realizado, com personagens nucleares consistentes, um "SJ" fantástico, um "Michael" denso e uma dinamica familiar bem desenhada, dificilmente ganhará o Óscar.


“District 9” Peter Jackson and Carolynne Cunningham, Producers


“An Education” Finola Dwyer and Amanda Posey, Producers : vale o dinheiro, é um esforço digno de uma história para contar; boa cenografia e guarda roupa.


“The Hurt Locker” Kathryn Bigelow, Mark Boal, Nicolas Chartier and Greg Shapiro, Producers : não vi mas filmes de guerra (na versão combate) não são a minha praia.



“Inglourious Basterds” Lawrence Bender, Producer: já ganhou (não me parece que a academia o faça mas é MAIS DO QUE MERECIDO... o filme é brutal)


“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Lee Daniels, Sarah Siegel-Magness and Gary Magness, Producers : acho que a historia é demasiado lamechas á cabeça, deve ser mesmo de fazer chorar as pedras da calçada e com a Mariah Carey... uhm, muitas duvidas! nem arrisco, logo vejo em dvd ... ou não


“A Serious Man” Joel Coen and Ethan Coen, Producers


Up” Jonas Rivera, Producer : não vi mas é um feito, vou ver em DVD. Certamente é merecido estar aqui


“Up in the Air” Daniel Dubiecki, Ivan Reitman and Jason Reitman, Producers: se não ganhar o Inglorious Basterds, que seja este.


Vou tentar ver a noite dos oscares... sobretudo porque o duo Baldwin-Martin, depois do divertido e inteligente It's Complicated, até promete.


Bons filmes!




segunda-feira, 1 de março de 2010

«If», Rudyard Kipling

If



If you can keep your head when all about you

Are losing theirs and blaming it on you;

If you can trust yourself when all men doubt you,

But make allowance for their doubting too;

If you can wait and not be tired by waiting,

Or, being lied about, don't deal in lies,

Or, being hated, don't give way to hating,

And yet don't look too good, nor talk too wise;



If you can dream - and not make dreams your master;

If you can think - and not make thoughts your aim;

If you can meet with triumph and disaster

And treat those two imposters just the same;

If you can bear to hear the truth you've spoken

Twisted by knaves to make a trap for fools,

Or watch the things you gave your life to broken,

And stoop and build 'em up with wornout tools;



If you can make one heap of all your winnings

And risk it on one turn of pitch-and-toss,

And lose, and start again at your beginnings

And never breath a word about your loss;

If you can force your heart and nerve and sinew

To serve your turn long after they are gone,

And so hold on when there is nothing in you

Except the Will which says to them: "Hold on";



If you can talk with crowds and keep your virtue,

Or walk with kings - nor lose the common touch;

If neither foes nor loving friends can hurt you;

If all men count with you, but none too much;

If you can fill the unforgiving minute

With sixty seconds' worth of distance run -

Yours is the Earth and everything that's in it,

And - which is more - you'll be a Man my son!

contrariando o vox populi...

que me acusa, com ou sem razão, de só dizer mal, aqui vai um post a elogiar o belíssimo trabalho da Daniela Ruah na série cujo nome não decorei.

Vi ontem pela primeira vez. Não é nada de inovador, tem muitos aparatos tecnológicos mas vê-se. O LL Cool J tem piada e dá acção à coisa. No entanto, e sem qualquer patriotismo tolo, que não pratico, a Daniela Ruah destaca-se.

É gira, fala bem inglês, tem á vontade, carisma, enche o ecrã e realmente vai muito natural. Prova que sem ser loura, anoréxica e copa D para se ir longe. Basta ter talento. E ser-se disciplinado e não desistir, o que é uma grande lição que a miúda dá.

Acho mesmo, e apesar de só ter visto um episódio, que a Daniela Ruah mete num chinelo muita pindérica que tem a mania que é actriz (ex: Catarina Furtado), além de que, indubitavelmente, está a anos luz das actrizes / actores "promovidos à pressa" que pululam por aí.

Para blogosfera fica portanto os meus parabéns à jovem. Vou continuar a ver a série. Só por causa dela!

Quando se é bom, deve-se dizer "bravo".