quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Como um barquinho de papel...que largo no mar.../ Vai(vou)sem destino /Sem direcção"


A minha terapeuta acha que, quanto muito, posso ser um barco à deriva, mas quase nada fora de rota...

Mais uma vez, a minha proverbial sapiência conseguiu, euzinha, ir mais além neste processo de auto-conhecimento.

É claro como água que eu sou o Tolan dos tempos modernos.

Para a geração dos sub 30, o Tolan era era um porta-contentores Inglês, que se afundou a 16 de Fevereiro de 1980, após ter colidido com o cargueiro Sueco Baranduna no rio Tejo. Após várias tentativas, foi finalmente voltado e afastado do Terreiro do Paço a 2 de Dezembro de 1983.

Ou seja, eu sou um navio grande, virado do avesso e preso a este estado de coisas.

me faltam as romarias de visita como acontecia ao Tolan, marco histórico do inicio dos anos 80 (a vida por cá não era grande coisa, assim meio provinciana).

Por este caminho encontro o meu destino profissional: abro um consultório de psicologia desnorteada. Ou ensino como afastar as gaivotas com mestria.


e ainda há duvidas quanto à força da nossa economia

Ninguem duvida da capacidade inventiva dos Portugueses. Nem pode.
E do olho para o negócio.
Mas a AGA, empresa que prepara um Kit de apoio ao peregrino que seja groupie do Papa, esmerou-se... Eu ainda não parei de rir.
Podem ver aqui o que consta no Kit, o qual de facto tem itens adequados à situação mas o "condutor urinário descartável" é FABULOSO.
Se juntarmos a isto a "vaselina purificada para manter a hidratação", ui... maravilha. E em tempo de escândalo de pedofilia, dá um toque pérfido à coisa.
Com negócios assim, qual falência qual quê!!!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Boas Novas

Às vezes também dá para ser arauto de boas noticias.
(Não me peçam para explicar o que é um arauto porque já tive que o fazer, um dia destes, no escritório e são sempre momentos em que EU me sinto pior dos que não sabem... Vão à Wikipédia!)


Não que as noticias blink-blink sejam respeitantes à minha pessoa (aliás, ainda não descobri como não passei já a um estádio diário de soluços em versão choro compulsivo mas certamente que, com falta de força e anos de desalento, lá chegaremos e em grande estilo).


Todavia, sendo noticias boas relativas a pessoas de quem gosto (muito) afectam-me pela positiva. Não imagino o que seja receber um Omega Speedmaster clássico versão masculina ou um vale-viagem para a Nova Zelândia, mas deve ser muito bom ............. Estas noticias, ainda são melhores.


Comecemos por uma escala evolutiva meramente socio-burguesa mas que permite arrumar os eventos sem prioritizar felicidades alheias.


Uma amiga especial está apaixonada, é correspondida, está feliz e o gajo não tem estilo de estafermo! Pode ser lana caprina mas não é. Quando se gosta de estar numa relação, do conforto de estar a 2 e depois de ter-se levado alguma porrada, encontrar alguém inteligente, interessante, meigo e reciprocamente apaixonado, e essa pessoa ser um gajo (coisa pretendida neste cenário), é obra.


Aliás, arranjar namorado / a nos tempos que correm é quase como estar na lista de espera de uma Birkin. Além de que nunca se sabe o que vem do Ovo do Kinder Surpresa. À moça aparentemente não lhe bateu duas vezes o carteiro à porta, mas a encomenda parece vir em condições, chegou na melhor hora e estão felizes tipo partilhar a mantinha no joelho e cachecol do Glorioso ao pescoço. Esta fase de contemplação tontinha é gira.


Já não há momentos Kodak mas eles mereciam um. Mesmo sabendo de antemão que daqui em diante, bem posso carpir mágoas com o meu muro das lamentações (uma qualquer parede cá de casa) que fiquei sem SMS SOS.


Celebração II: quando tudo parecia perdido, eis que afinal ainda vou ter mais um casamento. Não é este ano, será em 2011 (até lá, há todo um grupo que tem que fazer dieta), mas vou a um casamento, coisa que não esperava voltar a experimentar nos próximos 10 anos.


Entre amigos já casados, amigos que não estão nem aí, amigos que não casam porque a lista de convidados daria para encher o estádio da Luz , amigos que já casaram e agradecem não ter que perder um dia das suas vidas e dinheiro noutra alhada... bom, restava-me fazer novos amigos o que é difícil nesta vidinha inútil casa-trabalho (a ler, sempre; não me meto cá nem com companheiros de metro nem com os taxistas).


Ora, o filho que todas as mães querem ter, o genro que todas as sogras desejam, o namorado / noivo que todas as gajas almejam, o melhor colega de trabalho que se pode ter, vai fazer bungee jumping (figurativo) e dizer "Aceitooooooooooo!".


Apesar ser do FCP, ele é o conselheiro sensato dos piores momentos, o camarada de almoços e lanches, o fã de Xutos, que se vai fazer homenzinho. Estou muito contente por ele(s) e, prometo, Puto, que; a) não vou de escafandro à "boda"; b) não levo a cabra; c) não vou acompanhada do Carvalho da Silva.


E ainda dizem que eu sou uma má pessoa. Vejam lá, o que não faço pela felicidade de pessoas especiais! (perante figurinhas em cima de bolos de boda, já não sei se me conseguirei conter, lamento). Puto, parabéns!!!


E, chegámos ao nascimento, algures em Outubro do meu novo sobrinho /a. Sem mais dados genéticos até ao momento, passaremos a identificar o futuro alvo de mimo como Fábio Ruben ou Bruna Verónica.


É quase um momento "Amigos de Alex".

A pessoa conhece outra, faz uma amizade para a vida, partilha parvoíces e momentos de pura loucura (verdade seja dita, eu era a bem comportada), perde o rasto, re-descobre que passados os anos a força da amizade é a mesma, fica-se orgulhosa dos sucessos que o outro, parte de nós, alcança e, de repente, vou ser tia. Desta vez, pelo menos não morri com uma pipoca entalada, mas o pastel de massa tenra que entretanto comi já teve outro sabor.


Temos, pois, a caminho mais um jovem brilhante membro do Benfica, que assiste da barriga da mãe ao sucesso dos nossos meninos e que quando espernear pela primeira vez na sala de partos, provavelmente, já nem se falará de agências de rating.


À semelhança do meu sobrinho Pedro aka Viriato, já sei que vou estar com esta nova criança menos tempo do que desejaria e será obra socializar: não tenho grande jeito para estabelecer comunicação com seres pequeninos, confesso; eu gosto mesmo é de apertar e dar beijos, coisa que os putos não são propriamente adeptos. Também gosto de dar presentes e vou tentando comprá-los à falta de outra estratégia.

Neste caso, é ainda pior porque há todo um clã Von Trapp materno, habituadissimo na arte de criançar, que vai criar um mundo em que estranhos não entram.

Não sendo de sangue, o Fábio Ruben e a Bruna Verónica já faz parte do meu ser. Não é tão bom?


terça-feira, 27 de abril de 2010

Caderneta de Carteiras



Quem ou me conhece ou, ocasionalmente, lhe dá para ler-me pode já ter percebido que sou doida por carteiras. Doida é uma palavra algo redutora: doente encaixa-se mais no espirito da coisa.

O armário, aos meus olhos modesto, é uma profusão de cores e materiais, desde
a essencial Vuitton, à clássica Longchamp, à massificada Furla, à sóbria Church, aos (vários) devaneios Muu, às contestadas Carolina Herrera, às variadas Massimo Dutti e Miusho, às "nunca falham" Zara, às imbativeis H&M.


Neste caso, como no do copo, o armário está sempre meio vazio. Há sempre espaço para mais uma (mesmo quando as leis da física ditam o contrário) e falta sempre algum tom diferente de castanho.


Se as carteiras fossem cromos, daqueles que contagiaram gajos adultos em corrida desenfreada por craques do mundial 2010, eu diria que precisava de colocar na minha caderneta, pelo menos, os seguintes modelitos:


G Coin Medium Hobo White
Prada Leather Tote White e Prada Leather Tote Brown
D&G LillyBag
Red Extra Large Hermés Birkin



















Como o sonho comanda a vida, acredita-se que é possivel chegar lá.


Porém, 3 amigas que partilham idêntica paixão por carteiras, tiveram a ideia de concretizar em Portugal algo que já se faz por esse mundo fora: através da Internet, alugar carteiras novas de marcas de qualidade e a preços variados, assegurando entrega e recolha.

A Glamorous (http://www.glamorous.pt/) permite também que os membros do clube associado à marca possam vender carteiras que já não utilizam (e cujo bom estado é validado a priori pelas responsaveis). Miúdas, é do melhor.


Para festas, casamentos, baptizados há modelos de clutchs que permitem entrada em grande estilo e fazer a prima espumar de raiva, sem estar a comer Farinha 33 durante 2 meses. Mesmo sendo uma Bottega Veneta.


Para quem tem uns dias de reuniões de trabalho e quer impreessionar, ou vai a uma ronda de entrevistas de emprego e quer sentir-se confiante com uma carteira mais sofisticada, ou somente vai de fim de semana com a cunhada invejosa ou com mulherio piroso, e quer mostrar com quantos kilos de fashion se faz uma canoa, há alguma opção ideal.


Depois há o target das verdadeiramente apaixonadas por carteiras que, por uns tempinhos, têm o supremo prazer de andar de braço dado com o modelo que mais preenche o coração, sem ter que estar um ano sem férias.


As malas são mesmo novas (eu testei: abri, fechei, cheirei, acariciei e abracei uma Birkin côr camel, um pouco petit para o meu gosto). Quem gostava de ter uma carteira deste calibre pode tê-la sem recorrer à contrafacção (com impactos sociais graves para além das implicações legais e económicas).

A Glamorous ajuda também todas as afortunadas com excesso de stock
em casa, que já não usam, e que podem colocar, anonimamente, à venda online no Outlet do site.

Se de repente me virem aninhada a uma Hermés Picotin Lock Coffee TMG, já sabem:

a) não ganhei o Euromilhões (escusam de vir pedir guito);
b) nem vendi os rins e um pulmão;
c) não coloquei o namorado no "prego";
d) nem investi numa estratégia para irritar certas pessoas que se arrogam ao direito de criticar, de forma vil, a minha colecção de carteiras (não têm nada com que brincar, de certeza, então marram comigo como se fosse defeito de personalidade... gente -apenas- estúpida).

... Apenas fui ali ao site da Glamorous e perdi-me no meu desporto de eleição (não reproduzível em cromos). Mas como estas almas salvadoras advogam, "mais vale uma cateira na mão que duas na montra".






estar na moda confortável!!!

Rendida a ser baixa e ao conforto das minhas bailarinas.

O anel, no meio, foi outra paixão.

As mensagens positivas



Mas ainda há réstia de esperança que a vida pode ter um outro lado, bom, preenchido, e desafiante de nós mesmos, ainda que seja um dia...


Basta não seguir a "carneirada", manter a espontaneidade, não deixar o sorriso nem a autenticidade definhar pela "gente crescida".

Cada um faz o seu caminho. Quem quiser vai ao lado. Se não vamos sozinhos. Com as nossas convicções e sonhos!












segunda-feira, 26 de abril de 2010

things to make someone smile (e agradecer não ser-se assim!)

Uma pessoa chega a casa a tempo de ver o Preço Certo ou de ir comer caracóis, e tem destes pequenos nadas, destes singelos apontamentos que, voilá, nos põe um sorriso nos lábios quando julgamos que é impossível a uma segunda-feira-raios-que-nunca-mais-chega-a-sexta.

Pois vinha eu, literalmente a pensar na morte da bezerra (só não digo quem era a bezerra e a forma de infligir a dor), a subir a rua quando fui ofuscada pela versão tuga do pimp my ride.

Apresentava-se no meio do trânsito algo que me pareceu ser um Audi R8 mas quitado, branquinho branquinho, todo artilhado com umas grelhas laterais e um belo casalinho pin & pon lá dentro: Yannick Djaló e sua princesa Lucy "mani" Abreu.

Acho possidónio observar de boca aberta pessoas que saem nas revistas mas era bom demais para se perder. A minha predilecção por carros brancos é nula, a resvalar para o insuportável, especialmente quando são viaturas a atirar já pró' vistosas. O barulho das luzes do exibicionismo dá-me cabe da cabeça. Mas este em particular, preso no transito, com aquelas 2 coisas mínimas lá dentro, fez-me sorrir.

Aliás, não me desatei a rir porque tinha mais que fazer e porque de louca já tenho tanta fama que achei que há que estabelecer limites.

Pode-se ter muito dinheiro, pode-se ser magra que nem um cão, pode-se ser o supra sumo da cintura industrial, mas há coisas que nem com muita exfoliação vai lá. E nem a nave espacial ía longe no meio do dos outros carros.

Pena mesmo foi não ter comido caracóis.






domingo, 25 de abril de 2010

Problemas que se podem ir resolvendo...


Não, ainda não recuperei nem fotos de uma vida digital, nem trabalhos de MBA nem textos nem emails de carácter mega importante, mas dei um primeiro passo para começar a ter uma vidinha mais alinhada com os padrões da normalidade.

Não cura a frustração mas é tão bonito o tratamento terapêutico que, mesmo tendo gerado umas complicações logísticas não deixa de ser um mimo de se olhar... Concordam, certo?

É (quase) perfeitinho*

* temos aqui uma questão com a sincronização do Itunes mas, vá, não entremos, já, em loucura.




sábado, 24 de abril de 2010

Papoila Saltitante em delírio...

Sou benfiquista desde que nasci. Não tive opção. Não porque me foi forcado mas porque era-me natural. 

Na altura, quase há 3 décadas e meia, era possível ser-se sócio antes de se ser português. Deve ser por isso (e por"n" razoes racionais) que o Benfica e a minha selecção e a selecção nacional não me diz nada).    

Em casa respirava-se benfiquismo. O pai era doente. Se o Glorioso jogava mal ou empatava, não jantava sequer. As derrotas eram sofridas a 3. 

Ia para o antigo estádio da luz, para o relvado, com pouco mais de 4 anos jogar com umas bolas coloridas pequenas. Ia aos jogos pela mão do pai, nem conseguia ver o esférico de tão pequena que era.

No liceu, ia-se ao Talisma ver os jogadores tomar o pequeno almoço (ainda não andavam com pochettes LV, afianço-vos). O clube das antas começava a ganhar preponderância, doía mas o velhinho cachecol ia quinzenalmente ia a bola. 

Fui eu que recebi a águia de prata de sócio do pai. Foi 1 orgulho. 

Quando o meu adorado Luisao marcou contra o Sporting na Luz, estava la. Por causa de um problema de saúde não dormia ou comia há quase 2 dias e a celebração foi surreal (e literalmente dolorosa).

Quando o campeonato foi ganho andava em Nova Iorque de ferias e o cachecol foi na mala. 

Ser do Benfica não se pode explicar. Sente-se como uma forca. Faz parte do ADN e compõe a alma. 

Nas vitorias, nos falhanços, nas mas escolhas, nos erros, na magia do voo da águia, vibra-se com intensidade. Não e ser de um clube, e ser um clube. 

Mesmo quando tudo esta mal, se o Benfica joga aquela magia toca-nos e pode fazer a diferença (mesmo quando ainda ficamos piores LOL).

Obrigada SLB Glorioso SLB.  

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Era tão bom se não estivesse aqui... II

Continuando a divagação mental... também podia estar aqui... há anos que tenho esta vontade ... E nem é longe... Tão bonito!



Sagres, Memmo Baleeira



























Era tão bom se não estivesse aqui...

Em mais uma sexta feira, fim de dia, sozinha, sem planos, e agradecendo pela existencia de Revistas e da Zon Box, concluí, em grande dificuldade, que preferia estar aqui:





Herdade da Cortesia







































































































quinta-feira, 22 de abril de 2010

Baixa, precisa-se!

Alguém conhece o médico da Manuela Moura Guedes?

Dava-me assim um jeitaco. Com tanto livro pra ler, starbucks pra beber, filmes pra ver, o MUDE pra visitar ...

Não há raio nem maneira de chegar sábado de manha.

Já sabem, se tiverem o contacto, a malta agradece. Paz de espirito e descanso mental precisa-se.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Isto, a ignorância toca a todos...

... Diz o povo e com razão.


Não bastavam as complicadas teorias de alguns padres sobre pedofilia e celibato e homossexualidade,  em claro desnorte episcopal, para que outros queiram o pódio dos tontinhos.


Vejamos, o fundamentalismo iraniano não quis ficar atras na ribalta e através de um clérigo com este abençoado nome Hajatoleslam Kazem Sedighi (eu tambem estaria de mal com a vida), partilhou esta maravilhosa obra prima da estupidez: "muitas mulheres não se vestem modestamente... corrompem a castidade dos homens e promovem o adultério que causa os tremores de terra."


Gostaram? Já recuperaram da queda?


Quem anda diariamente de transportes públicos consegue ter uma noção clara do quão mal se vestem as moçoilas deste pais. Há com cada acidente de vestuário que mais valia vestirem uma modesta bata com crocs do que por uma unha que seja na rua sob a égide do estilo "white trash". Dai a corromperem a castidade dos homens só mesmo conversa de padreco iraniano. Quanto muito poluem o campo visual na viagem de metro.


Os homens não são, por regra, castos. E os do médio Oriente não são impolutos. Alias, quanto mais repressivo o regime, mais rebarbados e perturbadores são os olhares violadores dos homens. A burqha ate pode ser um escape: as mulheres assim não aturam a viscosidade de um desejo banal (NA: sou totalmente contra burqhas e afins e não acho que as tenhamos que aceitar na Europa).


Agora a parte alucinada (aí as papoilas!!!): adultério = sismos. Oh senhores, o adultério resolve-se com malas a porta e adeusinho (se a gaja for atinada) ou, no limite, com mega escandaleira, uns puxões de cabelo, umas belas bofetadas, insultos a "puta" (a outra) e roupa rasgada espalhada pela rua. Dai a um tremor de terra, de grande escala... Não abundam cientistas no Irao, certo?


Voltando ao principio, e seguindo esta logica, as mulheres são culpadas por desastres naturais. Ainda bem que temos um dia que nos e dedicado. Será merecido com as nossas costas largas.


Mas os disparates continuam aparecer a um ritmo brutal.


Se as mulheres, impuras, causam tremores de terra, imaginem o que não fazem os trangenicos... pois são culpados pela homossexualidade. Isto segundo o iluminado senhor das camisolas pirosas, o presidente Morales da Bolivia. Muita folha de coca e da nisto...


Será que o Sr. Presidente Morales conhece alguma coisa do regabofe que se passava por bandas de Grecia e Roma Antigas? Não me parece que fossem transgenicos a razão do YMCA da altura. As túnicas e alguma liberdade de espirito cultural adocicadas por algum deboche, uhmmm, talvez seja mais por aí.


Psst., Presidente Produtor de Droga, deixe-se la disso. Procure melhor a história dos transgenicos e o que SAO os transgenicos de facto.

E ainda vamos nos a uma quarta feira.

  

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dicas de Gestão (por Gurus Mal Paridos)


Nunca ansiei gerir uma empresa. Nunca tive sonhos de ter o meu próprio negócio (mas há algum tempo que gostava de ter uma ideia criativa que fosse para um negócio inovador, giro, honesto e jeitoso e eu pudesse dar asas a imaginação).

Não serei certamente uma líder e não devo ser grande coisa a chefiar pessoas pois mal me oriento a mim (aliás, a minha gestão de mim própria é um desastre como já se percebeu).

Não obstante, como acho que apesar de tudo fui abençoada com algum bom senso e tenho valores, ainda me espanto com os produtos do capitalismo pornográfico e desenfreado que por aí pululam.

Pois ele há gurus da gestão (julgam eles) que iluminados na sua presunção de sabedoria, que destilam pérolas de como se fossem bolotas. Porque quem quer bolota, trepa, já se sabe. Ou seja, correr atrás dos objectivos.

Começamos logo pela lição I, e mais importante: não interessa o esforço mas o resultado. O esforço não e valorizável. Trabalhar pouco, quase nada ou muito é indiferente; o que interessa são os resultados.

Obviamente não ter resultados não paga as contas e, bottom line, os stakeholders (palavra muito em voga!) têm que ser remunerados, e não se trabalha para caridade. Porém, menosprezar os colaboradores por se esforçarem, ora diminuindo-os por trabalharem fora de horas, ora arrasando-os por não fazerem serão, é no mínimo uma maneira estranha de motivar.
Bem, na verdade é uma maneira doente de lidar com pessoas, a atirar pró bipolar.

Advogar estes chavões de grande chefe apache, no fundo, é o puro do contra senso. Qualquer ser pensante sabe que, infelizmente, só com esforço (mais ou menos) se consegue alguma coisa. Até a top model mais geneticamente feliz (cabra que um dia levarás o tratamento da Mossad que mereces), que dispensa ginásio e passar fome, mesmo essa, para fazer as fotos que vão vender um bikini ou um relógio ou um perfume, tem que levantar o rabo não celulitico cedo da cama para apanhar o avião, assegurar que não chega com os olhos empapados, ignorar o jet lag, fingir que não percebe o assédio do fotógrafo e deixar se estar durante horas sob calor, sempre a puxarem lhe o cabelo e a besuntá-la com óleo brilhante. Não é, à sua maneira reaccionária, esforço?

Lição II: motivação traz-se de casa. A empresa não tem que motivar quem quer que seja.
Claro que esta teoria encaixa numa premissa lógica: cada um deverá ter o seu nível de auto-motivação regulado mas empresas com filosofias destas é de mandar dar uma curva ali até à boca do inferno e adeusinho...
Estas posições legitimam que se tratem as pessoas abaixo de número. E encaixam na lição I.

Independentemente do que a pessoa faça ou do nível de empenho que se coloque nas suas tarefas, nunca será suficiente, nunca será valorizado nem vale a pena esperar por um incentivo, uma palavra simpática que seja.

Pior, se alguma coisa corre mal bem pode a pessoa atirar-se para baixo de um camião TIR em andamento que ninguém o vai impedir. Aliás alguns accionistas, putativos seres superiores, até agradecem... assim escusam de perder dinheiro e tempo em despedir o elo visto como fraco.
Sei que devem estar a adorar estes ensinamentos de bem gerir. Um dia destes volto ao tema. Desta caixa de horrores, o que não falta são case studies.

O comboio


Imaginem uma estação de comboio, vazia.

Vão passando pessoas mas para aquela que está sentada no banco, é como se tivesse sido vetada à invisibilidade.

Imaginem que a pessoa perdeu o comboio que devia ter apanhado, há anos, e ficou sentada no banco da plataforma.

Nunca mais passou nenhum comboio e a pessoa não sabia para onde queria ir.

A pessoa mantinha-se como que presa ao banco, com a dolorosa consciência de que quanto mais o tempo passava, menor seriam as hipóteses de outro comboio passar.

Como não sabia para onde ir, não tinha ideia se devia apanhar um táxi, ou ir para o metro, meter-se num autocarro ou pedir boleia. Nem conseguia pedir ajuda.

Estava sentada num banco desconfortável, onde se sentia infeliz, a ver tempo passar e sem saber o que fazer ou para onde conduzir-se.

Imaginem a claustrofobia.

Imaginem só.

É fodido.

sábado, 17 de abril de 2010

E como vai ser?

Como se saberá quem de facto sao os catolicos nos serviços públicos, na véspera da tolerância de ponto?


Será simples levanta o braço e conta as maozinhas? Parece-me arriscado dado o o superávit de oportunismo do tuga nestas coisas,


eliminam-se todos os funcionários com sinais exteriores de não catolicismo (pessoas com aspecto indiano, ou de médio Oriente ou com nomes hebraicos, pinta de gays, todos aqueles que se sabe que andam enrolados com colegas de trabalho mas são casados?)?


As pessoas trazem comprovativo de baptismo e de casamento numa igreja?


Nas semanas previas serão distribuídos vários impressos em papel 25 linhas que visam testar o grau de conhecimento da bíblia com resultados afixados nos dias anteriores a tolerância?


Será instalado um sensor a porta das entidades publicas, as pessoas passam o dedinho num detector de religiosidade? E depois tipo casino aparece num visor de néon "católico", "Jeová", "ateu", "hindu", "membro da iurd"?

Ou opta-se pela balda total, fica tudo em casa e já esta?!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Gaja LITERALMENTE à beira de um ataque de nervos

Vamos começar já as hostilidades:
Se alguém mais, nos próximos dias, me diz que tenho que encarar a vida com optimismo e pensar que há pessoas com vidas muito piores que a minha, juro por Prada e Vuitton, que mando a pessoa, seja ela quem for, à merda (posso pedir desculpas MUITO a posteriori mas isso logo se vê).
Eu não estúpida, não preciso que me passem atestados de estupidez ou discursos paternalistas. Dá para uma pessoa estar à beira de um ataque de nervos e deixarem-nos em paz? Dias e dias, semanas, meses que não me ligam puto e de repente se estou chateada com o mundo, sou todo um rol de adjectivos que nem me apetece desfiar para não me irritar mais.
Tenho direito a estar com os nervos em franja. PONTO! E achar que o mundo me anda a lixar. PONTO.
Vá, analisemos as futilidades da minha vida que me deixam louca.
As revistas voltaram a faltar porque há 4 semanas, QUATRO, que o videoporteiro avariou e nem a merda do construtor nem a ineficiente comunidade de gestores de condominio consegue pôr ordem à coisa.
Que a maioria das pessoas não se importe de não receber as contas e os extractos bancários, é um problema deles. A mim, chateia-me, não... põe-me puta da vida, não receber durante 3 semanas a Time Out QUE EU JÁ PAGUEI! Ou não receber a Vanity Fair que vem de longe, de muito longe, e é cara. É um luxo, bem sei, mas isso é um problema meu, e não recebê-la por incompetência alheia desenquadra-me os chakras, além de que também já paguei o luxo, não andei a roubar ou a cravar borlas.
Provavelmente mais ninguém entende, mas pondo em termos de comum mortal é como pagar a Sport TV, esta não funcionar, ninguém querer saber, e no dia em que dá aquele jogo XPTO, chegar a casa e não poder vê-lo. Alguém entende agora a frustração e a vontade de partir coisas?
Dirão V. Exmas., eu posso reclamar. Poder posso, mas dava-me jeito ter os emails já trocados para poder escrever a quem de direito. E porquê não tenho? Ora bem, outra excelente razão... O meu PC tinha aquele problema crónico de desarranjo à nascença. Comprar outro estava fora de questão, cá em casa não era admissivel. Mandar pôr no PC Clinic também era argumento de gaja idiota que só gosta de gastar dinheiro. Almas caridosas oferecem-se para formatar o disco e ajudar a minha paciencia. Perdeu-se wireless, perdeu-se mais lá não sei o quê. O pc encarnou algures no Kuala Lampur... Puff!
Pior, o disco externo, aquele que eu tenho a certeza que instrui que sincronizasse com o disco rigido do PC em todas as mil e uma funções do computador, berrou, passou-se, flipou... PERDEU TUDO. Não posso reclamar com ninguém, não posso pedir que me reenviem coisas, não posso aceder a um texto meu, as fotos foram-se, o ITunes voou para outras paragens.
Querem mais?
Operada aos olhos, pelo Dr. João Pinheiro, que supostamente fez um bom trabalho, não preciso que me digam que estou gorda. EU SEI, parem de mo dizer como se as palavras mágicas me acordassem do sono e me atirassem para o sacana do ginásio a pedalar sem fim e transformar-me, como milagre de Lourdes, em top model versão 1,63m. Eu sei, vocês sabem. É suficiente. Tenho direito a ter dias em que convivo menos bem com isso e NAO PRECISO DE TEORIAS PATERNALISTAS, muito menos vindo de quem seja magro.
E usar o argumento de picar o touro para ele desatar a correr, é um bocado cretino. E infantil. Caso não percebam ou não se lembrem, tenho uma experiência ampla de levar tareia na autoestima, diariamente, no sitio para o qual me dirijo quando saio de casa, e feito por um verdadeiro profissional da crueldade: logo qualquer esforço para me encaminhar em direcção à luz por esses meios torpes e retorcidos, soam a mero amadorismo. E dá vontade de virar as costas e mandar um postal, um dia destes.
Não fazendo a apologia da vitima, só quero poder andar de mal com o mundo à vontade. Sem que me inflijam sentimentos de culpa porque não tenho doença crónica, ou não vivo no jardim. Esta ideia peregrina que temos que ser felizes à força e por comparação à desgraça dos outros, é uma coisa afllitiva. Todos temos que estar felizes porque está calor e os passarinhos cantam, e porque isso enche a maioria da população de um renovado estado zen?
Arre, não há pachorra para a obrigatoriedade do optimismo. Posso rir-me à vontade, mas chorar e espernear é que não. Que belissima ditadura social.
Agora tenho que ir ligar a Box porque demora um bocadinho a funcionar... automaticamente faz sempre reset quando a ligo. Lixada com a vida, quem euuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desvios Narcisistas e Egocentricos, com variações de humor

Há uns quantos afortunados que foram de férias.
Há malta que se queixa de que não há tostão, que os colaboradores são uns inaptos incompetentes que não merecem o ordenado que recebem, que deviam trabalhar 24h e ainda dar graças a deus por poderem ir trabalhar diariamente e terem direito a serem insultados; mas depois rabo no ar, em caminho ao aeroporto, em direcção a destinos upa upa.
O "proletariado" dos tempos modernos aguenta-se com o fim de semana prolongado em terras de Portugal, com trânsito e tudo, em casa de amigos que simpaticamente dão guarida e boa disposição, e há uma centelha de ilusão que se está num sitio catita com sol, praia e morangoskas (na versão "proletariado contemporâneo" morangos só numa sobremesa pascal com bolacha maria, quer-se dizer com bolacha torrada - não recomendo a troca!).
O próximo passo há-de ser uma auto caravana, fato de treino e sardinhada à beira da estrada (um momento, estimados leitores, vou ali atirar-me da janela... volto já!).
No entanto, há alguns afortunados que vão laurear a pevide mas que sofrendo de desvios do foro da psique, mal chegam já trazem uma azia daquelas que mais valia terem passado pelo triângulo das bermudas. Ora, uma pessoa fica em terra, transforma os livros em toalha de praia, e quando volta à labuta tem que aturar a incapacidade dos outros em adaptar-se à realidade. Livra!
Esta "gente" é muito ingrata. E em vez de espalhar endorfinas acumuladas nos dias e dias de dolce far niente com efeitos positivos nos outros (melhoria do bom humor, melhoria da disposição física e mental, com efeitos anti envelhecimento), libertam os seus desvios à rédea solta.
Porra, hoje nem sequer transito havia, ainda nem metade das pessoas estavam a produzir e, mesmo assim, esta malta não consegue fazer a transição férias/trabalho com a calma e isenção de stress recomendada por todos os médicos (até os veterinários!)
Ou isso, ou é só mau feito. Ruindade.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

escrita criativa - personagens (devaneios aula 3)

Eu, Adélia Santos, de cabelo ruivo, que outrora foi de um castanho banal mas que o tempo e a necessidade de chamar a atenção, transformaram numa massa balouçante, andava sem dúvidas nem hesitações sob os saltos finos de 12 cm.
O peso do corpo, já gasto pela história que lhe dei, e amortecido pela sola compensada, rodopiava por entre as mesas, de sorriso aberto apesar do fumo de tabaco que me embaciava as lentes, do som alto da música a clamar por sexo, sem subtilezas, e do calor que existia na sala, ainda que apenas tivesse vestido lingerie rosa choque de um material manhoso que arranhava a pele.
Tenho pouco mais de 35 anos mas podia ter quase 100 de tão cansada que estou. Ou quase 25 para agradar a clientes com gravatas de má qualidade, mãos gordas e notas que saltam dos bolsos das calças, enquanto bebem mais um whisky armados em gente fina.
Doem-me as pernas e mesmo assim fui ao varão e fui de visita duas vezes ao quarto do andar de cima. Havia mercado: um grupo de homens que celebravam uma operação saco azul e se riam muito, e alto, de como compravam quem quisessem. Até políticos.
O Algarve de prédios feios e turistas de calções em Novembro era tão diferente do Barreiro, onde eu deixara um marido, que gostava mais de cartas e casinos do que de mim, e os meus pais que mal se lembravam da 7ª filha, perdida no meio de 9.
Deitada no meu quarto, numa daquelas construções que molestavam a vista, quis ter forças para limpar a maquilhagem exagerada mas ela já me pertencia, tornara-me dona daquele personagem que caía sobre os lençóis por dinheiro sem ilusões de ser uma pessoa melhor. O bâton encarnado rodava por entre os meus dedos como se fosse um isqueiro. Deixara de fumar há uns anos, porém o pulmão não resistia e estava por um fio. A doença devolveu-me a auto-estima e a vontade de encontrar o rumo do meu descanso.
Não voltaria a despir-me para uma audiência. Em breve o corpo não responderia e não tinha vontade de expôr as entranhas. Peguei na mala e nas cartas dirigidas ao Júlio, o dono do bar que me levou médico depois de me ter encontrado desmaiada no camarim. À Antónia, a senhoria compreensiva, que tinha sempre um copo de leite quando a despensa estava vazia. À minha irmã Margarida, a mais nova, que ajudei a a criar desde bebé e que se transformara numa estrela de novelas de TV e capa de revistas, sempre receosa que o público descobrisse que além de bonita tinha uma irmã de maus caminhos, e isso não lhe fosse perdoado.
Arranquei no carro topo de gama. Estava escuro como se todas as luzes da cidade se tivessem apagado à minha passagem. Chovia copiosamente enquanto me aproximava do meu ultimo palco . Mal conseguia distinguir o pára-brisas a funcionar, tamanha era a força esmagadora da água no vidro. Sempre tive medo da trovoada e de tal forma guiava sob medo, que achei estar a pagar castigo por ter roubado o carro.
Em breve, seria devolvido ao dono, encontrado abandonado ao pé da praia da Caparica, onde os meus avós me levavam nas férias.
Em breve, o meu cabelo ruivo, que já fora de um castanho banal, daria à costa, sem vida, mas cheio de sonhos.
N.A.: o texto partiu de 2 blocos escritos em separado, só depois se construía uma única história