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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2010

"Como um barquinho de papel...que largo no mar.../ Vai(vou)sem destino /Sem direcção"

A minha terapeuta acha que, quanto muito, posso ser um barco à deriva, mas quase nada fora de rota...
Mais uma vez, a minha proverbial sapiência conseguiu, euzinha, ir mais além neste processo de auto-conhecimento.
É claro como água que eu sou oTolan dos tempos modernos.
Para a geração dos sub 30, o Tolan era era um porta-contentores Inglês, que se afundou a 16 de Fevereiro de 1980, após ter colidido com o cargueiro Sueco Baranduna no rio Tejo. Após várias tentativas, foi finalmente voltado e afastado do Terreiro do Paço a 2 de Dezembro de 1983.
Ou seja, eu sou um naviogrande, virado do avesso e preso a este estado de coisas.
Só me faltam as romarias de visita como acontecia ao Tolan, marco histórico do inicio dos anos 80 (a vida por cá não era grande coisa, assim meio provinciana).
Por este caminho encontro o meu destino profissional: abro um consultório de psicologia desnorteada. Ou ensino como afastar as gaivotas com mestria.

e ainda há duvidas quanto à força da nossa economia

Ninguem duvida da capacidade inventiva dos Portugueses. Nem pode. E do olho para o negócio. Mas a AGA, empresa que prepara um Kit de apoio ao peregrino que seja groupie do Papa, esmerou-se... Eu ainda não parei de rir. Podem ver aqui o que consta no Kit, o qual de facto tem itens adequados à situação mas o "condutor urinário descartável" é FABULOSO. Se juntarmos a isto a "vaselina purificada para manter a hidratação", ui... maravilha. E em tempo de escândalo de pedofilia, dá um toque pérfido à coisa. Com negócios assim, qual falência qual quê!!!

Boas Novas

Às vezes também dá para ser arauto de boas noticias. (Não me peçam para explicar o que é um arauto porque já tive que o fazer, um dia destes, no escritório e são sempre momentos em que EU me sinto pior dos que não sabem... Vão à Wikipédia!)

Não que as noticias blink-blink sejam respeitantes à minha pessoa (aliás, ainda não descobri como não passei já a um estádio diário de soluços em versão choro compulsivo mas certamente que, com falta de força e anos de desalento, lá chegaremos e em grande estilo).

Todavia, sendo noticias boas relativas a pessoas de quem gosto (muito) afectam-me pela positiva. Não imagino o que seja receber um Omega Speedmaster clássico versão masculina ou um vale-viagem para a Nova Zelândia, mas deve ser muito bom ............. Estas noticias, ainda são melhores.

Comecemos por uma escala evolutiva meramente socio-burguesa mas que permite arrumar os eventos sem prioritizar felicidades alheias.

Uma amiga especial está apaixonada, é correspondida, está feliz e o gajo não …

Caderneta de Carteiras

Quem ou me conhece ou, ocasionalmente, lhe dá para ler-me pode já ter percebido que sou doida por carteiras. Doida é uma palavra algo redutora: doente encaixa-se mais no espirito da coisa.
O armário, aos meus olhos modesto, é uma profusão de cores e materiais, desde a essencial Vuitton, à clássica Longchamp, à massificada Furla, à sóbria Church, aos (vários) devaneios Muu, às contestadas Carolina Herrera, às variadas Massimo Dutti e Miusho, às "nunca falham" Zara, às imbativeis H&M.

Neste caso, como no do copo, o armário está sempre meio vazio. Há sempre espaço para mais uma (mesmo quando as leis da física ditam o contrário) e falta sempre algum tom diferente de castanho.

Se as carteiras fossem cromos, daqueles que contagiaram gajos adultos em corrida desenfreada por craques do mundial 2010, eu diria que precisava de colocar na minha caderneta, pelo menos, os seguintes modelitos:

G Coin Medium Hobo White Prada Leather Tote White e Prada Leather Tote Brown D&G LillyBag Red Ex…

estar na moda confortável!!!

Rendida a ser baixa e ao conforto das minhas bailarinas.
O anel, no meio, foi outra paixão.

As mensagens positivas

Mas ainda há réstia de esperança que a vida pode ter um outro lado, bom, preenchido, e desafiante de nós mesmos, ainda que seja um dia...

Basta não seguir a "carneirada", manter a espontaneidade, não deixar o sorriso nem a autenticidade definhar pela "gente crescida".
Cada um faz o seu caminho. Quem quiser vai ao lado. Se não vamos sozinhos. Com as nossas convicções e sonhos!











things to make someone smile (e agradecer não ser-se assim!)

Uma pessoa chega a casa a tempo de ver o Preço Certo ou de ir comer caracóis, e tem destes pequenos nadas, destes singelos apontamentos que, voilá, nos põe um sorriso nos lábios quando julgamos que é impossível a uma segunda-feira-raios-que-nunca-mais-chega-a-sexta.
Pois vinha eu, literalmente a pensar na morte da bezerra (só não digo quem era a bezerra e a forma de infligir a dor), a subir a rua quando fui ofuscada pela versão tuga do pimpmy ride.
Apresentava-se no meio do trânsito algo que me pareceu ser um Audi R8 mas quitado, branquinhobranquinho, todo artilhado com umas grelhas laterais e um belocasalinhopin & pon lá dentro: YannickDjaló e sua princesa Lucy "mani" Abreu.
Acho possidónio observar de boca aberta pessoas que saem nas revistas mas era bom demais para se perder. A minha predilecção por carros brancos é nula, a resvalar para o insuportável, especialmente quando são viaturas a atirar já pró' vistosas. O barulho das luzes do exibicionismo dá-me cabe da cab…

Problemas que se podem ir resolvendo...

Não, ainda não recuperei nem fotos de uma vida digital, nem trabalhos de MBA nem textos nem emails de carácter mega importante, mas dei um primeiro passo para começar a ter uma vidinha mais alinhada com os padrões da normalidade.

Não cura a frustração mas é tão bonito o tratamento terapêutico que, mesmo tendo gerado umas complicações logísticas não deixa de ser um mimo de se olhar... Concordam, certo?
É (quase) perfeitinho*
* temos aqui uma questão com a sincronização do Itunes mas, vá, não entremos, já, em loucura.



Papoila Saltitante em delírio...

Sou benfiquista desde que nasci. Não tive opção. Não porque me foi forcado mas porque era-me natural. 

Na altura, quase há 3 décadas e meia, era possível ser-se sócio antes de se ser português. Deve ser por isso (e por"n" razoes racionais) que o Benfica e a minha selecção e a selecção nacional não me diz nada).    

Em casa respirava-se benfiquismo. O pai era doente. Se o Glorioso jogava mal ou empatava, não jantava sequer. As derrotas eram sofridas a 3. 

Ia para o antigo estádio da luz, para o relvado, com pouco mais de 4 anos jogar com umas bolas coloridas pequenas. Ia aos jogos pela mão do pai, nem conseguia ver o esférico de tão pequena que era.

No liceu, ia-se ao Talisma ver os jogadores tomar o pequeno almoço (ainda não andavam com pochettes LV, afianço-vos). O clube das antas começava a ganhar preponderância, doía mas o velhinho cachecol ia quinzenalmente ia a bola. 

Fui eu que recebi a águia de prata de sócio do pai. Foi 1 orgulho. 

Quando o meu adorado Luisao marcou contra…

Era tão bom se não estivesse aqui... II

Continuando a divagação mental... também podia estar aqui... há anos que tenho esta vontade ... E nem é longe... Tão bonito!



Sagres, Memmo Baleeira



























Era tão bom se não estivesse aqui...

Em mais uma sexta feira, fim de dia, sozinha, sem planos, e agradecendo pela existencia de Revistas e da Zon Box, concluí, em grande dificuldade, que preferia estar aqui:





Herdade da Cortesia







































































































Baixa, precisa-se!

Alguém conhece o médico da Manuela Moura Guedes?

Dava-me assim um jeitaco. Com tanto livro pra ler, starbucks pra beber, filmes pra ver, o MUDE pra visitar ...

Não há raio nem maneira de chegar sábado de manha.

Já sabem, se tiverem o contacto, a malta agradece. Paz de espirito e descanso mental precisa-se.

Isto, a ignorância toca a todos...

... Diz o povo e com razão.


Não bastavam as complicadas teorias de alguns padres sobre pedofilia e celibato e homossexualidade,  em claro desnorte episcopal, para que outros queiram o pódio dos tontinhos.


Vejamos, o fundamentalismo iraniano não quis ficar atras na ribalta e através de um clérigo com este abençoado nome Hajatoleslam Kazem Sedighi (eu tambem estaria de mal com a vida), partilhou esta maravilhosa obra prima da estupidez: "muitas mulheres não se vestem modestamente... corrompem a castidade dos homens e promovem o adultério que causa os tremores de terra."


Gostaram? Já recuperaram da queda?


Quem anda diariamente de transportes públicos consegue ter uma noção clara do quão mal se vestem as moçoilas deste pais. Há com cada acidente de vestuário que mais valia vestirem uma modesta bata com crocs do que por uma unha que seja na rua sob a égide do estilo "white trash". Dai a corromperem a castidade dos homens só mesmo conversa de padreco iraniano. Quanto mui…

Dicas de Gestão (por Gurus Mal Paridos)

Nunca ansiei gerir uma empresa. Nunca tive sonhos de ter o meu próprio negócio (mas há algum tempo que gostava de ter uma ideia criativa que fosse para um negócio inovador, giro, honesto e jeitoso e eu pudesse dar asas a imaginação).

Não serei certamente uma líder e não devo ser grande coisa a chefiar pessoas pois mal me oriento a mim (aliás, a minha gestão de mim própria é um desastre como já se percebeu).

Não obstante, como acho que apesar de tudo fui abençoada com algum bom senso e tenho valores, ainda me espanto com os produtos do capitalismo pornográfico e desenfreado que por aí pululam.

Pois ele há gurus da gestão (julgam eles) que iluminados na sua presunção de sabedoria, que destilam pérolas de como se fossem bolotas. Porque quem quer bolota, trepa, já se sabe. Ou seja, correr atrás dos objectivos.

Começamos logo pela lição I, e mais importante: não interessa o esforço mas o resultado. O esforço não e valorizável. Trabalhar pouco, quase nada ou muito é indiferente; o que interessa…

O comboio

Imaginem uma estação de comboio, vazia.

Vão passando pessoas mas para aquela que está sentada no banco, é como se tivesse sido vetada à invisibilidade.

Imaginem que a pessoa perdeu o comboio que devia ter apanhado, há anos, e ficou sentada no banco da plataforma.

Nunca mais passou nenhum comboio e a pessoa não sabia para onde queria ir.

A pessoa mantinha-se como que presa ao banco, com a dolorosa consciência de que quanto mais o tempo passava, menor seriam as hipóteses de outro comboio passar.

Como não sabia para onde ir, não tinha ideia se devia apanhar um táxi, ou ir para o metro, meter-se num autocarro ou pedir boleia. Nem conseguia pedir ajuda.

Estava sentada num banco desconfortável, onde se sentia infeliz, a ver tempo passar e sem saber o que fazer ou para onde conduzir-se.

Imaginem a claustrofobia.

Imaginem só.

É fodido.

E como vai ser?

Como se saberá quem de facto sao os catolicos nos serviços públicos, na véspera da tolerância de ponto?


Será simples levanta o braço e conta as maozinhas? Parece-me arriscado dado o o superávit de oportunismo do tuga nestas coisas,


eliminam-se todos os funcionários com sinais exteriores de não catolicismo (pessoas com aspecto indiano, ou de médio Oriente ou com nomes hebraicos, pinta de gays, todos aqueles que se sabe que andam enrolados com colegas de trabalho mas são casados?)?


As pessoas trazem comprovativo de baptismo e de casamento numa igreja?


Nas semanas previas serão distribuídos vários impressos em papel 25 linhas que visam testar o grau de conhecimento da bíblia com resultados afixados nos dias anteriores a tolerância?


Será instalado um sensor a porta das entidades publicas, as pessoas passam o dedinho num detector de religiosidade? E depois tipo casino aparece num visor de néon "católico", "Jeová", "ateu", "hindu", "membro da iurd&quo…

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SOMOS GRANDES

Gaja LITERALMENTE à beira de um ataque de nervos

Vamos começar já as hostilidades: Se alguém mais, nos próximos dias, me diz que tenho que encarar a vida com optimismo e pensar que há pessoas com vidas muito piores que a minha, juro por Prada e Vuitton, que mando a pessoa, seja ela quem for, à merda (posso pedir desculpas MUITO a posteriori mas isso logo se vê). Eu não estúpida, não preciso que me passem atestados de estupidez ou discursos paternalistas. Dá para uma pessoa estar à beira de um ataque de nervos e deixarem-nos em paz? Dias e dias, semanas, meses que não me ligam puto e de repente se estou chateada com o mundo, sou todo um rol de adjectivos que nem me apetece desfiar para não me irritar mais. Tenho direito a estar com os nervos em franja. PONTO! E achar que o mundo me anda a lixar. PONTO. Vá, analisemos as futilidades da minha vida que me deixam louca. As revistas voltaram a faltar porque há 4 semanas, QUATRO, que o videoporteiro avariou e nem a merda do construtor nem a ineficiente comunidade de gestores de condominio con…

Desvios Narcisistas e Egocentricos, com variações de humor

Há uns quantos afortunados que foram de férias. Há malta que se queixa de que não há tostão, que os colaboradores são uns inaptos incompetentes que não merecem o ordenado que recebem, que deviam trabalhar 24h e ainda dar graças a deus por poderem ir trabalhar diariamente e terem direito a serem insultados; mas depois rabo no ar, em caminho ao aeroporto, em direcção a destinos upa upa. O "proletariado" dos tempos modernos aguenta-se com o fim de semana prolongado em terras de Portugal, com trânsito e tudo, em casa de amigos que simpaticamente dão guarida e boa disposição, e há uma centelha de ilusão que se está num sitio catita com sol, praia e morangoskas (na versão "proletariadocontemporâneo" morangos só numa sobremesa pascal com bolacha maria, quer-se dizer com bolacha torrada - não recomendo a troca!). O próximo passo há-de ser uma auto caravana, fato de treino e sardinhada à beira da estrada (um momento, estimados leitores, vou ali atirar-me da janela... volto …

escrita criativa - personagens (devaneios aula 3)

Eu, Adélia Santos, de cabelo ruivo, que outrora foi de um castanho banal mas que o tempo e a necessidade de chamar a atenção, transformaram numa massa balouçante, andava sem dúvidas nem hesitações sob os saltos finos de 12 cm. O peso do corpo, já gasto pela história que lhe dei, e amortecido pela sola compensada, rodopiava por entre as mesas, de sorriso aberto apesar do fumo de tabaco que me embaciava as lentes, do som alto da música a clamar por sexo, sem subtilezas, e do calor que existia na sala, ainda que apenas tivesse vestido lingerie rosa choque de um material manhoso que arranhava a pele. Tenho pouco mais de 35 anos mas podia ter quase 100 de tão cansada que estou. Ou quase 25 para agradar a clientes com gravatas de má qualidade, mãos gordas e notas que saltam dos bolsos das calças, enquanto bebem mais um whisky armados em gente fina. Doem-me as pernas e mesmo assim fui ao varão e fui de visita duas vezes ao quarto do andar de cima. Havia mercado: um grupo de homens que celebra…