sábado, 30 de junho de 2012

Excelência



Balotelli, sonso, mas vai-se a ver sábio, disse tudo com este comentário.

Há uns anos, em miuda, ensinaram-me que não se agradece a quem faz o seu trabalho. 

As palavras generosas, de reconhecimento, são devidas quando alguém faz mais do que lhe é pedido, quando atingiu um resultado positivo e acima do que seria expectável pelas suas funções ou quando no exercicio das suas responsabilidades, empenhou-se para lá do que é normal, por exemplo fazendo mais horas para cumprir um prazo mais curto ou para fazer tarefas adicionais. 

No fundo, o que Balotelli acabou por afirmar. 

Nestes tempos de crise, de ansiedade, de receio, devíamos (cada um e a sociedade nacional, como um todo) repensar os nossos modos de estar e de viver as várias "gavetas" da nossa vida, quer familiar, quer social, quer de cidadania bem como profissional. Repensar-nos e reagir, passando a actuar de outra forma porque definitivamente a que temos tido, genericamente, tem sido uma treta e tem uma grande quota parte da responsabilidade da situação em que estamos. 

Bem sei que é uma utopia. Nem somos estimulados pelas instituições politico-sociais-educativas para tal, nem temos a disciplina para mudarmos. Ao passar a instabilidade e a crise, voltaremos aos maus hábitos, nos nossos comportamentos, na educação dos nossos (vossos) filhos e no nivel de exigencia perante quem nos representa (validando as mesmas pessoas com zero qualidades e uma imensidão de defeitos).

Não obstante, algo vai ter que mudar. 

Não creio que depois desta contracção economica, aumento do desemprego e consequente redefinição do modus operandi do funcionamento das empresas que conseguem continuar sacar delante, haja um regresso à forma como globalmente se encaravam as práticas de trabalho. Mal seria. 

Não vai voltar a haver, espero eu, grosso modo, espaço para pessoas acomodadas, pouco flexiveis, que gostam de ter chefiados (mesmo que não tenham sequer equipas formais sob coordenação), orientadas ao entrar tarde e sair cedo, e que aportam pouco às organizações. Podem ser umas queridas, contarem a vida toda na pausa do café (aquela que não tem duração definida!), à segunda feira trazerem imensos inputs sobre os golos da jornada ou as maravilhosas proezas realizadas pela prole, e serem um doce com as chefias... Mas ou impactam de modo construtivo nas organizações ou estas não vão ter espaço para elementos assim. 

Por um lado, com a retoma económica é mais fácil a mobilidade laboral, ou seja, a "guerra pelo talento" volta a abrir e aqueles que se destacam nas empresas vão ser tentados a sair. E sairão se virem que o seu esforço e engagement tem a mesma recompensa daqueles que contribuem apenas com o básico para o todo. E as empresa não podem dar-se ao luxo de perder os seus "melhores", nos quais já investiu tempo, recursos e que de facto apresentam ROI.*

Por outro lado, as estruturas estarão cada vez mais "esprimidas" logo quem está tem que ter uma performance de facto produtiva, pois tal não ocorrendo os resultados globais ressentem-se e/ou sobra mais trabalho para os demais. 

Posto isto,  é bastante interessante, e pedagógico, apreender as 5 (Novas) Regras da Liderança Excepcional apontadas no livro de Robin Sharma, O Lider sem Titulo, nomeadamente:

1. Cada colaborador é pago não só para fazer o seu trabalho mas também para ter medo, ou seja, quando "atirados" para fora da zona de conforto, cada um de nós tem o dever de saber "encaixar", lidar com o imprevisto e ter a capacidade de reagir. Temos que estar preparados para tal.

2. Cada colaborador deve ser o melhor no que faz. Dominar nas suas funções. Se for necessário reduzir custos, estas caracteristicas tornam a pessoa indispensável. 

3. O impacto positivo que cada colaborador tem nos outros é mais relevante do que o cargo ou o titulo que está no cartão de visita. A capacidade e a natureza do nosso relacionamento com os demais, sejam colegas, chefias, clientes, parceiros, é vital e é uma marca da nossa performance. 

4. O "ADN" emocional dos colaboradores é cada vez mais um critério base na selecção e retenção dos colaboradores, em detrimento da experiência que detenham. O "ADN" emocional reveste-se dos valores e carácter do individuo e reflecte-se no modo como interagem com as outras pessoas: e como o fazem num plano pessoal é visto como um sinal de como actuarão em contexto de trabalho.

5. A liderança é sustentada por 3 pilares basilares: a) Inspiração - que geramos nos outros; b) Influência -  como agimos e damos o exemplo; c) Impacto - reflexos da nossa atitude e desempenho na performance da organização.

Food for thought ... 


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*return on investment


SOS

Levei o moço a dar uma volta ao arraial pride.

Não refeito, quis à H&M procurar uma peça. Não melhorou.

Acho que anda no Chiado à beira de uma intervenção de primeiros socorros.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

a long story!


Vocês não imaginam os ruidos que se passam num aeroporto depois deste encerrar ao publico. A máquina/carrinho de encerar, que passa vezes sem conta, com seu alerta qual grilo. A máquina que alisa as superficies e arestas das montras. Brocas e berbequins numa casa de banho em remodelação. Uma chave de parafusos que cai no chão. Os gritos masculinos que tentam sobrepor-se. E tudo se ouve numa ala escondida, num andar superior, onde camas de campanha alinhadas parecem um cruzamento do Big Brother com o descanso dos peregrinos nos salões dos bombeiros. 

Aqui reina o silêncio, o desgaste e a fome. Uns trabalham, outros dormem, outros tentam só descansar o corpo e recuperar do desânimo. Portugal perdeu, há obras no aeroporto de Orly, tudo fechou antes das 10 da noite e ninguém nos avisou que o risco de fastio era grande. 


Sempre advoguei, até há uns meses a não privatização da TAP (aliás, sou céptica quanto às privatizações no geral). Admito que tenho mudado de opinião. Asseguro, sem duvida alguma, ao dia de hoje, que privatizem o raio da companhia e já. O que vale ter a treta de uma "companhia bandeira" quando esta só está disponivel para os seus passageiros até às 19:30h ou, em dia de jogo, até às 19h? Ou em caso de problema, até haver noção do mesmo e, a partir daí, salve-se quem puder? Privatize-se! 

Introduzam-se critérios de eficácia, eficiência, produtividade, métricas normais de exigência de quem serve ao publico. Já basta de aturar as merdas de greves, avisos de greve, sobre temas que ninguem percebe. Por vezes, soa injusto punir o gostinho pela greve que pilotos, tripulantes, pessoal de terra têm. Com tanta mordomia, viagens para as familias e amigos, baixas por gripe, e afins, os argumentos para a paralisação tendem a perder-se e há a sensação de que, no contexto do país, aqueles que podem ser considerados privilegiados, esticam a corda. E pode ser abusivo, é um facto. Mas uma pessoa faz um esforço para "'bora lá entender...." e uhuhuh ... Nada! É o vazio. Só espuma. 

E quando se percebe o quão estupidamente mal funciona esta empresa, que no mundo das agressivas low cost, e perante a concorrência de outras companhias de "marca", se dá ao luxo de hostilizar um avião inteiro e passar um atestado de abandono a quem pagou o seu bilhete (não assim tão barato), percebe-se que: 

  • as politicas de gestão são rigidas, inconsistentes e pouco pensadas; 
  • não há planeamento de gestão de crises; 
  • impera a inexistência de conceitos como excelência operacional ou orientação / satisfação do cliente; 
  • há incapacidade de resposta na resolução de problemas; 
  • os recursos (humanos) são muito fracos e as politicas de supervisão modestas ou desadequadas. 
Há como que uma lógica de facilitismo que não é compativel com um mercado concorrencial, nem com o nivel de respeito que um cliente exige (reter um  cliente é mais dificil do que ganhar um de raiz, e perder um cliente fiel é correr o risco de perder até 5 outros clientes através do "passa a palavra" ou da importância da prescrição) ou tão-pouco com o estado saudável de uma empresa. 

Contexto: um avião tem horário de saida às 20h30 e de embarque às 20h00. É suposto que no limite chegue a Paris às 19h00. É profundamente estúpido que não saiando sequer de Lisboa (abortando, desde logo, um voo de ida), alegadamente com uma avaria técnica, às 18:30 se vendam ainda bilhetes em Orly para o voo de regresso a Lisboa. Onde raio falha a comunicação? Melhor: existe o conceito de comunicação? 

Porque 20 minutos antes uma pessoa do check-in sabia que o avião não tinha saido de solo luso. A 50 metros, o balcão, onde tudo se passa, nem aí. Quando à hora de embarque, após um primeiro aviso de atraso, poucos minutos antes, aparece nos ecrãs "Cancelado", não há ninguém para prestar uma informação. As pessoas têm que voltar a passar a segurança e ir ao check-in. E a partir daí, um desastre. 

No check-in pouco podem fazer. Não há mais voos TAP para Portugal, portanto resta distribuir todos passageiros pelos lugares vagos nos voos do dia seguinte, recolher bagagem já despachada e aguardar que nos indiquem ou levem ao hotel.Um avião esgotado, ou quase, amontoa-se com duvidas perante 2, DOIS, funcionários do check in, luso descendentes, farda TAP mas sub contratados. Esforçadissimos e pacientes a aturarem o desagrado generalizado (e crescente) e a fazerem ponte com os únicos responsáveis que apareceram: 2 franceses da gestão do aeroporto. Na prática, ninguém pertence à TAP. 

A transferência de passageiros demora uma eternidade, culpa do sistema no qual os voos TAP estão alojados, que não desbloqueava a troca de bilhetes. E arrasta-se numa penosa perspectiva de flexibilidade nula. Prioridade: executive, gold & silver cards e passageiros com crianças. Assim, acabam os lugares disponiveis, nos voos matinais. Ou mais ou menos, porque sobram lugares em executiva mas é preferivel deixar as pessoas até ás 5, 6 ou da 7 da tarde, do dia seguinte, à seca, com transtornos na sua vida, e sem que tenham culpa, do que encher os aviões o mais possivel para minimizar o impacto inesperado, e totalmente culpa da TAP, nos passageiros. Também não é possivel trocar os passageiros para destinos como o Porto, apesar de haver voos cedo, e lugares, mesmo quando os viajantes se disponibilizaram para arcar com a conta, coisa que a bem da verdade devia ser uma medida de problem solving da puta da TAP ... Porque só é possivel, em sede de check in, trocar um bilhete por outro identico, independentemente das razões que geraram a situação. 

Temos, pois, cento e muitas pessoas chateadissimas, com o nivel de stress em alturas vertiginosas, a quem convem apresentar algum cenário de opções e não é possivel: 

- fazer upgrade de bilhetes; 
- trocar destinos, dentro do território de destino, como forma de facilitar o "escoamento"; 
- considerar vagas em voos a partir de Charles de Gaulle; 
- aproveitar a porra da rede Star Alliance e explorar possibilidades de voos noutras companhias. 

Não só os operadores de check-in não têm autorização nem um sistema que permita parte disto, como quem pode fazê-lo já tinha ido para casa e NUNCA apareceu (seria de esperar que havendo um ultimo voo às 20h30, alguém do balcão TAP, mesmo este fechando às 19:30 - ainda que de facto tenha fechado um "pedacinho" antes-, estivesse de prevenção para uma situação destas), como ainda muitas destas ideias nem sequer estão consagradas. Para que raio então há voos em  Charles de Gaulle ou para quê tanta chinfrineira com a Star Alliance? É que as coisas devem dar jeito quando necessárias, quando são realmente uteis às pessoas, e não resumirem-se a meros conceitos! 

Giro, giro é a linha de apoio TAP em França para a qual se liga e está direccionada para Portugal, onde reiteradamente nos diziam desconhecer que havia um voo cancelado. A sério, esta gente trabalha onde?

Com a transferência a exasperar os fregueses, o aeroporto foi-se esvaziando até só restarmos nós. Os balcões das restantes companhias encerraram. Lojas, cafés e restaurantes,  idem. A ida para o hotel tornou-se um mistério. De repente, "ah e tal... não há hoteis num raio de 80km." Perdão? Como? Importa-se de repetir? 

Mais de uma hora nisto. Os hoteis utilizados nestas circunstâncias ou estavam cheios ou praticavam preços fora do normal; os demais tinham preços desde logo acima do plafond definido pela TAP e dado que da TAP NINGUEM aparecia, eles não podiam tomar a decisão. Apesar de telefonemas em catadupa, só algumas familias, com crianças iam sendo chamadas, e o cenário viável às 23h00 era dormir em camas de campanha no espaço preparado para tal. A parte menos boa... Não havia jantar para ninguém. A cama não era desconfortável. Mas frio pra' caraças! E um cheiro a casa de banho de avião horrivel. Não obstante, quem optou por arriscar no hotel, esperou uma hora mais por um autocarro que os levou para um hotel a 60km (um motel na verdade!), com péssimas condições, sem comida, e apesarem de ter chegado jà 1 da madrugada, tinham que regressar forçosamente às 8 da manhã. E ainda se perderam pelo caminho. Oh maravilha!

E adivinhem lá qual o boato que andava a pra' lá de mal educada e indelicada tripulação de terra a espalhar de manhã (aka, às 6h30)? Que tinham distribuido 120 jantares na noite anterior. É giro pois 120 pessoas alimentaram-se ou do nada ou de bolachas e chocolates que tinham consigo; e porque ... bom, não havia tripulação nem de PVC nas redondezas. 

A parte boa: regressar. Deixar França para trás. Comer. Dormir. Não ouvir francês. 

A parte menos boa: vir na ultima fila, mesmo ao pé da "cozinha" e ter que partilhar quase 2 horas de conversas "profissionais" de 3 hospedeiras: como bisbilhotar o telemóvel de um namorado sem ele se aperceber (só quando ele estiver a dormir) e que tal é legitimo se há desconfianças de traição; o drama do herpes genital; dormir ou não com um piloto já divorciado de outras 2 hospedeiras. 

TAP... Privatizem, a sério!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Do cansaço

Quem inventou os saltos altos merecia encontrar o Raul Meireles numa rua escura, isolada, pela noite dentro. Estou que não posso! E nem sequer me atirei para fora de pé na calçada portuguesa. Louca, mas não tanto. Mas bastou-me. Malditos peeptoes que me arrasaram pés, coluna, pernas, autoestima. Amanhã voltamos às ballerinas e até final da semana ora Keds ora All Stars. De facto, não nasci para ser sofisticada e levar 20 minutos, em dor, para fazer um percurso de 5 meros minutos.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

indeed

Numa época em que está instalada uma desconfiança generalizada face a pessoas e os afectos se contraem*, de facto os livros, não sendo substitutos vivos, são uma grande "paz".









*na minha pessoa, claro está!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Isto é amor...

Ainda o Dia Mundial da Criança.

Madame Gomes, não perdes pela demora!

It's só me.

I ❤ Bags






Dior Diorissimo Bag

Muito Prada-like, mas bem catita. Não gosto das Dior "normais" parecem as carteiras da Rainha de Inglaterra, mas esta ... FAB!

Os pendentes são de prata. 



HAPPY B'Day, Mr. Oreo

Não na versão suspirada, hiper-sexual da MM ao JFK, mas numa versão boca atafulhada de bolacha, chocolate nos dentes e uma alegria imensa!

100 anos em engordar gerações e a mimar o cantinho de nós que gosta de oreos & milk, é obra!


Happy Meals

O almoço foi uma belissima parte de lasanha "homemade" pelo Chef da casa, com ingredientes Jamie Oliver, e resultado de uma aventura culinária nocturna. Ficou deliciosa, saboreada na secretária em frente ao email.

O jantar foi um risotto FAB de cogumelos, queijo e bacon, por entre conversa muito animada e embalado por um Quinta do Cabriz 1998. E, no fim, com a conta, pastilhas elásticas Gorila Vintage. Catita o Cantinho do Avillez!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

murro no estomago





Nunca nada nos prepara para más noticias sobre pessoas de quem gostamos

É uma merda. 

E nem penso de modo egoista, tipo "podia ser eu", ter uma trip de vou mudar a minha vida, aproveitar mais; ou passar pelo modo arrependimento "nem temos falado nos ultimos meses".

A vida é assim e não há que ficar a remoer nos "ses".

Mas custa imaginar a dor e o medo que passaram a coexistir com quem nos é próximo.






domingo, 17 de junho de 2012

sábado, 16 de junho de 2012

Insondaveis misterios

No mosteiro dos Jerónimos, na igreja, cheia à pinha, além de proibirem a entrada de pessoas, estão literalmente a expulsar quem lá está porque vai haver um casamento. Mas a explusar tipo "a andar, desarreda ó faxfavori!".

Boda nos Jerónimos, já de si não há palavras.

Turistas em andamento e debandada. Idem!

Para o ano podem até fazer, sei lá, um pic-nic!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

50 anos & "bombing"




Universais.
Simples.
Clássicas.
Intemporais.
Acessiveis.
Flexiveis.
Confortáveis.
Multicolores.
Transversais.
Brasil no mundo inteiro.

Estas em particular, singelas, mas são lindas.
50 anos depois, a Havaiana está FAB!

Enquanto o país vai a "Golos" ...


... O Observatório Português dos Sistemas de Saúde afirma que há "indícios de racionamento" nos serviços públicos de saúde e a Ordem dos Médicos confirma.

Há lá pobreza maior?


terça-feira, 12 de junho de 2012

I ❤ Bags

CHLOE DUFFEL BAG

I'm so in love with ya!





Provavelmente...

A capa de livro mais pirosa, de sempre!

Alguém seriamente devia rever o conceito gráfico da editora.

Porém, muito esperado, oferecido com carinho por uma pessoa de quem gosto muito. Portanto, tudo a favor. Yey!

Made in Portugal

Se há forma de calçado que me cativa são botas. Não sou moça de salto alto. Falta-me a elegância e a graciosidade (e a capacidade motora, a bem da verdade). Por mim, era Uggs, Uggs, Uggs e vá, uma vez por outra, variava.

Há mais ou menos 2 anos descobri a marca Catarina Martins, made in Portugal, já lançadissima no "estrangeiro" (iuppi!), e não há modelito que não me faça ter um piripaque!

Confirmem lá: http://www.catarinamartins.com/






segunda-feira, 11 de junho de 2012

Pequenos nadas hilariantes

O Angel-O no anúncio da Galp.

No mesmo anuncio, o esforço do Miguel Veloso para dizer "11 por todos e todos por 11"(claramente, rocket science!).

O ar pouco convincente e teatral da Ana Clara qualquer coisa.

A Galp pode ser excelente no negócio da gasolina e de a vender com lucros estupidamente absurdos. Na publicidade, depois do mupi dos Village People... Isto! Porra, que mau!

Objectos de Culto

A Cartier relançou esta Primavera a pulseira Juste un Clou (“Só um Prego” soa ... estranho, em francês de facto há coisas que soam mesmo sofisticadas), desenhada originalmente em 1969 pelo joelheiro italiano Aldo Cipullo, o mesmo que criou a icónica (e meu eterno objecto de desejo) pulseira Love.


A Juste un Clou é arrojada, imponente e verdadeiramente elegante. Vejam lá se a Charlotte não fica gira com ela. As if, alguma coisa lhe ficasse mal p'loamordasanta!




Style-me

Podia ser eu.
As if!

Jeans boca de sino, camisola de malha e carteira XX-Large.
So Me!!!
(menos o chapéu de chuva!)




sábado, 9 de junho de 2012

Let's pretend!

Que as mini férias são aqui e ficamos assim!

Fiesta

Não é tão inclinado para os tons encarnados como parece, mas sim para o coral (como se vê nos deditos) e por tal é FAB!

MAC Fiestaware. 








Também ando de olho no tom Rebel... é muito Cute 








Passeio pelo Chiado

Corre uma brisa. Pelo menos no lado mais próximo do rio.

A cidade parece varrida de autóctones, dado o fim de semana prolongado e feriados, e tem uma amostra simpática de turistas plasmados em fila para o elevador da Glória.

Ainda estou triste com o encerramento da Panificação, sitio que adorava. E apesar de até gostar da Tartine nada substituirá a qualidade e tradição panificadora do sitio. Muito menos a Kayser que tem um serviço por natureza mau: lento, descoordenado, atrofiado, e bastante aquém dos preços praticados independentemente dos produtos.

Curei as mágoas com um Smoothie Detox da Liquid e fiz-me ao caminho.

Abriu uma Zara Home. Gira. Falta a desejada Uterque. Mas o positivo mesmo: a descoberta na Muji das canetas apagáveis. Oh coisa mái rica! Escreve-se e com a borracha da tampa, apaga-se. Clap Clap!



No sobe e desce, de Keds, que os sacanas dos All Stars fizeram-me uma bolha de sangue, ganho consciência que das poucas calças que me servem, e por tal uso e torno a usar, estão de novo, em processo de auto-destruição. Fartas de me aturar. Se elas se suicidam de vez estou tão lixada que não sei por onde começar.

E dia 22 de Setembro tenho um casamento. Por este andar, e como faltar não é hipótese, vou de pijama. E com muitos Valiums.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

style-me


Less is more.

Uma morena linda, com um cabelo FAB, umas calças pretas, t-shirt branca, blaser branco, um Cartier no pulso.
Voilá. 

Clap, clap. Emmanuelle Alt (Vogue). 

Reflexões alheias

Enviaram-me este texto. 
E estou tão de acordo que aqui o plasmo.
Obrigada à sábia alma que comigo o partilhou.


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“está demonstrado que a concentração de poder nas mãos de nulidades estimula a arrogância e é prejudicial ao sossego alheio”


por ALBERTO GONÇALVES

Segunda-feira, 28 de Maio: Solidariedade, modo de usar
Sou do tempo em que o Ocidente olhava os seus próprios percalços económicos como uma insignificância, se comparados com a pura miséria do Terceiro Mundo. Há vinte ou trinta anos, por maiores que fossem as crises do lado de cá do Equador, a fome em África comovia corações, gerava monumentais campanhas de apoio e, de brinde, alimentava carreiras na música pop. Hoje, ninguém quer saber do assunto. Pior, invocar hoje o assunto é motivo de impaciência e indignação, conforme o deslize de Christine Lagarde deixou perceber.
Num momento de sinceridade, a sra. Lagarde confessou preocupar-se mais com as crianças do Níger do que com os gregos que, cito, limitam-se a querer "escapar aos impostos." Embora ligeiramente demagoga, a afirmação é razoável. Infelizmente, a época não convida à razão e a fúria que caiu em cima da directora do FMI não se descreve: de Atenas a Lisboa, as boas consciências da praxe acusaram a senhora das piores vilezas. No que depender das boas consciências, as crianças do Níger que se lixem.
De facto, não é que os europeus estejam menos compassivos: sucede apenas que nunca tiveram compaixão nenhuma. África serviu de bandeira contestatária enquanto não ficou evidente, incluindo aos ceguinhos, que as desgraças locais se deviam muito menos à interferência do homem branco do que aos governos corruptos em vigor na região. A partir do instante em que o drama dos subsaarianos e subnutridos já não convertia ninguém à fé anticapitalista, os infelizes puderam morrer em sossego.
Agora agita-se a questão grega na medida em que esta permite, ainda que com grande liberdade poética, culpar a alta finança, os EUA e os inimigos do costume. No dia em que todos perceberem que o problema dos gregos são eles mesmos, o celebrado "berço da democracia" desaparecerá num ápice da retórica indignada em prol de outra "causa" qualquer. Na ideologia da solidariedade, é sempre o remetente que importa: o destinatário não passa de pretexto. Nem da cepa torta - o que, com amigos assim, é natural.

Sexta-feira, 1 de Junho: Cinzas
Interditar o fumo nos restaurantes (e aparentados) significa condenar de vez um sector que, só no primeiro trimestre do ano e sem a ajuda do Governo, despediu 15 900 funcionários e registou uma queda de 30% no negócio.
Por espantoso que pareça, se ainda nos espantarmos com alguma coisa, é isto o que um obscuro secretário de Estado da Saúde, um tal Leal da Costa, anunciou todo contentinho: até 2020, será proibido fumar em todos os "espaços públicos". Razoável? Com certeza, se os protótipos de governantes não considerassem públicos os espaços privados que o Estado assalta materialmente e, pelos vistos, agora orienta espiritualmente.
De resto, a restauração é apenas um exemplo dos alvos da "lei de restrição de não fumo" (é verdade, o sr. da Costa não subiu na carreira graças ao domínio da língua). Outro exemplo são os carros particulares, perdão, os carros públicos que os cidadãos compraram com o seu dinheiro e pelos quais pagam abusivas fortunas ao fisco no momento da compra e em incontáveis momentos posteriores.
Pois bem: se os carros transportarem crianças, não haverá cigarro para ninguém. O sr. da Costa explica: "Está demonstrado que a concentração de fumo na parte de trás do veículo é muito grande, além de que os plásticos ficam embebidos por material carcinogénico que vai sendo lentamente libertado" (o homem não aprendeu português, mas é versado em análises minuciosas a habitáculos).
Por acaso, também está demonstrado que a concentração de poder nas mãos de nulidades estimula a arrogância e é prejudicial ao sossego alheio. Por mim, frequento poucos restaurantes, raramente vou a cafés, não fumo no carro e nunca, nem sob ameaça de arma, conduziria na companhia de uma criança. Mas mesmo quando a opressão não nos atinge, a opressão incomoda. Mais do que o tabaco, o qual, aliás, possui a virtude de abreviar a partilha de um mundo absurdo com incontáveis srs. da Costa. Um já sobra. Ou sobramos nós.

Sexta-feira, 1 de Junho: Cinzas
Interditar o fumo nos restaurantes (e aparentados) significa condenar de vez um sector que, só no primeiro trimestre do ano e sem a ajuda do Governo, despediu 15 900 funcionários e registou uma queda de 30% no negócio.
Por espantoso que pareça, se ainda nos espantarmos com alguma coisa, é isto o que um obscuro secretário de Estado da Saúde, um tal Leal da Costa, anunciou todo contentinho: até 2020, será proibido fumar em todos os "espaços públicos". Razoável? Com certeza, se os protótipos de governantes não considerassem públicos os espaços privados que o Estado assalta materialmente e, pelos vistos, agora orienta espiritualmente.
De resto, a restauração é apenas um exemplo dos alvos da "lei de restrição de não fumo" (é verdade, o sr. da Costa não subiu na carreira graças ao domínio da língua). Outro exemplo são os carros particulares, perdão, os carros públicos que os cidadãos compraram com o seu dinheiro e pelos quais pagam abusivas fortunas ao fisco no momento da compra e em incontáveis momentos posteriores.
Pois bem: se os carros transportarem crianças, não haverá cigarro para ninguém. O sr. da Costa explica: "Está demonstrado que a concentração de fumo na parte de trás do veículo é muito grande, além de que os plásticos ficam embebidos por material carcinogénico que vai sendo lentamente libertado" (o homem não aprendeu português, mas é versado em análises minuciosas a habitáculos).
Por acaso, também está demonstrado que a concentração de poder nas mãos de nulidades estimula a arrogância e é prejudicial ao sossego alheio. Por mim, frequento poucos restaurantes, raramente vou a cafés, não fumo no carro e nunca, nem sob ameaça de arma, conduziria na companhia de uma criança. Mas mesmo quando a opressão não nos atinge, a opressão incomoda. Mais do que o tabaco, o qual, aliás, possui a virtude de abreviar a partilha de um mundo absurdo com incontáveis srs. da Costa. Um já sobra. Ou sobramos nós.

A praça e o comércio
Há um mês, António Costa afirmou que o sucesso dos descontos no Pingo Doce provou que os portugueses têm medo. Eis uma boa altura para medir o nível de pavor dos lisboetas em particular, agora que um outro supermercado realizará promoções em pleno Terreiro do Paço. No próximo dia 16, o Continente despejará gado, chouriços, leguminosas e "Tony" Carreira na Praça do Comércio, a pretexto de um piquenique e em colaboração com a autarquia a que António Costa preside. O vereador Sá Fernandes, especialista na consignação de espaços públicos para patuscadas, explica que o evento dará a conhecer "animais que muitas pessoas não conhecem". O gnu? O ornitorrinco? Decerto não será o urso, a figura dos que acreditaram que o "Zé" fazia falta à capital e acreditam que o António, putativo candidato a Belém, faz falta ao país.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

I have a dark side

Admito.
Tenho. E não tem cura.

Ontem vi uma pessoa do meu passado, de quem fui próxima e que, por razões que não interessam agora dissecar, me afastei.

Há anos que não via a pessoa ou sabia da mesma.

E ao vê-la o que é que imediatamente pensei?

Não foi:

a) vou falar-lhe?
b) terá já mais filhos?
c) estará feliz?
d) como estará a familia que sempre me tratou bem (melhor que a dita pessoa, diga-se em abono da verdade!)?

Nada disso... O meu pensamento foi: 35 anos e a gaja está mais magra e elegante quando tinhamos 18 ou 25!

Seguido de vários palavrões mentais.

Sim, tenho um lado pérfido. Contido, consciente e, por tal, controlado mas um walking bomb!


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Oferecem-se alvíssaras

Dou uma caixa de Ferrero Rocher a quem estivesse crente que os amores Baía-Bétinha Cabeleireira não iam terminar assim.

Mal.

Com a Bétinha de mão na anca, a decretar usocapião, a usar as revistas para enxovalhar e a escudar-se no "golden parachute": o filho.

Tão óbvio que só faltava ser uma história em 3D.

Quem se deita com pistoleiras, está à espera de acordar com cristãs renascidas? Pois sim, Vitinho. Pra' próxima tenta que o baixo ventre não dite as jogadas.

Pedir demais, certo?! Bazinga!

A glimpse of beauty

Perfect 10!
É tão isto!
Love é uma coisa maravilhosa




Mimo da Izzy!

terça-feira, 5 de junho de 2012

style-me


Não sou mega fã da moça (aka Charlize Theron) mas que é gira nas horas... pronto, admitamos!

Este modelito podia ser meu. Não é ... bem, isso agora não interessa nada.

Dommage. Mas é a minha cara!

Cores, materiais, o cardigan, a pulseira. Tudo. 

Organizem workshops

Por norma, diz-se que fazer ou escrever humor é dificil. Que pode ser um processo criativo moroso e, até, frustrante para encontrar a piada certa e directa ao osso.

Não desesperái. Anda aí um homem com o qual comediantes wanna-bes podem aprender e muito.

De seu nome, Helder Bataglia, lider da ESCOM, mega grupo empresarial em Angola (e não só), que fazia parte do universo GES (Grupo Espirito Santo) e agora pertence à Sonangol.

Citando a Visão n. 1004, que o cita, o parodiante afirmou em seu dia que considera Angola um "país democrático", de "gente séria".

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(silêncio próprio das comédias, com as pessoas a olharem para o tecto, para o infinito, antes da punch-line)

Párem os pastéis de nata. O que temos de exportar é artistas. Este gajo tem imensa graça.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O mundo da escolha

É proverbial dizer-se que no processo de optar, há sempre algo que se perde.

Por mais racional que seja a escolha, por mais óbvios que sejam os dividendos (um beijo apaixonado, uma caricia de um filho, uma viagem a África, um por de sol com um bom vinho, uma sessão de cinema), o que é preterido encerra em si uma perda. Pode ser menor, mas é algo que não fazemos / vivemos / experimentamos/ ganhamos num determinado contexto.

Tenho andado a amassar pão desde há anos (figurativo, asseguro). Com alegria, boa disposição, de porta aberta (da cozinha... sim, figurativo), com vontade de partilhar o resultado, com amigos por perto, com tristeza, desilusões, muita lágrima, com uma dor que atravessa, instala-se, comprime, bloqueia. E sempre a bater na massa, com esperança que o pão ganhasse forma e ficasse bem cozido.

Eternamente, uma carcaça.

No entanto, encontrei fermento. E não o vou largar. A vida é feita de prioridades. E neste momento sei qual é a minha. Contra os gurus, as vozes da experiência, os ditadores do calendário de vida.

Tenho uma opção que me faz sentir realizada, satisfeita, que exije que eu vá mais longe. E que me obriga a abdicar de tempo e de pessoas. Ou melhor, a racionalizar melhor o tempo e apenas usá-lo com algumas pessoas.

A escolha pode incluir perdas mas estas só o serão se não sentirmos como basilares ou não aproveitarmos ao máximo as opções que fazemos.

Vou ganhar prémio miss simpatia? Não. Vou bater recordes de socialização? No way! Vou dormir muito? Espero bem que sim ou dar-me-á fanico. Mas estou muito segura e optimista. E é bom.