segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

PdFT*

Ou seja, a *puta da falta de tempo. O grande problema da Humanidade, ou pelo menos, desta vossa humilde membro da Humanidade (ainda que às vezes duvide disso dado o ambiente pós eclosão bomba atómica que me rodeia!).
Hoje oferecerem-me, como presente de natal atrasado, mas muito bem-vindo, e de uma boa amiga, a 1ª Serie do "Quem Sai aos Seus...". Estou em pulgas... mas, falta-me tempo. Ainda não acabei sequer de ver os últimos episódios do Flashforward. Nem a ultima serie das brilhantes e fabulosas Gilmore Girls, nem a do fundamental Seinfeld ... e todo o resto de Dvds de series e filmes em atraso. Alias, eu nem arrumei ainda os CDs na respectiva torre. Eu!
O caso agrava-se com os livros. Passo a explicar, com exemplos, o drama da minha waiting list de livros para ler (sem qualquer ordem de preferência ou de por onde vou começar, apenas aleatoriamente!):
  • O Mar em Casablanca
  • Fuck It
  • Crónica de 1 Morte Anunciada
  • O Leitor
  • A minha Herança
  • Irmãos (sobre os Kennedy)
  • a bio do Churchill
  • a bio do Fontes Pereira de Melo
  • 2666 (bom, só este põe-me deprimida...)
  • A Ponte dos Suspiros
  • Filipa de Lencastre
  • Lolita (reler, li-o há 18 anos)
  • A Rainha do Sul (a reler)
  • George & Arthur
  • O Símbolo Perdido (há que ser ecléctico)
  • A Leste do Sol (estou louca para começar)
  • O Jogo do Anjo (há 15 meses que me foi oferecido, vergonha!)
  • Anna Karenina (reler, porque de 5 em 5 anos tenho que o fazer!)
  • Os Maias (reler, porque de 5 em 5 anos tenho que o fazer!)
  • Slam
  • Manhathan Transfer
  • Inquietude
  • De Luxo
  • Ladrão de Fogo
  • Catarina Aragão
  • O Amante da Rainha
  • O Perdão
  • O Espião que saiu do Frio
  • O Lado Selvagem
  • As 3 Vidas
  • Carlota Joaquina
  • Imprimatur
  • Sectretum
  • Os 30 anos de mau futebol
  • A Boa Vida
  • Caim
  • A Criança no Tempo
  • Shalimar, o Palhaço (é desta que me apaixono pelo Rushdie?)
São 41 livros mas só 0 2666 e o Anna Karenina valem mais dois. Isto está assim para o agreste.
Se juntarmos as revistas semanais e as mensais, podia-se dizer que de facto precisava mesmo de 1 break para mim própria de largas semanas, meses? Ou ser hiperactiva como o Marcelo e não dormir.
Ou então, pedir ajuda como fiz com as botas: não compro mais livros. Ponto! (para os meus anos quero o perfume Dolce & Gabbana nº3, umas luvas da Luvaria Ulisses côr camel ou um pijama ... e nada de livros).
Mas o que me chateia mesmo, enquanto na minha cabeça faço um puzzle de como / quando vou consumir estes livros (dos quais preciso mesmo, por necessidade de "agarrado"), é não ter tempo para mandar à merda quem me destrói a sensação de tempo / espaço / realidade e me mina o tempo que resta. A chamada falta de tomates, digamos...
Vou ver se acabo a Princesa de Gelo (recomendo vivamente! Os suecos para além do IKEA têm bons thrillers, nos quais se fala sempre... do IKEA!). Antes que o tempo se me acabe!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

as casualidades de ser eu

Sou fã das Kimmi Dolls. Já o havia afirmado. O Pai Natal, sob a forma de duas das suas mais importantes duendes, presenteou-me com presentes ligados com a Kimmi.



Duas amigas, muito especiais, nada a ver uma com a outram, creio que nem se conhecem deram-me uma boneca e um porta cadernos, da colecção Kimmi. O verdadeiramente extraordinário foi que quer a boneca quer o porta cadernos terem como base a mesma figura, ie, a kimmidoll Seiko.



A Seiko simboliza o "Sucesso", com o intuito de inspirar e motivar quem a detém. Para que a Kimmi Seiko realize todo o seu potencial nas várias áreas da vida da sua proprietária, esta tem que aspirar a fazer o seu melhor, a usar os seus sonhos de exito como inspiração na procura para atingir os seus objectivos e ultrapassar os obstáculos.



Mensagem recebida. Excelente "kika" (kick in the ass) como diria a incompetente (e pior professora de sempre da minha vida) professora de Recursos Humanos no MBA (irónico não?). É uma mensagem de alerta... Life is a bitch, mas há que sonhar e ter ambição, mesmo quando nos arrastam para pesadelos e nos querem cortar as asas.



Estas bonequinhas são mesmo giras. As minhas amigas ainda mais. Infelizmente, é uma dura lição para mim. E ambas concordaram em dar-ma, sem se conhecerem. É assim tão óbvio? Ai Pai Natal, acho bem que tenha ficado perdida uma dose de alguma capacidade de dar a volta às nuvens negras no meio das botinhas que estavam na chaminé.



Vou à procura, virá-las todas as botas ao contrário. Já volto...


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

presente de natal

depois de 1 excelente almoço natalicio, muitissimo bem acompanhada, e em que se falou até das coisas menos natalicias e pecaminosas possivel, o homem cá da casa teve presente antecipado.
Para além de palitar os dentes em directo, e das barbaridades que profere e do modo de estar algo alarve para quem tem tradições familiares de elevada estirpe, o dr. Dias Ferreira, comentador de serviço do SCP, estacionou o carro à porta de casa para abastecer a viatura de coisas natalicias.
Nada de mais... se não fosse o facto de estar com o carro EM CIMA DO PASSEIO, literalmente!!!
Ora, o homem cá de casa ODEIA a figura, pode reclamar e ofendê-lo com toda a legitimidade.
Silvio Cervan, rói-te de inveja!!!
FELIZ NATAL

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

É Natal, meu amor

Recordo-me de como dizias, quando jogávamos à apanhada, que um dia aquele meu sorriso seria teu. Que mo roubarias e que ele seria o teu farol, tal como eu seria a tua mulher. E eu ria-me mais, achando-te tonto, desajeitado, com pouco talento para jogar à bola, ainda que tentasses.
Recitavas-me parágrafos inteiros d' Os Maias que sabias que eu adorava, lias-me poemas às escondidas e perseguias-me com o olhar sempre que eu passava na rua. Os outros comentavam o balouçar das minhas ancas sobre as pernas torneadas pelas aulas de dança, mas tu consumias-me em doses de doçura, à distância.
Conheço-te desde pequena, conheço-te desde sempre. Foste sempre o único que me fez as vontades com eterno conforto. Era a única rapariga no meio de quatro irmãos. Todos com a natureza do sucesso escrita no DNA, numa família que revia em cada um deles a hipótese de recuperar o brio de uma história de burguesia endireinhada que fora decaindo, na casa grande, senhorial, com quartos fechados, não ocupados, e com pó, tal como tantos episódios dos nossos antepassados.
Nesta mística e luta pela sobrevivência dos apelidos, eu só dava problemas. Queria dançar, pintar e correr pelo campo, chegando à noite com os cabelos desgrenhados e pés sujos de andar descalça. «À cigana», como era recebida, sem direito a jantar e indo directa para a cama, de castigo. Exasperava os pais, era ignorada pelos meus irmãos, as empregadas achavam-me um raio de alegria mas um tremendo estorvo, tamanhos eram os meus devaneios.
O mundo sempre foi pequeno demais para mim. Mas tu entendias. Tu querias abraçar-me quando eu fugia. À media que crescíamos, eu atirava o cabelo escuro, tão negro profundo, tal como era a minha insatisfação, sempre disfarçada pela gargalhada, aparentemente fácil.
Mantiveste-te sempre por perto e, inconscientemente, eu não me mantive longe. Viste-me descobrir o poder do corpo com outros. Viste-me ser usada sem me importar. Só queria fragmentos de afecto. Viste-me procurar a satisfação sem pudor, numa época de libertação instituída a nível nacional.
E eu via-te, de forma afastada, cada vez mais homem, mais seguro, mais observador, melhor em tudo, melhor que todos os outros. Sabia que farias sempre qualquer mulher feliz, que a trarias para um mundo novo de curiosidade intima e adornos de paixão. Mantinhas a tua devoção mas já não ma davas, tratavas-me na medida certa, na proporção de amizade e paciência.
Um dia, acordei, olhei o tecto, lembrei-me de como tínhamos conversado até de manhã, de como partilhámos a garrafa de vinho tinto que havia restado da velha adega, depois dos meus irmãos terem vendido a casa senhorial, mal ficámos órfãos. Lembro-me de como nos rimos a recordar como o avô era exigente nas vindimas e fazia aquele vinho com dedicação e orgulho. Tinha sido bom. E quando olhei para o lado, no silencio do quarto quente, estavas lá tu a dormir com ar tranquilo e com a tua mão nos meus cabelos.
A partir daí foi fácil. Passaram 30 anos. Mudámos de casa, de cama, tivemos filhos a dormir no meio de nós, e cães devotos a entrarem como donos do quarto. Mas mantens o mesmo hábito de adormecer com a mão nos meus cabelos, já menos negros e mais grisalhos. Nenhum de nós os disfarça. Representam que vivemos juntos todas as fases da nossa vida. Até o sermos avós.
3o anos de proximidade suave e indolente como lençóis novos acabados de pôr, 30 anos de toques que arrepiam como a primeira chuva de Setembro, 30 anos de um universo cheio de pontos de referência e confissões, mãos dadas e passos entrelaçados. E se a minha alma continua um remoinho, tu continuas a ter essa tua expressão em paz consigo mesmo quando dormes.
É Natal, temos a casa cheia de filhos, genros e noras, cunhados, sobrinhos e crianças. E os nossos cães, já velhinhos mas cheios de genica pela animação reinante no lar feito por nós.
Mas para mim, é como só tu existisses porque sem ti nada disto seria real. Se me amaste desde cedo, desde sempre, por seres precoce em perceber o óbvio, eu amei-te mais tarde mas com tal intensidade que me preenche, que me completa, que me faz ser melhor.
É Natal, meu amor. Não poderia querer-te mais. E o meu sorriso há muito que é nosso.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Pai Natal já chegou ...

E com livros!!! O Mar em Casablanca do Francisco José Viegas e a biografia do Fontes Pereira de Melo da MFM já cá cantam... Nada mau para animar as hostes depois do dia de ontem!E desconfio que o Carlota Joaquina by Marsilio Cassotti também já está na árvore.
Quem é que rouba decorações de natal da porta de uma pessoa??? Porquê? Onde raio anda o espírito natalício destas pessoas? Já para não falar da educação... É só mesmo para irritar! Apesar de ser uma atitude deplorável, ainda por cima as minhas decorações tinham valor afectivo. De facto, há pessoas muito tristes!!!
Logo ontem que tinha começado com banho com água fria... Pudera que esteja constipada (já estava mais ou menos resfriada mas banho ao sábado com agua gelada não ajuda!!!!). Tenho o corpo dorido como se o Bruno Alves me tivesse dado um encosto.

Não melhora o Sol ter ido de folga e a Elsa Raposo ser capa de revista como estando à beira da loucura. Alguma vez ela foi sã??? Meninos das revistas, sejamos crediveis nas noticias... Aquilo é 1 caso perdido há anos
Mau mesmo é o Benfica jogar com o FCP com um semi-plantel e aparentemente sem Luisão e David Luiz. Ai!
E porque não respondem as pessoas às SMS??? Andam sempre todos com os telemóveis colados à orelha, custa responder?
Acho bem que me compensem com presentes ...não 'tá fácil ... Até as férias foram arrancadas a forceps, livra.
Mas mesmo assim, FELIZ NATAL!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O que não gosto no Natal.

Eu adoro o Natal. Por mim, tinha a árvore montada todo o ano e decorações espalhadas pela casa. Mas como em todas as coisas, até esta belíssima época tem os seus momentos dr jekyll & mr hyde, o seu Yin Yang.
Começa logo porque detesto Circo. Qualquer que seja, do mais chunga ao armado ao pingarelho. Odeio. Palhaços, malabaristas, macacos, era tudo corrido à chicotada. Citando Caco Antibes, "croquete é coisa de pobre". LOL. Dei das maiores infelicidades ao meu pai porque ele gostava e eu desde miúda recusava ir. Era o mesmo escândalo para ir a Igrejas. Tendas e padres, comigo, não dá!
Depois, não suporto a dieta natalícia. Rabanadas, sonhos, fatias douradas, bacalhau e couve, de fugir... Mas mau mesmo, Bolo Rei. Pior invençãozinha não há (depois da gloriosa ideia tuga do folclore). Entre as passas e fruta cristalizada e aquela cobertura de fazer doer os dentes, é tudo um horror. Adoptei a minha própria tradição: dia 24, croiassant de chocolate da Bénard.
A coisa agrava-se. Não gosto dos so called famous people aka VIP's da treta que se multiplicam em festas e eventos para ajudar os mais desfavorecidos quando durante todo o ano, longe do barulho dos flashes, se estão positivamente a borrifar para os menos privilegiados. Aliás, até fogem deles na rua apesar de muitas vezes estes VIPs serem mais miseráveis de espírito do que aqueles que precisam. E adoro quando vão dar apoio a sem abrigos, muitos deles consumidores de drogas, e fazem aquele ar de consternação quando passam a vida na casa de banho a cheirar coca. É de uma hipocrisia, o que não é de espantar dado que estas "pessoas" vivem no mundo do Noody, como se a vida fosse uma grande telenovela da TVI: com overacting, más interpretações, close-ups de bradar aos céus e historias tão idiotas como os idiotas que são auto denominados actores.
Uma ou outra figura publica, acredito que dê a cara, e o espírito, a iniciativas em que a imagem vale 1.000 flashes e se consegue a atenção devida para causas com glória e, muitas vezes, com dificuldades. Mas a maioria luta mesmo pela auto promoção: "Gosto muito de crianças, quero muito ser mãe, é um sonho adiado... "(até arranjar algum tanso que pague a cesariana e os tratamentos pós-parto e depois pague, mesmo, a pensão de alimentos); "Esta historia faz-nos lembrar todos aqueles que precisam" (estou a imaginar o Angélico a dizer isto e até doem os ouvidos). Clichés, clichés.

Em seguida, os pais histéricos, a comprar a Toys 'R Us toda para as criancinhas mal educadas (aquelas que deviam ser barradas às portas de restaurantes, até determinada idade), mimadas com telemóveis aos 5 anos, PSP aos 7 e todas as demais coisas que a Leopoldina, a Popota e o cartão de crédito já gasto dos pais trazem. Em criança, lembro-me de ficar feliz de receber livros, um conjunto novo de canetas, mais um dossier do Sempre em Festa. E Bombocas. Haviam sempre Bombocas na chaminé. E dinheiro... desde pequena que delirava com as notas que saíam dos envelopes (prontamente retiradas da minha mão e postas a aforrar), era um fascínio! E jogos e roupas mas em doses controladas e devidamente controladas pela autoridade doméstica.
Hoje compensa-se a falta dessa autoridade com presentes, ensina-se que receber é um acto passivo de ter e, assim, é fácil ter, logo tudo será fácil.
Não gosto de e-cards. Mea culpa que também os envio, por temas de trabalho sobretudo. É simpático receber, menos quando inundam o email (geralmente no dia clássico das pessoas irem de ferias), há umas coisas girissimas, é ecológico e uma opção mais barata. Mas não é a mesma coisa.
Gosto mesmo é de escrever postais às pessoas de quem gosto, daqueles de papel, através dos quais lhes passo a minha mensagem especial, com o meu punho e ao correr do que se sente. Tenho pena que anualmente se reduzam os postais que recebo: sobram o dentista, os bancos, o Corte Inglés, e alguns (poucos) amigos que me mandam postais. Gente, movam esses rabos, vao comprar postais, escrevam qualquer coisa com significado e vão para a fila dos Correios. As pessoas estão indolentes e acomodadas. E não venham com tangas da revolução verde porque depois não fecham a água no duche, não reciclam lixo e atiram aerosois de toda a espécie para o ar. Tretas ...
Não gosto! Desaprendemos de escrever, de abrir um postal virgem que pede para ser marcado pelas emoções. E agora até há uns selos que quando se lambuza fica a saber a língua a café. Maravilha!
Não me mandem SMS com piadas ou mensagens natalícias standardizadas para toda a lista de contactos do telemóvel. Ou ligam ou mandam SMS personalizada. É que é uma avalanche de SMS tipo as das promoções da Sacoor ou do Citibank. Pouco digno.
Não gosto pessoas que andam às compras de ultima hora. Não por terem deixado para o fim as compras mas pela histeria colectiva que passa a reinar na cabecinha desta gente que de repente parece que caíram numa mega taça de eggnog e ficaram TONTAS de todo. Veja-se a Zezinha Nogueira Pinto, a cretinice toda veio do stress pré-compras de natal antes da missa do galo.
O que não gosto mesmo é não poder joy the moment enclausurada de manha à noite, sem ter tempo para contemplar as iluminações, comer castanhas ao frio, pela rua em fins de tarde alfacinha, ver a alegria dos miúdos, não poder fazer voluntariado porque estou sempre em lista de espera (e com a minha vida profissional de sucesso garantias de poder aparecer também são altíssimas...) e ter que fazer malabarismos para jantares, lanches e almoços de natal. Loucura.
Mas, reitero, adoro esta época, viva a cocacola e o Pai Natal e ADORO PRESENTES. Não se esqueçam. Não gosto nada de não recebê-los!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

porque levantar cedo faz mal ....

... Porque estive em ansiedade total desde casa até chegar ao trabalho e perante outra luz ver que afinal os collants que vesti eram mesmo pretos e não, horror dos horrores, castanhos como me pareciam na paragem do autocarro e durante a viagem até ao escritório.
É que estava toda de preto e estava a dar-me uma coisinha má. Lá me tentei distrair com a Vanity Fair espanhola e o Cayetano Rivera Ordoñez mas só me tranquilizei quando outra gaja, tão doente como eu, me assegurou que as meias eram mesmo pretas. Devia ser dos óculos de sol misturados com o pouco sol matinal...
Foi o ponto alto do meu dia. Ah, o almoço foi bom, com belíssima companhia.
Mas estou mesmo certa que este tipo de agressividade matinal a que uma pessoa é sujeita porque tem um autocarro para apanhar às 8h20 é a razão de muitos problemas do mundo. É tortura.
Trabalhar já de si tem tanto fascínio como uma as sitcoms lusas da SIC (que más!!!!!!!!!!!!!!), a vontade é pior do que ir ao ginásio, é muito cedo, não sol, mas os óculos são giros portanto usam-se, o dia adivinha-se aquela coisa cheia de glamour e interesse que nos faz quase querer ouvir Delfins, pois não pode ser pior ... e ainda por cima stress por causa de collants castanhos com vestido e botas pretas???!!!.
Ninguém merece!
Se temos que trabalhar e já que se sai às 9h da noite e trabalha-se em casa até à 1h a manha, não sei, o limite seria poder dormir até às 10h, vestir-me com calma, tomar tranquilamente pequeno almoço a ler qualquer coisa e depois sem drama de meias atirar-me às feras.
Pois, não! E ainda dizem que a lei é pró trabalhadores... Se calhar sou mesmo arraçada de Carvalho da Silva.
O Michael Moore fazia um blockbuster com a minha vida.
P.S. Vou dormir... tenho horários de empregada de limpeza cruzada com guarda nocturno.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Os Vampiros

Diariamente, nos transportes públicos, ou onde quer que esteja a ler a minha Vanity Fair, tenho que tapar a capa com receio que me confundam a revista com a Bravo. Isto porque a capa é um tal Robert Pattinson, um gajo com cara de parvo, mas aparentemente considerado giro e herói da saga cinematográfica do Crepúsculo.

Eu não gosto de Sapos (sabem lá vocês o que sofri durante o Magnolia) mas também não gosto nada de Vampiros. Quer eles sejam em filmes série B a preto e branco muito maus mas com ar até assustador, quer sejam na versão pop sexy do século XXI em filmes que me parece serem provavelmente tão maus como os da década de 40 do século passado.

Admito que tentei ler o Crepúsculo, pouco depois de ter saído, e que me foi oferecido com mtª simpatia, mas não consegui ler mais do que 10 páginas. Além do universo não me interessar achei a escrita a la margarida rebelo pinto recheada de clichés. Mas como em tudo o que seja massificação, a coisa pegou! E virou moda, e agora há vampiros por todo o lado. Filmes, séries, revistas, bom ... uma tonteria pegada!

Até o Presidente da Republica aderiu a coisa. Pisaram-lhe os "calos" e vá de ir directo à jugular com a nomeação do Fernando Lima, o carneiro sacrificado ao sabor das brincadeiras de aprendiz de Maquiavel, deste Verão, do Sr. Silva. Que tem muito que aprender, ou melhor, que ler. Mas isso deve ser-lhe difícil. Não obstante, o Sr. Fernando Lima lá aparece nos bastidores do poder de onde nunca saiu. Com uma Presidência da Republica assim, de facto, estão-nos a ir a qualquer lado e não será apenas ao pescoço, certamente.

O país estava distraído com a Face Oculta. Perante esta aventura no Reino da Sucata, o Engº Belmiro de Azevedo, disse que "tem mais que fazer e que tudo parece uma das telenovelas das da TVI e da SIC". Palavras, como de costume, sábias. Ambas as situações são más mas não há ninguém nos "denominados" actores tugas da nova geração que façam tão bem o papel de Manuel Godinho ou de Armando Vara ou de José Penedos.

Perante o mesmo Caso, o Sr. Alberto João Jardim chamou ao (continente) a Sicília Hispânica. A Sicília que lhe paga o ordenado e os Furados. Que lhe sustenta a ilhota e o caciquismo que por lá reina de forma tão natural como a sua sede, onde grassa a corrupção enquanto paraíso para turista ver e onde a asfixia é a toda a linha de Bingo: democrática e de horizontes. É tudo tão igualmente belo como "poucachinho"e nós, cubanos / sicilianos / hispânicos a pagar a farta vilanagem a olho nu mas que todos ignoram em silêncio.

Lamento pelos poucos madeirenses que conheço e de quem gosto (Luisinho, é mesmo para ti!), mas as palavras daquele idiota provam o provincianismo e complexo de inferioridade da população que vota PSD. O sr. AJJ sabemos que já saiu da ilha porque veio estudar à Sicília Hispânica (certamente que muito penou!!!), mas o mundo não termina nas águas que o rodeia.

Os desastres e o baixo nível na nossa politica, só podem ser relativizados quando olhamos para Itália, terra do Fiat 500 e do Lancia Delta (lindo!), terra da Prada, da Gucci, da Tod's e... vá dos Dolce & Gabbanna. Da pasta maravilhosa.

Depois dos escândalos sexuais às custas do erário público, da corrupção descarada, da manipulação da informação centralizada num gnomo movido a Viagra e maquilhagem, das ligações à Máfia russa e ao tráfico de armas e de droga, da falta de educação e sentido de Estado em fóruns públicos internacionais, eis que Il Cavalliere se cola cada vez mais à extrema direita para compensar outros votos que vai perdendo.

Esta extrema direita, a Legião Romana, tem lideres com cargos ao serviço do Estado e que promovem maus tratos e humilhações policiais, detenções ilegais a todos aqueles que sejam "diferentes" e fecham os olhos à violência nas ruas provocada pelos cabeça rapada, o "racismo de tasca" como li (na Visão). Existem mais de 60 grupos neo-nazis Ultra em Itália, cada um a brincar à sua maneira.

Vou chocar mas acho mesmo que no caso de Itália (e até noutros países), a UE devia intervir, fazer qualquer coisa. As coisas naquele país em forma de bota (só por isso merecia um prémio de arquitectura geográfica) estão num ponto de demência total com Berlusconni a proferir coisas como Mussolini “não matou ninguém, mandava os opositores de férias”. Isto é muito sério, porque fere de morte os princípios sobre os quais nasceu a UE.

E tal como na Madeira onde há oposição / contestação à séria? Onde andam os Benetton, os Agnelli, o Renzo Rosso? Os grandes produtores de riqueza do país? A comer e a calar?

E o Gnomo segue em frente, passando por cima de tudo como se fosse um coelho duracell em fim de vida, a perder a cor do auto bronzeado, mas sob efeitos do comprimido azul, a lixar com “F” grande um país inteiro. E com a Legião Romana a apoiá-lo.

Preparem o colar de alhos. Temos todos o pescoço em risco.

domingo, 29 de novembro de 2009

ó pai natal andas por aí???

como quem não quer a coisa ... gostei muito do Novo Perfume Dolce & Gabbana nº 3 L' Imperátrice.
E depois do desabafo do Eduardo sobre o quão mal as empresas comunicam e como não criam formas de interacção com o publico, devo-vos dizer que a Optica do Sacramento é Linda! Do que se vê por fora... sim, porque domingo à tarde, tudo aberto no Chiado menos a loja NOVA com excelente aspecto
Haja paciencia...

lojas fetiche

São tão fetiche, tão fétiche que até tenho medo de lá entrar, pois daqui a meses posso estar a cumprir pena por cheques carecas!
Uma é a Negligé, situada na Rua Castilho, 90, 4º Dtº. É um conceito inovador em Portugal. Uma loja (aberta das 13 às 19h) que funciona num apartamento, num espaço íntimo, extremamente feminino e com imenso glamour. Num ambiente sofisticado e de enorme bom gosto, as clientes podem escolher peças de lingeries originais, de alta qualidade e criadas por vários estilistas. Em breve, no mesmo espaço, pode encontrar o atelier de Mário Oliveira, que cria exclusivamente vestidos de noivas (who cares?).
A outra, a que mete mais medo, sobretudo porque ao fim de anos a serem usados para dormir, os meus oculos de vista cansada PARTIRAM-SE assim, pluff!, ... é a Optica do Sacramento, localizada na zona prime de Lisboa.
Situada na Calçada do Sacramento, contempla uma área de 170 m², e "acolhe um conceito de óptica moderno e diferente, visível numa decoração luxuosa e no espaço intimista, que foi especialmente desenvolvido para permitir um atendimento personalizado em todas as áreas da loja" (fonte: Aguirre Newman, que foi a consultora imobiliária responsável).
A Popota gosta particularmente destes ver aqui
São tão fetiche, que nen uma nem outra têm site. Ou é falta de brilhantismo na comunicação aos clientes ou é falta de budget ou é uma estrategia selectiva hiper mega luxuosa. A Negligé ainda tem http://www.negligeelingerie.com/home.html, mas resume-se a pagina com morada
Esperamos VIVAMENTE que as lojas valham a pena. È que estou em PULGAS

Os Animais ou os Herdeiros do Visconde de Alvalade

Hoje fui à bola. Dia de derby. Jogo de risco, dizia a policia. Mas o estádio (daqui em diante denominado AlfaLidl) estava pertinho de casa e os bilhetes haviam sido oferecidos com amizade.
Pusemo-nos a caminho. Viagem de metro pacifica, com benfiquistas e sportinguistas a partilhar o mesmo espaço com civismo e até amabilidade. Ou seja, como deve ser.

E sai-se para fora da estação do Campo Grande e choque de realidade. Civismo? Que é lá isso. E tendo em atenção que é a saída onde desemboca a maioria das pessoas para os jogos, atravessando uma larga avenida para se chegar às escadas, polícia, onde andavas tu? É que se a porra do jogo é de risco talvez estarem a monitorizar a saída do metro até à entrada das portas, é pá, talvez fosse boa ideia.

Pois não. Avisaram-nos para esconder qualquer símbolo encarnado. Ok. Eu acataria à revelia mas se o meu namorado vai de sweatshirt a dizer Benfica, por solidariedade e por achar que não tenho nada que ter vergonha de pôr o meu cachecol, lá vamos nós a falar de coisas nada a ver com a bola. Se vamos ver um jogo com duas equipas é normal que se usem cachecóis de ambas, foi para isso que eles foram criados e postos à venda.

Aparentemente há uns animais em Alvalade que não concordam, talvez o clube deles devesse jogar sozinho, da mesma maneira que estes adeptos devem apenas conhecer o prazer onanista.


Uns benfiquistas que nos avisaram para evitarmos umas entradas altamente conflituosas, avisaram-nos para os “indivíduos” que estando por ali, de cerveja na mão, haveriam de embirrar connosco. Quase em simultâneo comecei a ser apelidada de “puta” por todos os lados. Não sei como de repente o meu namorado, que não é pequeno, estava a ser agarrado, em andamento por um tipo que surgiu sabe-se lá de onde, a mandar vir agressivamente de irmos para ali a exibir as cores do nosso clube.

Queria o filha da puta o quê, que pedíssemos aos senhores que distribuem os jornais Metro as tshirts para parecermos apoiantes do Clube do AlvaLidl?

Quando tento ir apaziguar as coisas, sou agarrada por um outro individuo que começa incessantemente a perguntar-me o que era o que eu trazia ao pescoço, a chamar-me puta e a deitar-me bafo de cerveja para a cara (coisa que me põe MUITO danada). Sempre que tentava perceber com o meu namorado, o estupor do animal que me rodeava puxava-me o cachecol, fazendo pressão no pescoço. Perguntou-me tantas vezes para que era aquilo que lhe respondi se ele era cego ou parvo. Era um cachecol, não via? “Quem fala aqui sou eu, puta” (vocabulario diversificado, portanto).

Recusando dar-lhe o cachecol (era só que faltava…), ainda mais bafo me atirava para a cara e evitava que eu me apercebesse como estava outra situação que parecia mais grave. Fui salva por um puto também do SCP que dizia que “em gaja não se toca”. Aparentemente, para os mais novos há um código de honra e fui promovida de “puta” a “gaja”. Não percebi como se resolveu com o meu namorado, definitivamente mais ameaçadora, mas houve outro Animal, menos bêbedo e mais conscioso que intercedeu.

Lá nos safámos, com os agressores pouco convictos em deixar-nos ir vivos, continuámos sempre a ser provocados até chegarmos a um parque de estacionamento escuro onde escondemos cachecol e camisola como podemos. E não vimos um único policia.

Isto é a história. Agora, a gravidade da situação globalmente:

a) Onde raio estava a policia naquela zona, conhecida por deambularem tipos bêbados à procura de atritos? Que merda de planeamento se faz para um jogo de risco?


b) Existiam pessoas que não tinham nada a ver com o jogo (motoristas e revisores da carris e das camionetas) que assistiram a tudo ali ao lado e não fizeram nada. Que sociedade é esta? Aquilo proporcionava-se um belo sarilho a qualquer momento, éramos dois contra os que viessem e ninguém agiu ou tentou pôr água na fervura. Homens feitos sem nada entre as pernas.


c) Tive cativo no Benfica alguns anos, durante esse tempo ia aos jogos a pé, entrando ou pelo Alto dos Moinhos (sempre mais confuso) ou pelo Colombo. Vi raramente confusões mas entre grupos ou um mano a mano mas despoletado por alguma coisa concreta. E até acredito que haja violência pela parte de grupos no Benfica, mesmo nunca tendo visto (mas passava pela porta da entrada da claque e de facto havia com cada figura …).


No entanto, o episódio de hoje é de uma COBARDIA brutal. Um casal versus uma matilha de animais mal-educados, bêbados e das barracas. Ai das barracas, não, porque são o clube da elite. Têm um Lidl nas instalações mas são da elite.

Alguém sportinguista dizia esta semana que contratar Carvalhal era sintoma da ambição zero do Bettencourt. A cobardia destes animais mostra a garra do leão: frouxa e nojenta.


O Sporting sempre me mereceu uma indiferença afável. Existia. Não me causava asco pelas trafulhices anti-jogo como o Porto, mas também não tinha um ódio visceral. Divertia-me o Miguel Veloso, as nuances da Brandoa do Polga, o estilo macho gay do Rochemback, a macrocabeça do Moutinho, o presidente da Associação dos Strumpfes. E até não me importava quando ganhavam contra algum clube estrangeiro.


Agora, e mesmo sabendo que a generalização é uma coisa pervertida, passei a ter animosidade natural pelo clube e não vou ter tanta paciência para os adeptos inclusivamente os que sejam meus amigos. Vou-me sempre lembrar-me do filho da puta alto de argolas nas orelhas e boné na cabeça a ameaçar o meu namorado, sem razão mas só porque sim e sabendo que tinha apoio e nós não.

Para quem me conhece, entende a profundidade do meu recém-adquirido sentimento de desprezo e sobranceria por aquele clube: até podem jogar com uma equipa turca ou indiana, que torcerei sempre pelos outros. Está tudo dito.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Carta Estruturada ao Pai Natal

Resumindo ultimos posts e pondo ordem à coisa...

Vamos por categorias:

Lista A.

O que a Popota Mónica quer MESMO:
  • 1 mês no Le Telfair

  • Louis Vuitton NeverFull Daimier

  • Kimmi Dolls (nota: já tenho as seguintes... Ayame, Kokoro, Misaki, Nanami)

Aqui incluia-se a mala Huge Hillier Hobo do Marc Jacobs que entretanto esgotou, nao ha em lado nenhum e nem em sites da NET


Lista B.

O que faria a Popota Mónica uma pessoa melhor:
  • curso de maquilhagem da MAC

  • a lista de livros (os ultimos do Francisco José Viegas, Carlota Joaquina by Marsilio Cassotti, a bio do Fontes Pereira de Melo da MFM e o Livro do Desassossego do Pessoa)

  • cheques vale da MDutti

Lista C.

O que a Popota precisa De Facto
  • pijama, mas nada de flanelas nem daquelas foleiradas com bonecos como se fosse uma criança (Popota mas não tanto ... Weguee Weguee): pijama quente, versão corte masculino largo, com parte superior parecida com camisa

  • IPOD mas estamos em duvidas (estilo cromo da bola, falando no plural...): IPOD NANO 5G 16Gb ou Iphone 3GS 16Gb (acumulando com vontade de ter um telemovel com push up mail e acesso user friendly a net para o meu aniversário!!!!)???
  • roupão branco quentinho pós banho da IKEA

  • Cheques vale de boa disposição e paciencia para acordar de manha


Lista D.

Coisas Imprescindiveis para a Popota Mónica ter estilo:


  • Relogio Chaumet Class One Steel Watch 38mm
  • Burberry Classic trenchcoat W'09
  • Montblanc STARWALKER METAL & RUBBER ballpoint

Weguee Weguee...

PoPo...PoPo...Popota / Os brinquedos estão a chegar / è agora / O Natal veio pra ficar


terça-feira, 24 de novembro de 2009

porque o natal está aí á porta... UPDATE 2

UPDATE

- curso de maquilhagem da MAC, convertivel em produtos. Presente 2 em 1. Quero muito e é fabuloso... curso + produtos... quem der faz vistaço!!!






- Bilhetes para A Gaiola das Malucas. Nao sendo fã de Musicais, o filme leva-me às lágrimas (original de 1 musical). É HILARIANTE. Nao há vez que veja que não me dê ataques
descomunais de riso. Duvido que se reproduza a genialidade mas ...
- no mesmo registo tb podem ser bilhetes para o concerto do Mika em Abril






domingo, 22 de novembro de 2009

ai, ai, ai, isto de ser loura... eu não entendo!

A VISAO de 12 Novembro trazia um pequeno apontamento sobre As Posses dos Novos Ministros

Por ser loura, ha 3 casos que me deixaram no estado: "Hello, vou lá de noite....!!!!"


GABRIELA CANAVILHAS - Pianista

  • De origem açoriana, iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada. Terminou o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional de Lisboa, estudou Música de Câmara com Olga Prats, e posteriormente com Riccardo Brengola, na Accademia Musicale Chigiana (Siena, Itália), onde lhe foi atribuído o Diploma de Mérito em Música de Câmara.
  • Mantém intensa actividade artística, sendo uma presença frequente nas principais salas de concerto e Festivais nacionais. Apresentou-se também nos E.U.A. (Nova Iorque), em Itália (Turim e Siena), no Brasil (Rio de Janeiro, Niterói e Brasília), em Macau (Festival Internacional de Macau / 1998 e Centro Cultural de Macau / 1999) e na Alemanha (Wilhelmshaven Expo-Am Meer 2000).
  • Gravou 7 CDs
  • Em 1999/2000 exerceu funções de assessoria para a Música Erudita na Direcção Regional da Cultura nos Açores.
  • Apresentou diversos programas na RDP Antena 2 e mantém colaboração regular em iniciativas de diversas instituições culturais portuguesas, como no Instituto de Camões, Centro Cultural de Belém e Casa da Música do Porto.
  • É frequentemente convidada como conferencista, comentadora de concertos ou para colaborações pontuais em publicações sobre temáticas da área cultural e artística.
    Directora artística do Festival MusicAtlântico nos Açores, desde a primeira edição, em 1999.
    É licenciada em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
    Desde Janeiro de 2007, é membro do Conselho Directivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).
    Entre Novembro de 2003 e Novembro de 2008, foi presidente da Direcção da Orquestra Metropolitana de Lisboa, presidente do Conselho Directivo da Academia Nacional Superior de Orquestra e directora pedagógica do Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa e da Escola Profissional Metropolitana. Desde o dia 1 de Dezembro de 2008 exercia as funções de Directora Regional da Cultura dos Açores.

Segundo a Visão, a sua declaraçao de rendimentos apresenta os seguintes valores:

  • 1 land rover discovery + 1 VW Golf + 1 Volvo S40 + 1 Hyundai grtz + 2 apartamentos + 1 casa com 25 (sim, 25) divisões em Aviz + €12K em titulos e €115 154 de rendimento anual...

Afinal ser artista em Portugal dá guito... e MUITO!!! Pra que raio quer a mulher 4 carros e 1 casa com 25 divisões? Montar 1 pensao ou 1 bordel???


António Soares Serrano

  • 44 anos
  • sai da administração do hospital do Espírito Santo, em Évora, para o Ministério da Agricultura.
    Professor catedrático na Universidade da cidade alentejana, é um gestor, que já passou pelo Gabinete de Planeamento de Política Agro-Alimentar do ministério e é vogal da Comissão Directiva do Programa Operacional do Alentejo do QREN.

Declaraçao Rendimentos:

  • €162K rendimentos anuais + 7.000 acçoes do MillenniumBCP + casa em Évora de €340K + Audi A4 e 1 Lancia Ipsilon ... Paga-se bem em évora na administração de 1 hospital, afinalo alentejo nao e assim uma das regioes mais pobres da europa...

Dulce Álvaro Pássaro

  • licenciou-se no Instituto Superior Técnico e especializou-se em Engenharia Sanitária na Universidade Nova de Lisboa
  • iniciou a sua actividade profissional como professora assistente no ensino politécnico.
    Entre os cargos que desempenhou, destacam-se a presidência do
    Instituto dos Resíduos, a chefia de divisão de resíduos da Direcção Geral da Qualidade do Ambiente, a direcção do serviço de resíduos e reciclagem da Direcção Geral do Ambiente e a direcção do departamento de planeamento e assuntos internacionais do Instituto dos Resíduos.
    Participou também na elaboração da primeira lei nacional da qualidade da água, do
    Plano Nacional de Resíduos, dos Planos Estratégicos para Gestão dos Resíduos Industriais e Hospitalares e da legislação de resíduos para o território de Macau.
    Desempenhou funções no controlo das descargas de águas residuais industriais na Direcção Geral dos Recursos e Aproveitamentos Hidráulicos e na aplicação do normativo comunitário de combate à poluição marítima e no controlo de substâncias perigosas no meio aquático.
    De Março de 2003 até Outubro de 2009, foi vogal do conselho directivo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos.
  • Foi nomeada Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território do XVIII Governo Constitucional de Portugal, cargo que desempenha desde Outubro de 2009.

Declaraçao de rendimentos:

  • €74K em 2008 + varios terrenos em Oliveira do Hospital + 26, sim LERAM BEM, 26 imoveis rusticos e urbanos + 2 lojas + 1 vivenda + 4 apartamentos em Espanha (novamente, leram bem, em ESPANHA!!!)

A ministra Remax, portanto

E a burra sou eu??? Não há pachorra, a sério!!!

Devo estar com mau feitio mas acho este pais uma irmandade de caciquistas... E assumo que votei no PS, agora, VERGONHA.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

a insustentável existencia da burguesia

Socorro, no espaço de uma semana chamaram-me burguesa. 2 vezes. 2 gerações diferentes. ambas mais novas que eu
A sério, socorro

Para mim, é super insulto. Sei que não era essa a intenção. Mas demoliu-me como castelo de cartas.

Ser burguês para mim é alguém que teve ideais de vida (qualquer que seja desde salvar as baleias, lutar contra o aumento das portagens, abrir as asas e conhecer o mundo) e acomodou-se à vida de adulto.

Casa-emprego para pagar os 2 plasmas, o homecinema, as férias na neve para onde todos vão, a viagem ao nordeste brasileiro. A carrinha para 2 porque a prole aumentará algures, endividar-se para o casamento na tenda na quinta, a vaidade do vestido meio pavoroso, a alegria idiota com a bebedeira dos tios, a cretinice do leilão da liga, o atirar o bouquet (linda a cena no Sexo e a Cidade em que o bouquet cai perto das 4 e nenhuma sequer se mexe).

Ir ao cinema para apenas ver blockbusters mas atender o telefone ou nao perceber as piadas. Jantar acima do cartão credito para dizer que se foi à bica do sapato. Optar pela novela vs ir ao teatro, pelo jogo da selecção em vez de ir ao MUDE. Ler a porcaria dos vampiros (nota: eu leio Dan Brown, mas leio muito mais que isso) e achar que é uma obra de arte.


Morria de medo disto, de secar a curiosidade e o abraçar do mundo para me entregar à zona de conforto do T3 com banheira de hidromassagem (que saudades da minha, confesso). De parar de viajar e conhecer novas janelas de vida para pagar as prestações e dar de mamar ao típico paradigma dos 2 filhos. De conversas com amigos para me encerrar a ver blueray em 50 polegadas.

Aburguesar é encarneirar. É ser comoo todos os outros. Não quero.

Claro que gosto de viver numa casa confortável com jardim no centro da cidade mas estava igualmente feliz nos meus 50m2 em Benfica. Não precisava de empenhar a minha alma ao diabo para ir para Telheiras. Não hipotecaria os meus 50m2 por uma moradia fabulosa ou uma casa em condomínio mas que me amarraria a uma vida em função da casa. Quero um blackberry, é certo, quero ir jantar fora, quero ir a Londres e a Nova Iorque e a Milão, outra vez. Ir ao Prado.

Quero sempre mais uma mala, não quero estar 2 dias e 2 noites na fila para meter um filho no colégio X. Pele de galinha.

Quero abrir os olhos e sentir-me eu, não igual a todos demais.

Parem de me chamar burguesa ou corto os pulsos.

Já me basta o trabalho sugador de vida e sentimentos, sem reconhecimento, e pouco inspirador; já me basta que os presentes de natal do agregado familiar seja uma coisa para a casa; ou um namorado que leva horas no Ikea ou no Continente a escolher a mostarda e o azeite certos!

Chamem-me consumista que adora futilidades de gaja mas que sabe quem é o presidente da russia, ou o treinador do Sp Braga; ou o que significa Carmina Burana; a origem geográfica da Ford (ha quem ache que era Inglaterra); que sabe quem é o lider da bancada do PP, partido em que nunca votaria, que sabe e acredita no projecto da UE; que lê a Vanity fair e a Caras.

Chamarem-me burguesa é ir-me à canela, com entrada a 2 pés, à Hulk.

E pesa demais na minha consciência. Em que merda errei? Estou lixada

terça-feira, 17 de novembro de 2009

este país á beira mar plantado - parte II

Cena 2, take 320 - Instinto Fatal

Bem mais sério....
Uma jovem adulta bem arranjada e toda gira vai ao Arquivo de identificação de Lisboa pedir um passaporte de urgência. À entrada, pergunta sucintamente ao Policia que guarda o edifício onde se deve dirigir para as urgências. É-lhe indicado, dirige-se ao guichet, trata do tema, volta a sair e ao passar pelo agente da autoridade diz um "Obrigada e boa tarde".

Desse dia em diante, a minha amiga (a sério, não é subterfúgio, é mesmo a minha melhor amiga), começou a receber mensagens no telemóvel do "policia com quem falaste no arquivo de identificação", a dizer quem era, que ela era "muito gira", que têm que se encontrar and so on.
Nunca foi necessariamente ordinário mas não parou de assediar, mesmo quando a policia já o tinha identificado depois da queixa que a minha amiga apresentou. Aparentemente, o sistema corporativo levou a que NINGUÉM falasse com o cavalheiro.

1ª grande questão: como conseguiu ele o numero de telemóvel de uma pessoa que se cruzou com ele à porta de um edifício publico? Ou viu o carro, tirou a matricula e pediu o contacto, abusivamente, num serviço central (não aconteceu) ou, o MAIS GRAVE, no próprio arquivo de identificação, provavelmente no atendimento dos pedidos de urgência, ultimo local onde a minha amiga esteve, conseguiu o contacto dela por debaixo da mesa.

2ª grande questão... Lei da Protecção de Dados, alguém ouviu falar? Violada em pleno arquivo de identificação? É filme europeu, certo? Pois, aconteceu.

Queixa feita na policia (com aquelas cenas surreais***), vai para audição no Ministério Publico dada a tal lei de protecção de dados que aparentemente existe.
Horas de espera para ser ouvida (ela porque do agente da autoridade nem vê-lo, aliás semanas depois continuava a enviar-lhe convites, vejam só o descaramento, despudor e a autoridade que a Policia tem sobre os seus elementos) e é questionada como se fosse ela a culpada, como se fosse fruto da imaginação, como se não tivesse acontecido. "Já se conheciam antes, diga lá?", "Trocaram números de telefone ali à porta", "Conversaram demoradamente e houve quimica". Não. Não. Não.
Tipo: foste violada por um estranho que te assalta a casa enquanto estás de pijama e "Abriu-lhe a porta, já o conhecia, estava de negligé transparente e fio dental, e pediu sexo à bruta, conte lá sua marota...?".


Meses depois, tudo na mesma. Saiu na imprensa. Volta a ser chamada para mais audições no MP. E continua a arrastar-se a situação. Ela perde horas de trabalho para resolver. O gajo continua com a sua farda que lhe confere níveis mais elevados de ego e testosterona a trabalhar na boa. O idiota que deu dados confidenciais no arquivo deve continuar a carimbar papei sem problema nem mancha na avaliação (que deve ser excelente porque fica mal às chefias ter funcionários com más avaliações!).


Sou a favor das câmaras de vigilância na rua. Sei que estão lá e que vão filmar. Não me sinto lesada nos meus direitos fundamentais e na protecção da minha pessoa como individuo. Ajudam a apanhar os bad guys. Agora, os nossos dados confidenciais serem tratados como se tivéssemos na taberna é um bocadinho de mais, não?

Até para Portugal.

*** um dia fui apresentar queixa de um telemóvel roubado à esquadra da João Crisóstomo e só quando acabou o wrestling feminino que estava a dar na SIC Radical, me atenderam... True story

este país á beira mar plantado - parte I

Cena 1, take 137 - Um Dia de Raiva

Desde há 6 semanas que há falhas continuadas nas entregas de revistas das quais sou assinante. Ou seja, estou a dar em LOUCA. Porque a) já as paguei; b) porque sem revistas o meu parco equilíbrio emocional tem graves afectanços.

As situações sucederam-se semanalmente com: a) as editoras a reenviarem revistas que voltavam a não chegar; b) a Gestora de Condomínios a culpar os CTT pela falta de qualidade dos carteiros, admitindo que 1. nem os carteiros tinham códigos de acesso aos prédios; 2. nem existia, asseguradamente, alguém do condomínio acto continuo no local, para abrir as portas dos prédios; c) eu reclamava semanalmente junto do Centro de Atendimento dos CTT que me dava respostas vagas de "vamos analisar a situação" e junto das editoras (todas já me conhecem pela voz, de ligar 1 a a 2 vezes por semana) sem que estas pudessem fazer mais do que melgar gestor de conta dos CTT e reenviar revistas (que não chegavam).

Perante a quantidade de revistas extraviadas, e com ameaças de suspender as assinaturas, as editoras terão pressionado os CTT para uma explicação + uma solução. De igual modo, a gestora de condomínios, garantiu-me que conjuntamente com os CTT buscariam uma maneira de resolver a questão mas, e cito porque é importante, eu seria a única pessoa a queixar-me. MENTIRA DESCARADA, há mais moradores que perderam cartas (incluindo as de pagamento de IRS).


Armada em McGyver liguei mesmo para a direcção regional de distribuição de Lisboa dos CTT, no dia 13 de Novembro (isto começou a 14 Outubro!!!) e a Subdirectora disponibilizou-se para se informar sobre o tema até porque comecei logo por ameaçar com processá-los. Deu-me informações quase imediatas: as cartas /revistas são vezes sem conta devolvidas porque não há modo dos carteiros acederem aos prédios, não há códigos, não há quem abra a porta, não há pessoas em casa. Algumas das revistas estavam encontradas na estação dos CTT mas recusei-me a ir buscá-las dado que para isso não as assino, compro na loja.

Convém explicar que os meus problemas começaram quando o videoporteiro deixou de funcionar. A porta só funciona com chave, quando tocam à campainha, vemos quem está cá em baixo mas não somos ouvidos e as portas não abrem desde casa, isto é, batem à porta = é forçoso que se desça para abrir. Assim, talvez se explique porque tantas vezes os carteiros não entram. Talvez quando alguém chegue ao R/C, eles já tenham ido á vida deles.


Confrontada com esta situação, a Gestora de Condomínios, diz não saber como arranjar a porta (problema comum a mais do que um edifício, não se limita ao nosso) pois, e cito, as portas "são muito altas e pesadas, fazem curto circuito, as empresas que instalaram e venderam o material faliram, as equipas de engenharia do prédio ao lado, a ser acabado, não se disponibilizam a dar apoio para a Gestora de Condomínios conseguir prosseguir com uma solução.


O dono de obra, caladinho, não dá uma solução aos moradores perante um problema que se arrasta. Desconfio que o dono de obra acha que é opção sempre que alguém bata à porta se desça do 1º ou do 8º andar para vir abrir. Seria de exigir ao construtor, que desse uma resposta concreta face ao facto dos seus fornecedores terem falido. Ficamos assim ad eternum?


Sinto-me lixada com "F" grande, outros também se sentirão mas por serem portugueses normais não reclamam. Azar, eu reclamo. E sou chata pra caraças.
Assim temos que:


a) Os CTT não podem entregar cartas porque estupidamente as caixas do correio foram colocadas no interior do prédio. O dono de obra, o capricho dos arquitectos afamados e os engenheiros da construtora tiveram uma brilhante ideia, os meus parabéns, a sério.


b) Não se dão códigos de acesso, porque os carteiros alegadamente não são fixos logo pode ser uma situação de risco. Cabe aos CTT definirem e apresentarem quem seriam os carteiros a tratar destes edifícios e assegurar que eles não seriam autores de outros actos que não apenas entregar-me a minha correspondência. Ou com a Gestora de Condomínios encontrarem outra opção de resolução. Estou à espera......................


c) Enquanto as portas não funcionarem, também não vale a pena ter códigos, certo? O dono do empreendimento e a construtora têm que solucionar o que de mal os seus subcontratados falidos fizeram. Assumam a responsabilidade. Sei que é pedir muito que alguém se RESPONSABILIZE, também não é uma atitude portuguesa.


Opção: alguém conhece algum espécie de Manuel Godinho que dê uns presentinhos aos donos de obra (num passado recente, alguns administradores foram corridos por corrupção, portanto não deve ser estranho), à construtora e aos CTT??? EU QUERO AS MINHAS REVISTAS, porra!!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

porque o natal está aí á porta... UPDATE 1

se alguma alma caridosa quiser presentear-me pelo ano FdP que tive e vá, animar-me, o espirito, aqui estão umas ideias do que faziam a Popota (vulgo, eu!) contentinha...

Ainda tentei pôr um pijama mas nao encontrei nada giro...



olha eu no Le Telfair, 2 semanas... 1 mês, pronto! Viam-se livres de mim...
















The real one. Dá sempre jeito
Burberry Classic trenchcoat W'09


Marc Jacobs Huge Hillier Hobo
Mesmo ali em frente ao S.Carlos. LINDA!!!!
para voltar a escrever magia




Chaumet Class One Steel Watch 38mm




Marsilio Cassotti







Fontes Pereira de Melo
Maria Filomena Monica




ipod nano 16Gb 5G preto


francisco jose viegas





uma ou várias Kimmi Dolls ... Gosto da Mio e da Miekp, mas gosto de todas (nota: já tenho as seguintes... Ayame, Kokoro, Misaki, Nanami). Lojas Terra Pura e Loja Museu Oriente
Ver aqui


não desisto... vencerei pelo cansaço ... modelo grande









Qualquer peça desta loja com ar maravilhoso... ver aqui