sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Convém avisar: Faço Anos em 24 dias - A LISTA Cap. I

Antes que o IVA mude de valor, eis o que gostaria de receber num aniversário que vai ser muitooooooo difícil de digerir emocionalmente (vou estar frágil!)


1) uma máquina LOMO. 2 opções:
A. Lomo Action Sampler (também há com opção de flash):

B. ColorSplash


Disponível em Branco imaculado ou o Preto Hipnotizante da Chakra, esta máquina vai revolucionar o teu mundo com um exército de cor. O exclusivo sistema rotativo de flash permite escolher diferentes filtros de cor para cada fotografia. No modo de longa exposição é possível obter assuntos coloridos sobre agitados fundos de sonho.
Inclui mais 9 filtros (para pintares o mundo a teu gosto, cartaz e uma bolsa de transporte. Rolo e revelação normais.


CONTACTOS
Embaixada Lomográfica de Lisboa
Rua da Assunção, Nº15
1100-042 Lisboa

Horário de Funcionamento 
Segunda a Sábado: 11h00 - 20h00



2. THE BOSS




3. Ugg Boots côr de areia, cano alto (tamanho W5,5)




4. E, o costume, LIVROS:






All About Nails

POST 370... Yeah!!!!!!!


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A partir de Janeiro 2011, não amanha, mas mais depois dos Reis, começam a chegar as peças de arte das linhas de cosmética Spring 2011.


Coisas como ... 


gosto particularmente da cor do meio, o 57th St NYC. Lindo

Já nas lojas ... ah, e já cá em casa

Vira o disco e toca o mesmo...


Detesto passagens de ano. Não me apanham num timing pessoal assim catita e acho um disparate a excessiva importância dada à coisa. É passar de um ano para o outro. Se este foi uma merda, que venha outro rapidamente e não há muito a festejar. Se este foi bom, tudo o que é porreiro acaba-se... Se o próximo que se avizinha já vier inquinado, estamos a festejar somente pra' beber pra' esquecer. Se tudo é uma incógnita, celebra-se só porque sim, certo?

Parece discurso de velha, eu sei. Mas a passagem do ano é algo que me deprime e desde que me deu a loucura e acedi a ir ao Funchal para uma comemoração traumatizante, nunca mais fui a mesma.

Como não consigo (nem me atrevo a fazer futurologia) pensar o que vai ser 2011, faço apenas um balanço do que foi o 2010:

  • Mudei de emprego: salvé aleluia, os anjos cantam por entre nuvens branquinhas e as trompetas douradas iluminam-nos com som de alegria. Saí do cativeiro, voltei a aprender e tenho conhecido pessoas muito giras.
  • Engordei sem parar: fiz e desfiz dietas. Desisti. Basta-me ver um gelado, toma lá mais 1kg. É uma grande merda.

  • Voltei a rir. Aos poucos. 

  • Fiz novas amizades, sui generis mas muito ricas em intensidade e profundidade.

  • Cortei com aquelas pessoas que ou me puxavam para baixo, de modo egoísta, ou que me faziam sentir inferiores. Já não tenho paciência. A idade tem destas coisas: perde-se a vontade de aguentar só porque sim. 

  • Mudei de loura para uma morena tímida.

  • Percebi que escrever me preenche. E que se pudesse só fazia isso. Escrevi com muita vontade.

  • Li livros. Menos de 1/ 3 dos que devia. Olho com amor para a pilha de leitura em falta. 

  • Fui a Londres e adorei cada minuto. 

  • Não tive férias. Ou melhor, não fiz saí da parvoeira com os dias em que tive férias.

  • Nasceram a Carlota e a Matilde, duas sobrinhas maravilhosas que trouxeram novos mundos aos pais e o sorriso à tia. Vi o Vasco crescer e andei com a Teresinha ao colo.

  • Senti-me triste. Demasiado.

  • Fui ao teatro, mas menos do que gostava.

  • Foi o ano do relógio dos RELOGIOS, da abelhinha imperial, do Iphone 4 e do Mac, lindo como só ele.

  • Tive muito calor.
  • Não fui à praia. Está a tornar-se um hábito.

  • Desejei muito mal a uma espécie de indivíduo.

  • Disse "amo-te" ao moço sempre que me apetecia. 

  • Desejei viver outra vida.

  • Mantenho-me à procura. De mim. 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O casamento a que gostava de ter ido...

Por motivos benfiquistas, talvez.
Porque ele é um excelente jogador, talvez.

Mas porque deve ter dado uma barrigada de rir sem fim.
Só o vestido de noiva, dá pano (e que tanto pano....) para mangas.
Todos os casamentos são maravilhosos para a risota. Este deve ter sido 5 estrelas


sábado, 25 de dezembro de 2010

E agora ía mesmo....

No sossego do dia de Natal, já de pijama, satisfeita pela moderação alimentar quase frugal que fiz, estou a beber um café, admiro os meus presentes e apetecia-me mesmo:

- pasteis de belém com um copo de leite
- croissant de chocolate da Benard
- batata doce e milho frito
- húmus com tostas
- mousse de manga
- tiramisu
- ovos cozidos
- latte de leite magro com aroma de baunilha e muffin chocolate branco com mirtilos do SB
- baggel com cream cheese
- nan de alho
- queijadas da graciosa
- m&ms com amendoim

Sou uma pessoa doente, já ouvi dizer.

Ou então, tenho carências profundas.

A Generosidade do Pai Natal

Adorei os meus presentes.

Tive surpresas mesmo boas como o Livro do Desassossego do Pessoa, as Alegrias e Tristezas no Trabalho do Alain de Botton, postais autografados pelo Saviola e pelo Javi Garcia, uma pulseira Mimi com camélia, uma agenda Cartier, a t-shirt dos Ramones, um porta moedas novo, cremes para o corpo e para os pés (de génio), uns cupcakes pra' enfeitar a árvore de Natal e até uma carteira da Bimba y Lola.

Mas estes 2 são muito especiais. Por quem ofereceu, claro. Mas pela beleza inerente a cada um e pelas emoções boas que me suscitam.

Obrigada Nuno, o Friends é mítico e a moldura do apartamento da Mónica é um presente original, surpreendente e com muito valor! 

Obrigada Santos, fiquei boquiaberta e maravilhada. O conjunto de gravuras é de uma qualidade brutal e deixa-nos viajar!!!!




Louis Vuitton pays tribute to Ruben Toledo’s vibrant work with the release of this collector’s box of 100 postcards. In beautiful fluorescent colors, the Postcard Box celebrates 100 illustrations Ruben Toledo has created for the Louis Vuitton City Guide since 1998; a real retrospective of images that capture a distinct vision of travel and passion for detail.


Ruben Toledo  was born in Havana, Cuba, in 1961 and is a painter, sculptor, illustrator and fashion chronicler in one. He lives in New York with his wife, fashion designer Isabel Toledo. His work has been exhibited throughout the world, including the Metropolitan Museum of Art in New York and London’s Victoria and Albert Museum. “My aim is to paint a portrait of a city and to draw out its special and eternal essence; to capture the unique tempo and character of each.” – Ruben Toledo

Já cá cantam!!!



EXACT REPLICA of MONICA'S PEEPHOLE FRAME!



You will remember the last scene of the series. the gang leaves the apartment for the last time, and the camera returns to a final pan around the room. fans of the show can see all the scenes that happened there over the past decade, and it's so sad to see it empty. finally the camera lands on the back of the door and the famous gold frame. nothing sad happens in this scene per se, but it represents a lot more..... this frame is a great representation of all that we love about friends!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A tradição ainda é o que era

Marta Leite de Castro já não anda enroladinha com Bernardo Mendonça. Demorou mais tempo que o previsto, mas aí está... O período de caça volta estar aberto. Nenhum gajo está seguro.


Merche Romero despachou o DJ Vibe, demasiado calmo e caseiro, e trocou-o por um rapazito com ar de doente mas fã de rambóia. Ah, grande Merche, que parar é morrer.


O Universo voltou a funcionar na sua ordem certa. 

Amoroso Pai Natal

Já deves vir a caminho, que a idade não perdoa, e mais vale começar cedo. Antes que as agências te cortem o rating e tenhas que entregar as renas ao Banco ou aos tipos que na Suécia as matam à paulada.

Rapidinho, se pudesses, eu gostava mesmo, mas mesmo, de ser assim:


SJP - Halston Vintage

Chloe Sevigné

Carolina Herrera (Junior) ... as pulseiras já tenho e tudo


(Podes adiar o presente para outra encarnação! Eu aguento-me com a dignidade possivel)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Insustentável Importância do Pijama

No mundo vivem-se desgraças de natureza variada e cruel e há quem sofra de forma incomparável. 
Sem negligenciar essas espécies tortuosas de vida, este cantinho blogueiro é meu e vou usá-lo como sofá de psicanálise. Grátis. 

Por circunstâncias várias e amassos na moleirinha, tornei-me gradualmente num ser sem pachorra social. O meu conforto zen chama-se pijama e sofá. E um livrinho ou uma revista. Não tenho forças para momentos de socialização. Não quero ouvir ruídos vazios, não quero estar de copo na mão na rua, não consigo desenvolver conversas sobre tudo ou nada, afligem-me as multidões. Mais, não quero ver pessoas e, sobretudo, não quero ser vista. 

Ora, quando ando em pulgas por um rendez-vous natalício; quando nem preciso de me preparar mentalmente para isso, porque estou mesmo entusiasmada com a companhia e o repasto que se adivinha; quando me levanto às 4h30 da manhã para ir trabalhar fora de Lisboa, optimizando o tempo para regressar a horas de estar com quem gosto, antecipando risos e presentes; bom, é toda uma abertura na muralha de retiro que me é tão especial. 

Quando os planos saem furadissimos, a decepção é lixada pra' caraças. 

É um desabafo extremamente umbiguista, eu sei, mas quando se sofre, até fisicamente, com a perspectiva de estar algures com outros, estes momentos desejados que não se concretizam são uma coisa complicada de gerir.

Nunca disse que era fácil, certo?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mensagem da Semana (da Vida, quiçá)

Agradecimentos (Sentidos) Natalicios

Fruto desta quadra natalícia que se aproxima, não queria deixar de agradecer a todos aqueles que durante estes complicados 12 meses fizeram questão de me chamar "gorda", ou recomendar-me dietas, umas mais racionais outras milagrosas, ou me perguntaram se estava grávida ou, melhor ainda, me explicaram a importância de ser-se forte mentalmente para voltar emagrecer. 

Agradeço particularmente o modo "carinhoso" como me explicaram que ter-se bom aspecto e ter-se um look fantástico é meio caminho andado para ser-se feliz. Sempre a aprender. 

Com estas pequenas grandes lições de humanidade, uma pessoa sente-se melhor. Porque apesar dos 20 quilos a mais, e depois de muita analisar a questão por vários prismas, regojizo-me por ser melhor pessoa. Porque eu jamais faria a terceiros metade das coisas que me fizeram (sim, tenhamos calma, eu sou a rainha da auto critica).

Ora, quando uma pessoa está na merda, há uma corrente que acha que a terapia de choque é a solução: confrontar-nos com o nível de decadência a que chegámos, os olhares calados mas reveladores de desagrado, a monitorização do que uma pessoa come. São as "bocas", a frieza da realidade atirada sem problemas nem complexos. Não ajuda, a sério, não ajuda puto. Não vão entender, mas é tramado passarem-nos um atestado de incompetência, sobretudo quando a pessoa já não se tem em grande conta.

Outra corrente, muito em voga, é a que nos faz passar por tontinhos. Com esta premissa em mente, ensinam-nos como fazer uma dieta, porque com uma em 6 meses, vá 9, vou-me sentir muito melhor. Ou, em opção, se me alimentar de poções, agua e sumo de limão, ui... não só mostro a minha superioridade em termos de guerra ao peso, como fico de estalo num instantinho. Caso contrário, sou um ser desprezível. Além de ter ganho o direito de ser socialmente expulsa dos cânones de agradabilidade, sou um individuo fraquinho que não tem personalidade para passar fome nem fustigar-se num ginásio caro. E há sempre uma maneira discreta, en passant, para mutilar a auto estima alheia com pequenos apontamentos de "me, boazona, you simpática!"; "eu capaz de emagrecer, tu acumuladora de gordura".

Mas o top, top mesmo é: "Estás de bébe?"

Se aos demais actos de tortura mental consigo encaixar e, vá, desculpar, a isto ... espero bem que noutra encarnação quem me tenha dito isto venha sob a forma de um insecto ou réptil peçonhento. 

Sim, sim, pode ser Natal mas o raio da compreensão e não julgar é uma coisita que deve ser acto continuo ano inteiro. Assim sendo, não é na época festiva que vou esquecer-me da sobranceria de uns, a violência de outros, e a insensibilidade de uns quantos.

Vão-se lá empanturrar em doçaria de Natal, ó magros! Bah!



1 Item da lista Natal já cá canta!!!

A 5 dias e 2 horas do Natal, comunico que já recebi o livro do John Le Carré. Sendo assim, restam como ideias:

- caixa colecção da série completa do Sex & the City (será que ainda se vende?)
- t-shirt preta dos Ramones (nem gigante, nem de criança porque esses tempos fazem parte de um passado bonito que já não volta)
- Viagem a Edimburgo, Estocolmo, Amesterdão ou a Madrid (neste caso a tempo de ir ver a Exposição do Mario Testino, até 9 de Janeiro).
Viagem aos Açores.
- Voucher para uma estadia no Hotel Bairro Alto ou na Herdade da Cortesia.- Almofada com a Union Jack (bandeira inglesa), da Area.
- Colecção Ruben Toledo 100 Postcards, by Louis Vuitton.
- Assinatura anual da Vogue americana.

- Livros

  - Marina, Carlos Ruiz Zafón
O Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
O Homem de Sampetersburgo de Ken Follett



Para algo verdadeiramente BRUTAL, temos:
Paraty, by Chloe

Bolso Amazona 28, by Loewe (gosto mais dos maiorzinhos mas tb serve)







sábado, 18 de dezembro de 2010

Apontamentos enquanto trato da melena

Primeiro post via IPad.... 
Não é meu, podem parar de me insultar como cabra consumista. Não tenho culpa que no meu cabeleireiro haja iPad para ocupar o tempo das clientes mais afoitas!!!!


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Notas soltas relevantes, a meu modesto ver:


1) Nunca digam que a Massimo Dutti não pode salvar uma Mulher...
Se não fosse um casaco, comprado nos saldos especiais, a 50% de desconto, e a real queda que dei no chão derrapante, ter-me-ia levado a partir vários ossos. Assim, ficou só a humilhação. Gigantesca. No Colombo.


2) Ver a comissão de honra da campanha presidencial do Sr. Silva dá vontade de rir. Isto se não fora o triste que é ver o quão mal formadas são as pessoas e a lata que têm em mostrar, com grande sobranceria, essa falta de carácter. O caso do Alberto João Jardim é só um fait diver porque dali nada de criminoso é uma surpresa. Mas há umas putativas sumidades, mais putas que outra coisa, que deviam ter mais vergonha na cara.


3) Como raio se explica que uma cadeia de roupa escandinava bem sucedida, em Portugal consegue funcionar mal? 
Ser em Portugal, certo? 
É que não ter embrulhos para presentes de natal uma semana antes do Natal não lembra ao Diabo!!!! "Esgotaram", diz a menina tatuada e cheia de piercings... Pode repetir? Que vergonha, ó H&M ... Por favor!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Consumo de Escrita




O que se quando se está esgotado até à medula, há trabalho no escritório que daria para uns belos serões, a casa está um alvoroço sem empregada durante 2 semanas e o cotão voa como se fosse uma cena de um wertern? Quando está vento e chuva e em 5 minutos, após de sair do chiringuito, posso estar no sossego da manta e do sofá?

Pois bem, marcha-se em direcção ao Chiado. Ultrapassa-se, a custo, o tráfego pedonal excessivo de espanhóis em passeio (atropelando uns quantos porque gaja com pressa e espanhóis diletantes não combinam!) e vai-se para uma aula de escrita.

Outra. Escrever sobre viagens. 

Era agora que devia afirmar: "Que mais posso querer?". Porém, passei a semana a criticar a expressão, logo tem que ser algo como: "É agora que mudo de vida e vou para a National Geographic!" (muito snobe?).  Ou talvez não.

Na minha viagem até à primeira sessão apanhei uma belíssima molha (que até sabe bem, de vez em quando), à filme, e deu para perceber que havia já produtos expostos na Muji, através das montras ainda semi-cobertas. Raios, raios...



domingo, 5 de dezembro de 2010

qual é o veredicto? Paixão, pois então!!!!

Chama-se PARATY, é da Chloé. 
É linda.

Gosto da cor chocolate mas a da primeira foto  também está muito bem.
Podia ser o Tote médio, bastava!

Nem que eu me porte muitooooooooo bem, durante anos a fio, não há sacana de rena alguma que ma ofereça.

É uma pena, podíamos ser felizes. 
Como não? 
Eu sou um docinho que venera as suas carteiras, ela preencher-me-ia vazios emocionais e dar-me-ia a ilusão que até, em certos dias, sou uma miúda janota. É que o chocolate ajuda nas carências mas é uma desgraça no outro tema.

AI! Que pena... 








sábado, 4 de dezembro de 2010

Anjo da Guarda

Apesar de tanto anos depois de ter partido ainda me recordo do aroma do seu perfume. 

Da "maciez" do rosto quando me agarrava ao seu pescoço e lhe dava beijos sem fim. E ele pegava-me ao colo com facilidade e felicidade, com as mãos de dedos elegantes e unhas perfeitas. 

Nunca me senti tão confortável como naqueles braços. Ou andar como os meus mini-pés em cima dos seus pés. Como se fossemos um só. 

Nunca um telefonema voltou a ter a mesma importância que os seus telefonemas diários quando estava fora. Nunca ir ao aeroporto ficou tão retido na minha memória  como quando ele chegava, quatro vezes por ano, das viagens às ilhas.

Nunca o Benfica se sofreu com tanta intensidade e tão mau humor lá em casa. Mesmo que empatasse. Ele nem jantava. 

Dele sobrou-me o gosto pela leitura, a curiosidade por tudo, a gargalhada sentida, as fúrias mega que passam num instante, a queda por queijo, o tom de voz alto que tanto irrita toda a gente (é impressionante!) e a facilidade em dar. 

Nunca se supera a perda de um pai. Nunca. O buraco da ausência preenche-se com as boas memórias mas não se fecha, não se cicatriza.

E faz-me tanta falta. Ninguém acreditou tanto em mim como ele. Ninguém me amava tão incondicionalmente como ele. Ninguém discute comigo assim, como ele, com sentido, com gritos mas de igual para igual. Ninguém percebia a minha deslocação continua e o meu apetite por estar à frente dos demais. Ninguém mais me entendia a arrogância, vulgo impaciência. 

Ninguém mais voltou equilibrar o empurrar-me para  a frente, sem deixar de me dar a mão, mas fazendo-me ter a certeza que conseguia fazer o caminho sozinha. E que no fim lá estava ele, carregado de mimos. 

Ninguém mais me amou ou me entendeu. E dói muito esta saudade. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

é natal, é natal... pois sim!

É minha modesta opinião que uma pequenina parte da minha falta de espírito natalício se deve ao facto de ter sido poupadinha a comprar umas armações de óculos de 24,50€ (deixando o meu coração a bater por umas armações da RayBan lindas!) para depois pagar um total de 205€!!!!! Isso! 90€ cada lente. Fiquei louca. Ainda não recuperei! E nem o bom humor. Ando com o maior dos cuidados à volta da porcaria das armações de 24,50€, não vá adormecer com elas ou assim...

O resto do espírito natalício esfumou-se entre decepções com amigos (gosto particularmente daqueles que adoram vangloriar-se de algo, incessantemente, sabendo que isso causa mau estar em pessoas que até gostam deles), com uma tristeza que não passa, com o estar cansada de remar contra a maré quando o barco encalhou há tanto tempo, e com a falta de força vontade que alguém me apontou, de forma certeira mas ligeiramente cruel nos últimos dias. 

Mas se isso não ajudasse, as pessoas chegam a esta época e transformam-se. Tipo noivas: até estarem para casar são do melhor que há de moças, quando se aproxima o momento... PASSAM-SE. Solta-se-lhes o caprichoso, a petulância, a arrogância e a ganância. Não quero generalizar, mas já vi noivas que com os presentes de casamento se transformaram em seres que envergonhavam o Armando Vara.

Assim acontece por este mês de Dezembro. Uma pessoa sai à rua e tentam-na converter várias vezes a uma religião qualquer, com o advento de Cristo metido ao barulho. 

Ninguém respeita filas pra' nada e as compras de Natal servem de belíssima desculpa para estacionar o bólide em qualquer lado ou, melhor, acelerar e quase atropelar peões incautos. 

E, de repente, somos todos amigos, mesmo aquelas pessoas que mal nos falam durante o ano, que não têm 15 segundos para responder a uma mísera SMS a dizer "Olá, estou bem, que bom que te tenhas lembrado de mim!" Multiplicam-se jantares de Natal, que são cerimónias reais do espírito de Natal, e outros que são marcar presença porque fica bem. E quando uma pessoa tenta marcar mesa para 2 (duas amigas que vão jantar e matar saudades), está tudo cheio. Crise? As pessoas sabem que sim, mas é Natal, não conta.

Para finalizar, 3 momentos de alucinação:

1) os taxistas conseguem estar ainda piores do que o seu "ser" normal (maldispostos, refilões, impossíveis e ignorantes sobre as ruas de Lisboa, coisa que me deixa louca... é o trabalho deles, caramba!)

2) aparecem indianos, paquistaneses, o que sejam, a vender, pelas ruas da cidade, Pais Natal made in Bangladesh pirosos como só mesmo naquela parte do mundo, que se mexem ao ritmo de um Jingle Bells assassinado e acendem luzinhas, tipo as imagens da Nossa Senhora que se vendem em Fátima. A par dos Pais Natal, bailarinas da dança do ventre. A sério,não há multi culturalismo que aguente esta merda. 

3) O Circo Chen, com imitação baratinha, mas mui em moda do Cirque de Soleil, em Entrecampos. De cortar os pulsos. O circo, a imitação e a localização. Se há coisinha que não gosto mesmo nada no Natal*, é a festinha circense. As roupas, os animais presos em jaulas, a pobreza franciscana total, os palhaços. Desde os 2 anos que odeio circo e calha-me sempre um perto. 






*Também não acho piada a pessoas que não se esforçam a dar presentes, compram sem pensar na pessoa a quem vão oferecer. Não é uma questão de dinheiro, é uma questão de se se oferece é porque se nutre pela pessoa ofertada determinado sentimento. Isso devia valer alguma coisa. 





quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Bê-a-bá de um feriado sem graça

17 horas de sono, 2 filmes mais ou menos"yuck!" (Shutter Island e um qualquer com o Mel Gibson), uma vontade incrível de ir beber um American Blend ao Starbucks (o que gostei daquilo!).

Zero apetência por ir lavar o cabelo (tão cansativo) e a árvore de Natal ainda está em equação se se faz ou não e quando.

Assim se passa um feriado frio, sem refeição decente e com o Sporting a dar na TV. Vou voltar para as revistas. 

Odeio dias assim. Daqui a bocado, durmo de novo!