domingo, 31 de outubro de 2010

o dia da abóbora

Detesto o Halloween.

Nada contra os americanos que elevaram uma tradição antiga, com raízes na Irlanda, a um conceito popular, parte da cultura norte-america e que movimenta uma industria. 

Só não gosto do Halloween. Não gosto do festival que se montou em Portugal (e se calhar noutros países) à custa da exportação do american way. E para festejar mortos. Acho tétrico. 

O próprio feriado religioso, dia de Todos-os-Santos, celebrado em honra de todos os santos e mártires, é algo que me faz muita confusão. É tudo muito fúnebre, com cemitérios à mistura, é tão Idade Média, com o peso da religião a sentir-se pela força do terror.

Mas embirro mesmo com as abóboras, os vampiros, os esqueletos, tudo. É uma parvoeira sem fim

Não chega a ser o mesmo ódio que nutro pelo Carnaval mas não anda longe. 

Está assim quase a chegar ao nível do que não gosto de Travestis (porquê????? alguém que me explique a piada de ver homens empinocados como gajas com ar de prostitutas baratas que cantam em playback... que mente retorcida acha aquilo excitante?). 

sábado, 30 de outubro de 2010

Thumbs Up

Para todos aqueles que acham que eu sou uma maldizente hiper critica, venho por este meio... confirmar. É verdade, tudo o que não gosto, digo. Mas descansem que encaixo bem a critica alheia e, melhor que isso, tenho um sentido tremendo de auto-critica. Imune ao que me digam... 

Porém, e para lá das coisas de que gosto muito (carteiras, viagens, livros), fico contente quando me deparo ou descubro algo que acho que faz a diferença e prima pela qualidade.

Três bons exemplos.

Exemplo 1: Papo D'Anjo







Na última edição dos Emmy, a actriz de 10 anos Kiernan Shipka (Mad Men), foi toda bonita com um vestido da marca portuguesa Papo D'Anjo (ver aqui), num vestido desenhado propositadamente para a miuda e para o evento, pela fundadora Catherine Monteiro de Barros.



Catherine Monteiro de Barros é americana e quando estudou Relações Internacionais (grande curso) na Johns Hopkins University, conheceu o marido, português. Depois de ter trabalhado na CNN, quando casou, mudou-se para Portugal em 1991.

Foi neste canto á beira-mar plantado que Catherine fundou a Papo d’Anjo em 1995, quando, já mãe, lhe faltavam opções de roupa infantil ao seu gosto. A linha da Papo D'Anjo caracteriza-se pelo estilo europeu clássico mas com uma qualidade superior, muito trabalho manual e com muita atenção ao detalhe, que permita que as peças resistam de geração para geração. A sede da marca está em Lisboa, assim como todo o design e produção. 


Em 2002 a familia (já são 4 filhos, todos parvos de giros, aliás toda a familia parece saida de uma série de TV muito sofisticada e elegante!!!) mudou-se para Gloucestershire, Inglaterra.

Desde um castelo maravilhoso 
(vinha numa reportagem da Vanity Fair há uns meses), Catherine funciona como Chief Designer e responsável de todo o negócio, que se estende por vários paises, em lojas de topo, mas sendo particularmente forte nos EUA.


Exemplo 2: A República, p'la Vista Alegre

A Vista Alegre Atlantis lançou, em Setembro, uma colecção comemorativa do Centenário da República com ilustrações de Pedro Sousa Pereira. 

A colecção, composta por um conjunto de seis pratos, duas canecas, uma chávena de café e uma taça, tem ilustrações em que surgem os símbolos de Portugal (a bandeira, o busto da República e o Hino Nacional), referências a Os Lusíadas, e é dado destaque a Machado dos Santos por este ter sido, nas palavras do autor, “um homem de acção, corajoso, frontal, aventureiro e determinado”.



Estive a ver as peças e adorei. Os pratos são maravilhosos. Toda a colecção tem imenso bom gosto, e é mesmo bonita. A Vista Alegre pode ter vários problemas, radicados na incapacidade estratégica de perceber as mudanças de mercado, reagindo tardiamente, mas continua a ser uma marca capaz de surpreender. 

É das marcas portuguesas que mais admiro até porque tem tentado, e conseguido, ter a qualidade de séculos com a inovação mas sem sair do seu ADN.


Exemplo 3: Bulhosa de Entrecampos

Ao fim de ano e meio entrei, por fim, na Bulhosa de Entrecampos ontem e fiquei fã. 

As pessoas são simpáticas, a loja é enorme e dá para almoçar!!! Tem um cantinho simples, com sopa, saladas, arroz, salgados (as empanadas têm muito bom aspecto), um prato quente,  e café. Simples, tranquilo, maravilhoso. Almoçar, ou lanchar, entre livros é uma espécie de deleite. É sublime.

Claro que vou limitar as minhas ida a este sitio do "Demo". Fui almoçar e trouxe 2 livros: 







A lista de pendentes volta a ultrapassar os 40 livros. Raios!!!

El Corte Inglés

Doidas por carteiras (e relógios), o El Corte Inglés está a tornar-se terreno muito perigoso.

Com as obras e reorganização do piso 0, ele agora é Coccinelle, ele é Michael Kors (tive que fugir porque estava já em processo de ai, ai, ai, que sucumbo), ele é Juicy Couture (para quem gosta do género mega show-off), ele é (mais) Longchamp. Com a abertura do corner Loewe, teme-se o pior. 

A secção de relógios, bom ... é melhor verem pelos vossos próprios olhos. É demasiado tentador. Abro-vos o apetite: o George Clooney está muito bem na "casinha" Omega.

Para as viciadas que decidam chafurdar no vicio, pois saibam que a partir de amanha o El Corte Inglés está aberto a Domingos e feriados e, amanha, dia 31, e segunda, dia 1, o parque de estacionamento é grátis. Isto dos espanhóis darem qualquer coisa, é de aproveitar.



PS. eu sei que o comércio de rua merece apoio, desculpem lá recomendar uma galeria comercial MAS com esta chuva e o mau esquema de escoamento de águas, andar nas ruas desta cidade é um perigo. 

Quase todos os dias estou a ponto de dar tralho. Hoje, safei-me de uma monumental queda com um equilíbrio que não sabia existir em mim, mas que se saldou num belíssimo jeito às costas. Agora, não me mexo!!!!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O "Oh não!" do ano

Post capicua.
Não é bom?

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Caríssimos (e adorados) e selectos leitores

antes que me dê mais um ataque de hiperventilação, a Muji não é, REPITO, não é uma loja dos chineses. Ninguém é obrigado a saber o que é, mas uma loja dos chineses no meio da Rua do Carmo????? No Chiado, que é cada vez mais uma aposta para lojas que tragam um dinamismo à zona e se encaixem numa área geográfica premium?

Clarifico que também não vai ser um restaurante chinês.

Para ajudar quem tenha curiosidade, vejam aqui

E não me causem mais ataques de desespero!!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

como se desgraça uma mulher

2 senhoras, que criaram a Dama de Copas, levam-nos ao Chiado para num ambiente retro e fabuloso, nos darem a machadada final: aqueles armários anos 20/30 cheios de lingerie. E a demência instala-se.


Dama de Copas, o salão


Porcelain Strapless (linha de cai-cais à prova de terramotos)
O pudor deveria conter-me de partilhar os espécimen da minha gaveta de delicias. Pois sim, alguma vez o bom senso nestas coisas imperou??? 


É tudo tão bonito... Mesmo que uma pessoa seja uma tremenda bola de berlim como euzinha, vestem-se as belezas e sente-se logo outro tipo de atitude. Tipo "eu posso". Sabe-se lá o porquê, mas há uma sensação de segurança e afirmação no andar. 


Saffron Bra - Lavender


Georgiana (tom ouro rosa e preto)


No meio disto tudo, ganhei €6 no Euromilhões. Directamente para o peito.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Politicamente Correcto é uma treta ...

... já lá dizia o Mister e às vezes ele tem mesmo razão. 

Por todo lado há imagens explicitas de sexo. Canta-se sexo, não já num ideal romântico, mas à bruta, ou kinky, ou na rambóia total. Vê-se sexo no mais insuspeito dos filmes ou na mais trivial série histórica. Fala-se de sexo como se se falasse do que almoçámos. 

Fala-se de sexo no metro sem pudores, miúdos ainda com a moleirinha aberta. Fala-se de sexo com as amigas na esplanada sobre o Tejo, como se fossemos todas a Carrie Bradshaw. Fala-se de sexo em registo de piada com os amigos, para aliviar tensão sexual mal resolvida ou para se tirarem duvidas sobre o que se passa entre quatro paredes, com outros e outras. Fala-se de sexo na praia, com palavrões e fios dentais que passam por bikinis mas que só saem puxados por uma pinça. Fala-se de sexo na TV em prime time nas novelas que o povo adora, nos programas do coração para entretenimento dos reformados e domésticas, nos talkshows pedagógicos e no lixo nuclear chamado reality shows (aí fala-se, promete-se e faz-se). 

Fala-se com conhecimento de causa, com segurança e discernimento. Mas também se fala levianamente, sem perceber ponta do tema, ao estilo badalhoco e carroceiro.

Mas esta é a nossa realidade. Aos 16 anos a rodagem é já mais que muita.  O sexo a três passou a ser banal, o swing é giro, ir às putas é coisa glorificada e as festas tipo Eyes Wide Shut são o cumulo do chique, com as máscaras, a coca e o nome de código.

TV, cinema, musica, publicidade puxam pelo sexo. Nada se vende sem a pitada marota.

Ora tudo muito bem, tudo catita, cada um sabe o que faz dos seus orifícios, mas como raio depois se censuram (palavra forte, não?) estes 2 anúncios:

Anuncio Calvin Klein Jeans protagonizado pela modelo holandesa Lara Stone

Julianne Moore & Bulgari

O da CK Jeans foi proibido na Austrália, porque a autoridade de fiscalização de publicidade australiana considerou que o anúncio é “humilhante para as mulheres ao sugerir que elas são um brinquedo daqueles homens” e também para os homens “ao insinuar violência sexual contra as mulheres” e, ainda, é  condenada a imagem por sugeri "violência e violação sexual”.

As boas intenções dos Mate são válidas mas sejamos sinceros: não é nos outdoors que está o trigger para a violência doméstica ou sexual, quem tem o "bicho" não o apanha numa fotografia. Por outro lado, parece-me que a modelo está a receber prazer e não a levar um enxerto. Não será que foi isso que assustou as autoridades australianas: que uma mulher se satisfaça sem vergonha com 3 moços apessoados?

A história da bela Julianne Moore ainda é mais caricata. Os outdoors foram expostos em Cannes, por alturas do Festival, festival altamente patrocinado pelas marcas de luxo. E foram removidos pelo excesso de exposição de derme e pelas imagens sugestivas. Em FRANÇA!!!! O pais em que os ministros passam a vida a pôr palavras sexuais em conversas institucionais, a terra histórica da devassa da Europa Ocidental. 

Anda tudo ou muito sensível ou tapados. São fotografias fabulosas. Singelas gotas de água inocentes face ao pantanal diário que nos bombardeia.

Gente doida.

Estás toda queimadinha (eu!)

Post 310, numero redondo!

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Hoje de manhã sai de casa para a labuta de calça branca.

Porquê? Porque sim, porque desde sexta feira que pensara neste modelito e porque tendo confirmado no Meteo.pt e no Iphone, supostamente estaria sol. 

Como entretanto me visto ainda de noite nem vi que qual sol qual quê. 

Melhor, saí à rua e fiquei toda contente porque a Camara tinha lavado as ruas e aproveitara e lavara a zona pedonal aqui do prédio. Olha que simpáticos.

5 minutos depois, quando começou a chover, de novo, é que percebi.

E se há coisa que eu odeio é a combinação malévola de manhãs com 2ª feiras e chuva. 

Isso e Pandoras. E unhas de gel com desenhos e efeitos brilhantes.

sábado, 23 de outubro de 2010

Quando eu te tinha...


Trago-te preso no coração como uma pedra que foi perdendo o brilho, com pouco valor mas de que não me consigo libertar pela estima, pela dor que a ela associo, pela alegria que outrora me trouxe, pela recordação do breve momento em que tive a tua mão na minha, segura, com esse calor com que me gelavas por completo, com a confiança que me davas de ti em cada sorriso. Pela forma como me apetecia sempre envolver-te no meu único abraço, confessando em ti o meu melhor, amenizando o que de mau há na minha bagagem e oferecer-te nada, apenas recolher, a dois, tudo.

Agora és só uma breve imagem de um rosto que pensava jamais esquecer, acompanhada por um conjunto de músicas esbatidas pelo gastar do seu significado, em tardes que só me fazem sentir-te à distância, mas com a mesma urgência de te ter por perto e livre para me estenderes a mão e me obrigares a saltar. A ausência atenua a ansiedade mas não sossega a vontade de me sossegar por entre o teu caos, como se te apoiar servisse de apoio.

Pensei que sem ti ír-me-ía perder, mas ainda aqui estou para contar a história, agora que já não tem interesse. Se calhar nem nunca o teve, apenas eu é que lhe conferi um protagonismo feito à medida do modo como te adivinhava perto. Pela forma descuidada como nos tocávamos, negando a pele de galinha que surtia como efeito. Pela teia que fomos ampliando, comigo no centro a ser a tua descoberta, o teu sofá de leitura, o café que te acordava, a almofada em que deitavas a cabeça cansada de sonhos, derrotada pelo teu génio, pedinte de carinhos e leite com chocolate.

Custa-me que a tua presença se esvaneça diariamente, custa-me que nos tenhamos afastado com esta resolução de cariz permanente. Já estou imune à tua fraqueza, ao teu desnorte, às indecisões dolorosas, ao egoísmo gritante. 

Custa-me, sobretudo, de ti nada saber, de ti ora imaginar uma vida abençoada pela felicidade conjugal ora sofrido pelos dias menos solarengos. Custa-me já não seres o meu amigo. Custa-me que não sintas falta da tua amiga. Custa-me saber que não mais te verei.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quem ajuda, completa-se



A Ajuda de Berço precisa de ajuda - bens e dinheiro - para conseguir continuar a cuidar das crianças que estão a viver nas duas casas que têm, Avenida de Ceuta e outra em Monsanto (Lisboa). Vejam a reportagem da SIC com toda a informação seguindo o  link:

Para quem não sabe, a Ajuda de Berço apoia / acolhe crianças até aos 3 anos. As necessidades são: leite, leite em pó e papas (marca tipo Pingo Doce, Lidl, Modelo, etc). Também precisam de massa, arroz, bolachas, açúcar, atum, azeite/óleo e batatas. E ainda de fraldas de 4-10 kg, 9-15 kg e 13-18 kg (muitas, pois há bebés recem-nascidos e bebés de colo) e toalhitas.

Acedendo ao site www.ajudadeberco.pt encontram a lista com o que é mais necessário todos os meses e uma explicação pormenorizada sobre como ajudar. Basta ir ao multibanco, carregar em transferências, a seguir em "Ser Solidário" e, finalmente, escolher a Ajuda de Berço. 

Quem quiser, claro, pode pegar em si mesmo e entregar em mão.

Não está fácil pra' ninguém. Ou, pelo menos, para a maioria das pessoas mas se pudermos ajudar, quem tanto faz pelos outros, sobretudo por quem não tem quem os defenda, sabe bem. Não limpa pecados, mas faz a diferença. O pouco que se dê faz a diferença. 

A todos que contribuírem, muito obrigada!!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

O DIA MUNDIAL DO GELADO

Hoje o dia era meu. E correu bem.

Não houve monumental ida às compras, não fui ao cinema, não fui ver nenhuma exposição nem andei de avião MAS foi um dia bem passado. Cheio de coisas boas.

Depois da típica sessão matinal de sábado na mani, fiz compras de Natal. A Zara Home já tem toalhas e enfeites natalícios. Ó maravilha!!! Uma pessoa até já se imagina de cachecol e chapéu a ouvir Jingle Bells, mas pronto sai da loja e é um calor inusitado que, raios, não desiste. 

Comme il faut, almoço no Chiado no Koffeehouse. Merecidissimo. Na esplanada porque a casa estava muito concorrida. Almoçava eu um crepe quando aparecem amigas das boas. Não só porque são giras e fashion mas porque são amigas daquelas de quem se gosta. Daquelas que aparecem de surpresa e o coração enche-se de efeitos psico-trópicos. E a novidade: uma vai-se casar! Faltou o champanhe. Fica a alegria. Vai ser uma noiva fantástica.

Passeio pela Baixa, cheia de pessoas, vibrante. Café com outra amiga, companheira de BlackBerry Messenger. Num sitio cheio de coisas lindas, de perder a respiração, na Avenida da Liberdade. 

Vai daí, segue-se para ir visitar a sobrinha linda com 2 semanas. A Matilde é petit, perfeitinha, tem mãos grandes, rosto delicado e uns olhos azuis do mais profundo e observador que existe. Dorme muito, custa a acordá-la para dar mimos e jantar, mas, admito, sou uma tia de coração muito babada. A Matilde é um bébé muito desejado, amado desde que os pais anunciaram a sua existência e é delicioso tê-la nos braços, frágil mas tão segura pela importância que trouxe ao mundo de todos nós. 

De regresso ao lar, temos revistas prontas para atacar forte e feio, o SLB ganha 3-0, o jantar está a ser feito pelo Chef dá de casa (e cheira mesmo bem) e já escrevi um artigo para futura publicação algures no tempo e no espaço. 

Dias como estes, deviam ser dias mundiais do Gelado. Porquê? 

Bom, porque pelo meio fui ao Santinni e comi um cone de morango e natas ácidas. E porque me soube tão bem como ao miúdo que, à minha frente, olhava com ansiedade mal contida para os sabores dispostos como se fossem jóias. A minha alegria, e a dele, merecem um Dia Mundial.

Abraçar a Ana T. e a Catarina, rir com a Sónia, pegar na Matilde ao colo, ver a felicidade no rosto dos pais, meus amigos que tanto mhhhe são importantes, dar um beijo ao meu namorado, tudo tem sabor a morangos e a natas ácidas. E isso, não tem preço (ok, só calorias!)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

tonterias & turquices

305º post. Mais um númerozinho todo catita!

Bom, num café no Porto vi esta frase:

"Um bom café vale 40 anos de amizade" - provérbio turco.


Isto diz tudo sobre os turcos (ou corrobora a minha opinião sobre os ditos).

Eu sei que o meu sangue é acastanhado tal é a quantidade de cafés ingeridos diariamente (NA: euzinha levei uma máquina de café pra' sala de trabalho num escritório em que existem 2 máquinas de vending! Nada mais a acrescentar!), mas até eu acho idiota esta epifania turca.

Aquela malta deve ter uma noção esperta de amizade e dá-lhe um valor à brava. 40 anos??? E já alguém bebeu café turco? É MAU!!! Até encontrarem um bom, vão andar sempre sozinhos. Daí, o mau feitio imperialista e aquelas coisas com os direitos humanos e assim!

Conclusão: os turcos não têm amigos. 

sábado, 9 de outubro de 2010

o verdadeiro anticoncepcional

Julia Roberts, aquela senhora que já foi apanhada com fartos pelos nas axilas (blagh, blagh, blagh! seja ou não diva de Hollywood... LIVRA), é citada na Revista Única, dizendo:


"Quando me tornei mãe, uma coisa que tive de aceitar logo foi que nunca mais iria ter o prazer de me entregar aos cuidados da pedicura. Mas quando nos sentimos felizes não é problema termos os pés numa miséria."

Vai pra' aqui uma concepção de felicidade que valha-me a santa. Como se ter os pés num estado de decadência civilizacional fosse de ajuda a alguém, sobretudo ao proprietário dos ditos.

Esta citação faz mais pela baixa da natalidade que 5 marcas de pílulas. 

A simples afirmação, indolente, de que maternidade é igual ao fim de prazeres, no futuro reverte para uma relação muito lixada com os filhos. Com estes a terem vidas (e cabeças) avariadas pelas frustrações maternais. E com maus pés. Perdem as pedicuras, ganham os psiquiatras.

Eu adoro as minhas idas à pedicura. Nem ponho em perspectiva abandonar este "devaneio". Um dia que venha a ter um filho também não vou deixar de tomar banho. Era só o que faltava não haver um pai que tomasse conta da Maria do Carmo ou em ultimo caso ela não ir comigo à Luciana, no "ovinho" e, depois, com um brinquedo para se entreter. E ai dela que faça estrilho, a boa educação aprende-se em casa. 

Quem é que quer filhos com mães alucinadas e privadas dos seus pequenos prazeres? Ou malucas? Ou com garras em vez de unhas?

A Julia Roberts culpa os filhos pelos seus maus hábitos de asseio e estéticos. Shame on, ó Julia!

Gripe II

Pois mantém-se o estado de gripe. Apesar das doses de cavalo que tomei de medicamentos, em clara auto-medicação, voltámos à dorzinha de corpo e a cabeça prestes a rebentar.

Ora faz frio, ora transpirava que nem uma mula em dia de feira. Não me organizo com este Outono que teimosamente se mantém abafado, raios.

Também talvez as 2 molhas de ontem não tenham ajudado. A verdade é que tenho aversão a sombrinhas, ando sempre na base do belo chapéu de cabeça oleado, a tapar o cabelo ainda molhado do banho, e esqueço-me que a chuva tem o inconveniente chato, vá, mesmo aborrecido, de molhar o resto do corpo, e é uma maçada porque os ossos ficam todos húmidos.

Sabem onde posso arranjar um porta chapéu-de-chuvas como o FdP do Costinha tem? É que dava um jeitaço. E olha lá o nível!!!!

Talvez na loja do Sporting, depois do merchandising? Ou então no Lidl, lá do estádio... Será caro?