segunda-feira, 29 de novembro de 2010

pelos caminhos de Portugal...

Algures no fim do mundo, a caminho de uma reunião, com uma companheira de estafetas, passámos por uma terrinha chamada Pau Gordo. 

A sério, não pode! 

"-Olha lá, mas tu és de onde? 
-Sou de Pau Gordo!"

Está muito certo. Que mais se pode dizer? 

Mas como raio alguém se lembra de chamar isto a uma terra? Onde está o racional?

domingo, 28 de novembro de 2010

Happily ever after

"O dia de casamento chegara com os nervos próprios de noiva. Margarida tremia, de vez em quando, mesmo estando só, no quarto de hotel de luxo onde se havia preparado com o vestido branco, caro e ajustado ao corpo. Onde lhe haviam penteado o longo cabelo louro num puxado perfeito e elegante. Onde haviam pintado em tons de beleza intocável. Onde agora estava só.

Sentada no tocador, olhando-se ao espelho, manifestava uma aparente calma mas os olhos bailavam agitados, receando que algo estivesse fora do sitio correcto. Perfeccionista, sempre. Os sapatos de salto desafiador aguardavam, alinhados, ao lado da banqueta. As flores, num arranjo sem mácula, estavam à sua frente, prontas, a desfilar por entre o público que aguardava o seu monumental desfile. O perfume, mandado vir por encomenda, jazia no frasco de cristal depois de o ter colocado na melena, no pescoço e nos pulsos. 

Bateram à porta. Duas pancadas secas. Era o aviso. Faltavam cinco minutos. 

Margarida arqueou os ombros desnudados em tensão, os ossos da clavícula arqueados pelo grau certo de magreza ficaram mais salientes e os pendentes de diamante e ametista balançaram nas orelhas. 

Levantou o queixo, mirou-se uma vez mais e ficou confiante do impacto da sua beleza e da sobriedade do seu porte. Era o dia mais importante dos seus 32 anos da sua vida. Todos os encómios de sobranceria e altivez com que havia sido marcada, hoje eram abafados pela grandeza da festa. 

De pé, endireitou o vestido, compôs uma mecha de cabelo e dirigiu-se à gaveta. Com o mesmo modo frio como tratava tudo à sua volta, pegou na lâmina e cortou, de um golpe seco, a garganta. O encarnado derramou pela alcatifa creme e o seu corpo caiu com a subtileza que não teve em vida."


Planos de férias 1

Anfitriões sem toalha de mesa

Quando damos uma soirée gastronómica cá em casa, é sempre um stress.

O chef fica prima-donna e não dá para comunicar com ele. Fica tenso, austero e faz cara feia. Se se faz qualquer coisa, aí, vai cair o Carmo e a trindade; se não se faz nada, é porque se devia ter adivinhado que naquele lusco-fusco de 15 segundos é que era: buscar louça que falta ou a salada, que entretanto ficara pronta. E depois como não tem noção do tempo, começa tarde e perante publico com fome, começa a sentir-se pressionado. E mais tenso fica.

A mim calha-me a organização da sala, assegurar que há velas catitas pela casa e pôr a mesa. Upps, mega stress: da mesma maneira que nos falta 1 edredon decente, toalhas de mesa aqui no xiringuito são escassas e tèm sempre uma parva de uma nódoa, ou varias. Só damos por esta realidade quando faltam 5 minutos para chegarem os convidados.

É uma tensão horrível. Como se resolve?

Entrada: Folhados de espinafres, ricotta e mel; cogumelos recheados com queijo cabra. Prato principal: lombo assado com condimentos secretos, batata assada e húmus. Sobremesa: veiemos caseiro (soberbo) e gelado.

Bom mesmo, a companhia!!! Vale sempre a pena.

Mas o chef, por muito mourinho da cozinha que seja, tem de facto jeito para preparar repastos!

A falta de toalhas de mesa só atesta o quão precisamos de melhorar enquanto anfitriões.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

8 séculos ou um mau decote

Um decote remete para ambiente de luxúria, de desejo, de gula pelo quase revelado mas mesmo assim ainda encoberto. A imaginação cede à tentação perante um bom decote, com pulsar da contemplação, a vontade do toque.

Se me importava que Portugal andasse nas bocas (salvo seja) do mundo por causa de um decote? Quer-se dizer, ok, vá , melhor que uma greve idiota, mas também não é propriamente ganhar um Pulitzer.

As pessoas crentes no pais vãos detestar mas, a serio, eu tentei pegar no tema de vários ângulos para uma análise optimista. Não consegui.
Ganhar um Emmy é um feito. Sem duvida. Mas não tenho bem a noção dos impactos que possa ter em termos de produção nacional.
Ganhar um Emmy com uma novela, lamento, por muito boa que seja a dita, é uma tremenda sensação de "somos isto". É como de repente um calvo ganhar consciencia que... mão tem cabelo e dali em diante, vai piorar.
Como se já não bastasse isso, a alucinação de diva aos saltos da Alexandra "xanax" Lencastre e o ar perdido, algo ébrio e deslumbrado do Bairrão, tudo fazia lembrar visita dos parentes da província à cidade para uma boda.
Mas podia continuar eu a procurar argumentos para a alegria das hostes, que aquela combinação assassina de um decote profundo com um peito desmaiado, dava cabo de qualquer dissertação.
O decote podia ser pronunciado e sensual. Não, tinha que ser ajavardado. Podia ser saliente e revelador, mas as mamas aguentarem-se como gente grande. Não, descaidérrimas.
Não consigo, juro. Não vejo nada de bom. Só ridículo.
 
E um par de "mummy and daddy" que no acto fisico do amor não se safam nas glandulas mamárias. Nem na massa cinzenta da miúda!
 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Coisas que ME podem oferecer neste Natal


Venero!!! Deve ser tão bom ...


mais um, do grande Le Carré

O que não oferecer no natal

- o ultimo livro da margarida rebelo pinto e NENHUM, mas nenhum!!!!, dio Nicholas Sparks.
- electrodomésticos.
- pijamas pirosos.
- pulseiras da Pandora (já os anéis....!!!).
- perfumes (a não ser que se conheça muito bem a pessoa).
- livros de todos os individuos que aparecem na TV e entretanto descobriram que sabiam escrever e vá de estragar árvores em barda.

Vá lá uma gaja entender isto...

Os tugas são uma espécie gira. 
Talvez não seja só em Portugal que estas coisas acontecem, mas pelo menos cá, nestas bandas, nestas terras férteis de gente parva, o material é mais que muito, nada a fazer!

Ponto 1: Quando vejo uma amiga ou amigo a fazer uma viagem que gostava ou a ficar num hotel que me enche as medidas do sonho ou a comprar algo que eu gostava muito de ter, admito que fico com aquela coisa "raios, olha-me esta mula/cretino, a sorte que tem, acho bem que me traga um presente da viagem, uma caneta do hotel ou me deixe experimentar... sei lá, o Ipad". Assumo  que, em muitos casos, fico com aquela coisa de miúda de "também quero"! Mas não fico a remoer de inveja doente, quanto muito entusiasmo-me em poupar para conseguir o mesmo ou, quem sabe, até desisto depois de ter mais pormenores. E fico contente se os meus amigos estão contentes.

Ponto 2: Gosto de coisas que, ao meu olho, são bonitas, seja um livro (na sua espécie de beleza!), uma carteira, um relógio, um caderno, um casaco, um soutien, um anel, umas botas, um chapéu ou um verniz. Ou uma BIC, desde que escreva da forma como eu gosto, deslizante, com a grossura ideal, e com aquele azul que, no entanto, só a Molin tinha!

Se as coisas existem, são para ser compradas ou então esta sociedade não anda para frente. Quer queiramos ou não, a sociedade é de consumo. A mim dá-me igual se a TV até me mandasse beijos, eu ia sempre preferir uma 2.55 da Chanel. Como há quem adore a sua carrinha estilo familiar para um casal com um recém nascido. Eu adoro casacos jerseys. Há quem goste de férias 5 estrelas na Índia ou nas Maldivas, eu por muito que goste de viajar, prefiro ir ali a Londres ou ao norte da Europa. Mas as coisas estão à nossa frente: quer seja um frigorífico xpto ou um relógio. E como não sou nem hippy nem tenho estilo de vida em comunidade new age, vou ignorar as coisas que gosto?

Posto isto: 

- obrigo a alguém a comprar as coisas que eu compro, uhm?
- roubo dinheiro a alguém para o fazer (nem sequer há provas!)?
- sou uma pessoa pior porque tenho paixão por carteiras? Seria uma pessoa com melhor índole se gastasse dinheiro em acções? Ou em idas a restaurantes caros para ser vista, dado que não sou pessoa de palato apurado? Ou em bebedeiras todos os fins de semana? Seria menos olhada de lado por ser consumista mas ai chamavam-me, sei lá ... galdeira?
- as marcas existem por alguma razão, porque despertam paixões. Há algum problema em ser mais sensível a isso do que o comum dos mortais? E a Zara não é também ela uma marca?
- porque não vão marrar com o comboio de chelas?
- aprendam que a inveja é uma coisa feia. Eu não sou religiosa, mas consta que até é um pecado mortal.

Arre, deixem-me em paz!
Tenho dito

domingo, 21 de novembro de 2010

quando o amor acontece

espera-se pelo momento em que os nossos chakras se alinhem e, em sintonia, cá estaremos...

Depois de tanta intifada diária, eis a recompensa! O amor quando acontece assume muitas formas



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Razões para eu não me levantar cedo...

Vão ser várias, vou expô-las de vez em quando aqui no meu "chiringuito".

Começamos com uma razão agressiva do dia de hoje ... 

Este modelito assusta qualquer um (não a rapariga, mas os trajes com que se apresenta ao mundo!)




A foto pode não permitir perceber MAS aquelas botas são uma tragédia em todas as frentes:

- são brancas
- são daquele material que parece plástico
- são de cunha
- e têm atilhos de alto a baixo, tipo bota militar, mas atrás.

Nada, mas nada, explica estas botas, excepto uma performance no Trumps. É necessário ter muita coragem para sair à rua com elas. Ou botão Off no discernimento.

Claro, que a saia 3/4 travada (usa-se???), de fazenda azul com quadrados brancos (retro? vintage? simplesmente feia?), o blaser de ganga clara e a carteira preta (??????) jamais poderiam apagar a mancha das botas, mas caramba, agravar mais o quadro de misérias? Bolas. 







Há que adorar 5ªs feiras!!!

Da cozinha vem um cheiro divinal que inunda a casa inteira. Estou a babar pelo olfacto.

E eu sentadinha na sala, de manta, a ouvir musicas natalícias, na voz da Diana Krall.  Quase 400 casas à volta, e já se vêm aqui e ali luzinhas a piscar nas árvores de Natal. Ao meu lado... ei-lo...



Esta Amazon é mesmo boa! Diz que chega entre dias 18 e 23 e não é que chegou mesmo a 18?! Estou esmagada... pensar eu que vivi tanto tempo sem sequer ir à página da Amazon! 

Quanto ao livro: maravilhoso. Só vos digo ... Ela é uma Josephine Bakker, uma Carrie Bradshaw, uma Coco Chanel, uma Audrey Hepburn, uma Carolina Herrera,  uma Onassis, uma Rachel Zoe, uma Marlene Dietrich, entre outras (incluindo uma Bjork, para a qual sempre tive devaneios de lhe poder dar umas biqueiradas valentes). 

Para culminar este cenário que podia dar um bom livro, ganhei uma massagem na próxima semana, num spa novo, com uma senhora que aparentemente tem mãos de fada e leite condensado. Ganhei, é grátis, oferta. Pessoas como a Paula que me recomendou e como a senhora simpática que me convidou, merecem muito cupcake nesta vida.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Homens, Bah!


Podem ser empregados bancários a viver em Telheiras, ou ser condutores de viaturas pesadas da Pontinha, ou ser trolhas de Moscavide, ou ser Príncipes herdeiros do Reino Unido, que são todos a mesma coisa. Uma desgraça em termos de sensibilidade. A diferença é que uns dão electrodomésticos nos aniversários e no Natal, outros dão jóias. 

A miúda, desejosa de dizer "I Do!" aceitou com placidez aquela coisa do anel de noivado ser a safira da falecida sogra, que fui apenas um ícon mundial do século passado, ou seja, um anel reciclado de um casamento infeliz.

A crise chega a todos, já se sabe e avó anda a poupar no erário régio, mas caramba, deve haver naqueles tesouros reais, anéis em barda que podiam ser dados à moça. Algo também vintage, mas menos tétrico e até menos desenxabido (sejamos honestas!). 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coisas de cama









Achava eu que precisava de um edredon (e precisamos; há uma incompatibilidade física entre edredons de corpo e meio e uma cama já jeitosa de dois adultos, cada um a dormir para sua ponta do leito e a disputar as resteas de edredon existente).... 

Não, o que eu preciso mesmo é de uma Hastens (faltam dois pontinhos em cima do "a" mas não o encontro neste teclado todo catita). 

Hastens é ... uma marca de camas, sueca, com século e meio de existência. Se eu tivesse problemas de sono diria que seria a resolução da situação pois uma pessoa pousa o corpo naquela maravilha totalmente natural e fecha-se para o mundo. Ora, como durmo em qualquer lado, com a mesma facilidade como o LeBron marca cestos, simplesmente admiro as Hastens com um olhar de prazer extremo e a luxuria de aproveitar ao máximo o acto sereno do sono.

Feitas de pinho, crina de cavalo (hipoalérgica),  linho, lã, algodão e revestidas num tecido 100% algodão,  conservam a fabricação artesanal ainda que permitam ajeitar a caminha ao gosto do freguês, desde o grau de firmeza, o colchão, e coisas assim. 

Estou neste devaneio porque este investimento (caro) já se pode fazer cá no burgo. E se há coisa que euzinha gosta é dormir. E estas camas, meus bons amigos, são do melhor que há.

Vou fazer uma sesta e sonhar com uma Hastens. 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Parabéns, Nuno.





9 anos. 78.840 horas. 3.285 dias. 468 semanas. 108 meses.  
São 9 anos. 
Com tantos bons momentos e duras travessias no deserto que, nem numa vida inteira, muitas vezes acontecem.

Foi a pessoa que eu escolhi.
Se é a pessoa que mais obviamente me encaixa? Não.
9 anos depois ainda não aceito nem gosto e leva-me mesmo à loucura a falta de respeito por mim (e pelos outros) com os atrasos crónicos.
Preferia alguém que não fosse contra o aborto.
Preferia alguém que eu achasse que, entre mim e o melhor amigo, em situação de catástrofe, me salvava a mim.
Preferia alguém que gostasse de Nova Iorque e Londres.
Preferia alguém que, de vez em quando, vá, achasse que faço alguma coisa de jeito.

Mas se queria estar com mais alguém? Não.

Porque este é o ponto de equilíbrio. 
Porque nos piores momentos, mesmo não entendendo, deu um abraço. 
Porque tem qualidades, valores e princípios pelos quais se rege e defende, o que é de louvar, mesmo quando não concordamos com ele. 
Porque é amigo dos seus amigos. 
Porque diz o que pensa mesmo quando é anti-correcto fazê-lo. 
Porque confio nele sem duvidas razoáveis. 
Porque com ele não há stress de eu fazer os meus planos com quem quer que seja.
Porque com ele, what you see is what you get
Porque é meiguinho quando me acorda nos meus longos sonos no sofá. 
Porque me faz jantares muito bons. 
Porque se ri. Comigo. De mim. Ri-se muito. Ri-se com o prazer de uma criança. 

Ao fim de 9 anos, para lá da paixão, para lá do amor que superou tanta interferência, para além das criticas, são 9 anos de cumplicidade natural. 

Como um bom café, que se bebe várias vezes ao dia, todos os dias, mas que é sempre bom, que cai sempre bem, e nos dá ânimo para continuar.



domingo, 14 de novembro de 2010

O meu catalogo Toys 'R Us

Abençoada Amazon... It's coming to Mamma!

Mariage Fréres - Happy Noel (cá em casa, VENERA-SE)



Manteiga Hidratante Spiced Vanilla Body Butter - The Body Shop





Havaianas by Pinel & Pinel (parceria com a marca de luxo francesa Pinel de carteiras e acessórios).
Só gosto da opção de 
palmilhas de borracha e as tiras em couro de crocodilo.



E... o grande final.... Gosto mais do marron mas a flor do outro é mais gira!!!!



Louis Vuitton Key Ring Playtime Bag Charm
Rosa (metal e resina)


Louis Vuitton Key Ring Playtime Bag Charm  - Marron (metal e resina). LINDO!!!!



Hoje é dia de FESTA

O "José" Pedro, com seu ar sério, memória prodigiosa, rosto de bebé inteligente e olhar curioso, faz hoje 2 anos.

E apesar de não me ligar ponta, sou uma tia hiper-mega babada e feliz por ele existir.

Como me dizia há pouco um dos membros do triunvirato dos melhores amigos (gajos), também eu estou de Parabéns! Porque aquele miúdo tem algo meu.

Esperemos que não seja a alucinação instalada.

sábado, 13 de novembro de 2010

Comunica-se...

Passo a explicar: EU NÃO ESTOU GRAVIDA

Ao perguntarem-me pela merda da barriguinha começam s correr riscos sérios de ataque visceral e irracional. É que me passa uma coisinha má pela frente e eu perco a noção. Algo muito serio pode acontecer. Eu vejo wrestling.

Para mais é de mau tom. Porque corre-se o risco de levar com um belo estalo nas trombas. Porque é coisa de porteira: se a pessoa tiver gravida e queira partilhar que o diga.

Estou viradinha do avesso e alguém vai ter que sofrer.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Comfort Zone

333º Post... Tão redondinho, o feito!

Uma boa razão para voltar para casa, no fim de dia frio, para conforto merecido e aconchego, em grande estilo, com modelito da moda: 


Chinelos Oysho, cinza

A Manif.

Em miúda, levaram-me à assistir a uma manif (pacifica) do 1º de Maio. Odiei.
Tantas pessoas juntas e palavras de ordem não são a minha praia. Ainda hoje não gosto de manifestações. Nem de circo.

Reconhecendo que a greve é um direito que nos assiste, e não pretendendo que a Revisão Constitucional do Kinder acabe com o direito à greve, confesso que não sou simpatizante com estes momentos. O meu lado de Esquerda, nestas temáticas, endireita-se.

Posto isto, acho a greve de dia 24 um bom atestado do porquê temos maus políticos: porque temos maus cidadãos. Como podemos exigir sentido de Estado e pensamento estratégico sobre o país aos governantes, quando os cidadãos são os primeiros a não fazerem puta ideia do que raio é isso. 

A manif, num momento em que o país precisa de mandar sinais de coesão para o exterior, é como a sempre patética ideia do cromo da bola que, depois de já ter levado com o cartão encarnado, refila até à exaustão com o árbitro, como se este lhe retirasse a amostragem da cartolina encarnada. 

Tudo o que nos está acontecer é lixado. Vai ser difícil, para a maioria, gravoso, infelizmente, para muitos. A situação é deplorável mas uma greve que paralisará o país, a uma sexta feira (curioso, dá para fazer fim de semana prolongado, para quem faça greve... que coincidência!), é solução?

Amigos, as medidas estão tomadas. Ou são estas, ou são piores, com o FMI instalado no nosso cantinho. 

Num quadro sócio-económico sensível, podíamos ver a oportunidade de arregaçar as mangas e combater o laxismo com a eficiência e o aumento da produtividade. Não ... fazemos greve. Sei que é frustrante, a mim também me afecta o bolso, e bem, mas deixo de ir trabalhar? Pelo contrario, há empenho redobrado.    

Já que o exemplo que vem da classe politica, governante ou não, é tão fraquinha, podia ser a sociedade civil a dar exemplo. E porque não? Ah, é verdade, vai tudo de greve.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Clube Social

Ser-se parte integrante de um grupo pode ser uma epopeia. 

Mesmo numa sociedade como a tuga, em que comandam 2 grandes grupos, Opus Dei e Maçons (e esses, bem cada um sabe de si em querer lá entrar!), e depois há pequenos círculos e pseudo grupinhos de uns quantos pomposos armados ao pingarelho, mas nada comparado com os clubes que a sociedade anglo saxónica promove desde a primária. As universidades da Ivy League americanas, Cambridge, Oxford e LSE em Inglaterra são o expoente desse contexto. Há as fraternidades, os clubes associados aos cursos, as sociedades secretas e os final clubs.

Mas esteja-se em Princeton ou na Secundária de Benfica, "pertencer" é uma tarefa hercúlea.  Dolorosa, mesmo. Há quem o faça com naturalidade, que já nasceu para ser parte de um grupo; há quem por tentativa-erro se vai encontrando e gerando o seu alvéolo; há quem busque, incessantemente, colher um bocadinho de vários ambientes por não se completar em nenhum; há quem simplesmente seja um outcast, alguém tão especial (para o bom e para o mal) que não há categoria que lhe resista.

Mark Zukerberg é o protótipo do nerd, de mente brilhante e raciocínio rápido, mas com a sensibilidade nas relações pessoais de um Maniche, sem chuteiras mas de chinelos de piscina.

Mark Zukerberg by Jesse Eisenberg









Não sei o que dizer do filme A Rede Social, ver aqui

Sou fã do Aaron Sorkin desde o West Wing (e o que eu gostava do maltratado Studio 60 on the Sunset Strip). A arte dos diálogos nos seus argumentos é iluminada. Há riqueza, profundidade, critica mordaz e uma dinâmica (sempre) bem construída. 

Sou fã de Fincher: o 7even e o Benjamin Button são referencias da minha modesta colecção cinematográfica, além de que os vídeos da Madonna são magníficos (lembram-se do "Vogue"?)  

Os actores principais, Jesse Eisenberg e Andrew Garfield, nasceram em 1983. Só isso, dá que pensar. Tão novinhos!!! No entanto, estão excelentes.

Jesse Eisenberg tem um papel que ele equilibra com mestria. Entre o anti-social ferido no seu desencaixe e que se vinga de todos aqueles que não o resgatam da sua marginalização; e o patinho feio inteligente, mais inteligente do que os demais inteligentes, visionário e que vive com a sua timidez, motor das suas façanhas,  mas que esmaga com discernimento assertivo sempre que lhe pisam a auto-estima. 

De certa forma, Mark Zukerberg é o anti-herói que nós, aqueles que não são cheerleaders nem reis da popularidade, com rabiosque virado para a Lua (a roupa cai sempre bem, o peso sempre ideal, os  convites para as festas giras aparecem a tempo e horas, etc.), respeitamos porque dá uma mega bofetada ao mundo que não o quis incluir. 

Desculpamos que possa ter-se apropriado de um conceito (no filme, a linha é ténue), desculpamos que seja insensível ao ponto de criticar a universidade onde estuda a única mulher que lhe fala, desculpamos tudo porque no fundo ele está a vingar-nos. E porque ele criou o Facebook à medida daquilo que era o seu contexto: um clube, à partida reservado, em que se pudessem partilhar momentos das nossas vidas, com os nossos amigos e se tivesse um update geral do que se passava com as pessoas que conhecíamos ou que pudéssemos estar interessados.

Sou muito suspeita. Aderi ao FB com interesse qb e hoje sou uma acérrima participante e defensora do conceito. Não deixo de ter a minha rede social one-2-one mas no FB vejo as noticias, meto-me em fóruns de debate com pessoas que não conheço a discutir temas que de outra forma não estaria a equacionar e a ouvir as opiniões dos outros, mantenho-me mais activa com os meus amigos mais próximos (com quem às vezes estava semanas sem falar), reencontro pessoas que já não via há anos, envolvo-me em projectos de solidariedade e uso como ferramenta de trabalho. O FB é a minha praça publica e o meu espaço comunitário. E, sim, às vezes a minha companhia quando me apetece estar só sem estar sozinha. Com o FB ligo-me ao meu centro e posso buscar novos satélites.


Estou a borrifar-me  para quem critica o FB como destruidor das relações humanas (pelo contrario, pode ampliar e fortalecer) ou a estocada final na privacidade... Como em tudo, é o bom senso de cada um que dita até onde se vai no FB. 


Zukerberg, movido pela vontade de criar um clube onde ele fosse presidente, ou um clube em que todos quisessem estar, ou pelo desejo do ego, criou algo especial que não lhe terá trazido paz, mas pelo menos dinheiro e reconhecimento. 


Assim, é um filme, sem heróis nem vilões. Até os gémeos saídos do catalogo da Brooks Brothers têm um piadão. 


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Quando uma imagem vale 1.000 palavras...

O silêncio impõe-se...

Dias e dias

Há dias em que uma pessoa, cheia de boa vontade, põe o pézinho fora da cama, mentaliza-se que a bem da economia há que ir trabalhar porque senão passa-se a comer Farinha 33, e entra na casa de banho já semi desperta. Olha-se ao espelho e a vontade que dá é: ser um novo Forrest Gump! Correr, correr, correr e só parar quando já não se conhece ninguém, não se vê ninguém, nem nos vemos a nós próprios.

A partir daí, o dia vai ser doloroso. 
Ou não. 

"Provei" de um fantástico momento de vingança. Sim, sim, a vingança não é um sentimento "bonito". Pois, mas punham lá o couro a assar onde quase torriquei a moleirinha durante anos, sofram com a visão da maldade pura em estado real e depois não me venham dizer que pequenas vinganças não sabem a leite condensado saído directamente da lata. Não tenho problemas católicos. Fico mesmo contente com determinados males alheios. E, mais, feliz pela felicidade dos meus amigos.

Logo isso deu para animar. Em seguida, o trabalho correu bem dentro do género gosto do que estive a fazer e dei azo à minha veia organizativa. 

E quando uma pessoa vai ao cinema à sessão das 19h10, dá para parar e pensar: "Porra, que qualidade de vida!". Ver um filme, a uma hora decente, sem confusão nem pessoas a atender o telemóvel e de mão dada com o moço. Melhor: o moço não amaldiçoou o filme em momento algum!

Já antes, deambulando no El Corte Inglés, elogiaram-me as pestanas longas e o olho azul. Fui maquilhada, para passar o tempo, ofereceram-me uma mascara para as pestanas preta e descobri um perfume que me deu volta à cabeça. Estas pequenas coisas sublimam a existência. Adoro descobrir coisas novas que gosto muito.

E, assim, amanhã logo se vê como se alinham os chakras. Hoje já passou!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

a ditadura da Coruña

O Karl Lagerfeld, esse anoréctico septuagenário armado com os seus óculos de sol e leque como se fosse um cruzamento entre o Stevie Wonder e D. Caetana de Alba, alimentado a cocaína e alpista, é o verdadeiro fascista da moda.

Eu adoro a Chanel mas não lhe recomendo o espancamento em praça pública porque o senhor certamente que até iria gostar (já vive em França o tempo suficiente para ser kinky a esse ponto!). Para o amiguito fascizóide KL, qualquer mulher que vista acima do 34 é um crime. Se lhe aparecer uma pela frente, ele grita que nem bicha maluca. Por ele, nós as Popotas íamos direitinhas para a Guantanamo mais próxima e levadas à morte com a dieta da seiva.

Mas estamos a falar do nazi que é a marca da Chanel. E, reitero, eu adoro a Chanel.

Democrática como sou, também adoro a Zara. Não entendo é porque o Sr. Ortega, de Arteixo, Coruña, acha que também que ser um ditador quando veste uma maioria. Não estamos a falar das estupidamente ricas, estupidamente magras. Estamos a falar da mulher comum.

Os tamanhos da Zara são ridículos. Eu sei que passei de Popota Júnior para Popota Sénior, mas caramba é impossível comprar o que seja na Zara (e na Massimo Dutti) que me sirva.

Calças, esqueçam. Camisas, nem ver. Vestidos e casacos é uma roleta russa. Expliquem-me como se fosse uma candidata aos reality shows da TV: colocaram um gay fanático do ginásio e das saladas, anti-gaja, à frente do departamento criativo da Zara, certo?

E antes que vá dar azo à minha consternação com um ataque de choro, 2 considerações finais:

1) à Fernanda Câncio, que se sente perseguida por ser magra: de facto não te curto! Porque és magra, mas sobretudo porque és uma idiota chapada, uma jornalista parcial e não gosto do que escreves, acho-te fraquinha. E sim, és magra, fica feliz por isso, mas és feia como cornos e vestes-me mal como uma verdadeira ceboleira. 

2) a Zara do Chiado tem os empregados mais antipáticos já vistos. Deve ser porque estão no Chiado, devem achar que são a ultima Coca Cola do deserto.

domingo, 7 de novembro de 2010

razões para ir ao Chiado

Já desde 4ª feira que não pico o ponto! 

Estando melhor, euzinha amanhã ponho-me a caminho! Mesmo com a p*** da chuva.

A Muji, consta-se, abriu hoje. YES YES YES. 





Depois, ali mesmo ao lado, há sempre razões intimas que nos encaminham para o Chiado:





Subindo um pouco mais, com um Skinny Cinnamon Dolce Latte, em direcção a bagels (que já não vão haver) e pão tigre. 






Por fim, Happy Hour com duas miúdas muito especiais, parvas de giras, e que me vão fazer rir, certamente!

E o dia está feito, maravilhoso!

Louca por Lavanda

Vejam-me bem o devaneio primaveril que em 2011 chegará. 
Atentai bem à cor do verniz!!!


Uma pessoa passa-se! Se for normal, claro! 

colecção de cor Ultra Lavande, Spring '11, com Julia Restoin-Roitfeld

sábado, 6 de novembro de 2010

Popota Cool

Adoro a Popota, a sexy e mega curvilinea rainha do Natal
A Popota mexe-se como gente grande e é um sex symbol. Fora as skinny stars, viva a Popota.
Reparem bem o estilo aqui

sei que estou doente...

quando prescindo de livre vontade de ir á Zara, por duas vezes, quando estou próxima de lojas, mesmo já não indo à Zara há semanas, apenas porque não me sinto bem.

Quando vou ao cabeleireiro e não sinto a mesma alegria costumeira de criança no Natal. Mesmo assim, o meu querido Edi, conseguiu a proeza de, depois de anos e anos de cabelo em degradé, me acertar a melena toda no mesmo tamanho, salvo a franja.

Algo vai muito mal no reino das tonturas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

questões de ordem económica

Doam-se 20kg à caridade.


Á luz do novo OE, é possível a dedução no IRS?

Xmas '10 Wishing List - Update & Errata

Por motivos de euzinha ser uma monga total, na lista inicial cometi um erro e esqueci-me de um item deveras importante.
Assim, sendo, rectificando, aqui vai:

_____________________________________________________________
Sei que estamos em crise (quando raio não estivemos? No Euro 2004, pra' aí!), que os tempos estão agrestes mas como estamos a 50 dias do Natal (actualizado hoje!), se todos formos poupadinhos, dá para espalhar magia. 

Bom, como eu já comprei 90% dos meus presentes, estou mais avançada e desafogada. Mas, nem todos podem ser especiais de corrida, como eu, mas podem tentar, certo? E tentar comigo, não era giro?

Aqui vão as dicas:

- caixa colecção da série completa do Sex & the City (será que ainda se vende?)
- t-shirt preta dos Ramones (nem gigante, nem de criança porque esses tempos fazem parte de um passado bonito que já não volta)
- Viagem a Edimburgo, Estocolmo, Amesterdão ou a Madrid (neste caso a tempo de ir ver a Exposição do Mario Testino, até 9 de Janeiro).
Viagem aos Açores.
- Voucher para uma estadia no Hotel Bairro Alto ou na Herdade da Cortesia.
- Almofada com a Union Jack (bandeira inglesa), da Area.
- Colecção Ruben Toledo 100 Postcards, by Louis Vuitton.- Assinatura anual da Vogue americana.

Livros
MarinaCarlos Ruiz Zafón
O Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
O Homem de Sampetersburgo de Ken Follett


Para começar, está compostinha!
Parece-me que vai ser outro Natal regado de livros... LOL


PS. REITERO que se livre-se a alma que ouse em pensar oferecer-me o Eat, pray & Love. A sério!!! Leva com aquilo na cabeça