terça-feira, 30 de julho de 2013

Quem nasceu ...



... para pobrezinho, não chega a Espirito Santo. Factos são factos. 

Não vale a pena dissecar por aí além as declarações de Cristina Espirito Santo. Felizmente para uma larga maioria, na qual provavelmente ela não se incluirá, vivemos em democracia, e cada um de nós pode pensar e dizer o que lhe vai na mona. Por mais tonto, disparatado ou atroz. Não podemos assumir que a senhora, lá por ter nascido numa familia com dinheiro, tenha automaticamente desenvolvido conceitos como inteligência emocional ou solidariedade social. 

Sejamos honestos, a familia da senhora que com esta idade ainda recorda com saudade o "brincar aos pobrezinhos" (já se vê que o a destreza cognitiva ali não é um ponto forte), é uma familia de dinheiro. Não é uma familia com séculos de história, aristocrática, com raízes ligadas à história fundadora e constituinte do nosso pais. Não. O patriarca da familia, José Maria do Espirito Santo Silva, vendia lotarias, câmbios e títulos. Há desmérito nisso? Nenhum. Muito pelo contrario, foi um empreendedor à sua época que incutiu aos seus descendentes o gosto ... pelo dinheiro. Que, posteriormente, vieram a dispersar em outros interesses económicos, mas sempre com um tronco comum: dinheiro. Às vezes, menos cagança na imagem da familia não lhes ficava mal. Agem, olham para os demais com a sobranceria como se fossem herdeiros directos da Ínclita Geração. Menos, boa gente, menos. 

A Sra. Dona Cristina nasceu numa das famílias de referencia do núcleo tradicional do pais. Aprendeu a falar francês, estou certa, a usar os talheres correctos, a saber os nomes dos 237 primos, havia aulas de equitação, piano, ténis. Sabe como comer frugalmente de molde a ser elegante e não ter colesterol. E foi à catequese. Os ensinamentos católicos se não passam das frases longas e complexas da Bíblia, podem ser dose para pessoas que nem com muitos desenhos lá chegam. Quando não se entende a mensagem de base, deve ter sido do caraças explicar o respeito pelos outros ou a consciência social à bela da Cristina que se distraia rapidamente com a passagem dos mosquitos. 

As declarações que surgiram na reportagem não me chocaram, em bom rigor. Revelam apenas as coisas como são mas vistas à luz da insensibilidade de uma cabeça oca no pior momento para ter a sua deixa. E essa falta de percepção da realidade não lhe permitiu ter o recato, que a educação correcta de pessoas de facto bem educadas sabem ter, de não dizer tamanha tolice e neste contexto social. 

Mas que sirva de lição para os deslumbrados que descobriram a Comporta nos últimos 2 anos, que correm atrás de moda, que fingem achar os mosquitos uma coisa castiça  e que afoitos adorammmmmmmm encher a boca para dizer que vão para a Praia do Pego ou do Carvalhal e correr as redes sociais com fotografias do paraíso. Tudo muito mimimi, tudo muito Top, Top, mas não são bem-vindos, não são hippie-boho-chics

Agarrem-se ao pedestal para não cair e façam inveja ao vizinho, porque não são do clube, não passam de "povo".





sábado, 27 de julho de 2013

Filosofia "Caga Nisso"




As coisas são como são! 

O significado das palavras

Não é só o acordo ortográfico, que apenas Portugal insiste adoptar, quando mais nenhum PALOP o ratifica e implementa, a lançar a confusão na disciplina de português. Daí, quem sabe, se expliquem os maus resultados dos exames nacionais *.

Alguém me explica qual é afinal o derradeiro significado da palavra "irrevogável? Como ficou, então? 

E " mentira"? É que ao ouvir aquela senhora dos swaps que, à boa maneira de tantos e tantos chefes por esse pais fora, tem o saudável habito de não ler emails ou lê-los às 3 pancadas, fiquei confusa porque a interpretação dela do verbo mentir não está alinhado com o meu entendimento do mesmo. Como ela é que é assim uma pessoa douta e pra' lá de inteligente, e percebe de excel à brava, e quanto mais não sejam são estas "pessoainhas" que mandam nesta xafarica de má memória, imagino que a definição de mentir da senhora albuquerque seja a vigente. Certo? 

Até porque este governo nomeou mais pessoas que o anterior governo quando avisara que não o faria, nomeou pessoas ligadas directamente ao crime de roubo do BPN que estamos a pagar todos quando se comprometera a apurar e criminalizar, certamente o significado de mentira terá mudado algures. 

Não tenho pena nenhuma de quem votou neles. 






* e não tanto, os programas académicos inconsistentes e sempre a mudar, os exames mal feitos, os professores nem sempre bem preparados e com um excesso de trabalho de loucos, a rebaldaria que é o Ministério de Educação há anos, e a falta de bases educativas dos alunos que não têm hábitos de leitura, de raciocínio nem de disciplina, nem inculcados em casa nem estimulados na escola. Coisas totalmente dispicientes

Assumido



No regrets! 

A new beginning 

Sem saudades

terça-feira, 23 de julho de 2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Na verdade, estou lá #77

Hotel Gecko Beach Club
Playa Migjom, 
Ca Mari, Formentera, 
Islas Baleares


Um sonho sempre adiado















quarta-feira, 17 de julho de 2013

Uma imagem vale tudo

Há uns anos, o companheiro de uma conhecida (portuguesa), americano, a viver em Portugal já há algum tempo, e mesmo antes de se fazerem à vida e terem voltado aos states, dizia-me que o que gostava menos nos portugueses com quem mais convivia era a preocupação com as aparências. O rapaz antes estudara e vivera na Bélgica e em Inglaterra e os portugueses, com quem se dava, e com quem media comparações, eram os colegas do trabalho

A bem da verdade, na altura, aquilo soou-me uma pitada de superioridade. Mas concluo, sem pejo, que ele tinha razão. Não quer dizer que noutros países as pessoas não vivam para as aparências, lógico, pelas mais diversas expectativas ou aspirações sociais, moldadas, ou não, em traços culturais. 

No entanto, café é café, conhaque é conhaque. As pessoas preocupam-se mais em parecer cheias de trabalho, do que efectivamente despachar de modo eficaz o trabalho que têm. Há o clássico ficar até mais tarde no escritório a encher chouriços apenas porque "cai mal" sair antes do colega A ou B ou antes do chefe (é real, conheço quem o faz e assuma que se não o fizer pode ser penalizado - não sabe como, mas dos comentários não se livram!). Há quem se queixe dia após dia que está assoberbado mas qualquer momento serve para fazer uma  pausa e ir-se queixar para outros pisos; ou fazer almoços de duas horas; ou prolongar reuniões infrutíferas para se ouvirem falar... Há quem se lamente porque as coisas não lhe estão a ser favoráveis, projectando uma imagem de alguém subaproveitado mas na verdade não faz nada para mudar, não demonstra proactividade, capacidade de inovar, mostrar valências. Há quem perante uma pergunta súbita, sem saber a resposta, prefere atirar para o ar informações inexactas, e vir a gerar problemas, do que assumir que não sabe, mesmo que seja para lá de sua obrigação saber. 

Se replicarmos na nossa vida pessoal, os exemplos multiplicam-se. Mas em contexto de trabalho, o parecer sem ser afecta irremediavelmente o trabalho de quem faz, sem buscar aparência, alem de que inquina a produtividade global. E, pior, o parecer apenas por parecer denota falha de carácter. 

Isto tudo, porque nesta semana me disseram que parecia mal uma coisa que eu faço (e não está em causa se é legitima ou não a critica) na minha vida pessoal e a metáfora usada para ilustrar (para eu entender) foi recorrer a um exemplo de trabalho, em abstracto. E eu vi a pessoa que me deu o conselho de outro modo. Imaginei-a no seu local de trabalho. 


terça-feira, 16 de julho de 2013

Total devaneio

Estou profundamente convencida que o touro que invadiu o hospital em Vila Real ia fugido às gentes da SIC, com muito medinho e na confusão galgou o hospital como se fosse uma igreja em busca de guarida sagrada. Que querem, é um touro! A troca até é compreensível. 

Não que tenha visto a experiência televisiva da SIC. Não vi, não surfei, não zappei, nada. Não vejo tv generalista, nem hoje, nem há um mês, nem há uns dois anos nem certamente nos próximos 1.825 dias. À falta de cabo, há música, livros, silencio, banho imersão. Não é cagança. É assim mesmo. Também não suporto brócolos, logo não os como e não tenho curiosidade em vê-los cozinhar, prová-los, cheirá-los, decorar o prato com eles. Voltando ao touro frio... Não tendo visto, pelo que soube, apesar de ser de uma estupidez gritante e da ausência de massa encefálica associada, à semelhança do vazio dos big brothers ou das casas dos famosos (?), teve audiências. 

Agora, digam-me, espantamo-nos assim tanto com esta maravilha de demissões, nomeações de ministras com lastro de toxicidade, governos nos quais não se percebe quem ainda é quem, negociações de salvação nacional que são "apenas" diálogos, a capacidade de Portas ir mais além ao tentar remodelar a Enciclopédia Portuguesa com as mudanças de conceito e, em simultâneo, lançar-nos em guerra com o Evo, fazer-de-agente-imobiliário-de-escritórios-de-alto-luxo-para-cargos-que-não-se-tem... Ufa! A serio, alguma surpresa? 

É que não me lixem... Ninguém que eu conheço que vê ou admite ter "dado uma vista de olhos" nos BB, no Splash ou na coisa dos touros, é classe C ou D. Aliás ou têm horror a povo ou estão em negação de que vieram do povo porque são muita finos, agora. Mas quando pensamos nestes programas é nas pessoas menos cultas ou com menos opções sócio-económicas que pensamos. Vai-se a ver a acefalia é transversal. Vai também dai, e o mistério deste pais reside onde, mesmo? 

E percebe-se como aquele desgraçado correu, correu, correu, sob 50º nos EUA, 270km, qual Forrest Gump. E ganhou. Com os fantasmas e a raiva que temos para exorcizar de viver nesta esquizofrenia e com a moleirinha toda frita do sol e do desnível, o homem entrou em loop non-stop

Carlos Sá é o meu herói. Não porque soubesse sequer o que era a Badwater, ou porque goste de correr ou sequer porque goste de calor (mais de 25º e podem ligar o ar condicionado e trazer o açúcar porque a quebra de tensão vai começar a fazer estragos). Mas por isso tudo, por ser tão difícil... Caraças, e o homem papa-me aquilo. E tirando para uns quantos verdadeiros maníacos das corridas, Carlos Sá era um ilustre desconhecido que hoje é um exemplo de resistência, perseverança e de um sistema de auto refrigeração incluído. 

Isto vai ser uma loucura de ver quem corre e adora a projecção de dizer que corre, ou de poder escrever sobre isso, sobre a garrafinha de agua, os phones, os ténis, os hotéis onde ficam, a zona chique onde correm e moram, os kms que correm diariamente (faço 6,4 km diariamente de manha, e à tarde medidos numa aplicação chamada Carris... Mas alguém tem que ver isso plasmado no facebook? Get a life!), a tinta que levam nas trombas... E tanto trabalho, tanto dinheiro (vá, uns cravam quase tudo desde a roupa aos ténis à estadia) e vai um Carlos Sá arrebatar as luzes da ribalta. 

Próxima vaga de calor: Amareleja prepara-te, vais ser invadida por umas pessoas estranhas- "o meu reality show sou eu próprio". São giras, têm roupas catitas, muito Swarowski, muita alpercata, só comem sushi. Menos mal, assim os touros estão a salvo. 


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Story of my live

Daí a vontade assumida de ter uma teaser sempre à mão. 

Se o meu pensamento tivesse legendas nestes momentos... E estar todo santo dia num ambiente de skinny sizes 24/7-365 on diet mode?


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Ally Mcbeal, biches!


Deve ser do calor. Certamente. Assim de repente, não estou a ver como se explica o meu nível de intolerância ASSASSINO. 

É segunda feira, passei o fim de semana a dormir ao som da ventoinha, escapei-me à onda de calor entre muito sono e dores de cabeça, mas à segunda feira as coisas compõem-se, há um regresso da penumbra à civilização, e a coisa vai. 

Mas há pessoas que me tiram do sério. Por muita boa vontade que eu possa querer ter, por muita compreensão que estes tempos estranhos nos exigem porque todos enfrentam momentos complexos nas suas esferas pessoais, por muito que entenda que o cabrão do Mercúrio está retrógrado, é pá, não dá. Há limites! 

Há "gente" cuja soberba, vaidade, vontade de se mostrar e de se armar na puta da desgraçadinha da Cinderela me põe louca. Põem-se em bicos de pés para estarem sempre visíveis qual estrela de TV, rádio e revista  mas depois é tudo um drama, a quinta essência da vitima sofredora. Todo um reality show

Hoje tinham voado pela janela, se me fora dada a oportunidade. São os meus momentos Ally Mcbeal. Tudo a falar e eu a imaginar filmes na minha cabeça.

Na verdade, estou lá #75

SAN GIORGIO MYKONOS 
Paraga, Mykonos
Greece


(desde que não ande por lá a estridente e tolinha da gaja da TVI)