quinta-feira, 27 de maio de 2010

até quando somos capa da VF, somos "pequeninos"

Para grande orgulho de muito tuguinha, alguns dos quais nem conheciam a "bíblia" Vanity Fair, um "conterrâneo" luso enchia a capa da revista, o mês passado, em tronco nú para gaúdio de muita moça e moço de olho arregalado.

Confesso, que andei sempre com a revista na rua tapadinha porque não queria estranhos a mirarem o corpo do gajo ou a espiolharem a minha leitura. Não acho simpático. E não me deu particular acesso de amor à pátria lusitana o boxer short encarnado piroso da Armani ser capa de uma publicação de referência. A parte mais encantadora era mesmo a D. Dolores aparecer nas fotos no interior da revista.

Lamento que Portugal seja capa com o Cristiano Ronaldo. E não peço desculpa por achar isso. É somente a minha opinião.

Agora, é 1 feito, pois está claro, custa a admitir porque não suporto aquele cruzamento de bicha com dread, mas é pá, é assim uma coisa em grande, se pensar racionalmente.

E vai daí, como o rapazito nunca me decepciona, então não é que o supra sumo do bolo rei decide amuar por dividir a capa com Didier Drogba, do Chelsea

Aparentemente a fotógrafa Annie Leibovitz, percebendo o potencial daqueles abdominais na capa, mas imune ao charme baratinho do CR9, ter-lhe-á dito que o iria colocar na capa, e que aliás essa seria a razão de ele ter aceite posar para a sessão fotográfica (tanta humildade, dá dó, valha-me Santa 5ª Avenida).

O que a Srª Leibovitz não terá dito é que Cristiano Ronaldo não seria o único e o espécimen agora sente-se "usado"por lhe terem roubado o protagonismo, misturando-o com o atleta da Costa do Marfim.

A ser verdade (a fonte são publicações americanas citadas por outras portuguesas, entre elas a Vidas do CM), isto é de uma pequenez atroz. E estúpido. É uma pseudo arrogância de quem é, na base, mesmo muito estúpido, independentemente do talento e do empenho.

Isto é tão ridículo e "poucachinho" que aplica-se o "dar-se pérolas a porcos". LITERALMENTE.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

E Covilhã viu um helicóptero

CR9 chega em grande estilo possidónio e apoteose à concentração da selecção na Covilhã.

Cada país tem os heróis que merece.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

À distância de uma janela

Da janela do quarto, de onde não saía, via quer o sol que batia nas copas das árvores, quer a chuva que silenciava tudo em redor.

Confinado à cama e ao pequeno sofá desconfortável junto à janela, observava os dias a passar ao ritmo do calendário de pessoas que não conhecia. A sua vida desenhava-se pelos os actos dos outros, sob os seus olhos.

Perdera aos poucos o gosto pelo cinema, nem sequer dava uso ao DVD em segunda mão que lhe tinham arranjado. Custava-lhe a ler, perdera a concentração, mas insistia em manter-se seduzido pelo génio dos que podiam permitir-se a usar a folha branca como uma obra de arte.

Mal comia, o apetite esvaíara-se com o tempo. Mastigava qualquer coisa só para acalmar o estômago.

Não tinha visitas. Isolara-se na sua solidão por não conseguir explicar as suas dores. Até os mais insuspeitos o haviam enganado e isso também doía.

Pessoas que haviam aparecido na vida cheios de boas intenções, mas que tinham desaparecido sem rasto, entre afazeres e novos amigos. Adultos que se comportavam como crianças usando outros adultos como se fossem brinquedos, aos quais se acha muita piada momentaneamente e depois perdem o sabor a novidade.

Não compreendia, mas desistira de lutar contra as evidências e rendera-se à tortuosa natureza humana, em paz consigo.

Sozinho, descobrira que sempre estivera assim. Não fora a doença que o confinara a si próprio. Desde pequeno que, apesar de rodeado por tantos, sempre se sentira mestre do invisível. Sentia que nunca ninguém o entendera, o escutara ou o vira, de facto.

Todos aqueles anos, sabia que não passava de um ser a mais, que não cabia nas fotografias, alguém anónimo que estando ou não, era facilmente esquecido.

Não conseguia dar-se.

Distante, habituara-se a ouvir os outros, enquanto a mente divagava sem grande rumo quando as conversas não lhe alimentavam a curiosidade interior. Tornara-se hábil em esquivar-se às pessoas, desistira de consumir-se com desilusões.

Veio a doença e foi forçado à reclusão que, de temporária, por não ser combatida, passou a contínua. Sentia-se mais preenchido em observar as vidas que passavam pra' lá da sua janela. O lado humano revelava-se todos os dias ao seu olho critico.

Todos os dias este ritual dava-lhe alento.

Nunca construíra pontes, estava preso a uma das margens e não tinha barcos nem remos. A sua única bóia, a única pessoa que o havia ganho, e o trouxera para fora das cortinas onde se escondia, fugira-lhe de forma dolorosa. Aí, as suas resistências voltaram apertar-lhe a carapaça e perdera-se o encanto.

Não era triste. Acordava diariamente com expectativas, só que diferentes das dos outros. Nem eram ambiciosas, Vivia cada dia como se fosse mais um dia.

Sem deslumbre, sem magia. Sem fins de tarde com um pôr de sol que só pede silêncio, sem contemplação do rio ao som de uma ligeira brisa, sem a troca de gargalhadas com amigos.

Não estava triste. Apenas não via a beleza nem sentia a força de ter alguém que gostasse de si e o entendesse.

Felizmente, tinha aquela janela que lhe prolongava a ilusão.

sábado, 15 de maio de 2010

A sabedoria dos outros, intemporal

Lá dizia Variações com tanta propriedade.

Ajudava que ele explicasse como começar, como se descobre por onde começar e onde arranjar a força sobretudo quando se está sozinho.

Conheço quem tenha mudado de vida radicalmente no ultimo ano e esteja tão bem consigo mesmo. Grande lição.

Fica a vontade, nas palavras de quem parece que falou comigo.
…..................


"Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar"

terça-feira, 11 de maio de 2010

Palavras sábias de milho salteado com açucar

Ao ler o blog da Pipoca encontrei este post:

"Há uns dois anos, quando estava a passar pelo maior desgosto de amor de todos os tempos, aquele que me estilhaçou o coração em dois milhões de pedaços, escrevi um texto em que dizia que não era feliz todos os dias. Não era e não fazia questão de o ser. Não tinha particular vontade de sair da cama, menos ainda de vir trabalhar, estar com pessoas, ensaiar conversas de circunstância quando tudo o que me apetecia era estar em silêncio. Não queria pôr cara alegre, porque alegre era tudo o que eu não me sentia. E havia quem levasse isso a peito, quem não estivesse habituado aos meus maus fígados, quem preferisse sempre a pessoa de resposta na língua e piada fácil. Pois. Não fui essa pessoa durante muito tempo e mesmo agora, olhando para trás, acho que alguma coisa se perdeu irremediavelmente. Ou isso ou fui eu que cresci e já não consigo olhar para a vida com o mesmo encantamento. A verdade é que continuo a não ser feliz todos os dias. "

O texto continua mas versa sobre o quão dificil é manter uma relação nem sempre viçosa.

No entanto, o que me abalou foi encontrar alguém que admite que não é feliz todos os dias.

Que sabe o que é não ter vontade de levantar da cama e de estar com pessoas.

Que sabe a chatice dolorosa que é ter que fazer conversa, porque sim, e manter uma cara bem disposta porque não é permitido outra coisa.

Porque mais ninguém entende. E porque mesmo que até entendam é mais fácil virar a cara e dizer "esta gaja está sempre deprê" e desistirem de nós. Não quererem ser vistos na nossa presença.

Há pessoas que nos surgem como balões de oxigénio e nos dão a mão mas, é ilusório, depois passa-lhes o momento caridoso e partem para paragens mais alegres, com pessoas mais divertidas, mais giras e com mais espirito para festas.

Eu não sou feliz todos os dias.

Caramba, eu sou feliz tão de vez em quando que às vezes até já confundo com sintomas de gripe. Isso faz de mim, talvez, um ser estranho mas tenho direito à minha não felicidade e à minha incapacidade de o superar.

Eu não sou feliz todos os dias. Tal como a Pipoca escreve, acho que alguma coisa se perdeu irremediavelmente.

Vou fingir? Não posso. Não sou feliz todos os dias, vou vivendo os dias todos.














segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eu sonhei com o David Luiz



Desde de Sábado de manhã, quando o sonho foi interrompido por uma SMS, que andava a consumir-me para descobrir o que o Montinho de Caracóis fazia no meu sonho.

Ora bem, não era sexual (es tut mir leid???), não era sobre as agências de rating, também não era sobre a zuquinha fresca do pinto da costa, não me conseguia lembrar sobre o que versava o nosso encontro na Terra dos Sonhos (podia estar sugestionada pela faixa de 10m que tinha descoberto às 5h da manhã na varanda cá do palácio).

Contei a todas pessoas que sonhava com o moço a ver se isso me trazia alguma lembrança mais profunda mas NADA.

Até que ontem, ainda enervada mas no interior, sem força nas pernas, sozinha em casa, agarradinha ao cachecol a pensar na melhor pessoa do mundo que me contagiou com o "ser" Benfica (e que ontem estaria no Marquês de certeza, mas que apenas pode ver do 4º anel, como diz o meu Sérgio!), e de repente o David Luiz diz aquilo que todos queríamos ouvir: "Vou ficar".

E fez-se luz... era isto que o FABULOSO me queria dizer no Sábado e a Teresa não deixou, ao acordar-me.

E em seguida chorei, chorei muito. Porque ser-se Benfica não tem comparação com mais nada. Ontem foi uma alegria. Para mim, é muito!



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Uma VF que salva a honra


Palavras para quê?
Quem se atreve a dar mau rating ao moço?
A anos luz ... Com esta capa já posso andar na rua LOL

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A ver se nos entendemos ...

Jesus, Costa e Vieira...

sai Moreira, entra Eduardo e temos a merda do caldo entornado...

Jesus, os resultados não justificam tudo. Aceita-se o cabelo e o modo de falar peculiar MAS não que nos tornemos clube satélite do Braga.

Muito menos em prol daquele "individuo" que recordo, pela enésima vez, não vá alguém ter memória curta, no Braga-Benfica desta época decidiu sprintar no intervalo para vir agredir jogadores do Glorioso sem razão, apenas porque é um idiota azeiteiro e arruaceiro.


Esta Papoila Saltitante aterra-vos em cima em grande estilo.

Era só que faltava... já não basta o desprezo que foi dado ao Moreira ... estou mesmo virada do avesso


terça-feira, 4 de maio de 2010

ATÉ AQUI??? Mas já não há nada sagrado???


Dasse, que enjoo e poluição visual

E a cuequita pavorosa da cor da bandeira nacional... que coisa mais pirosa
O mundo está todo quilhado quando "isto" é capa da VF


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Papoila Saltitante 4Ever e FdP avulso

Segunda-feira já é daqueles dias possuídos pelo Demo. Daqueles que apetece ter 3 anos, dizer que nos dói a barriga e ficar na cama debaixo dos lençóis.


Hoje particularmente foi daqueles dias em que me lembrei várias vezes destas fotos, do Memmo Baleeira. Em momentos de grande desespero, há que ter âncoras de wish to.


Começou mal. Pior, pessimamente.


Não foi a derrota do Glorioso ... é sempre uma merda, mas não é por aí. Adiou a vitória? Adiou e deixou o Marquês livre para os Sportinguistas irem comemorar o golo da Naval. O Clube das Antas jogou em desvantagem numérica e sem jogadores cruciais para o seu decisivo 3º lugar, mas ganhou, e a de César o que é de César.


O que me irritou foi o Benfica não ter tido a inteligência de sobrepôr-se ao instinto animal, ie, era mais do que sabido que os jogadores das Antas podiam sair de campo estropiados, rastejar pelo relvado engasgados em pedaços de relva, ou fazer sexo oral aos apanha bolas, mas não iam dar de barato que o Benfica, quasi quasi campeão fizesse a festa em casa deles. Eu consigo entender que "no Dragão, não" (esta será a diferença que me distingue das anormalidades que tenho lido), o que não entendo é como o Glorioso, sabendo isto, não entrou com uma atitude mais cerebral que anulasse a estratégica de básicos da equipa adversária.


Mais, o que me custa mesmo é ter-se dado o triunfo à cultura das Antas: bairrista, arruaceira (criminosa, vá!), habituada a impôr-se pela agressividade, pela violência e pela incapacidade de receber visitas em casa. O golo do Bruno Alves é o sintoma máximo deste modo de estar suburbano com mau perder que realmente me põe doente.


Já agora, acho que grandes lojas de desporto que vendem bolas de golf (estou a lembrar-me de algumas) deviam ser boicotadas... de repente, a cidade subiu de nível e passaram a jogar golf? Avisar, controlar o volume de vendas, fazer qualquer coisa, não vos passou pela cabeça?


Verdadeiramente catita é ler o comunicado do Clube das Antas que acha que usar força policial contra uns "inocentes jovens" que atiraram, ao autocarro em movimento, garrafas de tinta azul é desproporcional. É tão giro ler estas amálgamas de letrinhas... Posto isto, até o que a MRP escreve é um mimo!


Porém, grande lição: um clube que consegue unir em histeria os adeptos esperançosos do Braga, os adeptos vingados das Antas e os adeptos patéticos do SCP, que efusivamente celebraram em alegria a derrota do Benfica (enquanto eles próprios perdiam.... quão triste se consegue ser?), é porque realmente somos especiais e nascemos para ser campeões. Não é ganhar, é ser-se... Tout court.


Satisfeita com a minha iluminada conclusão, o dia podia ter sido melhor. Mas, pronto, FdP existem em todo o lado. E há daqueles que resistem, persistem... basicamente existem. Há indivíduos despojados de sanidade mental na mesma proporção que são profícuos em maldade que fazem parecer o Bruno Alves um anjinho de caracóis louros.


Portanto, como se sobrevive a uma segunda feira em que há as "bocas" contra o Benfica, há 5 longosssssssssss dias até sexta feira e ainda há um longo monólogo de FdP de entrada a 2 pés, com um "sr. árbitro, eu não fiz nada, eu sou uma pessoa integra, e a culpa é toda daquela senhora"?.

Enquanto isso, os pitons são enfiados no meu estômago até já não me conseguir levantar. E os insultos levam-me a pensar que os moços que me agrediram em Alvalade são uns gajos porreiros.


A merda disto tudo, é que na vida, ao contrário da bola, eu não sou um Mozer e não me defendo, com as mesmas armas, mas com classe, perante a besta do adversário. E esta sensação de frustração é terrível. Dolorosa.


Como não vou para Sagres, vou ver se apanho o Quim e dar-lhe umas biqueiradas valentes.


Já que tenho a fama de ser uma má pessoa ao menos que alguém pague por isso. Anda cá, ó Joaquim que vais ver como te conto uma história!