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Amigos, conhecidos, estranhos, médicos, terapeutas de todas as espécies, gurus da blogosfera com livros no prelo, todos resulta fácil dizer que temos que ser fortes, "no matter what", como se em momento algum pudéssemos ter momentos de dúvida, de exaustão, de "não quero saber". 

Não, temos que aguentar, pensar sempre mas sempre positivo para atrair energias positivas, como se vivêssemos num grande detox emocional perpétuo, eliminando aquilo que assusta os outros sejam gorduras corporais quer sejam quilos de más vibrações. Comam gojis, mirtilos, brócolos em sumo, nada de hidratos, corram quilómetros por dia, sejam saudáveis fisicamente a olho nu e na vida que supostamente devem ter. Preocupem-se com o colégio das crianças, com os baby showers, com a vida social dos pequenos sub 5, em estarem em forma para não envergonharem a vossa cara metade quando chegar a bikini season.  Caso contrário, o mundo não está preparado para vos acolher. 

Por muito terapêutico que o optimismo possa ser, a falta de esperança muitas vezes assume contornos sem cor, sem cheiro, sem nome, sem dor palpável. Só sabemos que há confortos que não voltaremos a sentir. Que um dia a seguir ao outro é isso mesmo. Não há força que valha nesses momentos. 

Comentários

Pedro Almeida disse…
O Benfica ganhou...

Beijo :-)
A Mais Picante disse…
Por vezes temos de chorar até lavar a alma. E depois levantamo-nos e continuamos a andar, um pé à frente do outro, até conseguirmos correr novamente. Vou usar um chavão mas há sempre uma janela, só temos de a encontrar e abrir.
Que se lixem os gojis. Beijinho.

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gaja à beira da loucura

Isto pode paracer a demência absoluta mas já estou por tudo. A Alexandra Solnado (isso mesmo, este post vai por esse caminho...) dizia numa entrevista, há umas semanas, ao promover o seu mais recente "livro" que a maioria das pessoas que lhe aparecem para consultas, são pessoas doentes - jura?!
Agora, a sério, as pessoas padecem de doenças fisicas e, no seu desespero, que nem é discutivel porque cada um saberá o que se sente quando se chega a esse patamar, procuram ajuda ou conforto no projecto da Alexandra Solnado (é assim que se chama). Posto isto, explicava a Alexandra Solnado que as doenças são, não obstante, reflexos de outros problemas mais antigos ou e a outros níveis. Não me recordo dos exemplos que ela dava mas era algo como pessoas que tinham tido muitos desgostos e uma vida marcada pela tristeza, desenvolviam uma doença grave em especifico, localizada numa área do corpo em particular. 
Ora, e dando o beneficio da duvida a esta teoria (pois que temos a perder?), gosta…

Inesperadamente, a semana passada

Uns dias bons.
O  25 de Abril. Comer caracóis, os primeiros deste ano. Passear e trabalhar no Porto, deambular nos Clérigos. Diariamente, sessões de The Newsroom e Melhor do Que Falecer. O Pedro Mexia e os ferrinhos na emissão especial do Governo Sombra (e a banda sonora e a Manuela Azevedo e as citações certeiras de Salazar bem seleccionadas por Ricardo Araujo Pereira). O Benfica, tão grande! Opá, o Benfica ❤️

Organismos Unicelulares ...

"alimentam-se" de pequenos prazeres (no pouco tempo) quando não estão a trabalhar (como é o caso!).





Filme para incomodar, para gerar desconforto, que nos deixa sem conseguir estar sentados. Um filme que não é para quem não se gosta de ver ao "espelho".  A ultima cena, explica tudo. 


Por fim, TV Cine Séries. YES!



National Geographic, às 2ª F

A rever. O Original. Só este interessa. 



De volta. Gente estranha. Dia 25!