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Carta Estruturada ao Pai Natal

Resumindo ultimos posts e pondo ordem à coisa...

Vamos por categorias:

Lista A.

O que a Popota Mónica quer MESMO:
  • 1 mês no Le Telfair

  • Louis Vuitton NeverFull Daimier

  • Kimmi Dolls (nota: já tenho as seguintes... Ayame, Kokoro, Misaki, Nanami)

Aqui incluia-se a mala Huge Hillier Hobo do Marc Jacobs que entretanto esgotou, nao ha em lado nenhum e nem em sites da NET


Lista B.

O que faria a Popota Mónica uma pessoa melhor:
  • curso de maquilhagem da MAC

  • a lista de livros (os ultimos do Francisco José Viegas, Carlota Joaquina by Marsilio Cassotti, a bio do Fontes Pereira de Melo da MFM e o Livro do Desassossego do Pessoa)

  • cheques vale da MDutti

Lista C.

O que a Popota precisa De Facto
  • pijama, mas nada de flanelas nem daquelas foleiradas com bonecos como se fosse uma criança (Popota mas não tanto ... Weguee Weguee): pijama quente, versão corte masculino largo, com parte superior parecida com camisa

  • IPOD mas estamos em duvidas (estilo cromo da bola, falando no plural...): IPOD NANO 5G 16Gb ou Iphone 3GS 16Gb (acumulando com vontade de ter um telemovel com push up mail e acesso user friendly a net para o meu aniversário!!!!)???
  • roupão branco quentinho pós banho da IKEA

  • Cheques vale de boa disposição e paciencia para acordar de manha


Lista D.

Coisas Imprescindiveis para a Popota Mónica ter estilo:


  • Relogio Chaumet Class One Steel Watch 38mm
  • Burberry Classic trenchcoat W'09
  • Montblanc STARWALKER METAL & RUBBER ballpoint

Weguee Weguee...

PoPo...PoPo...Popota / Os brinquedos estão a chegar / è agora / O Natal veio pra ficar


Comentários

Luisinho disse…
costumas ir tomar banho ao IKEA ?!
Mónica disse…
quando me apetece. eles sao suecos nem ligam. so que depois é chato andar sem roupao pela loja. eles nao se importam mas ja sabes como sao os tugas :)

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Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência. O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas. 
A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado.
E, mesmo assim, pulsa algo mais intenso. Mais derradeiro. Mais dominador. Mais perverso que o toque dos dedos. Mais agressivo que a temperatura irrespirável. O freio da impossibilidade. 
A intuição luta com o medo e na arena o medo mesmo que picado tem sempre muita força. O medo acossa-nos.

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Das pequenas coisas

Talvez sejam as pequenas coisas. Como uma música que se ouve por acaso e se torna uma descoberta que nos marca um trânsito. Como um gelado fora de horas e com o sabor simplesmente certo de caramelo tal qual na nossa infância. Como aquele instante rápido entre fazer-nos à onda e o mar que nos toma por completo, nos restitui a energia e nos devolve ao mundo.
Terão que ser as pequenas coisas. A partir delas, tudo se enreda e o equilibro pesa para o complicado. Sinuosos os caminhos para que nos encontremos. Doloroso o andamento que faz que nos afastemos mais do que estejamos próximos mesmo quando tudo aponta para que haja uma cumplicidade e uma ligação súbita mas forte e consistente.
O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
São estas pequenas coisas. Que são fáceis e leves e perenes. Tão frágeis. Acabam tão depressa. Nada há-de ser …