Avançar para o conteúdo principal

lojas fetiche

São tão fetiche, tão fétiche que até tenho medo de lá entrar, pois daqui a meses posso estar a cumprir pena por cheques carecas!
Uma é a Negligé, situada na Rua Castilho, 90, 4º Dtº. É um conceito inovador em Portugal. Uma loja (aberta das 13 às 19h) que funciona num apartamento, num espaço íntimo, extremamente feminino e com imenso glamour. Num ambiente sofisticado e de enorme bom gosto, as clientes podem escolher peças de lingeries originais, de alta qualidade e criadas por vários estilistas. Em breve, no mesmo espaço, pode encontrar o atelier de Mário Oliveira, que cria exclusivamente vestidos de noivas (who cares?).
A outra, a que mete mais medo, sobretudo porque ao fim de anos a serem usados para dormir, os meus oculos de vista cansada PARTIRAM-SE assim, pluff!, ... é a Optica do Sacramento, localizada na zona prime de Lisboa.
Situada na Calçada do Sacramento, contempla uma área de 170 m², e "acolhe um conceito de óptica moderno e diferente, visível numa decoração luxuosa e no espaço intimista, que foi especialmente desenvolvido para permitir um atendimento personalizado em todas as áreas da loja" (fonte: Aguirre Newman, que foi a consultora imobiliária responsável).
A Popota gosta particularmente destes ver aqui
São tão fetiche, que nen uma nem outra têm site. Ou é falta de brilhantismo na comunicação aos clientes ou é falta de budget ou é uma estrategia selectiva hiper mega luxuosa. A Negligé ainda tem http://www.negligeelingerie.com/home.html, mas resume-se a pagina com morada
Esperamos VIVAMENTE que as lojas valham a pena. È que estou em PULGAS

Comentários

Matta disse…
Infelizmente ainda são poucas as pessoas que sabem tirar proveito das potencialidades das novas tecnologias...
1 - Porquê continuar a insistir com o conceito de que as lojas só devem estar abertas das 10H00 às 20H00???
2 - Porquê que tenho de ser obrigado a deslocar-me até à loja para ver os produtos que têm?
3 - Porquê que só sei que a loja abriu, quando passo na rua? (Não seria mais simples, as pesssoas fazerem pesquisa de lojas/estabelecimentos que tenham o produto que pretendem comprar, avaliar, comparar, verificar todas as lojas que comercializam o produto e só depois de bem informado, comprar, ou simplesmente visitar a loja porque até achou engraçada??? Não será isto disponibilizar um bom serviço ao consumidor com possibilidade de analisar, comparar???);
4 - Porquê que não podem estar abertas 24 horas 365 dias/ano.

Nota:
Para os mais cépticos relativamente a pagamentos electrónicos utilizando a Web, fiquem a saber que existem outras alternativas, como por exemplo:
- Pagar o produto, contra-entrega;
- Requisição do produto via site, pagamento numa caixa ATM através de referência e valor (como alguns fazem com o carregamento de telemoveis, pagamento das facturas de gás, electricidade, etc...);
- etc...

Post Scriptum: Lamento toda esta dissertação, mas fico triste e aborrecido quando vejo que a aposta nas novas tecnologias ainda é muito medíocre!
Anónimo disse…
Andava aqui à procura da Optica do Sacramento no Chiado e dei com este blog por acaso.
Como não consigo estar quieta quando leio disparates como o do comentario acima, pergunto me se a senhora tem noção dos custos de manter uma loja a funcionar até à meia noite, ou segundo o seu criterio 24 horas seguidas!è que tenho uma pequena loja de bijuteria com 2 empregadas na baixa e para manter esse horario tinha que empregar 6 pessoas. quem é que lhes pagava? e que afluencia teria da meia noite às 8 da manhã??? Francamente ele há gente :(((((
Anónimo disse…
e como reli o comentario ainda fico com uma duvida: a sua ideia era não ter que se deslocar ás lojas para ver os produtos?!
Quer que as lojas vão a sua casa?
Tem noção do que está a sugerir?!
Olhe no caso da optica do sacramento (que foi por isso que aqui vim) eu ligava e dizia o quê? mandem-me aqui um especialista para me ver a graduaçao da vista, tragam os aparelhos e já agora os oculos e as lentes e facam me os oculos na cozinha enquanto eu tomo um duche?! RSRSRSRSRS
Ele há gente louca neste mundo!!!!!! RSRSRSRSRS

Mensagens populares deste blogue

Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência. O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas. 
A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado.
E, mesmo assim, pulsa algo mais intenso. Mais derradeiro. Mais dominador. Mais perverso que o toque dos dedos. Mais agressivo que a temperatura irrespirável. O freio da impossibilidade. 
A intuição luta com o medo e na arena o medo mesmo que picado tem sempre muita força. O medo acossa-nos.

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Das pequenas coisas

Talvez sejam as pequenas coisas. Como uma música que se ouve por acaso e se torna uma descoberta que nos marca um trânsito. Como um gelado fora de horas e com o sabor simplesmente certo de caramelo tal qual na nossa infância. Como aquele instante rápido entre fazer-nos à onda e o mar que nos toma por completo, nos restitui a energia e nos devolve ao mundo.
Terão que ser as pequenas coisas. A partir delas, tudo se enreda e o equilibro pesa para o complicado. Sinuosos os caminhos para que nos encontremos. Doloroso o andamento que faz que nos afastemos mais do que estejamos próximos mesmo quando tudo aponta para que haja uma cumplicidade e uma ligação súbita mas forte e consistente.
O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
São estas pequenas coisas. Que são fáceis e leves e perenes. Tão frágeis. Acabam tão depressa. Nada há-de ser …