Avançar para o conteúdo principal

Manias

(continuando o processo de auto-análise)


Tenho a mania de:

  • Só usar colheres de plástico. Não suporto a ideia de colheres de aço, prata ou ouro.
  • Odiar cebola e brócolos. Posso levar meia hora a retirar pedacinhos de cebola visíveis antes de começar a comer.
  • Ter pavor (pânico) de balões!.
  • Não gostar de ser vista em publico. Já me basta a dolorosa exposição por motivos de trabalho. Evito socializar fora de casa.
  • Preferir ir ao cinema e às compras sozinha.
  • Considerar dormir um hobby.
  • Ter tendência para dizer o que penso sem ser necessariamente diplomática.
  • Ser fiel aos amigos mas também muito honesta com eles.
  • Odiar calor.
  • Que folclore  e campismo me provocam urticária. Dor de cabeça. A raiar a histeria. Zero paciência.
  • Colocar perfume várias vezes ao dia. Para me sentir mais animada.
  • Usar sempre relógio.
  • Nao gostar de fazer anos.
  • Ter pancada por revistas. Todas.
  • Não suportar andar de fato.
  • Não ter tolerância para pessoas que gostam de saber pouco ou mesmo nada. Que não querem evoluir. Que são "curtinhas" de intelecto.
  • Às vezes (demasiadas), tudo me ser indiferente.
  • Se decidir abolir alguém da minha vida, ser mestre em seguir em frente sem olhar para trás. Acabou.
  • Que possuo uma noção de estilo 5 estrelas (infelizmente 20 kg a mais estragam o meu potencial de "queixo caído").
  • Não ir a praia.
  • Só beber leite frio. Morno ou quente é inaceitável.
  • Que um dia vou ser feliz. Se calhar.
  • Que sou única.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Do arrebatamento

O vestido caiu facilmente. Estava apenas preso pelas alças nos ombros magros e deslizou com vontade declarada pelo corpo, até ao chão, enquanto ela acendia uma única luz de presença.

Beijou-lhe o ventre. Sentiu-o a tremer. Antecipação. Expectativa. Sentia-lhe o calor sem sequer tocar. Era como uma fonte inesgotável de desejo prestes a desmoronar-se com um toque. Os dedos enfiaram-se entre a pele e a linha das cuecas de renda fazendo-as sair com mestria. Estava liberta, da máscara de tecidos, não das demais camadas de protecção. Tal não a impedia de arfar baixinho e com satisfação sob um rosto que perdia vergonha a cada caída da cabeça para trás.


Nua, encostada à parede fria, costas arqueadas, totalmente exposta viu-a a desmontar-se com cuidado ao primeiro beijo que se colou à boca como dali não houvera saída. Era intenso, forte, penetrante o modo como ela o arrastava para si com a língua e uma perna em torno da cintura.


Todo aquele momento era primário, selvagem, sem travões ainda que, e…

Das razões

Quero-te pela desarrumação incompreensível que somos. Quero-te pela forma como me procuras à noite na cama, ainda a dormir, de modo instintivo, apenas para te recostares do mundo e amaciares no meu calor. Quero-te (tanto) quando sais do mar, feliz e salgado, qual criança livre agarrado à prancha como se fosse o teu bem mais precioso, a tua melhor amiga, a porta para o teu refúgio. Quero-te pelos beijos inesperados, lentos, que invadem qual descarga eléctrica, e afirmam sem hesitações desejo e amor. Quero-te pela forma como te afundas num livro e tudo à volta entra em pause-still e, mesmo assim, de repente tocas-me no joelho, no cabelo, dás-me a mão. Quero-te porque sei que acreditas em mim e não me questionas, crês que posso mudar o mundo. Quero-te pela tesão, confiança, cumplicidade e pelas saudades que temos, ainda, sempre, um do outro. Quero-te por te rires quando começo a cantar músicas que gosto e ouço a tocar, esteja onde esteja. Quero-te por dançarmos na rua se preciso entre ga…

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…