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Wise Up

Há momentos que pedem para não alimentar animosidade, mais vale retrair uma opinião do que chocar de frente com alguém que não está na situação ideal para encaixar um confronto de ideias. Há momentos para dizer pouco, mas dizer tudo, falar baixo, devagar mas transmitir tudo o que o outro necessita. Há momentos que exigem que não haja complacência, se enfrente a coisa com dureza, rigor de critérios e objectividade de argumentos, não dando espaço para debate ou contraponto. Há momentos que a vaidade não tem qualquer espaço ou aceitação, há um pudor de respeito pelos demais que naturalmente clama de forma indelével, nem sequer é preciso explicar que não é a altura para puxar dos galões e quem sabe, sabe. Há momentos para sofrer em silêncio. Há momentos para não deixar a indignação morrer calada que isto de só reclamar para o ar ou levantar voz perante os que nos são mais fracos é de uma cobardia atroz. Há momentos para pedir desculpa, que são devidas, que são importantes, porque temos direito de errar mas temos de o perceber. Há momentos para cortar laços com histórias e personagens que não nos aportam mais valias. Ha momentos em que não, não se pode abdicar das nossas opiniões, no que acreditamos só porque os que nos são próximos nos tentam demover, ou porque nos dá jeito: evoluir de ponto de vista não pode ser igual a ser oportunista ou ser inconsistente de pensamento ao sabor das conveniências. Há momentos para amadurecer esta base instalada de conhecimento mas em boa verdade, ou se tem estofo e verticalidade emocional, e respeito próprio e pelos demais, ou então, nada disto fará sentido.

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Falo por experiência, por conhecimento e por não ter conseguido efectivar mudanças. 

O headhunter da velha guarda, armado em doutrina maquiavélica, que nunca leu, perspectiva o candidato como um meio para atingir um fim: facturar.  O candidato só serve enquanto servir os interesses do projecto. A satisfação do cliente é posta à frente de tudo e todos. Esta sobranceira linha de raciocínio,  a frio, tem alguma razão de ser. Quem paga as contas são os clientes. Como metodologia, é um erro crasso.
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gaja à beira da loucura

Isto pode paracer a demência absoluta mas já estou por tudo. A Alexandra Solnado (isso mesmo, este post vai por esse caminho...) dizia numa entrevista, há umas semanas, ao promover o seu mais recente "livro" que a maioria das pessoas que lhe aparecem para consultas, são pessoas doentes - jura?!
Agora, a sério, as pessoas padecem de doenças fisicas e, no seu desespero, que nem é discutivel porque cada um saberá o que se sente quando se chega a esse patamar, procuram ajuda ou conforto no projecto da Alexandra Solnado (é assim que se chama). Posto isto, explicava a Alexandra Solnado que as doenças são, não obstante, reflexos de outros problemas mais antigos ou e a outros níveis. Não me recordo dos exemplos que ela dava mas era algo como pessoas que tinham tido muitos desgostos e uma vida marcada pela tristeza, desenvolviam uma doença grave em especifico, localizada numa área do corpo em particular. 
Ora, e dando o beneficio da duvida a esta teoria (pois que temos a perder?), gosta…

Inesperadamente, a semana passada

Uns dias bons.
O  25 de Abril. Comer caracóis, os primeiros deste ano. Passear e trabalhar no Porto, deambular nos Clérigos. Diariamente, sessões de The Newsroom e Melhor do Que Falecer. O Pedro Mexia e os ferrinhos na emissão especial do Governo Sombra (e a banda sonora e a Manuela Azevedo e as citações certeiras de Salazar bem seleccionadas por Ricardo Araujo Pereira). O Benfica, tão grande! Opá, o Benfica ❤️