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Oi?

MNC: "Olá, boa tarde. Eu queria falar com a Drª X".

Pessoa: "Ah, a Drª não está."

Silêncio.

MNC: "Uhm, e vai voltar hoje? Ou é possivel deixar-lhe uma mensagem?"

Pessoa: "Não sei. Vou passar a chamada"

MNC: "À secretària? Podia dar-me o nome antes? "

Pessoa: "Ai não menina! A secretária da srª drª não atende chamadas. Vou passar à secretária da secretária, à d. Y."


Não, eu não caí da cadeira! Mas ia-me dando um valente ataquito!

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Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
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