Avançar para o conteúdo principal

Sim, sabemos quem és, Reese

Quem nunca bebeu um bocadinho a mais e se excedeu nos comentários (gozando descaradamente com terceiros, presentes ou ausentes, ou manifestando opiniões por norma caladas a bem da paz social, ou atirando para o ar alguns pensamentos menos apropriados) ou nos actos (a liberdade que o álcool solta pode ser uma catarse, divertida ou somente constrangedora), pode não entender. Todos os restantes, sabem que isto já nos aconteceu. Uma vez épica, ou várias vezes dignas de ser recordadas em sessões de nostalgia, ou vezes em excesso que mais vale nem lembrar.

Grave, imperdoável, é estar bebido 17 vezes acima do que a lei (americana) permite, pegar num carro e vruum... Conduzi-lo. O marido da Reese Whitherspoon achou que sim, que estava mesmo catita para o fazer.

Pois que não. E a policia que o deve ter visto passar, também achou que não. E mandou-o parar e sair do carro. O senhor, do alto do discernimento que o seu estado lhe permitia, decidiu negar-se e barafustar.

E o que fez a meia leca de sua esposa? Salta da viatura e começa a insultar os policias com o belíssimo argumento de "sabem quem eu sou?".
Adorável.

Não questionando o direito de uma "estrela" apanhar uma bezana com o marido, sem que isso faça dela uma alcoólica, não é esse o tema, a escandaleira com base no factor "sou famosa" é de muito baixo nível e revela as "true colours" desta gente (que recorre ao argumento).

Como o ser conhecido, famoso à escala mundial, seja pela razão que seja, funcionasse como salvo conduto para a impunidade, um comprimido de desresponsabilização.

A bela da Reese bem pode vir pedir desculpa, a reboque das ordens dos seus relações publicas, e de que tem consciência que estava embriagada e lamenta o que disse, mas a verdade é que "sorry, my ass". Sim, estava bêbada mas o que disse é reflexo do modus vivendi que incorporou como natural: uma gaja importante a quem a policia não manda parar.

Esta conduta é da mais poucachinho que uma pessoa pode revelar. É sacudir água (álcool, neste caso) do capote perante as responsabilidades à custa de puxar de galões que, na verdade, não têm valor. Ganhou um Óscar, e? Daí à imunidade diplomática dista uma diferença abismal! Provavelmente ter-lhe-íamos que explicar o que é a imunidade diplomática. E por separado.

Em qualquer lado do mundo, sejam actrizes, políticos, jogadores de futebol, escritores, é um traço de personalidade feio.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

gaja à beira da loucura

Isto pode paracer a demência absoluta mas já estou por tudo. A Alexandra Solnado (isso mesmo, este post vai por esse caminho...) dizia numa entrevista, há umas semanas, ao promover o seu mais recente "livro" que a maioria das pessoas que lhe aparecem para consultas, são pessoas doentes - jura?!
Agora, a sério, as pessoas padecem de doenças fisicas e, no seu desespero, que nem é discutivel porque cada um saberá o que se sente quando se chega a esse patamar, procuram ajuda ou conforto no projecto da Alexandra Solnado (é assim que se chama). Posto isto, explicava a Alexandra Solnado que as doenças são, não obstante, reflexos de outros problemas mais antigos ou e a outros níveis. Não me recordo dos exemplos que ela dava mas era algo como pessoas que tinham tido muitos desgostos e uma vida marcada pela tristeza, desenvolviam uma doença grave em especifico, localizada numa área do corpo em particular. 
Ora, e dando o beneficio da duvida a esta teoria (pois que temos a perder?), gosta…

Inesperadamente, a semana passada

Uns dias bons.
O  25 de Abril. Comer caracóis, os primeiros deste ano. Passear e trabalhar no Porto, deambular nos Clérigos. Diariamente, sessões de The Newsroom e Melhor do Que Falecer. O Pedro Mexia e os ferrinhos na emissão especial do Governo Sombra (e a banda sonora e a Manuela Azevedo e as citações certeiras de Salazar bem seleccionadas por Ricardo Araujo Pereira). O Benfica, tão grande! Opá, o Benfica ❤️

A importância de se chamar Candidato

Numa altura em que as empresas recorrem cada vez mais às redes sociais para procurar candidatos a postos de trabalho (89%) e que 65% por cento é bem-sucedida, conseguindo contratações satisfatórias (Fonte: PR Comunicácion) convinha que as empresas de recrutamento e de executive search pensassem um bocadinho mais sobre o seu modus operandi.


Falo por experiência, por conhecimento e por não ter conseguido efectivar mudanças. 

O headhunter da velha guarda, armado em doutrina maquiavélica, que nunca leu, perspectiva o candidato como um meio para atingir um fim: facturar.  O candidato só serve enquanto servir os interesses do projecto. A satisfação do cliente é posta à frente de tudo e todos. Esta sobranceira linha de raciocínio,  a frio, tem alguma razão de ser. Quem paga as contas são os clientes. Como metodologia, é um erro crasso.
Num mercado concorrencial, um factor claramente diferenciador é a relação que se estabelece entre um consultor e os seus candidatos, pelo menos com aqueles que a…