domingo, 15 de agosto de 2010

Socorro, casamento e sem nada pra' vestir

Em setembro vou a uma festa de casamento. Pânico Numero 1!

E vou ser Madrinha de boda. Pânico 2!

Desde que soube que ia haver festaça, suores frios, uma ansiedade daquelas e um medo enorme em entrar em lojas. 

Festa é uma coisa que me gera borbulhas tamanho os nervos. Socializar com outros, muitos deles estranhos, sem estar de calças de ganga e bailarinas, dá-me voltas à barriga. Geralmente, quando chega à hora da sair de casa, já estou mas é na cama, livre de chatices.  

Desta vez, porém, não posso falhar, sou Madrinha. Somos duas, de facto, se calhar ninguem daria pela minha falta. Mas é um risco alto para se correr. A nubente espeta-me com um dos seus saltos na cabeça e foi-se a minha vidinha.

O dress code é casual chic, nada elaborado nem muito casamenteiro porque ninguém gosta dessas coisas, é uma malta cool e vai ser tudo muito descontraído, muito reunião de amigos, mas raios, sou Madrinha, não posso ir propriamente como se fosse ao supermercado (nota; vou ao supermercado como saio à noite, é sempre o mais básico dos básicos mas com maquilhagem).

Para mais a nubente, vai estar brilhante e já de si é alta e magra. A outra Madrinha, é parva de gira até ao abuso. Os meus pensamentos centravam-se em: "lá vou pois, euzinha, pronta para ser apagada das fotos institucionais pelo Photoshop" (juro que já estive num casamento em que não apareci em uma única fotografia; e, sim, eu estava lá! É o cumulo ser-se ignorado pelos gajos que estão ali para fazer dinheiro, mas mesmo assim desistiram de mim dado que sou tão fotogênica como um tractor).

Bom, foram 48H de intensa sensação de que nada giro me vai servir, vou ter que ou vestir algo pavoroso mas que entre, ou algo extremamente caro que caia mesmo bem e disfarce o drama que pra' aqui vai. Até tremia só de pensar o tempo e frustração que esta tarefa me iria  consumir, terminando comigo a comprar, já em desespero, qualquer coisa e derrotada pela Lei do Retalho.

Curiosamente, e como tenho um segundo dom (o primeiro sendo a capacidade para dormir, mesmo no meio do maior desastre natural), o de ter paixões imediatas por roupa que resulta, a operação ocorreu sem espinhas, de forma até natural, e já tenho um vestido todo catita, que combina com uns sapatos lindos de êxtase. Tenho a clutch perfeita, uma pulseira que encaixa no ensemble na perfeição e uns brincos que também estarão à altura do desafio.

O vestido tem só um handicap: é de cavas. Mas aprendi algumas maneiras de usar a echarpe de forma elegante e prática, tapando os braços de sopeira que o serviço publico (e a vergonha) me obrigam a cobrir.

E, pronto, venha a festa. Com uns drunfes (dos legais!) é capaz de uma pessoa aguentar-se.

Deixa-me muito feliz esta boda. Gosto muito dos noivos. Vai ser de estalo!!!!

PS. Pânico 3... estou branca como a cal, ainda tenho que me bronzear... Uh Uh, solários aí vou eu!

2 comentários:

Marta Rebelo disse...

Para reacções «noivais» a este post, ide a meu mural no FB :-)

Tigrão disse...

Não hás-de ficar invisível na boda do ano! Não que fosse acontecer, mas just in case, nem que encha os fotógrafos/foto-repórteres de berlaites! :)