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Da cor dos sonhos




De que cor são os teus sonhos quando estou neles? Será que me vês sequer enquanto dormes? 

Passo-te ligeira e ao de leve pela derme como se fosse uma pena que arrepia mas não se queda com substancia. Não me agarras, apenas sopras ao sabor do vento como se fosse tudo fácil. Tens-me próximo, mas sabes que estou fora do universo que cada um traçou para si. Assim, sim, é fácil.


Não colidimos após cada abraço. Mas também não rimos, com vontade. Não há espaço para toques demorados de comoção, apenas fugas intensas. Inexplicáveis. E sem gargalhadas, que me baralha as emoções. 



Será que me imaginas em cheiro? Quando estás a sonhar acordado?

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