Quando eu tinha 24 ou 25 anos tive das melhores ferias da minha vida. Claro que, insatisfeita como sou, não o percebi.
Não namorava e nem sequer estava com amigos. Fui para o Algarve, com família.
Acordava a tempo de chegar ao pequeno almoço antes deste encerrar, juntava-me aos restantes no toldo e passava a manhã dentro de agua. Quando o calor apertava o grupo atravessava apenas a estrada para regressar aos quartos, eu dava os últimos mergulhos, ficava a secar, sozinha, a ler e a ouvir, ou no walkman ou no discman (nem me lembro), Bon Jovi. Tinha saído um disco novo e tinha o best of.
Todos os dias era a mesma rotina. Aquela hora em que ficava por minha conta era uma maravilha. Pele salgada, um bom livro, calor, bronze, relax total. Aqueles fins de manhã eram Bliss.
Só ontem, no concerto, percebi como essas semanas foram tão boas. Assim, de repente, começo a ter flashs de tempos idos e a sentir os cheiros e a intensidade das coisas.
Eu achava que tinha a vida pela fente, que ia fazer coisas giras e estava totalmente em paz com o cenário. Sempre foi o que mais gostei de fazer nas férias. Era uma calma seó visto, mas era "confortável" como uma boa almofada, nem que seja uma almofada emcocional. E ao fim de mais de 10 anos ainda andava a ouvir a mesma banda.
Eu achava que tinha a vida pela fente, que ia fazer coisas giras e estava totalmente em paz com o cenário. Sempre foi o que mais gostei de fazer nas férias. Era uma calma seó visto, mas era "confortável" como uma boa almofada, nem que seja uma almofada emcocional. E ao fim de mais de 10 anos ainda andava a ouvir a mesma banda.
Também me apercebi que os tempos felizes não voltam atrás.
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