segunda-feira, 27 de abril de 2009

o meu profesor de meditação chamou-me tótó...

... salvo seja.
Estávamos na onda de aplicar a bondade ao nosso dia a dia (metta-bhavana) como forma de estar bem com nós mesmos e com os outros. Praticar metta é cultivar um coração aberto, inteiro, ciente e na meditação trabalhamos ao nivel da motivação, semeando boa vontade, bondade, amor para connosco e com o mundo.
Ou seja, numa situação de conflito com alguem que nos está a tratar mal e a ser agressivo, a lógica é aceitar aquela pessoa como ser humano, com perturbações (especificas ou continuadas) e que retaliar ou responder na mesma onda, só serve para alimentar o monstro da raiva e da estupidez. Portanto há que usar discernimento para aliviar a situação e contornar o problema. Mas com bondade e não sendo bonzinho...
Aqui reside o busilis... isto não significa dar a outra face e ser abusado e humilhado continuadamente. Esses são os tótós! (e explica-se o titulo!!!).
Em teoria isto é strictly good sense mas Buda, até sendo um tipo porreiro com clarividencia e inteligencia superiores, não deve ter encontrado mts anti-cristos na vida, os quais desmantelam a teoria de que todas as pessoas são seres humanos. E de facto há pessoas que nos fazem mt mal e que não merecem sequer uma meditação de coração aberto, procurando uma conexão que supere essa maldade que nos fazem. Como lidamos com isto com sanidade?
Assim, só para aqueles que merecem (porque não consigo ser um individuo melhor e generalizar e nem mesmo mtª meditação me deve rectificar este problema)
- que eu esteja bem, que eu seja feliz e que eu encontre a paz;
- que vocês estejam bem, sejam felizes e encontrem a paz.

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