Avançar para o conteúdo principal

coisas de Louras (ou outra coisa qualquer...)

Em enrevista ao jornal I no dia 04 de Janeiro de 2010, Margarida Rebelo Pinto (MRP) diz que "quando vejo a Joana Amaral dias, penso [NA: bom, bom, bom!!!]: aí está outra loira com atitude". A frase diz tudo; sobre ambas.
Ainda bem que há loiras, mesmo excepcionalmente, que demonstram atitude. Todas as outras louras, pronto, resignem-se. Eu diria que há mulheres com atitude, ou sem ela, mas a MRP é que é a sapiência da literatura e do Restelo ("ela própria relembra, nasceu «numa típica família católica da alta burguesia que vivia no Restelo e passava férias em São Martinho do Porto»)".
É engracado como aquela parte de ter vivido em Benfica fica sempre fora da sua biografia. Porque será? Para não mostrar algum sinal de novo-riquismo como negou na entrevista, veementemente, apesar [dos] assinaláveis efeitos secundários: a casa dos sonhos na baixa de Paço de Arcos, perto do mar e perto da cidade; o todo-o-terreno topo de gama; a liberdade para ir a Manhattan sempre que quiser."
Pode ser vergonha, amnésia, negação???
Seja o que seja, não me parece que seja uma grande atitude, mas talvez a MRP não se veja como loura (de facto, também não é strictu sensu). Ou com atitude.
Eu sei como a vejo. Não é como a mulher sofisticada e bem sucedida que ela quer que a vejam. Não vou adjectivar mas não lhe reconheço nenhum dos "tomates" que a MRP faz tanto gosto em parecer ter. É mesmo melhor libertar o "macho alfa que tem cá dentro". Pode ser que se torne mais interessante, menos pomposa, menos repetitiva (a logica dos escritores não terem que mudar de registo, ok até aceito, mas livros e livros iguais??? Miuda, pode não haver "autoplágio em nenhum dicionário mas sê honesta: existe e é recorrente na sua escrita) e menos vazia.
As louras, não, as mulheres, agradecem. Gostamos de ter gajas determinadas e não passivas como referência. Uma pessoa que se auto-define, num personagem alter-ego de um dos livros, como: sou boa como o milho, e tomara "muita miuda de 20 anos ter este corpo" pode ser uma afirmação pessoal de autoestima. Ou uma grandessissima treta para se inventar mais um paragrafo. Ou querer suavizar as suas carências emocionais.
Claro que segundo a MRP, sendo eu licenciada em relaçoes internacionais, não posso fazer critica literária. ´Tá certo, mas posso dizer que os textos sáo sempre a mesma coisa, de um universo pobrezinho, com personagens iguais e contextos que não variam? Que os livros (que eu já li, não todos, mas já li) são fracos? Não é critica, é opinião.
Quanto à Joana Amaral Dias, nao gosto. Ponto. Está num sitio e numa posição em que podia fazer a diferença. E nada disso. Vai à TV, empina as mamocas pra frente, pôe aquele ar misto Virgem Maria com a bibliotecária irritante que estava sempre a mandar-nos calar, com os seus arugmentos "batidos" e eu mudo de canal.
N.A.
ATITUDE. Processo da consciência individual que determina a real ou possível actividade do indivíduo no mundo social.
Para alguns autores é ainda a tendência de agir da maneira coerente com referência a certo objecto (Thomas).

Comentários

Mensagens populares deste blogue

gaja à beira da loucura

Isto pode paracer a demência absoluta mas já estou por tudo. A Alexandra Solnado (isso mesmo, este post vai por esse caminho...) dizia numa entrevista, há umas semanas, ao promover o seu mais recente "livro" que a maioria das pessoas que lhe aparecem para consultas, são pessoas doentes - jura?!
Agora, a sério, as pessoas padecem de doenças fisicas e, no seu desespero, que nem é discutivel porque cada um saberá o que se sente quando se chega a esse patamar, procuram ajuda ou conforto no projecto da Alexandra Solnado (é assim que se chama). Posto isto, explicava a Alexandra Solnado que as doenças são, não obstante, reflexos de outros problemas mais antigos ou e a outros níveis. Não me recordo dos exemplos que ela dava mas era algo como pessoas que tinham tido muitos desgostos e uma vida marcada pela tristeza, desenvolviam uma doença grave em especifico, localizada numa área do corpo em particular. 
Ora, e dando o beneficio da duvida a esta teoria (pois que temos a perder?), gosta…

Inesperadamente, a semana passada

Uns dias bons.
O  25 de Abril. Comer caracóis, os primeiros deste ano. Passear e trabalhar no Porto, deambular nos Clérigos. Diariamente, sessões de The Newsroom e Melhor do Que Falecer. O Pedro Mexia e os ferrinhos na emissão especial do Governo Sombra (e a banda sonora e a Manuela Azevedo e as citações certeiras de Salazar bem seleccionadas por Ricardo Araujo Pereira). O Benfica, tão grande! Opá, o Benfica ❤️

A importância de se chamar Candidato

Numa altura em que as empresas recorrem cada vez mais às redes sociais para procurar candidatos a postos de trabalho (89%) e que 65% por cento é bem-sucedida, conseguindo contratações satisfatórias (Fonte: PR Comunicácion) convinha que as empresas de recrutamento e de executive search pensassem um bocadinho mais sobre o seu modus operandi.


Falo por experiência, por conhecimento e por não ter conseguido efectivar mudanças. 

O headhunter da velha guarda, armado em doutrina maquiavélica, que nunca leu, perspectiva o candidato como um meio para atingir um fim: facturar.  O candidato só serve enquanto servir os interesses do projecto. A satisfação do cliente é posta à frente de tudo e todos. Esta sobranceira linha de raciocínio,  a frio, tem alguma razão de ser. Quem paga as contas são os clientes. Como metodologia, é um erro crasso.
Num mercado concorrencial, um factor claramente diferenciador é a relação que se estabelece entre um consultor e os seus candidatos, pelo menos com aqueles que a…