sexta-feira, 26 de novembro de 2010

8 séculos ou um mau decote

Um decote remete para ambiente de luxúria, de desejo, de gula pelo quase revelado mas mesmo assim ainda encoberto. A imaginação cede à tentação perante um bom decote, com pulsar da contemplação, a vontade do toque.

Se me importava que Portugal andasse nas bocas (salvo seja) do mundo por causa de um decote? Quer-se dizer, ok, vá , melhor que uma greve idiota, mas também não é propriamente ganhar um Pulitzer.

As pessoas crentes no pais vãos detestar mas, a serio, eu tentei pegar no tema de vários ângulos para uma análise optimista. Não consegui.
Ganhar um Emmy é um feito. Sem duvida. Mas não tenho bem a noção dos impactos que possa ter em termos de produção nacional.
Ganhar um Emmy com uma novela, lamento, por muito boa que seja a dita, é uma tremenda sensação de "somos isto". É como de repente um calvo ganhar consciencia que... mão tem cabelo e dali em diante, vai piorar.
Como se já não bastasse isso, a alucinação de diva aos saltos da Alexandra "xanax" Lencastre e o ar perdido, algo ébrio e deslumbrado do Bairrão, tudo fazia lembrar visita dos parentes da província à cidade para uma boda.
Mas podia continuar eu a procurar argumentos para a alegria das hostes, que aquela combinação assassina de um decote profundo com um peito desmaiado, dava cabo de qualquer dissertação.
O decote podia ser pronunciado e sensual. Não, tinha que ser ajavardado. Podia ser saliente e revelador, mas as mamas aguentarem-se como gente grande. Não, descaidérrimas.
Não consigo, juro. Não vejo nada de bom. Só ridículo.
 
E um par de "mummy and daddy" que no acto fisico do amor não se safam nas glandulas mamárias. Nem na massa cinzenta da miúda!
 

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