Avançar para o conteúdo principal

8 séculos ou um mau decote

Um decote remete para ambiente de luxúria, de desejo, de gula pelo quase revelado mas mesmo assim ainda encoberto. A imaginação cede à tentação perante um bom decote, com pulsar da contemplação, a vontade do toque.

Se me importava que Portugal andasse nas bocas (salvo seja) do mundo por causa de um decote? Quer-se dizer, ok, vá , melhor que uma greve idiota, mas também não é propriamente ganhar um Pulitzer.

As pessoas crentes no pais vãos detestar mas, a serio, eu tentei pegar no tema de vários ângulos para uma análise optimista. Não consegui.
Ganhar um Emmy é um feito. Sem duvida. Mas não tenho bem a noção dos impactos que possa ter em termos de produção nacional.
Ganhar um Emmy com uma novela, lamento, por muito boa que seja a dita, é uma tremenda sensação de "somos isto". É como de repente um calvo ganhar consciencia que... mão tem cabelo e dali em diante, vai piorar.
Como se já não bastasse isso, a alucinação de diva aos saltos da Alexandra "xanax" Lencastre e o ar perdido, algo ébrio e deslumbrado do Bairrão, tudo fazia lembrar visita dos parentes da província à cidade para uma boda.
Mas podia continuar eu a procurar argumentos para a alegria das hostes, que aquela combinação assassina de um decote profundo com um peito desmaiado, dava cabo de qualquer dissertação.
O decote podia ser pronunciado e sensual. Não, tinha que ser ajavardado. Podia ser saliente e revelador, mas as mamas aguentarem-se como gente grande. Não, descaidérrimas.
Não consigo, juro. Não vejo nada de bom. Só ridículo.
 
E um par de "mummy and daddy" que no acto fisico do amor não se safam nas glandulas mamárias. Nem na massa cinzenta da miúda!
 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

gaja à beira da loucura

Isto pode paracer a demência absoluta mas já estou por tudo. A Alexandra Solnado (isso mesmo, este post vai por esse caminho...) dizia numa entrevista, há umas semanas, ao promover o seu mais recente "livro" que a maioria das pessoas que lhe aparecem para consultas, são pessoas doentes - jura?!
Agora, a sério, as pessoas padecem de doenças fisicas e, no seu desespero, que nem é discutivel porque cada um saberá o que se sente quando se chega a esse patamar, procuram ajuda ou conforto no projecto da Alexandra Solnado (é assim que se chama). Posto isto, explicava a Alexandra Solnado que as doenças são, não obstante, reflexos de outros problemas mais antigos ou e a outros níveis. Não me recordo dos exemplos que ela dava mas era algo como pessoas que tinham tido muitos desgostos e uma vida marcada pela tristeza, desenvolviam uma doença grave em especifico, localizada numa área do corpo em particular. 
Ora, e dando o beneficio da duvida a esta teoria (pois que temos a perder?), gosta…

A importância de se chamar Candidato

Numa altura em que as empresas recorrem cada vez mais às redes sociais para procurar candidatos a postos de trabalho (89%) e que 65% por cento é bem-sucedida, conseguindo contratações satisfatórias (Fonte: PR Comunicácion) convinha que as empresas de recrutamento e de executive search pensassem um bocadinho mais sobre o seu modus operandi.


Falo por experiência, por conhecimento e por não ter conseguido efectivar mudanças. 

O headhunter da velha guarda, armado em doutrina maquiavélica, que nunca leu, perspectiva o candidato como um meio para atingir um fim: facturar.  O candidato só serve enquanto servir os interesses do projecto. A satisfação do cliente é posta à frente de tudo e todos. Esta sobranceira linha de raciocínio,  a frio, tem alguma razão de ser. Quem paga as contas são os clientes. Como metodologia, é um erro crasso.
Num mercado concorrencial, um factor claramente diferenciador é a relação que se estabelece entre um consultor e os seus candidatos, pelo menos com aqueles que a…

Inesperadamente, a semana passada

Uns dias bons.
O  25 de Abril. Comer caracóis, os primeiros deste ano. Passear e trabalhar no Porto, deambular nos Clérigos. Diariamente, sessões de The Newsroom e Melhor do Que Falecer. O Pedro Mexia e os ferrinhos na emissão especial do Governo Sombra (e a banda sonora e a Manuela Azevedo e as citações certeiras de Salazar bem seleccionadas por Ricardo Araujo Pereira). O Benfica, tão grande! Opá, o Benfica ❤️