segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Parabéns, Nuno.





9 anos. 78.840 horas. 3.285 dias. 468 semanas. 108 meses.  
São 9 anos. 
Com tantos bons momentos e duras travessias no deserto que, nem numa vida inteira, muitas vezes acontecem.

Foi a pessoa que eu escolhi.
Se é a pessoa que mais obviamente me encaixa? Não.
9 anos depois ainda não aceito nem gosto e leva-me mesmo à loucura a falta de respeito por mim (e pelos outros) com os atrasos crónicos.
Preferia alguém que não fosse contra o aborto.
Preferia alguém que eu achasse que, entre mim e o melhor amigo, em situação de catástrofe, me salvava a mim.
Preferia alguém que gostasse de Nova Iorque e Londres.
Preferia alguém que, de vez em quando, vá, achasse que faço alguma coisa de jeito.

Mas se queria estar com mais alguém? Não.

Porque este é o ponto de equilíbrio. 
Porque nos piores momentos, mesmo não entendendo, deu um abraço. 
Porque tem qualidades, valores e princípios pelos quais se rege e defende, o que é de louvar, mesmo quando não concordamos com ele. 
Porque é amigo dos seus amigos. 
Porque diz o que pensa mesmo quando é anti-correcto fazê-lo. 
Porque confio nele sem duvidas razoáveis. 
Porque com ele não há stress de eu fazer os meus planos com quem quer que seja.
Porque com ele, what you see is what you get
Porque é meiguinho quando me acorda nos meus longos sonos no sofá. 
Porque me faz jantares muito bons. 
Porque se ri. Comigo. De mim. Ri-se muito. Ri-se com o prazer de uma criança. 

Ao fim de 9 anos, para lá da paixão, para lá do amor que superou tanta interferência, para além das criticas, são 9 anos de cumplicidade natural. 

Como um bom café, que se bebe várias vezes ao dia, todos os dias, mas que é sempre bom, que cai sempre bem, e nos dá ânimo para continuar.



1 comentário:

Tigrão disse...

Tens de deixar de frequentar esses cursos marados de escrita. Começas a escrever de forma demasiado tocante.
Estou certo de que te gostavas de ter escrito muito mais, mas não te apeteceu. É assim.
Também eu gostava que muita coisa fosse diferente, mas sobretudo gostava que realmente viesse a ser diferente. Aí sim, poderia dar a mostrar ao Mundo o quanto sou feliz e que certas coisas que apregoava desde criança são efectivamente possíveis de concretizar na vida adulta...
1000 beijos ternos para quem escolhi a meu lado.