segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

eu sou assim!








Todos os anos, a partir de meados de Setembro começava a fazer a lista das pessoas que iam ser contempladas com presente de Natal e estabelecia um budget. E alinhava ideias prévias. 

Durante Outubro e Novembro ia executando a lista, sempre à procura do presente ideal para cada pessoa, mesmo que o orçamento fosse de €5. Se a pessoa estava na lista, era porque merecia lá estar, logo independentemente do valor, merecia o melhor presente possível.

Como em qualquer outra tarefa, vinha ao de cima uma mentalidade soviética: faças o que fizeres, faz sempre o teu melhor. Sempre. E como gosto tanto de receber presentes, que não concebia sequer não me empenhar em encontrar algo giro/útil/fora do vulgar/bonito para o outro.

Depois... cansei-me. Percebi que, salvo raras  (boas) excepções, as outras pessoas chegam ao Natal e despacham isto como eu despacho um prato de caracóis em Junho. Num instante e sem sequer olhar. Siga. 

Muitas vezes pessoas que me são muito próximas falhavam tanto que parecia que eu lhes era invisível. 

Este ano então tenho andado uma baldas de primeira. 


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